30 de mai de 2017

O jeito americano - ou - As lebres e as tartarugas

Entenda: As 500 milhas de Indianápolis são um evento puramente americano.
Tem até piloto de outra nacionalidade, mas é uma festa estadunidense nata.
Tanto que é disputada no dia dedicado aos veteranos de guerra e as ligações com coisas militares (desde o hino até a passagem dos aviões) são pontos altos da festa.
Se acha aquilo chato ou brega, pense bem... A Liberty tem a intenção de fazer a F1 ser algo bem parecido...

A corrida em si, neste ano, teve a adição de Fernando Alonso, bicampeão mundial de F1 e quase tudo foi focado nele.
Desde a abertura das transmissões com takes inteiros de sua corrida lá no pelotão intermediário onde foi parar após sua primeira experiência com largadas em movimento.
Quando assumiu a ponta, logo após os primeiros pits, a transmissão foi à loucura.
Mas com uma corrida longa como são as 500 milhas é normal não se sustentar por lá muito tempo.
Até para poupar o equipamento.
E ficou por ali, hora na ponta, hora um pouco mais atrás.... Sobrevivendo.

O interessante desta corrida é que são duzentas voltas e como se sabe desde sempre, não se ganha corridas na largada.
As cinco primeiras voltas é só para não passar vergonha.
As 145 seguintes são para filtrar os mais manetoes que vão ficando pelo caminho junto com os que tem problemas no equipamento.
As cinquenta finais é que valem como corrida.
Isto se não inventarem aquelas estratégias esquisitas de economia de combustível ou fazer splash and go nas últimas voltas e ficar sem chances nenhuma após liderar por um tempo considerável.
E ainda assim é possível um zé mané qualquer (como o Alex Rossi no ano passado) vencer por conta de coisas extra pista.
Deviam cortar a corrida apenas para cinquenta voltas e chamar de Indy 50 laps.

E nas cinquenta voltas finais desta edição aconteceu o que sempre acontece.
Alonso, independente da categoria que estiver, se estiver de Honda, vai se decepcionar.
Motor estourado.
Um monte de manetão batendo e prova parada.
Outro F1 reject lidera: Max Chilton...
A corrida mais importante do automobilismo mundial acaba sendo uma prova de mais sorte do que talento.
E no fim, ganha um japonês que não esteve na ponta por nenhuma volta antes das 4 finais.
Takuma Sato ganha a “prova mais importante do mundo”.
E a gente acredita.

7 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Particularmente curti a corrida. É verdade que é longa, mas foi divertida, bem mais que o GP de Monaco, diga-se.

As voltas finais sempre foram a parte quente da corrida, mas dessa vez pelo fato de Alonso estar lá, assisti do inicio ao fim e confesso, gostei do que vi.

Quanto a Sato, é preciso reconhecer, construiu sua corrida ao longo das 200 voltas. Não fez bobagens, manteve-se sempre próximo ao pelotão da frente. Nas voltas finais soube superar e segurar Helinho no momento certo.


abs

Anônimo disse...

Ver Max Chilton liderando, e o que é pior, com chance de vencer diz muito sobre o estilo dos yankees.

Ricardo

Anônimo disse...

Bom dia !

. Verdade. É mundial.
. Tem muuuitos pilotos de outras nacionalidades. É uma festa americana, norte americana, nata. Que nem o jazz, o blues e o róquenrou.
. Verdade. É um dos vários fatores de união dos americanos. Coisa que não temos. Só a çelessão brasileira.
. Mentira. A Liberty não tem força para tanto. A principal missão da F1 é testar peças para as montadoras. O conceito de 'fórmula' original. Só que extrapolou as barreiras da fama e da tecnologia e hoje está mais para aviões do que para carros e, como tecnologia depende de muita grana, ficou para poucos o que fez uma redução de público( mais afeito às emoções) aparecer e aí a Liberty pode atuar mas... Ferrari, McLaren, Williams, Mercedes, Renault são laboratórios e se vierem com gracinha, saem e criam outra parada. 007, sempre tem o 008. F1 pode virar F-0.99. HA ! E, um detalhe incrível. A Honda toda poderosa ficou poucos anos fora da F1 e está vendo como é difícil recuperar o prestígio de outrora.
. Verdade. Fofonso é um baita piloto e provou isso para todo mundo. Saiu ovalcionado !
. Largada em movimento, uma pequena crítica, tá, mas é importante, lá. Na F1 criaram os 'cotovelos' no final da reta após tragédia com Ronnie Peterson mas ceguetas apaixonados nunca notaram nisso. Mônaco, era uma porradaria só e a corrida paralisada por até 1 hora ! TVs... tempo. Agora, estranho, todos 'se respeitam', não ? Alonso sabia que não estava F1 apesar de estar largando, e ficando por lá, no fim do pelotão intermediário na rainha das categorias. Ha... 200 voltas pela frente e ficou na dele. Poupar equipamento, os freios. E estava com um Honda atrás dele. Tanto que as 20 e tantas primeiras voltas foi show de velocidade sem nenhuma complicação ! Cê e um parceiro daqui perderam ! Só viram a 5 primeiras voltas.
. E, verdade. É uma estrela. Reconhecimento. Não são teimosos.
. Não foi, não. Jeo Tosé é 'patriota' e 'nacionalista' como todo bom narrador tem que ser ! Gagálvão vibra com um 4° lugar do desaposentado Zacarias Lentinho ! Jeo vibrou um pouquinho, natural, mas esperava pelo 'bom baiano'(saudoso Lulu du Vale...) e pelo Homem Aranha.
. Verdade. Poupava o carango por motivos já escritos aqui. Me copiou ? Tú não estava assistindo esta parte da corrida. Cê estava almoçando, jogando uma bolinha ou bebendo um chopis e comendo dois pastel com os amigos. Só voltaria nas 5 últimas voltas. Sobrevivendo ? Ah, escrever sabendo que o Jekyll&Hide ao contrário, Hide&Jekyll, surgiu novamente, tudo bem. Ou o Hulk virou doutor Banner. Honda&TádeOnda. Realmente, sobrevivia.
. Ganha, sim ! Se largar na pole em Mônaco e se você não for 2° piloto da Ferrari ! Pá pum ! Largada até chegada ! HA !
. Viu ? Não teve nada até a sexta volta, foi passear.
. Imagine 24 horas... Le mans... Um monte de manetões. Tá focando muito no carro. Não está contando o preparo físico e a capacidade de concentração do piloto. 804 KM ! Mônaco ? 260 KM.
. Ué ? Multiplicou por 10 ? 50 ? Não eram as 5 últimas voltas ? É porque 'perdeu' a corrriiiida, né ? Bateu pézinho e disse:'não vou assistir' !
O voo espetacular, as batidas de vários. Tá sem graça...
. Bom, veio com 'reject' da F1... 'mais sorte que talento'... Indianapolis e Mônaco se parecem, sabia ? Indianapolis não se pode errar pela alta velocidade e proximidade do muro. Mônaco, apesar da média baixíssima, não se pode errar pela pista estreita e , ha..., a proximidade do 'muro'. Ou seja, preparo e concentração, também. Então, me explique porque como um tricampeão mundial, já morto, liderando a corrida com folga, bate no guard-rail sem mais nem menos ?
Bom. teimosia. Li, 'teimosia'. Batalhas e guerras são perdidas por vaidade e teimosia, por não saber recuar.
Nisso eu acredito.

M.C.

Augusto lange disse...

Indy 500 e GP de Mônaco, duas corridas completamente distintas. Atmosfera completamente unica.É o melhor final de semana do ano !!!

Anônimo disse...

O automobilismo raiz está na Indy e na NASCAR,quer você queira ou não.E eu não entendo esse ódio e desprezo que você tem pelos americanos,eu pessoalmente não tenho o menor interesse de conhecer os Estados Unidos,mas dizer que os pilotos americanos são todos manetas é no mínimo chamar o fã de automobilismo de idiota.Olha o tanto de pilotos que são de lá competindo em alto nível,Jimmie Johnson,Kyle Busch,Kurt Busch,Dale Earnhardt Jr.,Kevin Harvick,só para contar alguns,fora alguns estrangeiros que atuam com muito sucesso por lá,como Hélio Castroneves,Tony Kanaan,Scott Dixon,entre outros.Mas se para o senhor só existe Fórmula 1,quem sou eu para dizer o contrário.Pessoalmente achei o GP de Monaco chatíssimo e amei as 500 Milhas de Indianápolis e as 600 de Charlotte,só tinha péssimos pilotos como um tal de Fernando Alonso.

Anônimo disse...

Groo, é tão sem importância e tão ruim que você dedicou 20 linhas para comentar isso.
Ok, quase me convenceu (apesar de eu achar longa e chata, é importante sim)

Anônimo disse...

. 600 de Charlotte ! Uau. Quase 966 km ! E é mais perigosa porque é um oval diferente. 3,89 km contra 4.0 km de Indianapolis. Não dá para notar.
Aê, senhor Groo ! NASCAR ! Topas ? Começa com a tardinha indo embora, portanto, correm a noite ! Claro, com holofotes fortíssimos em cima deles. Mas esta já foi. Só ano que vem.
. Mas tem uns erros aí, ô de cima de cima. Senhor Groo dá uma de Red Gloob e nem volta para falar conosco. Deixa o bicho pegar. Então, que negócio de 'raiz' é este ? França, 1894, parceiro de comentários. E as corridas em autódromo surgiram da necessidade européia de pilotos não correrem mais em estradas ! No Rali, descendente direto da loucura, de vez em quando, tem umas imagens assustadoras envolvendo público e carros. Já correu em estrada, querido comentarista de cima de cima ? Eu já. Claro, um tentativa só mas me borrei todo. Porque o guard rail está ao lado, de dentro, no caso desta estrada em questão, do outro lado, acostamento e, depois, um Deus me livre e guarde. Postes e árvores. O que vier primeiro. Pode vir um transeunte e você pega-lo que nem o Thor( não o filho de Odin e sim de Eike), bicicleteiro ou não, e, pior, um cachorro(susto), e, pior ainda, um cavalo ou uma vaca ! E tem busões e caminhões medoooonhos. Entrar debaixo de um deles não deve ser confortável mas, naqueles tempos, dispensemos os busões e caminhões. Amigo de meu pai morreu porque pegou uma vaca. Não estava rápido, estava num puminha. Quanto pesa uma vaca multiplicada pela massa da bichinha pela velocidade do puminha, heeeiiiin ? p = m x g. g = metros por segundo ao quadrado... Tô bão de física, hoje !
Entonces, não exagere. A NASCAR começou nas praias desertas. E a Indianapolis( Indy. era tudo misturado. F1, naqueles idos, também) numa fazenda. E os autódromos vieram devido ao perigo das estradas mas a Mille Miglias da vida persistiram com muitas mortes, sendo a verdadeira e última em 1957. Hoje você 'corre' ela. Mais desfile que corrida.
. E que historinha é essa que o senhor Groo odeia os estadunid... americanos? Ele tem calça jeans, assiste Friends e the X Factor, gosta de róquenrou, blues e jazz. Come cachorro quente, adora uns hamburgueres. Tem um monte de tênis. Tem celular. E ama Nova Orleans ! Torce pros Yankees, no baseball, para o Capitals, no hóquei no gelo, pelos Dolphins na NFL e pelo Chicago Bulls, no basquete. Soccer... Ele é tradicional, Cosmos. Nossa parceria americana só acontece com os Yankees, o róquerou, jazz e blues. E New Orleans. E loiras californianas. E, não ter o menor interesse de conhecer os EUA ? Professores secundaristas( ou universitários) lavaram bem tua cabecinha ? Veja a contradição aí, meu rapaz. Adoras a NASCAR ! Lavagem cerebral é flórida... Um dia você irá conhecer os EUA. Turismo ou a trabalho.
Desejo isso. Melhor que ir à Cuba, à Coreia do Norte, à Venezuela ou à Bolívia. Estas porcarias socialistas. E a França anda perigosa. Se já conheces estes lugares e sobreviveu, sobreviveu sem um arranhão, quero dizer, que bom.

M.C. ( professor papalvo ao seu dispor. Telefone para Michelzão porque dou aula para a mulh... pro filho dele, o michelzinho)