29 de nov de 2013

Hell

-Mas pastor...
-Nem “mas”, nem meio “mas”. Sinto muito.
-Por favor, o pessoal está animado em gravar com a gente, vão ficar frustrados.
-São jovens, vão superar.
-Mas que mal tem em tocar com a gente?
-Vocês não fazem música gospel. Não dá para misturar o sagrado e o profano.
-Poxa, é tudo música.
-Não, não é tudo música. A que meus meninos fazem agrada a Deus, é feita em seu nome e louvor. A de vocês não.
-Não faz sentido... O senhor já viu nosso contrabaixista tocar?
-Sim, vi...
-Então, o senhor é maestro, entende de música... Ele não é bom?
-Sim, não disse que ele ou mesmo vocês não são bons. São ótimos músicos. Mas não.
-Então... Se o senhor mesmo concorda que ele é bom e que nós tocamos bem, me diga: de onde o senhor acha que vem?
-Que vem o que?
-Nosso talento. Eu posso chamar de talento não posso?
-Pode... Claro que pode.
-Sabia que nenhum de nós estudou o instrumento a fundo?
-Ah não?
-Não...  Estudamos o básico.
-Onde você quer chegar?
-Simples: Nós fazemos música por dom e o senhor mesmo vive dizendo que isto é coisa de Deus. Tô errado?
-Bem... Não. Teoricamente não...
-Então, se nós temos o dom e se isto é coisa de Deus, logo a nossa música deve agradar a Ele, não? Afinal, fazemos aquilo que ele nos mandou fazer.
-Está bem... Tudo bem então... Eu libero o naipe de metal da igreja para gravar com vocês. Os dois trompetistas, o saxofonista, os trombonistas... Pode avisar a eles que eu liberei para a gravação.
-Obrigado pastor!  Eu vou agora mesmo reunir todos eles e correr para o estúdio.
-Rapaz... Só por curiosidade: o que vocês irão gravar?
-Um cover de um tema de jazz dos Squirrel Nut Zippers.
-Ah... Não conheço. Qual o nome?
-Hell.

27 de nov de 2013

Motivos

E o telefone toca na casa de Felipe.
-Alo?
-Felipe?
-Sim... Quem é?
-Claire, tudo bem?
-Sim, sim... No que posso ajudar?
-Gostaríamos que você viesse para Grove. Queremos começar os trabalhos.
-Mas já?
-Sim Felipe, o quanto antes.
-Bom... É que... Ainda tem algumas coisas na Ferrari.
-E daí? Agora você é piloto Williams.
-Mas é importante, entende?
-Mas... Precisamos de você aqui, queremos adiantar o inicio do projeto para 2014.
-Então... Eu também quero começar logo, mas...
-Tudo bem então... Fica para depois do natal então. Boas festas. – e desliga o telefone.

Em Groove.
-E o que disse o Felipe? – pergunta Frank à filha.
-Vem, mas só depois do natal. – disse ela.
-Mas, por quê?
-Negócios inacabados na Ferrari.
-Aqueles carcamanos, vão sugar o rapaz até a última data possível.

E em São Paulo.
-Quem era Felipe? – pergunta Rafaela
-O pessoal da Williams...
-E o que eles queriam?
-Que eu fosse até a Inglaterra antes do natal.
-E você?
-Disse que não dava.
-Por quê?
-Bom... Fetuccini, lasanha, presuntos de Parma, uma diversidade de vinhos, nhoques, assados, doces italianos, talharim, queijos... Enfim: natal na Ferrari.
-Mas e a Williams?
-Lá vai ter peixe com batatas fritas, tortinha de rins e carne de carneiro cozida com molho de hortelã.
-Com molho de hortelã? Coitado do bichinho...

26 de nov de 2013

Lado B do GP: Brasil

Não há lados B em pistas tipo A, isto é fato.
Mas que foi curioso ver alguns lances, isto sem dúvida.

Começa por ver um motor abrir o bico.
Faz tempo...
Grosjean foi a vítima e o motor era logo um primo irmão do propulsor que impulsiona só o carro tetra campeão...
Acontece.

Hamilton tirou Valteri Bottas da corrida e disse que não teve culpa.
Pode até ter sido sem querer, claro... Um toque como aquele no pneu traseiro ninguém faz por maldade.
Mas teve culpa sim...
E se ainda não tivesse, iria tomar uma chamada, afinal: não se atrapalha piloto da Williams.
Talvez... Se fosse o Maldonado... Estava perdoado!

Massa reclamou da punição.
Ok, punição besta, exagerada... Mas é a regra.
A regra é besta, é exagerada...
Mas foi discutido no briefing e todo mundo achou que estava certo.

A Catherhan do Charles Pic quebrou, aparentemente sozinho, a suspensão.
Se tivesse parado o carro onde quebrou – uma área de escape enorme e plana – estaria tudo bem.
Mas ele resolveu ainda atravessar a pista e abandonar o carro em um barranco.
Resultado?
O carro quase volta à pista. Foi preciso que alguns fiscais de pista fizessem um esforço enorme para manter o carro lá.

E o Button?
Largou de décimo quarto e chegou em quarto lugar.
Daquele jeito dele... Se aproveitando das ocasiões... Trocando pneu mais tarde, não arriscando nada.  De forma bem bunda mole.
E daí?
E daí nada... Ninguém liga.
Acabou a corrida e só se falava no fato de Webber ter tirado o capacete ainda na volta de comemoração e desaceleração.
O Button que se dane, ninguém liga para ele.

E para terminar:
O tombo do que se retira...

24 de nov de 2013

F1 2013 - Brasil: Respeitem Interlagos

E bastou uma volta e meia de corrida para se notar bem a diferença entre um circuito de verdade e um copy and paste como Austin.
Foi muito mais emocionante que em toda a prova dos EUA. E sem o DRS que ainda não estava autorizado o uso.
Há que se respeitar Interlagos.
Não é necessário DRS, KERS e nem chuva para que a prova seja emocionante.

Ingredientes para uma emoção um pouco mais fake não faltavam: última do Massa na Ferrari; última do Webber na F1; última dos V8 aspirados... Lista farta.
Mas foi emocionante apenas pelo fato de ser uma corrida lógica, onde os melhores pilotos (ou carros com exceção do Button, que mais uma vez se aproveitou da ocasião) fizeram as melhores performances.

Ao fim, o melhor piloto com o melhor carro venceu: Vettel.
Webber fez jus ao carro que pilotou e saiu da categoria com uma posição honrosa e – surpreendendo o mundo – tirando o capacete na volta de comemoração, para que o mundo visse que: debaixo dos capacetes existem pessoas fazendo o esporte.
E Alonso, que por mais que EU não curta, vai deixar seu nome em todos os compêndios sérios sobre automobilismo como um dos melhores de todos os tempos.

Uma pena, que infelizmente, outra corrida em Interlagos demore tanto para acontecer.
Monza, Spa, Suzuka, Silverstone Mônaco... E Interlagos, o que sobrou de pistas de verdade na F1.
Aos que oram, façam para que estas nunca faltem no calendário, porque o que sobra, pqp viu...

Que venha 2014 e suas mudanças, porque quem gosta de ficar parado é poste.
A saudade já bateu.
Uma justa homenagem ao canguru, que bem ou mal, nos divertiu este tempo todo

22 de nov de 2013

Utilidade pública GP do Brasil de F1

Alimentação
Faça você mesmo o aroma.
Se você for mineiro e for levar um amigo francês à corrida, passe com ele antes na ROTISSERIE MUZAMBINHO. Na Praça Batista Botelho.
Mostre a ele os maravilhosos queijos minas. Diga a ele que nossos queijos não devem nada aos queijos franceses e se ele perguntar do aroma do queijo, não se faça de rogado PEIDE!

Grego? Turco? Paulista!
Fechando o roteiro não poderia faltar o CHURRASCO GREGO, conhecido na Turquia como KEBAP...
Engraçado, é turco, por que será que aqui virou grego?
Situado à Praça Moscou – só pra fixar o fundo internacionalista de nossa comida – é servido em pãozinho francês do dia anterior e com muito vinagrete de repolho.
Acompanha dois sucos de groselha, sem gosto e sem gelo. Apenas R$ 2.00.

Entretenimento e lazer
Também tem muito esporte radical na capital paulistana.
Tentar atravessar qualquer avenida quando o transito está fluindo bem é uma aventura e tanto! E isto nos semáforos e faixas de pedestre.
Outra boa dica é cruzar os rios Tietê ou Pinheiros por cima dos dutos de gás e água ao longo de sua extensão.
A tubulação é larga e tem corrimãos – não se sabe para que exatamente.
O grande barato é tentar atravessar os rios sem desmaiar com enorme mau cheiro que eles exalam e em dias quentes não adianta mascara.
O que tem de radical nisto? Cai lá dentro para você ver o que te acontece...

Os bingos estão proibidos em todo o Brasil, mas as maquininhas caça níqueis estão em todo os lugares. E o mais legal: com as bênçãos da polícia civil e militar.
A mecânica do negócio é simples:
Você perde muita grana de moeda em moeda até conseguir ganhar pela primeira vez.
Então vai ficar com a sensação de que está com sorte e vai insistir.
Não raro o apostador sai de lá liso e para não ficar devendo na casa acaba deixando objetos como relógios ou os tênis na tentativa de conseguir ao menos uma parte do prejuízo de volta.
Seja como for não ofereça os bilhetes para a corrida.
Localização: Qualquer boteco sujo tem e geralmente fica nos fundos, bem escondido, o que é uma besteira já que como disse, tem o apadrinhamento da delegacia mais próxima.

Hospedagem
Grande Hotel da Luz:
Localização: Bairro da Luz
Ambiente: Pouco agradável.
É longe para caramba, mas é barato.
Reza a lenda que o crime da mala foi executado na suíte 336, mas os funcionários do local negam. Até por que nem tem esta suíte lá.
Aliás, não tem suíte nenhuma já que nenhum dos quartos tem sequer banheiro.
As paredes são finas, ao que parece todas feitas de MDF bem vagabundo e é possível ouvir tudo que se passa no quarto ao lado. E com a fauna humana que ronda as imediações acho melhor levar um tapa ouvidos.
E claro, não convém levar a namorada...
Cotação: roubada.

Cantinho do Fábio Campos.
Localização: Interlagos
Ambiente: arejado.
Não é hotel, pensão ou hospital.
Trata-se do cantinho esquerdo do portão de entrada do autódromo de Interlagos, onde em edições passadas nosso amigo Fábio Campos dormiu por duas noites seguidas, junto a um cidadão que veio direto do Congo para assistir a corrida.
Convém levar um cobertor e um porrete, vai que o cidadão do Congo apareça por lá e tal...
Cotação: o roubado é você, se der mole.

Serviços
Os serviços médicos também estão presentes.
Enquanto os pilotos e membros das equipes têm a assistência do Dr. Sid Watikins para qualquer eventualidade e podem contar com os serviços do Hospital Albert Einsten, os torcedores têm a sua disposição o chefe de enfermagem Cidão Barbosa, que comanda uma equipe de vinte auxiliares de enfermagem estagiários que lhe receitarão aspirinas independentemente do que você esteja sentindo.
Dor de cabeça? Aspirina.
Insolação? Aspirina.
Convulsões? Aspirina.
Diarreia? Aspirina e rolha...
Se o caso for mais grave o paciente torcedor será removido para o Hospital do Servidor Publico. Caso, claro, se aquela Kia Besta escolar ainda estiver por perto.

Transporte
Trens da CPTM.
Não se engane: a estação que atende pelo nome de Interlagos fica a quase dois quilômetros de distância do autódromo e o caminho não é dos mais simpáticos.
Passa-se por Diadema, Osasco e se não “perder” a carteira com os ingressos em uma destas quebradas chega à pista tão cansado que mesmo com o barulho infernal dos motores acaba dormindo durante a corrida.
Valor cobrado: R$3,00 (mas compensa?).

Ir de carro próprio.
Dizem que é desaconselhável, mas se é para passar raiva que ao menos seja dentro de um veículo seu, que bem ou mal vai ter o mínimo de conforto e sempre se pode mudar o destino e ir para um shopping Center ou descer para a praia mais próxima. E creia, mesmo sendo distante para caramba ainda assim você conseguirá chegar mais rápido do que se insistisse em ir assistir ao GP.
Agora, se resolver ir mesmo e seu carro for bom (BMW, Mercedes ou um esportivo importado qualquer) cuidado. Alonso pode tentar pegar seu carro para disputar a prova e tentar vencer o Vettel.
“-Qualquer coche és mejor que o meu...” – chorou o asturiano.

21 de nov de 2013

Pequenas ironias para a semana de GP Brasil

Red Bull descartou ajuda de Vettel à Webber em sua despedida.
Mas Vettel é um cavalheiro e disse que ajudará sim:
-Abrirei a porta para ele ir embora, e assim que ele passar, delicadamente fecharei.

Domenicalli disse que espera “algo mais” de Felipe Massa no Brasil.
-Gostaria que ele me convidasse para jantar na casa dele... – disse.
Mas depois de ser lembrado que Stefano disse que só tinha ficado com Massa na equipe por respeito, Felipe declarou: “-Vai jantar na PQP!”.

Ross Brawn declarou que saída do braço direito de Newey vai enfraquecer Red Bull.
O projetista, por sua vez disse que sim: “-Claro, é muito difícil desenhar com um braço só, mas para azar do Ross, eu sou canhoto.”.

Ferrari declarou que as mudanças necessárias já estão encaminhadas para 2014.
-Contratamos o Kimi, ele não fica de mimimi quando o carro não é o melhor. E isto ajuda muito.

Button diz que ainda acredita em pódio para a McLaren: “-No Brasil é a última chance.” – disse.
Tem mais alguma corrida depois?

20 de nov de 2013

Antes era pior... 14 - Interpretação de fatos (ou fotos)


A foto foi roubada no blog do Rafael Schelb, o Schelb F1 Team e traz algumas curiosidades.

A primeira é – obvio - ver Grahan Hill pilotando seu BRM pelas estradas de Spa-Francorchamps. Repare bem... Está molhado.

Depois, ver um gigante outdoor.
Sempre quis saber para quem era a propaganda.
Geralmente ficava em lugares ermos, longe do público e em um tempo que não havia uma cobertura full das TV´s, até mesmo por limitações técnicas das emissoras.
Seriam então para os pilotos?

Então, de um lado do gigante painel há uma propaganda de um lubrificante que apresenta o que parece ser uma figura feminina.
E do outro lado um cidadão careca que – aparentemente – estava sentado em uma garrafa de champanhe quando a rolha espocou.

O que catzo tem a mulher com a lata de óleo? E porque o carequinha estava sentado na boca da garrafa?
Será que há alguma correlação?
Será que é propaganda de motel?
Será que foi daí que aquele grupo de pagode tirou a inspiração para um de seus hits?
Será que o guardinha de trânsito ali escondidinho pode responder esta pergunta?

19 de nov de 2013

Lado B do GP: EUA - mesmo gostando muito da coisa, foi aborrecido

E os lados B foram tão monótonos quanto à corrida em si...

Alguém sentiu falta de Kimi Raikkonen?
Acho que não...
Mas não foi por conta do Kova, porque ninguém nem viu ele na pista.

Aliás, viu.
Foi o primeiro a parar e ainda teve de trocar bico.
Tem toda razão em sonhar em ser titular na Caterham.
Carro ruim, piloto ruim e tudo em casa.

E Massa?
Este tem palavra.
Disse que se não fosse dado um jeito em seu carro a corrida seria horrível.
E foi mesmo.
Pastor, que se sentiu sabotado pelo time com o bom desempenho do Bottas deve ter dado aquela risadinha marota: “-Vai se acostumando, Felipe... Ano que vem vai ser assim em todas as provas.”.

E em certo momento, o engenheiro do Massa pediu:
-Faz agora voltas em ritmo de classificação.
Massa se lembrou do dia anterior e deve ter pensado: “-Fodoscou...”.

De boa?
Por mais que se ame a F1, esta prova não ser transmitida ao vivo acaba por nem fazer falta...
Nem para ver o pódio com aqueles chapéus ridículos (que nem tiveram, mas seriam) pertinentes à festa.

18 de nov de 2013

F1 2013 - EUA: Não basta copiar e colar, tem que ter emoção na fila americana

Americano gosta de automobilismo, ou quase.
Lá as corridas são recheadas de bandeiras amarelas que travam as disputas.
Seja nos ovais da Indy e Nascar ou nos mistos geralmente de rua.
Logo, não era de se esperar muita diferença e logo no meio da primeira volta o safety entra em cena.
Grande Sutil...
Ainda bem que foi uma vez só.
E o streaming dando tocs

Também cheia de “para e vai” era o streaming pelo qual fui obrigado a acompanhar a prova.
Tudo por ser mão de vaca e não querer assinar uma TV apenas para ver esta prova todo ano.
Mas, como em toda véspera de GP que a emissora oficial não passa, cogito assinar a dita TV...
E o streaming dando tecs

E assim como as categorias americanas que – ou não tem emoção ou ela é artificial – a corrida foi seguindo em banho Maria.
Pista bonita, cheia de partes de outras pistas pelo mundo, mas com bem poucas ultrapassagens em sua primeira metade.
E o streaming dando tacs

Já a partir da segunda...
Ai houve até uns passões, mas daquele jeito.
Sem briga, sem defesa, sem choro.
Chegava, passava e tchau.
E o streaming dando tics...

E assim segue até o fim.
Vettel vence, quebra mais um recorde de Schumacher e comemora.
Parecia estar no piloto automático de tão fácil.
E o streaming...
Bem... Depois do fim da corrida, com tudo (ou nada) que aconteceu, desisti de assinar a TV.
Para ver isto ai, o streaming deu e sobrou.

15 de nov de 2013

Notinhas kleps (aquela bala que vinha em fitas...)

Button se diz surpreso com a chegada do jovem Magnussen à Mclata.
Surpreende?
Não.
Depois de dizer que o russo Kyatt não teria sucesso, que seu companheiro de equipe era um idiota e que não vai se aposentar, qualquer coisa que este cara diga deixa de surpreender.
Aliás, vamos deixar claro, ninguém deu a mínima para o que ele falou.

Massa diz que vai devolver a Williams ao seu verdadeiro lugar.
Sinceramente?
Torço por isto.
Depois de Kazuki, 1B, Maldonado, qualquer coisa é lucro.
Mais?
Assim: a situação tá tão brava em Grove que não deve ter mais espaço pra cavar o buraco, logo, para cima é o único caminho.
Mas vê lá heim, Massa... Vê lá...

Ainda sobre Felipe Massa.
Disse ele que optou pela Williams porque lhe ofereceram um contrato mais longo e com a prerrogativa da liderança do time.
Ele também disse que teve um contrato (pré-contrato, apalavramento, dê o nome que quiser, eu não vi papel nenhum, tenho um nome a zerar) com a Mclata.
Até onde se sabe o acordo com o time de Dennis (o Ron do mal) seria de apenas um ano.
Pesou pelo pouco tempo para desenvolver um trabalho e ainda ter que aguentar a mala do Button que quanto mais envelhece, mas ranheta, reclamão e ignorado pelo mundo fica.

Kovalainen está de volta ao circo da F1.
Dono de uma vitória (hahahahahahahaha) na categoria (hahahahahahahaha) declarou que está feliz em pilotar pela Lotus nas duas últimas corridas.
E completou: “-Mas quero mesmo é voltar para a Catherham para ser titular!”. (hahahahah)
É... Pilotos ruins sonham com carros ruins, se não para ficar na média, para fazer óbvio e ser lembrado (de vez em quando) para uma vaga qualquer em um time qualquer...

Franchitti fora da Indy.
É triste ver um campeão se afastar?
É!
É ruim saber que foi por conselho médico?
Claro!
Mas o cara já ganhou tudo que a várzea americana dos carros de fórmula pode oferecer. E ganhou com méritos.
Então? Não é melhor vê-lo sair da brincadeira com saúde e “por cima”?
Vai nesta Franchitti!
Não vai fazer falta não... Quem gosta do que você faz, de verdade, sabe que já fez muito.
E bem feito.


14 de nov de 2013

Perez fora...

Li isto em algum lugar...

O careca apareceu no bairro vindo do nada e sem ser convidado. E o pior: vinha de mãos dadas com Eleonor, a menina mais bonita, gostosa e desejada do lugar.
A turma, que por anos sonhou com a menina que só saia de sua casa acompanhada dos pais e, nunca, nem olhava para os lados - quanto menos para a turma – resolveu que aquilo era uma provocação.
Aquilo teria conseqüências...
Pensaram e decidiram que não usariam violência, que tratariam o caso de forma anônima, mas avassaladora. Que atacariam a moral do careca.

O plano era o seguinte:
Primeira parte seria pichar nos muros do bairro por onde o careca passasse coisas como:
“O careca é terrível”, “O careca é perigoso.”, “O careca é imoral.”. “O careca é careca!”

A principio aquilo parecia ter surtido efeito. Era só ver as expressões faciais do careca ao passar pela rua e ler os “elogios” da galera...
Porém, agora já não só andava de mãos dadas com Eleonor, como também namorava no portão, trocando beijos recatados na bochecha e sob a supervisão dos irmãos menores na janela da casa.

A segunda parte foi infame: Nos banheiros dos botecos da região, nos banheiros dos mercados, das igrejas e principalmente nos banheiros públicos começaram a aparecer mais pichações: “O careca é viado”, “Careca é aberração”, “Careca é sonso”...
No sistema de alto falantes do bairro, de hora em hora apareciam mensagens do tipo: “E Madalena manda um beijo para o careca que namora Eleonor e lhe oferece uma musica.”.
Invariavelmente tocava logo em seguida a marchinha “Nós os carecas”, aquela que diz que é dos sem cabelo que elas gostam mais...

Neste ponto, todos no bairro já desconfiavam quem estava por trás das ações contra o cuca lisa e passaram a olhar torto para a turma. Até os familiares reprovavam.
Porém a ultima parte do plano foi posta em prática e, de diversas agencias de correio espalhadas pela cidade, começaram a chegar cartas à residência da agora noiva do careca desancando ainda mais o pouca telha: “O careca é brocha”.

Aquilo foi a gota d´água, todos, absolutamente todos se viraram contra a turma e até os irmãos da menina sumiram da janela, em um claro sinal de que agora até a família dela apoiava incondicionalmente o namoro e confiava no cabeça pelada.
Em uma manhã de sábado o careca veio pessoalmente falar com a turma que estava reunida a sombra de uma arvore.
Chamou primeiro Tonho Croco, o líder do pessoal para um conversa particular que se desenrolou ali mesmo. Os outros assistiam prontos para a ação, porém, quando viram que Tonho e o careca apertavam as mãos, relaxaram e ouviram de Croco o seguinte discurso:

“Gente, beleza, vamos acabar aqui a campanha contra o careca... Ele é de paz, é de boa, só não tem cabelo... E mais, a gente vai dar porrada em quem chamar o careca de careca. Ah, ele disse que não tem jeito, vai casar com a Eleonor de qualquer forma... E que vai se formar dentro em pouco em medicina e que não pega bem se ele ficar conhecido pelo apelido de careca... Então fica assim: vai na paz case com ela e tenha muitos carequinhas, pra gente poder chamar eles de “filhos do doutor careca”...
O careca ficou contente com o resultado e foi embora enquanto a turma arrumava outra diversão...

Ah sim... Sérgio Perez não pilota mais pela McLaren.
Danem-se os dois...

13 de nov de 2013

Rádios que a FOM não deixou ir ao ar

A transmissão oficial feita pela FOM e retransmitida no mundo todo oferece ao fã da F1 algumas passagens curiosas dos rádios das equipes.
Trechos de diálogos entre pilotos e engenheiros que por vezes podem soar monótonos e com pouco valor.
Claro, ouvir o engenheiro mandar o piloto acelerar é desnecessário, o cara está lá para que afinal?
A odiosa frase “tragam as crianças para casa” também era um porre de se ouvir.
As comemorações de fim de prova idem.
Não tem nada mais sem graça do que aqueles “yeah” e “great job, you are unbeliveable” dito do piloto para a equipe.
Mas a Grookileaks conseguiu - em um esforço americoteixerizado - algumas transcrições que a FOM não deixou ir ao ar.
Não há registro de quais as corridas em que foram retirados, mas talvez dê para ter uma ideia com algum esforço, e para poupar outros esforços, já vão traduzidas.
Enjoy it.


Engenheiro: -Seb, Webber está mais rápido que você.
Vettel: -Sério? -Ele vai me passar?
Engenheiro: -Só se conseguir se livrar dos dez carros que há entre vocês dois...

Engenheiro: -Seb, Alonso está logo à sua frente.
Vettel: -Não se preocupe, sempre tenho cuidado com retardatários...

Engenheiro: -Kimi você precisa...
Kimi interrompendo: -Tá, tá, tá... Eu sei o que estou fazendo!
Engenheiro: -Sabe porra nenhuma. Se soubesse não tinha assinado com a gente.

Engenheiro da Ferrari: -Kimi, deixa o Alonso passar, é pelo campeonato.
Kimi: -Como é? Quem tá falando?
Engenheiro da Ferrari: -Sou engenheiro da Ferrari...
Kimi: -Mas eu ainda estou na Lotus!
Engenheiro da Ferrari: -Mas já estamos treinando pro ano que vem...
Kimi: -Como conseguiram entrar no nosso rádio?
Engenheiro da Ferrari: -Demos vinte dólares pro seu engenheiro, assim como você, ele não recebeu salários este ano ainda, daí fica fácil né?

Engenheiro da Marussia ao mesmo tempo nos dois rádios: -Fim de prova, Vettel venceu de novo.
Rádio do Bianchi: -Legal, então pra gente só falta vinte voltas.
Rádio do Chilton: -Vinte? Eu to contando com o limite de duas horas...

Engenheiro da Williams: -Maldonado, o que vai querer no fim da corrida?
Maldonado: -Ah qualquer coisa... O que vocês querem?
Engenheiro da Williams: -Nós queremos Massa...
Maldonado: -Boa, eu também quero.
Engenheiro da Williams falando com outra pessoa: -Ok, pode fazer o contrato, Maldonado disse que aceita ser substituído pelo Felipe...
Vettel: -Ganhei, ganhei! Inacreditável rapazes!
Engenheiro: -Ah, cala a boca... Faz sete corridas e quatro campeonatos que você ganha fácil e ainda vem com este papinho? Nós sabemos o que estamos fazendo.

12 de nov de 2013

E o chute entrou no gol

Massa na Williams e por três anos. (talvez o rapaz lá tenha problemas em reconhecer números...)
É bom?

Em tese sim.
Felipe é bom piloto.
Nada de excepcional, fantástico, supimpa... Mas é bom piloto.
Brincadeiras à parte, a fase em que foi companheiro de Alonso deve realmente ser relevada.
Ser companheiro de equipe de um dos maiores nomes deste esporte na atualidade (talvez até de todos os tempos) não é mole.
Por conta disto, nunca levei a sério o chororô de equipamentos diferentes, privilégios especiais.
O pau federal que tomou pode-se por na conta de Alonso ser melhor piloto que Massa (e de enorme parte dos pilotos do grid atual, o que não faz, de forma alguma, com que eu goste do espanhol. Sou torcedor afinal...).
Excetue-se a corrida na Alemanha, um ano após a molada, que aquilo sim foi sacanagem, e o resto está dentro da normalidade esperada.
Com um piloto mais à seu nível, talvez ande melhor, equilibre as coisas ou até leve vantagem.
Vencer corridas já é outro departamento.

Ai já é com a Williams, mas... É a equipe de ponta e competitiva com a qual Massa disse que assinaria se fosse para ficar na F1?
Há controvérsias...
Com a história gigantesca que tem e mesmo voltando a andar no azul na parte financeira, o time não faz um bom campeonato há muito.
Andar nos pontos este ano foi coisa dura: um ponto para Maldonado e nenhuma para Bottas. (até Abu Dhabi).
A favor do time de Grove tem que nos últimos tempos, equipe de ponta para vencer corridas com regularidade e disputar campeonato só a Red Bull.
Atrás, bem atrás, a Ferrari e o resto se der alguma sorte em algum ponto da trajetória.

Porém, para o ano – como de todo bom torcedor – se renovam as esperanças.
Mudança de motor – apesar do Renault ser o atual tetra campeão do mundo – para o Mercedes, a revolução técnica toda...
É para se esperar com ansiedade.
O campeonato do ano que vem promete.
Ou não, que aqui ninguém é mãe Dinah ou gosta de ficar escrevendo: como havia antecipado...

11 de nov de 2013

A verdade sobre o furo (descobrimos a fonte)

Em mais um esforço de reportagem, a Grookileaks conseguiu apurar a verdade por trás dos furos jornalísticos com contratos de pilotos da F1.
A transcrição preserva nomes, identificando as partes apenas como Z e J.

Z: -Pode publicar, não tem erro.
J: -Se não tem erro, porque não pública você?
Z: -Porque este lance de contratos não é a minha área.
J: -E qual tua área?
Z: -Técnica.
J: -Técnica?
Z: -Claro, fui eu quem viu que a cor roxa dá 0,7s para a Red Bull; quem viu as novas asas da Williams. E...
J: -Esta das novas asas da Williams foi barrigada.
Z: -Que isto cara, barrigada nada. Meus leitores até me chamaram de genial!
J: -Foi barrigada sim, teve um pessoal ai que detectou que não era novidade e sim uma asa quebrada e uma inteira.
Z: -Detalhes... Mas fui eu quem mostrou um monte de coisas técnicas incluindo o banco do macaco... E sempre muito bem comentado e elogiado. Vai por mim, faz a publicação.
J: -Mas vou dizer o que para dar sustância e não ficar como chute?
Z: -Diz que sua fonte viu o contato.
J: -Contrato?
Z: -Não contato mesmo... Eu vi uma foto publicada por um site da Nova Zelândia em que um primo do Pastor Maldonado estava tomando café com um conhecido de um vizinho do Eric Boulier em uma espécie de boteco nos arredores de Grove.
J: -E a foto era de quando?
Z: -Vai ficar se atendo a detalhes? Vai publicar ou não?
J: -Beleza! Vou publicar. Mas, espera ai? E se algo der errado?
Z: -Tipo o que?
J: -Sei lá, um fundo, uma empresa qualquer comprar a Lotus e não levar o Pastor?
Z: -Ai você diz que este fato “pode inviabilizar” o contrato... Relaxa.
J: -Beleza.

8 de nov de 2013

A origem do truco

Este foi o primeiro texto meu que foi indicado à alguma coisa e que ganhou alguma coisa... Oito longos anos hoje...

 Truco: vem do latim e significa "tá roubando, seis, ladrão".
Um jogo com cartas de baralho que veio originalmente dos vikings noruegueses e que foi aperfeiçoado pelos terríveis franceses do século 17.
Na era viking foram criadas as regras básicas do truco, mas devido à selvageria viking era muito difícil encontrar jogadores para uma disputa. Pois como se sabe os vikings da Noruega eram bárbaros e ignorantes já que ignoravam para que serviam aqueles desenhos que ficam embaixo dos números nas cartas dos baralhos, e que os temidos e odiados franceses do século 17 vieram a chamar de 'naipes', assim mesmo, com direito a biquinho.
O truco é um jogo de inteligencia

Também, reza a lenda que na antiga língua viking as referencias usadas para distinguir os jogadores entre si soavam muito agressivas e com a falta de esportividade dos mesmos, quase sempre o jogo acabava em brigas e mortes, diferentemente de hoje em dia em que só acaba em brigas.
Eles (os vikings) também foram responsáveis pela invenção dos sinais de comunicação, ainda que de maneira rústica e feitos com seus (deles) machados nas orelhas, narizes e cabeças de seus parceiros. Ato este que sempre interrompia o jogo para que se pudesse limpar o sangue que ficava sobre as mesas de jogo, mas isto também foi modificado pelos amedrontadores e violentos franceses do século 17.
Baralho em homenagem aos temíveis franceses
O jogo em si tinha o propósito de divertir os guerreiros vikings quando não havia guerra, era jogado da seguinte forma: Pegava-se um baralho de cento e trinta cartas, o primeiro jogador do sentido horário embaralhava as cartas e distribuía quinze para cada jogador inclusive para ele mesmo, o segundo pegava o monte restante e jogava fora, o terceiro jogador, sempre no sentido horário, colocava uma carta sobre a mesa e assim se seguia com os demais até se completar uma rodada. Depois trocavam-se os sinais' e após limparem o sangue da troca de sinais alguém (sem ordem especifica) achava (não se sabe por que) que estava com a carta maior na mão gritava. Segue-se agora a transcrição de um trecho de uma partida da era viking que nos foi enviado por um descendente dos monstruosos franceses do século 17.
"-Trruca..."
"- Seis ladrron!"
". Ladrron non!!!!"
"- Ladrron zim, zafada”.
E ai o pau comia por mais ou menos umas duas horas no mínimo, nunca se soube ao certo se havia vencedores naquelas partidas, mas, de alguma forma estava plantada a semente do truco que hoje conhecemos.
Os vikings
Um pouco mais de historia: No século 17, um francês que estava a caminho da Itália entrou por uma estrada errada e foi parar na Noruega. Algum tempo depois, já familiarizado com o cheiro do bacalhau e não tendo nada melhor para fazer foi aprender os costumes locais tomando contato assim com o truco.
Durante muito tempo foi assíduo frequentador dos ambulatórios noruegueses até que aprendeu o jogo e logo quis então voltar à França para divulga-lo (e claro fugir das surras). Já um tanto machucado pelas sucessivas partidas jogadas em solo norueguês ele tratou logo de ensinar um compatriota, que aprendeu e deu uma aperfeiçoada nas regras transformando-as no jogo de truco que hoje jogamos.
Este francês é o célebre BEGERRO LABUNDA. Begerro reduziu o baralho de truco de cento e trinta cartas para apenas quarenta, eliminando do jogo as cartas 8, 9 e 10. Passou a distribuir apenas três cartas por jogador e também a sinalizar com gestos discretos a fim de que não fossem percebidos pelos adversários e não mais com pancadas.
O célebre Begerro Labunda
No começo os implacáveis franceses do século 17 estranharam, mas depois se acostumaram e foram espalhando o novo jogo por toda a Europa, com exceção feita à Noruega que continuava com as velhas regras e a Portugal, que achou as regras muito complicadas.
Dos primórdios aos dias de hoje o jogo pouco mudou, e até são organizados campeonatos mundiais de quatro em quatro anos, aonde vários países vem a participar, ficando de fora apenas a Noruega por motivos que se seguirão e Portugal que do século 18 até nossos dias ainda não conseguiu aprender as regras.
O motivo da ausência da Noruega nos campeonatos mundiais explica-se pela expulsão deste pais da F.I.TRU. (Federação Internacional de Truco) logo após o jogo inaugural do primeiro mundial em 1902, quando se enfrentavam com os intratáveis e sanguinolentos franceses. Assim que o primeiro grito afrancesado ecoou no salão de jogo, o norueguês EUMATOSSEM BICHENSEN sacou um machado e cortou o pescoço do francês LEVI ADO DEFRANCE.
Na França este jogo também é conhecido como "o jogo das galinhas" devido à gritaria com voz fina que se segue a cada trucada.
"-Trrruco..."
"-Seis, ladrrron!"
"-Nove, pederrastrrra!!!"
"- Enton deixa moa verr, eu terr uma zap!"
"- Moa Ter uma trres de pau."
"- De pau? Uh lalááááá!!!!"
Ainda hoje pode-se dizer que o truco é um jogo para bárbaros selvagens.

7 de nov de 2013

E o Maldonado? E o Massa?

Dizem que o futuro de um está atrelado diretamente ao de outro.
Mas quem disse não é bem de confiança não.
O fato é que Pastor Maldonado tem contrato com a Williams e a menos que seja rasgado nos moldes ferrarista com Kimi Raikkonen, ele tem onde correr ano que vem.
Já Felipe Massa, não.

Vamos remodelar a frase.
A menos que o contrato seja rasgado nos moldes ferraristas, Pastor ainda tem onde gastar o dinheiro de propaganda da petrolífera de seu país. Correr é verbo forte demais para o que ele dirige.
E ah! Sim... Não me importa que o dinheiro seja do povo venezuelano, se querem gastar da forma que estão gastando, problema deles. Parecem nem ligar, eu menos.

Frank – e agora sua filha Claire – não é bobo e não joga dinheiro fora.
“-Quer colocar sua grana aqui, meu filho, pode por...”.  – deve pensar o clã Williams.
E se quiser por sem sentar nos carros, por nós torcedores tudo bem.
Aliás, é até melhor.
Mas ai já é de se duvidar um pouco... Até porque, com as portas a cada dia parecendo mais fechadas no outro time que gostaria de contar com os (em)préstimos do filhote do Chávez com o Maduro, seu único caminho seria ficar na equipe. (droga!)

E com isto, Felipe Massa ficaria a pé.
Embora eu não tenha visto contrato nenhum, nem de cinco anos ou mais (ou menos), Massa parece estar mesmo em contato com o time de Grove. E a impressão que dá é que é a única conversa que mantém para continuar na F1. (preste atenção no vocábulo “impressão” viu... Eu tenho um nome a zerar), visto que não há ninguém falando que viu contrato com a Force Índia, MacLata ou Sauber.

Seria uma boa opção Massa na Williams?
Até seria...
E se acontecer? Pode dar em nada?
Pode... Aliás, é o mais provável de se acontecer levando em conta o presente dos dois (time e piloto), mas esperança sempre há, por que não?
Motivos são vários: mudança de regulamento técnico que envolve motorização com a entrada de motores de enceradeiras e liquidificadores equipados com turbo.

Agora, se eu fosse o Massa, abriria o olho...
Tirando Nelson Piquet, que foi campeão por lá (após ser sacaneado um ano antes) os outros brasileiros que pilotaram pela Williams só se deram mal.
Senna que o diga...

6 de nov de 2013

E o Grosjean?

Grosjean ouviu de – e todo o resto do mundo leu - Eric Boulier que lideraria a equipe para 2014 com a saída de Kimi.
Provavelmente acreditou já que fez este ano suas melhores corridas na categoria.
Deixou de ser o maníaco das largadas e passou a ser consistente, rápido e até constante.
Parece, finalmente, o piloto promissor que veio da GP2.
Só não vale dizer que nas ultimas corridas bateu Kimi porque como se sabe, o finlandês nem recebendo vinha. E ele pode até ser cachaceiro, mas bobo ele não é...

Então começaram a falar em Pastor Maldonado como seu companheiro de equipe.
Sabe-se que quem paga o jantar tem direito ao melhor lugar à mesa.
Iria mesmo o Visconde de Sabugosa liderar algo?
Sei não...

Mas chegou a Quantun, e com ela – provavelmente – Nico Hulkemberg. O novo darling da F1
E  o alemão vem com status de “big next thing”. Se espera muito dele embora, sinceramente, não tenha visto tudo isto.
Mas os novos sócios do time veem...
E ai? Será que a Lotus ainda vai apostar em Grosjean pra liderar o time?

E se apostar mesmo?
Como será a Lotus do ano que vem?
Com a perda de diversos profissionais neste fim de ano para lá de confuso?
Incluindo seu chefe de aerodinâmica, o que definitivamente, não é pouco.
Se este ano o carro é apenas “engraçadinho” andando bem em algumas corridas e sendo totalmente batido em outras, o que esperar para o ano que vem com tantas mudanças e sem este pessoal que se mandou com Raikkonen para a Ferrari?

Minha opinião?
Até o bom humor nas redes sociais é capaz de miar e o passo a frente, tanto na carreira de Hulkemberg, que estria trocando a pequena Sauber pela emergente Lotus, quanto Grosjean e sua evolução pessoal dentro da categoria, tornariam-se apenas um passo para o lado. Quiçá para trás...
Mas é só especulação, que eu não vi contrato de ninguém para afirmar e eu não quero incorrer numa americoteixeirização.
Eu ainda tenho uma reputação a zerar...

5 de nov de 2013

Lado B do GP - O resto que veio depois do Vettel foi tudo lado B

Ao sair dos boxes o asturiano fez igual à gente no vídeo game: acelera e que se foda os limites da pista.
Até zebra ele pulou, por menos que isto puniram outros caras, mas o Alonso?
Punição ao Alonso? Pra que? O Vettel já está lhe aplicando a surra que merece.
Aliás, vamos colocar alguns pingos nos is.
Esta história de que o Alonso anda mais que o carro é um mimimi sem tamanho.
E dizer que a Ferrari é um carro ruim é outro.
Se o carro fosse tão ruim não estaria em segundo no campeonato de pilotos.
Carro ruim é o da McLaren.
Se bem que os motoristas lá não ajudam em nada.

Voltando ao Alonso, após a corrida fez cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança e não teve força para ir atrás.
Vendo isto, Luisa Mell sentiu vontade de ir abraçar o asturiano.

A Ferrari disse que está testando componentes que poderão ser usados no carro do ano que vem.
Ativistas já procuram uma forma de invadir a Ferrari em Maranello para salvá-lo.
 “-Estão fazendo experiências e nós não admitimos que façam isto com animais...” - disseram.

E Kimi Raikkonen?
O cara corre sem receber.
Ouve esporro no rádio do carro.
É punido por uma besteira que o time fez.
Tem a suspensão quebrada antes da primeira curva da corrida.
É obrigado a ouvir pergunta tosca da Mariana Becker.
Vai embora – ou tenta ir – do autódromo dirigindo o próprio carro.
E nego ainda diz que ele não sorri.
Sorrir do que? Pergunto eu. Do que?

E para terminar Felipe Massa, claro.
Depois que se aventou a possibilidade de ir pilotar uma das legendárias maquinas de Frank Williams, vem fazendo corridas ótimas, não?
Só uma coisa incomoda...
Corre como nunca, mas chega como sempre.

3 de nov de 2013

F1 2013: Abundabe - Só pra quem ama F1 mesmo

Ah Abundabi... Lugar legal. Bonito...
Cheio de areia em volta de um parque temático que mais parece uma calcinha esticada.

Tem a montanha russa mais rápida do mundo.
Tem o hotel que acende e muda de cor...
Tem áreas de escape de meio quilometro.
Um monte de curvinha pra lá, curvinha pra cá ligadas com alguns grampos e voilá: temos a pista mais chata do mundo e por consequência a corrida mais chata do mundo.
A coisa mais empolgante da prova é ver a noite cair.
Tudo tão fake que termina – assim como na Disneylândia – em fogos de artifício.
Até o Bahrein é mais legal.

Para ter uma pálida ideia, os dois lances mais emocionantes da prova foram o abandono de Kimi antes da primeira curva e uma barbeiragem do Alonso junto com o Vergne que acabou em pizza.
Fosse qualquer outro piloto tomaria um “dirija dentro”, mas como era de se esperar: no further action durante a corrida. Punição por atitude anti desportiva depois da corrida é mimimi. Este tipo de coisa se pune no campo de jogo.

Ah, também teve uma ultrapassagem de Felipe Massa em dois carros no meio da corrida, mas até ai... Amassa-se mais um limão, adiciona-se gelo e açúcar e cachaça que o prazer é maior.

E a joia da coroa?
Vettel ganhou e com mais de trinta segundos de vantagem para o segundo colocado que – olha só – largou na pole.
É chata uma vitória do Vettel?
Até que não.

Mas a soma de tudo isto só nos faz agradecer pela corrida começar às onze horas da manhã aqui no Brasil.
Podemos dormir tranquilos, acordar naturalmente, tomar café com o resto da pizza do sábado à noite e procurar o melhor modo de se acomodar no sofá para ver o desfile.

Ainda bem que é só uma corrida por ano e de uma fez só.
Imagina se fosse que nem na GP2 e ainda tivéssemos que aturar duas baterias?
Só amando muito mesmo este negócio de acelerar e fazer curva para aguentar esta corrida.
Ah F1... I still loving you Sunday morning...
Apesar de Abundabe.