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Mostrando postagens de Julho, 2018

F1 2018: Reclamações (sobre o que não há o que reclamar)

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B ottas fez o papel de escudeiro para Lewis Hamilton? Sim, fez. Bottas protegeu Lewis de possíveis investidas de Vettel ou Kimi? Claro! Se olharmos bem a tabela de pontuação, Lewis disputa pau a pau com Vettel o título e já estamos na metade do campeonato, logo, em sã consciência e tendo a honestidade como norte alguém pode questionar o que aconteceu na Hungria com relação as atitudes de Bottas e/ou da Mercedes? Pode... Ou melhor, não pode, mas questiona assim mesmo. Obviamente, ser visto como segundo piloto ou “ajudante” é ruim para a imagem de um piloto, qualquer piloto. Casos como o de Patrese, Berger, Barrichello e até mesmo Felipe Massa mostram que os danos demoram muito tempo para serem reparados. A história costuma ser cruel com estes personagens. E periga o Bottas entrar nesta listagem se não se desvincular da Mercedes ou, como no caso de Nico Rosberg, peitar (e ganhar) a briga garantindo seu título mundial mesmo contra a orientação da própria equipe. Temos que tirar

F1 2018 - Hungria: monotonia com pitadas de emoção (igual tofú com bacon)

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L evando em consideração de que as corridas na Hungria não são exatamente emocionantes, mas que proporcionam lances de prender o fôlego vez por outra, os fãs da categoria se sentaram em frente a seus televisores para a largada. Depois de uma classificação sob clima instável e com chuva na maior parte do tempo e que teve voltas perfeitas de Hamilton e Bottas garantindo a primeira fila para a Mercedes quando o esperado era uma briga entre Red Bull e Ferrari, o tempo firmou e trouxe a dúvida se o acerto feito para pista molhada poderia dificultar as coisas para o time alemão. Claro que a pista sinuosa e com poucos pontos reais de ultrapassagem (só o fim da reta e assim mesmo não é simples) iria ser aliada para Hamilton tentar mais uma vitória. Assim que as luzes apagaram não houve susto. Apenas Vettel conseguiu subir uma posição ao ultrapassar o companheiro de equipe. Mais além, não conseguiu ir. Uma das histórias a ser observadas era a largada de Daniel Ricciardo vindo do fundo

Húngria e uma espécie de magia...

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H á quem não goste do GP húngaro e é até fácil entender os motivos: pista sinuosa, de média velocidade, travada com pouquíssimos ou nenhum ponto de ultrapassagem e possibilidade quase inexistente de variação climática. Porém, quando tem momentos emocionantes, estes são arrebatadores. A ultrapassagem de Rubens Barrichello sobre Michael Schumacher em 2010. O acidente de Felipe Massa com a mola em 2009. A corrida fantástica de Damon Hill com uma Arrows em 1997. A primeira vitória de Alonso colocando uma volta sobre nada mais que Michael Schumacher em 2003. Porém, nenhum momento é mais icônico do que a ultrapassagem de Nelson Piquet sobre Ayrton Senna na primeira corrida húngara da era F1 (houve uma corrida naquele país em 1939). O lance é tão fantástico que outro campeão mundial, Jackie Stewart, definiu dizendo que: “-Foi como fazer um looping com um Boeing 747!” E foi este lance que me fez escrever um dos textos que mais tenho orgulho. E é ele que segue. A Kind of Magic O s

F1 2018: Falem bem, falem mal, mas continuem falando

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L ogo após o fim da corrida na Alemanha, após o troféu já entregue e a champanhe estourada, os comissários da FIA se reuniram e convocaram Lewis Hamilton para dar explicações sobre a manobra que, pelo sim pelo não, lhe deu a vitória. Lewis já estava se encaminhando aos boxes para troca de pneus quando por algum motivo resolveu não ir mais e cortou para a esquerda na entrada dos boxes, passando por cima de grama e tudo para voltar à pista em um momento em que Sebastian Vettel abandonara a prova. Dalí em diante, a parada de Bottas e Kimi o colocaram em posição de vencer caso não tivesse mais que trocar pneus. E os seus já estavam bem gastos. Diz o regulamento que a manobra é terminantemente PROIBIDA e que a punição padrão a quem infringir a regra é a uma adição de cinco segundos ao tempo final da corrida, caso não haja mais paradas de boxe para se cumprir. O que, naquele momento era a situação. A notícia foi veiculada como deveria: driver 44 under investigation. E a corrida que a

F1 2018 - Alemanha: Decepção, alegria, o caos e a redenção

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D epois de não assistir (em tempo real) a (ótima) corrida inglesa – porque estava de férias e viajando e eu mereço – chega a hora de uma das corridas mais tradicionais da categoria: o GP da Alemanha. Poderia ser melhor? Claro... Este arremedo do que um dia foi o templo da velocidade de Hockenheim atrapalha um pouco, mas não muito.  Se não se pode ter o traçado antigo, melhor que fosse Nurburgring. Mas aceita-se. O campeonato, que vem equilibrado apesar das corridas não serem tanto, apresenta vantagem de Vettel e um momento muito bom da Ferrari. Hamilton, que aparentemente não tem o carro tão bom, também passa por um inferno astral. Após a largada desastrosa em Silverstone (e uma corrida de recuperação maravilhosa) não consegue sair do Q2 com problema hidráulico para a prova alemã. Sai de décimo quarto enquanto Vettel fez a pole em uma volta voadora superando Bottas. A surpresa eram as Haas em quinto e sexto com Magnussen e Grosjean respectivamente. Ao apagar as luzes ver

Silverstone e o primeiro GP de F1 da história

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A primeira corrida a levar a marca Fórmula 1 foi corrido em Silverstone, disto, todo mundo sabe. A categoria mais famosa e topo do automobilismo nasceu majoritariamente europeia. Eram seis corridas (Mônaco, Suíça, Bélgica França, Itália e Grã-Bretanha) no velho continente e contariam com o resultado das 500 milhas de Indianapolis (apesar dos pesares) para se apurar o volante mais rápido do mundo e, claro, o melhor carro também. Coube a Silverstone, na Inglaterra a primazia de promover aquela corrida em 13 de maio de 1950. Era um sábado. As máquinas envolvidas na disputa não era suprassumo da tecnologia automotiva como hoje, até porque o mundo havia saído há pouco da maior guerra já travada. Os carros eram todos do pré-guerra: Maserati, Alfa Romeo, Ferrari e carros esportivos modificados como os Talbots. Estima-se que cem mil pessoas assistiram aquela primeira corrida. Entre eles o rei George VI e a futura rainha Elizabeth, a eterna. Foi a primeira e última vez em que a famíl

F1 2018 - Áustria: por mais corridas assim

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L ongas retas, curvas de alta, subidas, descidas... Podia ser Monza, podia ser Spa, mas é o Red Bull Ring, antes conhecido como A1 Ring, Osterreichring, Zeltweg... Tudo no mesmo lugar: Spielberg. Em meio há um vale que deu cenário a história da Noviça Rebelde, rodeada por criações de vacas e muita, muita história do automobilismo. E no capítulo de 2018, apesar da temporada estar emocionante – apesar de ter corridas monótonas – começou a ser escrito com uma tinta meio manjada e um texto conhecido sobre o domínio da Mercedes. No terceiro treino livre até teve um brilhareco da Ferrari, mas quando valeu, Hamilton e Bottas deram as cartas. Vettel, que até tinha conseguido uma boa posição dentro das possibilidades foi punido e caiu para a terceira fila, na sexta posição. Mas uma pergunta permanecia a espera de uma resposta: e em corrida? Como seria a correlação de forças durante a corrida. A largada, no pé do morro e em subida, começaria a responder. E Hamilton pulou na ponta aprov