9 de nov de 2015

Histórias do GP do Brasil: 2008, a última pancada de David Coulthard

Quando se fala em semana do Grande Prêmio do Brasil em Interlagos automaticamente se pensa em Senna, certo?
Em termos...
Sim, é emocionante lembrar de Senna saindo do McLaren nos braços da torcida, no “drible do carro” aplicado em Damon Hill, na vitória com marchas faltando (que até hoje Piquet contesta e tendo a concordar com ele), mas há vida sem Ayrton na corrida brasileira.
A última corrida de Schumacher na parceria mais que vitoriosa com a Ferrari (2006), a primeira vitória de Massa (2005), os títulos de Kimi Raikkonen (2007/único) e de Hamilton (2008/primeiro), mas nenhuma destas – que serão crônicadas durante a semana – é tão engraçada, icônica e tão representativa do fim de Carrera de um piloto quanto a última corrida de David Coulthard na categoria.

Coulthard nunca foi cotado a ser campeão desde que debutou na categoria substituindo Ayrton Senna após o fatídico fim de semana de Imola/94. Muito embora tenha sido vice-campeão em 2001 e por quatro vezes o terceiro colocado na classificação geral.
Carismático, subiu ao pódio em Mônaco com a capa do Superman e ganhou a simpatia de todos os fãs da F1.

Porém, em 2008 - seu último ano - se tornou uma piada, não muito engraçada e um tanto perigosa.
Provocava pequenos acidentes e batidas em quase todos os fins de semana de prova fosse nos treinos, classificação ou corridas.
Obteve a melhor colocação durante o ano (terceiro lugar no Canadá) e cinco abandonos por acidente.
Ainda assim – ou por isto mesmo – quando em junho anunciou que após a última corrida da temporada se aposentaria, ganhou homenagens de todos os pilotos e da FOM sendo autorizado a disputar a última corrida da carreira - exatamente no Brasil – com um carro de pintura diferente do companheiro de equipe.
O escocês alinhou sua Red Bull RB4 para o fim de semana com uma pintura branca que trazia, em vez de seus tradicionais patrocinadores, o símbolo e o endereço eletrônico da fundação Wings For Life, que atua na pesquisa para cura de lesões na medula.

Obviamente que tudo isto teve seu valor e teria obtido muito mais sucesso se a corrida de David tivesse durado mais que os menos de quatrocentos metros que durou abreviada por mais um acidente dos tantos e corriqueiros causados pelo escocês.
A piada da época era que David teria escolhido aquela fundação por ter grandes chances de, se não pessoalmente, enviar alguém para que se beneficiasse das pesquisas.
Maldade era pouco...

2 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Olha, é bem possível mesmo...

Cê não vai pro céu,hein???


abs

Diego Trindade disse...

O interessante é que o carro dele saiu sem um aranhão se querer e a câmera de dentro do cockpit só serviu para gravar o pião que ele deu.