28 de fev de 2013

Não está fácil pra ninguém (2) - Papa


Realmente não está fácil para ninguém...
Nem para os comediantes.
Depois de perder as piadas com o curintia, da aposentadoria do 1B (na stock ninguém vai estar nem ai com ele...) e de tudo ter ficado politicamente incorreto, agora vão perder outra piada: a da reunião de papas.
Ninguém mais vai poder fazer aquela piada (infantil, sem graça e manjada) sobre o nome que se dá a uma reunião de papas, afinal, a partir de agora – se o Vaticano quiser – vai haver quantas reuniões de papas forem necessárias.
Se bem que... Agora que pode ter reunião de papas, como é mesmo que vão chamar isto?

27 de fev de 2013

Casamento


A igreja esta muito bem decorada.
Simples, mas de muito bom gosto.
Os padrinhos muito bem vestidos. Uns ficaram bonitos, outros elegantes e alguns não tinham jeito mesmo.
Misturam-se todos, não havendo a tradicional separação entre os convidados do noivo e da noiva. Afinal ali todos eram amigos dos dois. Que cresceram todos juntos.
No canto esquerdo do templo uma banda que vai tocar durante a cerimônia afinava os instrumentos. Presente de um dos padrinhos disseram depois.
Às seis horas em ponto é dado inicio ao casamento.
Com o padre já a postos e os convidados todos de pé começam a entrar os padrinhos pelas portas laterais: os homens pela esquerda e as mulheres pela direita  juntando-se ao centro da nave e se encaminhando ao altar para ocupar seus lugares protocolares à direita do sacerdote.

Enquanto se encaminhavam a banda executava - note-se verbo usado – “Rocket Man” de Elton John e pouco antes da chegada do refrão escutou-se vindo de algum engraçadinho um sonoro: “-Toca Raul!” que gerou na mesma hora uma sonora vaia.
De trás de seu kit negro o baterista fez menção de jogar no individuo uma de suas baquetas de ébano, sendo contido pelo baixista que o lembrou a ultima vez em que fez isto e da tremenda caca que se seguiu.

Então se apagam as luzes.
Um holofote ilumina a porta central que ao se abrir trás o noivo de braço dado com a mãe.
A banda ataca – novamente atente-se ao verbo – “One” do U2.
Em passos lentos - aparentemente mancando - o noivo parece marchar militarmente em cima do tapete no vão central.

Todos os convidados percebem e com uma coreográfica espontânea batem continência à sua passagem. Fileira por fileira.
O que faz com que a mãe do noivo comente em voz baixa, mas perfeitamente audível:
“-Por acaso eles pensam que você é militar ou filho de militares?”.
Ao que ele responde entre dentes: “-O que eles estão pensando eu não sei, mas eu estou pensando algo bem pouco lisonjeiro sobre a mãe deles...”.
O padre que já estava bem pouco a vontade com uma banda tocando dentro de sua igreja ficou ainda mais desconfortável com as saudações.
Dizem que ele tem tendências subversivas.

Ao chegar ao altar o noivo vira-se de costas ao altar para aguardar, assim como todos, a entrada da noiva.
Alguns instantes de silencio e o holofote é novamente direcionado a porta principal que abruptamente se abre assustando a banda que então atropela – prestou atenção ao verbo novamente? – a introdução de “Still loving you” dos Scorpions.
Eis que surge uma das floristas que enfeitaram a igreja com um sorriso amarelo e um olhar que era o próprio pedido de desculpas. Ninguém soube ou saberá por que ela entrou por ali com a cerimônia em andamento...

O padre já bufava ao microfone.
Novamente se fecha a porta.
Mais alguns instantes de silencio e finalmente se abrem trazendo a noiva de braços dados com o pai.
A banda leva a canção dos Scorpions enquanto uma pequena dama salpica o chão de pétalas de rosa.
A passagem da noiva até o altar é perfeita.
O noivo a recebe com um sorriso. Recebe também um efusivo comprimento e um fraternal abraço do sogro.

Vai dar um beijo na noiva quando o padre, sem sequer cobrir o microfone, o repreende:
 “-Espere eu autorizar meu filho apressado!”
A audiência composta pelos convidados se manifesta: “Aêê!”.
O sacerdote pigarreia, pede que os convidados não se manifestem mais e começa o rito.
Tudo segue a mais perfeita harmonia.
Na hora em que os noivos vão trocar os votos, ele com voz embargada recita os seus de forma emocionada. Ela também, embora um pouco mais solta.
“-Na tristeza e na alegria”? – pergunta o padre.
“-Sim”! – responde ele.

Automaticamente a “platéia” faz uma “hola” partindo do primeiro banco da primeira fileira à direita e indo terminar no ultimo banco da fileira à esquerda.
As mesmas perguntas são feitas à noiva e a mesma resposta é dada, com um contagiante sorriso de felicidade.
“-Agora pode beijar a noiva...”.
Os convidados agora fazem a “hola” ao contrário, partindo do ultimo banco da ultima fileira à esquerda e terminando no primeiro banco da primeira fileira à direita. Explodindo em seu final com uma salva de palmas.

Os padrinhos se encaminham para dar os primeiros cumprimentos aos recém-casados.
A banda então detona – literalmente – “Shambala” dos americanos do Three Dog Night.
Alguém, provavelmente o mesmo que pediu por Raul resolve se manifestar novamente:
“-Raul não tocam, mas Chitãozinho e Chororó tocam né?”.
Outra sonora vaia e alguns risos e finalmente a baqueta de ébano voa, curiosamente sem afetar o andamento da canção.
Os noivos se despedem na igreja, como foi anunciado no convite.

26 de fev de 2013

Nascar e o sabor de frango


Tem uma coisa que sempre me incomoda e não é pouco.
Por que sempre que se fala em algum tipo de carne diferente ou exótica, tem sempre alguém para dizer: “-Tem gosto de frango!”.?
Já reparou? Não? Então preste atenção...

Ainda não havia provado rã, mas seu sabor estava em discussão à mesa.
-Você já comeu rã?
-Não, ainda não... é bom?
-É... tem gosto de frango.
Como nunca havia provado a iguaria, não discuti.

Outro dia, um amigo recém-chegado da Amazônia relatou ter comido carne de jacaré.
Relatou que lá há fazendas de criação do bicho para o abate e a comercialização. Igual ao que se faz com bois, porcos e... frango.
-E qual o sabor?
-A carne é firme, muito branca e tal...
-Tá! Mas qual o sabor?
-Ah... frango.

E por ai vai...
Cobra? (sim, tem gente que come...).
-Tem gosto de frango...
Aves? (frango não incluso!).
-Tem gosto de frango.
Lulas?
-Tem gosto de frango.
Polvo?
-Tem gosto de frango.
Lagosta?
-Tem gosto de frango!
Etc, etc, etc...
Das duas, uma: ou tudo tem realmente gosto de frango ou o frango é tão banal e tão trivial que seu sabor serve como referência para tudo que é igualmente sem graça...

Mas, que cazzo! Sentei aqui para redigir um texto sobre a abertura da temporada da Nascar e saiu isto?
Ah! Deve ser porque no fundo, mas não tão no fundo assim, ache que Nascar tem gosto de frango também...

25 de fev de 2013

Yaoni: inocente útil?


O antigo slogan “Brasil, um país de contrastes” bem que poderia ser atualizado para: “brasileiros, um povo bi polar”.
Claro que não é o total de sua população que sofre deste transtorno, mas uma parte considerável.
Ok, vamos reduzir a uma parte apenas e esquecer o considerável... Vamos reduzir àquela parte que coloca no lado esquerdo da dicotomia emburrecedora que divide um país tão vasto em apenas esquerda e direita.
“-Ah, mas o mundo inteiro é assim...” vão pensar alguns.
É? Então se o mundo inteiro der a bunda... Deixa pra lá...

A visita da blogueira cubana Yaoni Sanchez ao país é uma prova desta minha teoria.
Alguns débeis mentais - munidos de cartazes, palavras de ordem, iphones e uma cegueira crônica - aparecer em aeroportos ou nos eventos onde a blogueira feinha se apresentou gritando que ela era uma vendida, uma capitalista a serviço do imperialismo yankee.

Legal né?
E estes “defensores da liberdade” que são “contra a opressão dos EUA” estavam lá defendendo um sistema de governo ditatorial em vigor a mais de cinquenta anos!
Onde os amigos do rei vivem bem, com conforto enquanto o povo sofre com surtos de cólera e racionamento de comida.
Mas que a propaganda oficial diz que isto não existe e ainda que tem a medicina mais avançada do mundo, apesar do embargo econômico não deixar entrar uma maquina de ressonância sequer.
“-Eles recebem estas coisas da Rússia!” – me disse um destes iluminados.
Da Rússia? Uia! Aquele país que até bem pouco tempo atrás estava pagando seus servidores públicos com vodca por estar quebrado e com sérios problemas de corrupção?

Quer mais bi polaridade?
Estes mesmos zé ruelas apoiaram quando o governo federal acolheu e deu liberdade a um terrorista italiano condenado por assassinato na terra da pizza.
Não, catzo, não é no Bixiga em São Paulo, lá na Itália mesmo...
Bacana?

Outra coisa que me deixou um tantinho perplexo foi a descoberta que a tal bi polaridade deve ser contagiosa já que a dublê de jornalista e sósia melhorada de Frida Karlo foi recebida por – e ainda pediu ajuda -  a nada mais, nada menos que Aécio Neves, neto do presidente que foi sem nunca ter sido, homem que não cheira bem (ou cheira, depende das paradas ai...) conhecido por manter na rédea curta a imprensa de seu estado natal. Aquele dos queijos sem aroma que – para impressionar franceses - ao servir, temos que soltar um discreto punzinho...

A menina foi falar de liberdade de expressão a um dos maiores cerceadores deste direito no país.
Talvez só perca para aquele lá do Maranhão.
Bob Marley não, porra... Zé Sarney.

Sou simpático a Yaoni, mas ou ela é muito ingênua, ou além da causa que defende – da liberdade de expressão não só para Cuba, mas para todos – também serve a outra muito menos nobre e mais cruel.
A dos: inocentes úteis.

22 de fev de 2013

Não tá fácil pra ninguém (1) - Force Índia


Não está fácil para o sr. Vjay Malya.
Nestas horas, aposto que o indiano com cara de comerciante da rua 25 de Março gostaria mesmo era de ser papa.
Pelo menos poderia renunciar...

21 de fev de 2013

Elevador


O elevador para no térreo do velho prédio sem garagem e abre as portas, por alguns segundos ninguém entra.

Porém quando as portas começam a se fechar uma mão as impede, o dono dela consegue então colocar-se dentro do elevador e apertar o botão de seu andar – o décimo – mais aliviado.
-Sobe? – grita Dona Geisa, do décimo primeiro.
-Claro, o prédio não tem subsolo... – diz ele e ri.
-Engraçadinho... Aperta ai décimo primeiro.
-Sobe! – grita um japonês – E eu não perguntei, eu afirmei!
-Tá certo Tadashi... – diz Samuel, o que primeiro entrou.
De repente metade dos funcionários da empresa aparece no saguão e ruma ao elevador.
Em menos tempo ainda estão todos dentro e pedindo para que alguém apertasse os botões relativos a seus andares. Todos acima do décimo.

Entre o nono e o décimo andar o elevador para com um solavanco e começa então um cruzamento de vários diálogos...
-Opa... Travou! – gritou alguém...
-Cadê o ascensorista? – perguntou outro.
-Que ascensorista, seu burro... Aqui não tem...
-Eêêêê! – gritam todos...
-Alguém ai aperta o botão de emergência, ou o sinal sonoro pra chamar o zelador...
-Que zelador sua anta! Aqui não é prédio residencial não... Chama o porteiro ai...
-Eu to apertando, mas não to ouvindo nada...
-Será que não é porque a campainha tá lá no térreo?
-Ah tá?
-Tá... Claro... Com quem eu to falando? Deve ser a loira do décimo andar...
-Aquela gostosa? Não... Ela não tá aqui não... Mas é gostosa, heim?
-Epa! A loira do décimo andar é minha esposa!
-Relaxa, ele elogiou. Disse que é gostosa...
-Isto é elogio?
-Claro que é! E ele mentiu?
-Bem... Não... Mas...
-Que “mas” o que? Ainda bem que ele não falou da cara dela... A mulher é um capeta!
-Hahahahahahah!
-Pode ser capeta... Mas eu pegava. – diz Tadashi, entrando na conversa...
-Eu também. – diz Samuel.
-Eu também... – diz outro.
-Eu idem... – diz mais um.
-Eu peguei...
-Pegou? Você?
-Quem pegou minha mulher ai? Diz se for homem...
-Olha... Não quero me meter não... Mas não vai dizer.
-Covarde?
-Não... É porque não é homem... É a Dona Geisa do décimo primeiro...
-Vixe... O sapatão pegou a mulher do cara...
-E quem não pegava...
-É!
-É...
-Bem... Se for pra casar eu não pegava não...
-Nem eu...
-Aê, vamos parar com este papo que tá constrangendo o marido da capeta gostosa do décimo andar...
Por alguns instantes o silêncio reina no elevador.
Silêncio este cortado por um som abafado...
-Putz!
-FDP... Tem nariz não, corno?
-Eu não fiz nada! – diz o marido da loira do décimo andar.
-Não tava falando especificamente com você...
-Calma gente... Vamos cheirar todos juntos para ver se acaba mais rápido!
Então a porta abre e todos saem mais que depressa, jurando não entrar mais quando estivesse acima da lotação.
Então a loira do décimo andar entra no elevador - de calça legging preta como se tivesse sido vestida a vácuo – e em poucos segundos quase todos estão de volta ao elevador, menos o marido e Dona Geisa...
-O senhor não vai entrar?
-Não... Sou casado com ela... E a senhora não vai entrar por que não lhe interessa né? Se fosse um saradão...
-Não, não... É que eu já peguei...

20 de fev de 2013

O motivo pelo qual a Williams será campeã este ano


No início era o Verbo e dele fez-se a luz...
Da luz então começou um longo caminho da vida sobre a Terra...
Apareceram os dinossauros que foram mortos sabe-se lá como. Uns dizem que foi um enorme meteoro que os matou, no fundo tanto faz...
Os dinossauros mortos foram soterrados por toneladas de sedimentos, tão fundo e com tanta pressão que se juntando a outras matérias para criar óleo...
Então apareceram os venezuelanos e estes perfuraram a terra e acharam o óleo.
Criaram empresas de extração, refinarias e aprenderam a vender seu produto para todo o mundo, incluindo os inimigos de seu regime, claro. Besta é que não são...
Os venezuelanos usaram o dinheiro ganho com a venda do óleo para patrocinar a imagem do país mundo afora, usando para isto um garoto propaganda de cabeça ovular.
Este cabeçudo chegou a F1, o ponto mais alto da carreira de um piloto de corridas.
Ai a equipe usou o dinheiro ganho com o venezuelano que era patrocinado pelos que perfuravam a terra, achavam o óleo vindo das matérias mortas e enterradas por toneladas de sedimentos junto com os dinossauros que foram criados pela luz vindas do Verbo para construir o carro de corridas que ganhará o campeonato mundial de construtores e - se o venezuelano cabeça de ovo ajudar – o de pilotos também em 2013.


Dizem que o Verbo era Deus e se assim é, o carro da Williams deste ano é descendente direto dele, logo...
Habemus campeão!

19 de fev de 2013

Não dá uma certa vergonha alheia?


Ainda é cedo, claro...
Mas as declarações de acionistas da Daimler dizendo que não aprovam a aventura da Mercedes na F1 lembram o caso da Honda, algum tempo atrás.
A falta de resultados convincentes, a grande demanda de dinheiro no projeto e a propaganda negativa com as derrotas da marca frente a concorrentes do porte de Ferrari e Renault são idênticas as que abalroaram e derrubaram a gigante nicômica (está grafado do jeito que eu quis, não está errado não...) da categoria máxima do automobilismo.
De besteira, os homens de negócio só disseram a parte sobre corridas em lugares questionáveis que não respeitam direitos humanos.
Como se a Mercedes não vendesse seus carros nestes mesmos lugares...

Por falar em corridas em lugares questionáveis, temos agora a volta da novela Bahrein.
Ou melhor: é a volta do Bahrein a existência.
Os conflitos que já existiam antes da contestada – tranquila e porque não dizer, ótima - corrida do ano passado, mas foi só chegar às proximidades do evento para a imprensa toda cair de pau.
Todo dia relatava protestos, conflitos, mostrava pichações em paredes e previa um banho de sangue nos arredores do autódromo.
Mas assim que a corrida terminou e a F1 empacotou suas coisas se mandando para outro ponto do mundo que o Bahrein praticamente sumiu da mídia.
Ou entrou em estado de hibernação onde nada acontece ou simplesmente sumiu da face do mapa para só reaparecer agora. Tão violento e sanguinário como no ano passado.
Faltam apenas os ativistas de sofá, aqueles que protestam virulentamente contra as “injustiças deste mundo capitalista” enquanto enrolam algum tempo no trabalho.
Uma gente bacana que adiciona “guaraná kuat” aos próprios nomes em apoio a tribos indígenas nas redes sociais sentados em confortáveis sofás com seus notebooks ou tablets de ultima geração nas mãos.
Mas beleza! É parte da coisa, assim que a corrida passar, eles somem, assim como o Bahrein.
A não ser que – isola, bate na madeira – aconteça alguma coisa.
Ai então, os ativistas de sofá se transformarão profetas de profecias prontas arrotando a torto e a direito por ai: “-Eu não disse? Eu avisei...”.
Não sei o que é pior...

18 de fev de 2013

O que os une?


 O que aconteceu com Oscar Pistorius é algo muito sério e triste.
Ilustra bem a ideia de que o trabalho e tempo que se leva para construir e firmar a imagem de um ídolo é inversamente proporcional ao tempo que se leva para destruí-la.
O caso lembra o de O.J. Simpson e acabam por ai as considerações sobre.
É leviano e até imoral criar qualquer juízo de valor sobre o assunto.
Após tudo esclarecido quem sabe, antes não.

Mas uma coisa que chamou muito a atenção nestes dias é algo que une de uma forma estranha esportistas envolvidos em crimes e/ou escândalos.
Todos eram patrocinados pela Nike...

Rememorando.

Tiger Woods,

O ás do golfe, aquele esporte de gente velha e tão cheia da grana que tem escravos para levar sacos pesadíssimos com seus tacos.
O cara estava no auge e um escândalo de cunho sexual arruinou até seu casamento. Sem falar no buraco que fez em suas finanças.

O próprio O.J. Simpson, ídolo do futebol americano foi acusado, julgado e condenado pela morte de sua esposa.

Não me lembro dele jogando futebol, mas me lembro de suas atuações em filmes como Naked Gun 33 e ½.
Se jogava como atuava, bem... Deixa pra lá.

Lance Armstrong, envolvido no maior escândalo de doping da história do esporte.

Sua entrevista em que reconheceu culpa foi vista por milhões de pessoas ao redor do mundo e foi dos assuntos mais comentados nas redes sociais por quem gosta ou não de esportes e principalmente de ciclismo.

Mas talvez o mais curioso dos casos seja o de Ronaldo, o fenômeno que foi flagrado em um quarto de motel com três (!) travestis (das mais feias possíveis).

Curiosamente, as três, ahn... Hum... Meninas (fica entendido) tiveram fins trágicos enquanto o ex-roliço continuou normalmente sua vida, ganhando uma bela grana para emagrecer frente ás lentes de um programa (ruim) de televisão e chegando até a comissão organizadora da copa do mundo de 2014.
A grande diferença de seu caso para o dos outros é que ele – enquanto o esportista – foi alçado à condição de vítima pela mídia que o blindou de todas as formas possíveis e imagináveis enquanto as... Os... Bem... Enquanto as outras pessoas envolvidas acabaram como as grandes vilãs(os) da história.

Deve haver mais, embora minha memória (2gb de RAM e 500 no HD)  não me ajude a lembrar.
Se não for seu caso – não for esportista envolvido ou tiver mais memória que eu – deixe aí nos coments...

15 de fev de 2013

E nos escritórios da HRT...



-Então o senhor assina aqui, aqui e aqui...
-Ok.
-Rubrica aqui, e nas duas páginas seguintes.
-Tudo certo.
-Deixa eu ver... Sim, tudo certo. Negócio fechado! Muito obrigado.
-Eu que agradeço. Me livrar disto tudo agora é um alivio.
-Não diga isto, é o sonho de muita gente ter uma equipe de corridas de carro.
-É uma ideia romântica, mas muito cara, dispendiosa...
-Eu acredito. Mas me diga, o lote que estou comprando vem tudo né?
-Sim vem.
-Pneus?
-Os que temos em estoque vão todos.
-Ainda há bicos inteiros?
-Tem sim, alguns.
-Asas traseiras?
-Com DRS funcionando e tudo.
-Kers?
-Um em cada carro e um de reserva.
-Gasolina?
-Vai ter que comprar no postopiranga...
-Como?
-Nada, brincadeirinha... Não temos não.
-As ferramentas?
-Tudo lá... Macacos, chaves estrela, de boca, inglesa, ele, grifos, porcas, parafusos...
-Ok. Pode me dar o endereço dos seus mecânicos?
-Para que? Eu acho que eles não vão querer trabalhar com reciclagem...
-Quem sabe?
-É verdade... Se não encontrarem emprego em outras equipes... Quem sabe?
-Então é isto, muito obrigado e tenha uma boa sorte daqui para frente.
-Obrigado! Mas sinceramente, fiquei triste de vender o espólio da HRT para uma empresa de reciclagem. Ainda que espanhola como a gente.
-Não fique... Temos grandes planos para tudo isto aqui.
-Sério? Quais?
-Vamos correr na Indy!

14 de fev de 2013

O sonho de Ratzinger


O papa Ratznger teve um sonho: entrava em seu papamóvel que na verdade era um Mustang GT 68 e percorria a Europa dirigindo a toda velocidade.
Cruzava o Atlântico em um cargueiro – com o Mustang no porão do navio, claro – e continuaria sua jornada pela América do Norte cruzando os EUA de costa a costa. Comendo hambúrgueres gordurosos, tomando cerveja local e ouvindo rock.
Quando acordou estava sentado na Capela Sistina olhando as obras de Michelangelo.
-Que saco! – pensou ele.
Então Ratzinger convocou uma reunião com a alta cúpula vaticana e explicou que estava de saco cheio. Queria sair e fazer o que tinha sonhado.
-Não dá!
-Impossível!
-Inimaginável!
-Sem chances!
-Du caralho! –disse alguém escondido nas sombras e que – prudentemente – não se apresentou.

Ratzinger então retornou a seus aposentos e trancou a porta e lá ficou por horas, dias, semanas, meses... Quando saiu reuniu a cúpula novamente e mandou na lata.
-Estou saindo, vou abdicar do papado. Estou renunciando.
-Mas, Sua Santidade não pode!
-Quem disse?
-Bem, não tem nenhuma citação nos livros, mas...
-Mas, nada. Eu estou de saída. Fui.
E foi. Não se sabe para onde.

A discussão teve lugar por dias, uns alegavam que a vacância de poder tinha de ser breve.
Outros que deveriam tentar convencer o alemão a voltar.
E havia aqueles que já pensavam no próprio nome para o lugar do demissionário.
-O que diremos aos fiéis? – perguntou o representante dos uns.
-Sei lá... Temos que pensar. – disse falou um dos outros.
-Algo precisa ser feito. E rápido. – ponderou um daqueles.
-No momento só me ocorre mudar a senha do twiter papal. – ninguém viu quem disse isto.
-Como? – perguntaram todos.
-Claro, vai que o alemão fica no microblog cornetando tudo que o próximo papa fizer?
E todos concordam balançando afirmativamente a cabeça.
O silêncio pesava na Capela Sistina quando Ratzinger volta com uma expressão cansada;
-Diga que voltou atrás em sua decisão. Voltou?
-Não, continuo com minha renuncia.
-Mas por que voltou?
-Não consegui o Mustang... Disseram que estou velho demais para pegar um carro veloz e sair dirigindo... E o que decidiram?
-Vamos dizer aos fiéis que está cansado e com problemas de saúde. Se opõe?
-Não... Fique a vontade.
-Poderá morar em um dos apartamentos da Santa Sé.
-Tudo bem...
-E vamos trocar a senha do twiter.
-Ai não...

11 de fev de 2013

Carnaval F1: marchinhas


Ta aí um negócio bom do carnaval que eu tinha me esquecido: as antigas marchinhas.
Musiquinhas feitas apenas a visita da corte da Momolândia com letras ingênuas, bobinhas, mas feitas desta forma de propósito. Sem intenção alguma de ser considerada como musica séria.
Tanto que logo após o carnaval elas sumiam das rádios, só reaparecendo no ano seguinte, isto se não aparecesse uma melhor.
Geralmente aparecia.
Hoje nos bailes ditos “da saudade” as marchinhas são obrigatórias.
Dizem que fazem parte da memória de um carnaval dos bons tempos.
Então vamos associar algumas delas com a F1.


Nico Rosberg
Nico fantasiado de Freddie Mercury: he´s want to break free

Eu sou a filha da Chiquita bacana Nunca entro em cana porque sou família demais... Puxei à mamãe, não caio em armadilha ... E distribuo banana com os animais Na minha ilha, iê, iê, iê que maravilha, iê, iê, iê Eu transo todas sem perder o tom

E a quadrilha toda grita iê, iê, iê Viva a filha da Chiquita iê,iê, iê Entrei pra "Women’s Liberation Front"

Kimi Raikkonen
Marchinha pra negar a apatia mas, sem muito sucesso...
Há quem diga que eu dormi de touca/Que eu perdi a boca/ que eu fugi da briga/Que eu caí do galho e que não vi saída/Que eu morri de medo quando o pau quebrou/Há quem diga que eu não sei de nada/Que eu não sou de nada e não peço desculpas/Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira/E que Durango Kid quase me pegou/Eu quero é botar meu bloco na rua/Brincar, botar pra gemer/Eu quero é botar meu bloco na rua/Gingar, pra dar e vender.

Pilotos finlandeses em geral
Mais apropriado impossível
Chegou a turma do funil/Todo mundo bebe/Mas ninguém dorme no ponto/Aí, aí, ninguém dorme no ponto/Nós é que bebemos e eles que ficam tontos

Jenson Button
Jenson no bloco Guarda-chuvas da vitória com o enredo: sem ela, sem chance
Tomara que chova três dias sem parar,
De promessa eu ando cheio,/Quando eu conto/A minha vida/Ninguém quer acreditar.

Aliás, em matéria de marchinha o 1B é o que mais se assemelha: a uma marchinha lenta.
Quem souber mais marchinhas que possam ser identificadas com a F1 deixe ai nos coments.

8 de fev de 2013

Contos do botequim - 10 - Motivo


Era cedo para o almoço, mas já tarde para o café da manhã, por isto o Bar do Canário estava quase vazio.
Dos frequentadores habituais do café da manhã – na verdade pão na chapa e pingado – apenas Andrade, o professor aposentado era o único que ainda ocupava uma mesa.

-Ô Canário!
-Fala mestre!
-Cadê aquele moleque que tava te ajudando no balcão?
-Mandei embora.
-Como assim? Mandou o Dassilva embora?
-Mandei...
-Por quê? O que o gaguinho fez? Destratou freguês?
-Não... Ele era muito bom atendente.
-É, mas pegavam pesado com ele.
-Pegavam não! Você pegava. E ele só respondia.
-Verdade... E respondia a altura. Apesar da gagueira.
-Pois é...
-Mas então por quê?
-Pegou nota falsa no caixa.
-Pô... E isto é motivo para mandar embora?
-Veja bem... Ele é um cara que prestava atenção em tudo, nos mínimos detalhes. Não é?
-Sim claro...
-Lembra daquela vez em que você mostrou uma foto da sua família em um desfile de Sete de Setembro e ele achou um cartaz da candidatura do Jânio à presidência na imagem?
-Lembro... Era um cartaz preso em um poste, logo atrás do meu pai na foto. Minúsculo. Nunca tinha prestado atenção nele até o Dassilva falar sobre.
-Então...
-Então o que?
-Ele é um sujeito observador, muito atento. Não podia ter pego uma nota falsa.
-Mas, Canário... Pensa bem... O nível das falsificações hoje em dia é muito alto... Nem sempre se pode perceber a olho nu.
-A que ele pegou dava... Ainda mais sendo ele.
-Mas pode ter sido a correria da hora, vai saber...
-Não interessa. Não podia ter pego aquela nota e pronto.
-Poxa Canário, tá inflexível hoje...  De quanto foi a nota que ele pegou?
-De cem reais.
-É... É um valor alto, mas mesmo assim, descontava no pagamento dele e pronto...
-Não é pelo valor, e sim pelo fato dele ser tão observador e falhar.
-Pode acontecer com qualquer um, catzo!
-Duvido.
-Cabeça dura viu... E agora lembrei que você não é o cara mais observador do mundo, como descobriu que a nota era falsa? Levou no banco?
-Não... Só olhei.
-Ah vá... E qual era o detalhe que te fez perceber que a nota era falsa?
-O “cem” estava escrito com “S”...
(silencio)
-Justa causa... Você devia ter demitido com justa causa...

Os outros contos do botequim você pode ler clicando aqui > Botequim

7 de fev de 2013

F1 news (e olds ranhetices...)


Catertham lançou seu carro para 2013.
E daí?  Vai andar no fim do grid mesmo... E tem mais: o carro parece um tanque de guerra de tão feio.
Mas quem liga?
Diria que ninguém liga também para o lançamento do carro da Marussia, porém, a pachecada de plantão se enche de esperança com aquele lixo apenas porque há um brasileiro vai correr por lá.
Esperança vã, diga-se.
Com a saída da HRT, sobrou para o time russo – além dos motores de liquidificador da Cosworth – o papel de fecha grid oficial.
Estéticamente, a pintura do carro lembra bastante as antigas viaturas de policia do estado de S.Paulo.
Corcel fica lindo até vestido de policia...

Toro Rosso também lançou seu carro para 2013.
E daí? Bem... Ainda há alguma esperança de que o carro seja competitivo no meio do pelotão, claro...
E quer saber? O carro é até mais bonito que o da irmã rica.
Mas eu esperava mais ousadia do time.
Algo como lançar o carro lá da estratosfera, assim como a Red Bull fez com o tal Baumgartner...

E Bruno Sobrinho, o popular Senna, anunciou que correrá o mundial de Endurance.
Ótimo para ele!
Vai receber para correr, vai estar em um time competitivo e pode se desvencilhar da sombra do tio.
Parte da pachecada que só sabe o que é automobilismo porque vê F1 na TV já chorou sangue.
Vai Senna Sobrinho, vai ser gauche na vida. E a pachecada que se foda.

6 de fev de 2013

De como a Mercedes fez o carro de 2013


-Loucura, loucura, loucura... Agora no Caldeirão do Huck chegou a hora do quadro: Lata Velha! (sobe o som)
-E hoje temos aqui uma história que particularmente me emocionou. A carta foi escrita por um cara que foi substituído no emprego justamente pelo homem que ele quer arrumar o carro agora. É ou não é uma prova de que o ser humano é bom? Roda o VT!
 
(Entra a reportagem feita com o homem que escreveu a carta respondendo, mas sem que possamos ouvir as perguntas. Ele tem um forte sotaque germânico.).

-Eu já estar cansada e quando a pessoal do equipe disse que ia trazer ela para ficar no minha lugar, eu fiquei até contente, mas por outra lado preocupada... Afinal a carro que ela ia usar era um bomba! Toda deformado. (...) Eu pensar que se ela tiver uma carro melhor, pode até ser uma bom pilota, tipo assim: Villeneuve. (...) Gilles? Non, Jaques... E olha lá. (...) Sem ressentimentas...

(volta a focar o apresentador.).
-E depois de ler esta carta e ir atrás do cara que mandou, fomos buscar o carro que vamos reformar aqui... Quando chegamos lá, o novo dono do carro estava olhando para o veiculo com aquela cara típica de quem fez mau negócio. Roda o VT.

-Eu tinha um carro no meu emprego anterior que era bonito, era bom... Não sei o que deu na minha cabeça de ficar com esta josta...

(...) Se anda bem? Sinceramente? Não! (...) Então você acha que dá para arrumar? Pode levar então. (...) Ah, tem um preço? E o que seria? Vou ter que pagar mico na TV? É isto? E o que vou ter que fazer? (...) Posso pensar? (...) Se eu não aceitar fico sem o carro? Tá bom. Aceito.

(volta Luciano Huck com o novo dono do carro agora ao vivo)
-E então Você topou, como foi fazer a prova?
-Foi estranho, eu senti como se o mundo risse muito de mim...
-Mas também não é para menos, sair com aquelas barangas para o mundo inteiro ver foi hilário, roda o VT!
-E agora? O que você colocou nele? Aerodinâmica avançada? Motor mais potente? O que?
-Bom, quase nada, só trocamos mesmo o bico que era muito feio, e colocamos uma asa dianteira nele que serve par por TV, DVD, rádio, cama Box e outras coisas sem importância num carro. Sabe como é? Aqui nós geralmente pegamos um carro clássico todo judiado e transformamos ele em penteadeira de puta, mas aqui não foi o caso... Pegamos um trambolho e... Bom... Aqui está seu carro novo.

(as câmeras focam Lewis Hamilton)
-Hehehe, se dei bem! (sic)

5 de fev de 2013

Humor de batina


E ele era padre.
Mas não era qualquer padre, não...
Se era cantor?
“- Nunca!” – diria ele.
Tinha voz de taquara rachada, se bem que a Joelma do Calypso também, mas...
Padres cantores existem aos montes por aí, gravando cd´s; dvd´s; fazendo shows monstros com canções do Roberto Carlos e, principalmente: negando que são pop stars.

Ele não.
Se chegasse a condição que os padres cantores chegaram não iria renegar a fama.
“-Hipócritas é o que são! Se não quisessem fazer sucesso que ficassem dizendo missa em latim!”. – é o que dizia sempre.

Mas se ele não era padre cantor, qual era seu talento?
Com o que queria ele alcançar o estrelato como os padres cantores?
Ele era um padre humorista.
Piadista, imitador e avesso ao politicamente correto.

Na opinião das carolas de sua paróquia era mesmo um sem vergonha de marca maior. Fanfarrão que em muito pouco diferia dos beberrões habitantes dos bares que circundavam a igreja, mas que só pisavam o terreno da paróquia em época de quermesse.
O curioso é que nem assim abandonavam a sacristia.

Era conhecido em sua Diocese, não mostravam nenhum tipo de reação a sua forma de conduzir sua comunidade e assim ia levando a vida e tocando em frente o que chamava de sua platéia.

Nem por conta de seu humor o numero de fiéis aumentava, porém também não diminuía.
Era mesmo como se tivesse um publico cativo.
Sempre com um gracejo, um chiste, dava conta do recado.
E o momento maior de sua arte, por assim dizer, sua piece d´resistance eram os sermões das missas dominicais, onde usava piadas de salão ou não para dar seu recado.

Dificilmente uma missa sua terminava sem que ao menos uma senhora ficasse com a maquiagem borrada, ou cavalheiro tivesse que afrouxar o cinto para poder rir com mais conforto.
Usava piadas de judeus para falar que a caridade era necessária.
Contava causos de caipira para ilustrar o excesso de malicia no mundo.
Dizia trocadilhos infames a torto e a direito para ilustrar suas falas sobre o apocalipse...

Chegou a fazer um sermão inteiro chamando o diabo de Dualib e o inferno de sucursal da Secretaria da Fazenda.
Claro que ofendeu muitos corintianos e alguns funcionários públicos, mas fez rir e pensar quem não era...
Afinal imaginava-se que o coisa ruim era mesmo uma espécie de ladrão e o inferno, bem... Já o descreveram como uma repartição publica algumas vezes.

Pior foi quando resolveu fazer um sermão sobre arrogância, e usou para isto a metáfora dos argentinos com sua mania de grandeza.
Disse coisas como: “-Argentinos cometem suicídio pulando de cima do próprio ego.” E completou com a clássica: “-Quer obter lucro? Compre um argentino pelo que ele vale e venda-o pelo que ele pensa que vale.”.

As risadas foram muitas, e apenas um pequeno grupo de estudantes de direito se ofendeu. Moradores em uma das pensões da cidade e grandes entusiastas de sua forma de pregar, incentivando inclusive.
Não é preciso explicar que eram argentinos e que procuraram as autoridades católicas da região para fazer uma queixa contra o padre piadista.

Uma bronca tremenda adveio disto junto a uma ordem para que nunca mais ilustrasse seus sermões com piadas ou trocadilhos.

Porém esta era sua vocação, este era seu meio de fazer o trabalho ao qual tinha se preparado. Era como respondia ao chamado, como ele próprio costumava dizer.
Engoliu calado o que tratou como uma traição do pequeno grupo de portenhos.
Não prometeu revanche e nem vingança, mas guardou para si a pequena derrota.

Um dia ao enveredar sobre o assunto da traição acabou por tropeçar em seus próprios sentimentos contraditórios e entrar novamente pelo caminho da ironia:

-Hoje iremos falar da Santa Ceia! Naquela noite, Jesus disse: “-O meu traidor está aqui na mesa.”
E Pedro diz: “-Mestre, por acaso sou eu?”.
”-Não, não é você Pedro.” Diz Jesus. E então João prossegue: “- Mestre, serei eu?”
 E Jesus diz: “- Não é você João.”
Ouvindo os colegas perguntarem Judas Iscariotes, assustando diz: “- Mestre, por acaso soy yo?”.

Não se sabe se foi por esta recaída que deixou ou foi convidado a deixar o sacerdócio, mas dizem que ainda é possível vê-lo nos sábados à noite, fazendo figurações em programas humorísticos enquanto espera sua própria redenção.

4 de fev de 2013

Carta aberta do arquiteto


Caros fãs... Da F1 óbvio.
Por anos venho recolhendo pela internet, em fóruns, blogs, sites e outros canais um grande numero de reclamações e criticas ao meu trabalho.
Pensam que projetar autódromos é tarefa fácil?
Me acusam de copiar e colar pedaços de outras pistas, algumas que nem fui eu quem desenhou.
Quando faço realmente, eu aviso: estou prestando uma homenagem, fazendo uma citação. E o que dizem os fãs da F1?
Dizem com as vozes mais irritantes do mundo: “-Ele só faz pastiche de pista, mashup!”.
Me acusam de fazer traçado no paint brush do Windows...
E tem outros, uns ai que ficam desenhando traçado em folha de papel e dizendo: “-Olha aqui! Faço melhor que o Tilke!”.
Bando... E nem sequer levam em consideração topografia, espaço, custo... Mas o que sabem eles? Heim?
O que sabem eles? Eu pergunto.
Não sabem nada.
Quer uma prova?
Reclamam tanto que eu só faço uma pista e torço ela de um lado para o outro e ninguém, mas ninguém mesmo reclama que a McLaren faz a mesma coisa.
Exatamente a mesma coisa... Dá para entender?
Espero sinceramente que este povo reveja seus conceitos.
Com os devidos respeitos 

                                                                 Hermann Tilke
                                                                     arquiteto.


1 de fev de 2013

2 toques F1: Razia e Maclata


O pai de Luiz Razia tinha dito e afirmado que seu filho estaria – com certeza! – na F1 em 2013.
Ok, metade da promessa está realmente cumprida: Razia assinou com a Marussia.
Mas com a Marussia?

Estrear na F1 hoje não é como a vinte anos onde alguém de razoável talento poderia estrear em uma Minardi e um dia chegar a campeão do mundo.
Um fora de série começou na Toleman, lembram?
Hoje, quem começa em equipe nanica entra comprando vaga, trazendo dinheiro e se não tiver como manter ou aumentar o montante para a temporada seguinte, nem com resultados assombrosos fica no time.
E olha que no caso das nanicas de agora, resultado assombroso é ficar na frente das de mesmo porte. No caso especifico da Marussia seria ficar na frente da Caterham e da HRT.
E vale lembrar: a HRT não estará no grid, logo, ficar na frente da Caterham (e só) não é tão assombroso assim.

E muito se falou que ficar na GP2 era besteira, era caro.
E andar na Marussia? Não custa tanto ou mais?
Na GP2 ao menos teria as luzes sobre si, disputando liderança, vitórias e até o campeonato.
O que se disputará com a Marussia?

De qualquer forma, tanto a carreira quanto o dinheiro são dele.
Só espero que os ufanistas de plantão não venham ficar buzinando a velha história de que o talento pode por o dinheiro em segundo plano.
Até pode. Em outras categorias, mas não na F1 de hoje.


E lá pelos lados de Woking, a GM lançou seu novo Corsa Classic.
O que tem de diferente no carro?
Da parte técnica não ainda não sabemos, mas esteticamente, tem mais porta trecos, espelho retrovisor automático e pintura cristalizada.