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Mostrando postagens de Junho, 2017

Ron Groo orgulhosamente apresenta: O cu do cavalo (um conto original, pero no mucho)

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N a região da Praça Princesa Isabel, no centro velho de São Paulo há uma estatua equestre de Duque de Caxias. Garboso, o herói da guerra do Paraguai está montado em seu vistoso cavalo em pose de vitória: o cavalo trota enquanto o cavaleiro brande ao ar a espada. A obra é do nobre artista italiano Victor Brecheret e foi inaugurada em Vinte e Cinco de Agosto de Mil Novecentos e Sessenta. Tem a altura de um prédio de dez andares, contando claro, com o pedestal feito em granito. Como todo monumento em toda metrópole, após um tempo ninguém dá a mínima importância. Passa-se por ele e nem se da conta de que está lá. Se não estiver, muita gente nem vai notar. Porém há um detalhe na estátua, que se diga, sempre esteve lá, mas que nestes tempos de “politicamente correto” começou a incomodar um tipo de gente muito especial que, só com muito tempo ocioso - e pago com dinheiro público – se incomodaria: os nobres vereadores. -O nobre colega há de convir que é uma indecência! – diz um situ

F1 2017: Let the children play

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A FIA confirmou que abriu uma nova investigação sobre o acidente/incidente/quebra pau entre Vettel e Hamilton no GP da Europa disputado em Baku. A entidade máxima do automobilismo estuda até nova punição ao piloto alemão que pode ir de uma simples desclassificação daquela corrida até a suspensão de uma prova. Qualquer das punições beneficiaria Hamilton de forma fantástica, já que a punição durante a corrida, apesar de dura, acabou não surtindo efeito algum já que Lewis também teve de ir aos boxes para consertar o problema com seu encosto de cabeça. A regra já é um bocado estúpida: deixar que o ponteiro controle a relargada em movimento é dar poder demais ao piloto em algo que ele não deveria ter. Mais correto seria como em outras categorias onde a corrida só volta a valer após a passagem pela linha de chegada com bandeira verde sinalizando que está valendo. Dá forma que é hoje, coisas escrotas como a frenagem exagerada e fora de local aplicada por Hamilton podem se repetir sem qu

F1 2017: Coming Soon

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A rivalidade entre Senna e Prost não rendeu um filme hollywoodiano, mas um documentário (chapa branca pra caramba) em que o francês é pintado como um vilão maligno mancomunado com uma direção tendenciosa e má intencionada apenas para ferrar com o brasileiro. Ainda assim é muito bom. Já a rivalidade entre Lauda e Hunt rendeu um filme contestado em que não há vilões, mas fatos circunstanciais que identificam cada qual com a vilania em seu tempo. A arrogância de Hunt, Lauda dedurando o carro do inglês por estar com pneus fora da especificação (no filme, no filme...) até a redenção da recuperação milagrosa de Niki e o título mundial de Hunt. O filme também é bom. Grand Prix é ficcional, mas contém elementos de diversas brigas e rivalidades da F1 nos anos 60 e até antes. Não é preciso falar do quanto este filme é bom. Que tipo de filme, daqui há dez ou vinte anos, teremos sobre a F1? Nico, a vitória do segundo! Talvez não tenha tanto apelo dramático para vender ingressos ao re

F1 2017: Azerbaijão - Baku tem que ficar (pra sempre!)

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O entorno é fantástico! A mistura do moderno e do antigo é a própria cara da F1 que alia o que há de mais moderno com a tradição de ser disputada há mais de cinquenta anos. Porém, tem ainda que se provar como um lugar que pode receber boas corridas. A prova do ano passado, por ser a primeira, foi de morna para fria. Todos procurando os limites e os melhores caminhos dentro da pista e a disputa ficou bem engessada. Para este ano o panorama não era muito melhor e nem mais animador, afinal, tudo mudou: carros, aerodinâmica, grip.... É como se fosse a primeira vez de novo. Na pole Lewis Hamilton (agora o segundo maior neste quesito) marcou um tempo extremamente baixo. Ao seu lado o companheiro de equipe e logo atrás as duas Ferrari. A largada prometia e cumpriu: Bottas briga com Kimi, perde o bico e fura um pneu. Vai os boxes e volta com pneus diferentes. Tinha que mudar a estratégia mesmo. Kimi caiu para sexto, mas continuou. Mesmo sendo acertado por pedaços de carro antes de

F1 2017: A corrida em Baku e a etiqueta que ficava no...

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E ste fim de semana tem F1! (Chico sorrindo) É no Azerbaijão... (Chico chateado.) A pista é bonita, rápida, o entorno é maravilhoso e tudo... E ainda é apenas a segunda vez que se corre por lá. Logo, há de se ter boa vontade com o lugar (ao menos por enquanto) e esperar que todas as mudanças feitas nos carros e que os tornam totalmente diferentes dos que disputaram a primeira prova naquele país deixem as coisas mais interessantes. Por enquanto duvido, mas... Melhor mesmo é contar uma histórinha ocorrida dentro daqueles coletivos marotos... Basta subir em um coletivo e apurar os ouvidos e as coisas acontecem. Esta foi assim, segue a transcrição da conversa. -Véi, vou mandar um email pra uma fábrica reclamando de um produto ai... -Sério? Celular? Televisão? -Nada... Cueca! -Ih, que foi? Alergia? Se for isto nem adianta reclamar. Tem nas etiquetas -Não é alergia não... É das etiquetas mesmo. -Como assim? -Porra! Os caras colocam umas etiquetas enormes, de um material duro

Gaiatos

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O sabonete já fazia sucesso no mercado. Não era caro como o concorrente Phebo e nem era tão barato quanto o popular quanto o Eucalol, mas vendia bem. Tinha um perfume suave e durava o mesmo que os outros, mas dizia em sua embalagem que conseguia chegar a “cinquenta banhos ou mais! ”. Seu nome? Sabilo. Pronunciava-se “sablo”, ignorando totalmente a vogal. De olho em uma fatia maior do mercado, porque não? A pequena empresa paulistana que o produzia resolveu apostar na publicidade para aumentar um pouco mais as vendas e, quem sabe, fazer de seu produto um sucesso nacional. Contratou uma agência ainda em crescimento para a empreitada e esta não decepcionou. Espalhou pelos bondes da capital paulista cartazes com a marca “Sabilo” com os dizeres: “mais banhos, menos preço! ” e aguardou a resposta popular. E quando esta veio, foi na forma mais saudável para uma empresa: as vendar subiram em uma percentagem considerável. A popularidade do sabonete foi às alturas e com ela também veio

Antes era pior... 17: Imparcialidade e isenção

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J ornalista isento, imparcial... O que hoje é um mito e uma grande mentira, já teve lugar na vasta história do jornalismo feito no Brasil. Mas, segundo Nelson Rodrigues, foi um só. E olha que o próprio Nelson é oriundo de uma família de jornalistas. Do pai a irmã mais nova. A história é a seguinte: em 1949 o Diário Carioca promoveu na linguagem jornalística brasileira uma verdadeira revolução adotando uma técnica americana que uniformizava os textos (como se todos fossem escritos por uma única pessoa, ou melhor, como se aquela sintaxe representasse a voz do jornal e não dos diversos jornalistas envolvidos em sua feitura) e implantava nas redações a figura do “copy desk”  que nada mais era do que um redator encarregado de enxugar as matérias de verbos demasiados e literatices em geral. As primeiras linhas das matérias teriam obrigatoriamente de ser objetivas. O nome disto era “lead” e ali deveriam ser respondidas as perguntas: “quem? ”, “quando? ”, “onde? ”, “por que? ”  e “como? ”

Groo Recomenda: Anvil! The Story of Anvil (2008)

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E m 2009 Steve “Lips” Kudlow e Rob Reiner estavam no evento de premiação do People´s Choice Awards concorrendo ao prêmio de melhor documentário com “Anvil! The Story of Anvil” quando o vocalista reconheceu (e como não reconhecer?) Paul McCartney sentado em uma das mesas à pouco mais de vinte metros de onde estava. Lips se conteve até ser anunciado o vencedor de sua categoria e assim que o resultado foi divulgado -  e eles não venceram, cabendo à um documentário sobre golfinhos o prêmio – ligou o “foda-se” e se levantou para se dirigir à mesa do beatle para pedir um autógrafo quando foi agarrado (literalmente) por Quentin Tarantino: “-Estes bastardos deram o prêmio para alguns peixes, cara! ” – Gritou o diretor. Lips, agradeceu o apoio, balbuciou algo sobre ser muito bom encontrar com Tarantino, pediu desculpas e disse que queria muito falar era com Paul. Ao chegar à mesa de McCartney, que estava cercado por amigos e sua equipe, viu um assustado Paul olhar em direção a eles e recon

O capacete do segundo colocado

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Q ue Lewis é fã confesso de Ayrton não é segredo e nem detalhe escondido, logo, para ele, poderia fazer mais sentido festejar ultrapassar seu ídolo do que o recordista real, mas... Hamilton é o tipo de cara que briga sempre pelos melhores e maiores números e não pelos mais significativos. Até por isto a surpresa ao receber o mimo. Já para o IAS... Por que catzo o Instituto Ayrton Senna foi até o Canadá festejar o fato de Hamilton ter igualado em número de poles o seu representado? Ayrton foi o grande nome em sua geração. É e será sempre um dos maiores deste esporte. Prost ganhou mais títulos, mas não foi tão icônico para o esporte quanto Senna por tudo que aconteceu e blá blá blá... Nem vou citar o sete estrelas Schumacher para não atrair haters , ufanistas e pachecos em geral. Mas o tempo é implacável e com sua chegada os nomes vão sendo colocados em posições relativizadas por quem viu e quem não viu correr. É normal ocorrer discussões sobre quem foi melhor: Fangio, Ascari,

Queremos é treta!

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Q ue Hamilton é um falastrão não é novidade. Quando perdia corridas na McLaren e mesmo na Mercedes, adorava um mimimi e chegou até mesmo a postar a telemetria de um de seus carros no twiter. Depois de ver Fernando Alonso abrir mão do GP de Mônaco deste ano para disputar (com sucesso) as 500 Milhas de Indianápolis, falou algumas groselhas desdenhando do quinto lugar do espanhol na classificação e do estouro de seu motor (há-há) no fim da corrida no oval. Tony Kanaan resolveu dar uma resposta engraçadinha ao bocudo da F1. “-Do que ele está falando? No ano passado disputou um campeonato com apenas dois carros e ficou em segundo. ” – Disse o simpático narigudo. Tony pode falar desta forma? Pode... Tony já ganhou o campeonato e também já faturou a Indy 500 entre outras provas importantes como as 24 horas de Daytona e ainda vai participar este ano das 24 horas de Le Mans com boas chances de levar e isto já o credenciaria, enquanto Hamilton ganhou 3 vezes o campeonato de F1, mas nu