30 de mar de 2012

Confirmando tese: piloto também tem rotina

Quem disse que vida de piloto da F1 é algo que não admite rotina?
Sempre tem de fazer coisas parecidas como treinos físicos, conversas com mecânicos e engenheiros, treinos em simuladores e afins.
As viagens ao redor do globo é que fazem com que a sensação de repetição seja atenuada. Mas é sempre igual.

Escolhemos um piloto para analisar um dia em sua vida, e comprovar a tese.
Para nossa alegria a única data disponível para fazer a matéria foi justamente um domingo de corrida.
E o escolhido foi: Romain Grosjean.
Rotina: explicar por que catzo não completou a prova
O piloto franco-suiço que havia tomado um pé na bunda retornou à categoria este ano pilotando para a Lotus, eis ai o primeiro sinal de repetição e rotina: tomou um pé na bunda e voltou!
E pela Lotus! Que quando ele saiu se chamava Renault, mas é a mesma equipe.
Muito rápido em classificação, enche os olhos de todo mundo nos sábados de classificação e então sempre se repetem os elogios e as frases prontas dando conta de que ele amadureceu, melhorou etc.
Todo sábado vai dormir com a promessa de fazer uma grande corrida no dia seguinte.

Então no domingo acorda, toma café – como todos os dias, aliás – vai para o autódromo e ocupa seu lugar nos boxes.
Procura manter os níveis de ansiedade sob controle, nada disto é novidade para nenhum piloto, pura rotina.

Então Grosjean entra em seu carro e o conduz até o grid.
Piscam as luzes verdes e ele parte para a volta de apresentação.
Alinha e sobe os giros do motor, apagam-se as luzes vermelhas e ele larga em busca da primeira curva...
Então, após algumas curvas ou no máximo poucas voltas é sempre possíveis ver o carro preto e dourado de Romain Grosjean fora da prova.
E se continuar assim, tomará de novo um pé na bunda, caracterizando de novo a mais pura rotina...

Rotina: ver o carro encostando quebrado nas corridas

Tese confirmada!


29 de mar de 2012

Comédias da vida real na F1 #9 - Jeitinho americano

Equipe Honda, Monza 1965
Mecânico chefe: -O carro plecisa estar plonto pala a colida, se vilem né?
Mecânico do motor: -Está difícil…Não sabemos como alumar o vazamento.
Mecânico chefe: -Pensem né… Como os amelicanos faliam?
Mecânico do motor: -Como os amelicanos… Hum….
E um tempo depois…
Mecânico do motor: -Tá lá chefe! Tudo plonto né?

Jeitinho americano
Publicado originalmente no Pódium GP
Com meus melhores agradecimentos ao grande Corradi.

28 de mar de 2012

Fábula moderna na F1 - A sorte do Alonso


-Precisamos de algo... – disse a Chapeuzinho.
-Sim, precisamos... – concordou o Coelho.
-Não podemos apenas ficar na dependência da chegada do caçador. – disse o cavalo do príncipe.
-Verdade! – concordaram os outros.
-Vai que ele se atrasa?  - questionou a menina do capote vermelho.
-Ou nem venha! – se assustou o Coelho.
-E nem podemos contar com meu dono, agora que despertou a Adormecida. – explicou o cavalo.

E todos baixaram a cabeça num sinal de que havia pouca esperança. Se o Lobo aparecesse, teriam mesmo que contar com a incerta chegada do Caçador para afugentá-lo.
Sabiam que por aqueles dias o Lobo havia entrado na casa dos Sete Cabritinhos e feito a festa.

-Vamos precisar de sorte! – disse a menina do chapéu encarnado.
-Sorte? – disse o coelho – Besteira... Dizem que pé de coelho dá sorte, e eu tenho dois... Nunca me ajudaram.
-Concordo com o Coelho – disse o Cavalo – Isto é superstição de humano... Que adora andar por ai com ferraduras pra dar sorte... Para mim só deram calos e escorregões no asfalto.

A menina tende a concordar com seus dois amigos, mas naquele momento a TV que estava ligada em um programa esportivo mostra o resumo do grande prêmio da Malásia de Formula 1.
Nele a vitória de Fernando Alonso é colocada como um grande golpe de sorte. Estar no lugar certo na hora certa... Sem contar a chuva torrencial que abrandou, mas não cessou de vez. E até mesmo o erro de um piloto novato ao tangenciar uma curva pareceu ser questão de sorte.

-Viu? Sorte existe... – disse a garotinha – Sorte existe sim, veja este Alonso ai!
-Verdade! – brilham os olhos do Cavalo – vamos até lá buscar um sapato dele!
-Sapato? Porra nenhuma! – disse o Coelho de olhos vermelhos demoníacos – Vamos lá arrancar os dois pés dele logo!
O coelho do capeta!

27 de mar de 2012

O lado B do GP - Malásia

Graças a Deus que a Malásia não é a India, onde ser feio é pré requisito para nascer.


Schumacher: -Felipe... Acorda!
Massa: -Hum? O que? A corda? Já vi... Aliás, está no meu pescoço só esperando alguém puxar...

Aula de literatura brasileira para Button e Vettel, hoje estudando a poesia de Drummond de Andrade.
"No meio do caminho havia uma HRT, havia uma HRT no meio do caminho..."
Estranhou? Não precisa... É que uma pedra, se bem atirada, é mais rápida que os carros da equipe espanhola...

Nos boxes da Lotus, quando a corrida foi interrompida, apareceram alguns picolés para que Kimi chupasse até que a corrida fosse retomada.

Já nos boxes da Mercedes, no espaço reservado ao Nico Rosberg também tinha Magnum...

25 de mar de 2012

F1 2012 - Malásia - E daí que choveu?


Dane-se que choveu!
O mundo inteiro, até os retardados do UFC sabiam que iria chover durante a prova. E olha que nem tem represa perto do circuito...
Chuuuuupa Hamilton!
O fato é que a tal supremacia da Mclata é falsa.
Boa realmente de classificação? Talvez. A pole do Hamilton veio com um esforço tremendo e fritando pneu na última curva.
Na corrida, além de gastar pneu mais que as outras, não são tão consistentes assim.
Arrisco dizer que quando chegar à perna européia o time de Woking não vai ter vantagem nenhuma.
Pode até não ser ultrapassada, mas que as coisas vão ser diferentes corrida a corrida, alternando muito.

E daí que choveu?
O ritmo das Red Bull não foi nem sombra do que se espera de carros de Adrian Newey...
O problema de Vettel com o mesmo carro lento que atrapalhou Button não pode servir de desculpa.
Nem com sol nem com chuva...
Se o carro fosse melhor do que é, teria passado e ido embora, como fez nos dois últimos anos.
Webber chegou em quanto, mas e daí?

E daí que choveu?
A Williams mostrou força e seus pilotos mostraram rapidez.
Os problemas de Bruno Senna na primeira parte da corrida podem prontamente serem esquecidos em detrimento da corrida de gente grande que fez depois do aguaceiro.
Bruno foi sensacional, depois da chuva
E Maldonado ia bem até o Renault abrir o bico.
Apesar de raro, não é a primeira vez que acontece.
Foi uma corrida para o fã do time de Grove sorrir.
Foi o que eu fiz.

E daí que choveu?
Choveu para todos e ainda assim foi Fernando Alonso que venceu.
Com a lua dentro da bunda... Sortudo! E veloz.
Se foi com propriedade ou na sorte, tanto faz! Os vinte e cinco pontos, a taça e o lugar mais alto do pódio ficaram com o asturiano.
Tem gente que nasce com a bunda virada para a lua, Alonso nasceu com a lua dentro da bunda. Vai ter sorte assim na...
Já seu companheiro de equipe... Nem sorte e nem desempenho.
Assim os detratores – pagos ou não – vão ganhar munição.
E lá vem chumbo quente.

E ainda bem que choveu!
Foi a chuva e a estratégia ousada de trocar pneus antes de todo mundo que fez com que Sérgio Perez fosse catapultado aos primeiros lugares.
Daí foi só guiar como todos desconfiam que ele guie e dar o espetáculo da corrida.
E dá-lhe guacamole
Foi o cara, o nome, a figura, o melhor...  Pena que por um erro facilmente explicado por falta de experiência, embora alguns irão apregoar pressão política ou excesso de zelo para com a parceira fornecedora de motores.
Eu descarto isto, afinal a Sauber paga pelos motores.
Perez foi tão bem que pouca gente ao fim da corrida notou que seu companheiro de equipe abandonou a prova.
Viva Perez!

Prova fantástica esta na Malásia.

24 de mar de 2012

O humor é irmão da poesia, Chico então era poeta

No prefácio da obra A alegre história do humor no Brasil de Jota Rui (Ed. Expressão e Cultura, 1979) Chico Anysio escreveu que: “O humor acusa, satiriza, descobre, desmoraliza, critica, eleva, deforma, informa, destrói, constrói, imortaliza, enterra, açoita e acaricia.”
Levou esta máxima como aríete e estandarte em seus programas de TV, livros e peças de teatro.
Aliou caracterização a ótimos textos e dizia não crer em humor sem palavras.
Expôs a debilidade dos “heróis nacionais do futebol”, deu voz a uma nação inteira em telefonemas a um general presidente, mazelas de ser professor, a filhadaputagem de exploradores religiosos em um tempo pré Edir Macedo e afins.
Cutucou políticos corruptos, astros decadentes, costumes variados sem nunca se render a praga do politicamente correto.
Um de seus bordões mais famosos- de Justo Veríssimo - manda na lata um indigesto: "-Eu quero que pobre se exploda!", mesmo estando na classe C e D sua maior parcela de audiência...
Seus mais de duzentos personagens vinham de todas as regiões do país democratizando o riso.
Mas ainda assim, Chico Anysio não é o maior humorista deste país... Aragões, Soares e afins podem ficar com o título.
Chico é O HUMOR.
O humor é irmão da poesia, logo Chico era um poeta que fazia rir.
 “-Se o humor não fosse tão importante, os olhos dos homens grandes – por favor, não confundir com grandes homens – não estariam tão voltados à sua vigilância; os lápis vermelhos da censura seriam engavetados ou desapontados, o que talvez ainda fosse melhor: os dedos já não apontariam cortes e proibições, e muitas bocas deixariam de ser fechadas.”
                                                                                       Chico Anysio

23 de mar de 2012

Música de sexta - O mistério do planeta

-Bicho, to com umas idéias aqui... – diz Moraes
-O que? É pra som? - pergunta Boca.
-É... Ouve isto... – e pega o violão.
-Hum...
A musica que sai das cordas é simples, soa calma.
-É interessante...
 -Gosta?
 -Não sei se gosto ou se não gosto, mas é novo. Pode desenvolver?
-Posso... To trabalhando nela há uns dias já...

 -Moraes?
-Diga lá... Boca.
-Levei aquela tua musica... Aquela que me mostrou inda ontem pro Galvão ouvir..
-E o que ele disse?
-Não disse nada. Ele nunca diz... Mas ouviu com uma atenção fora do comum.
-Fora do comum?
-É... Fora do comum... Fechou o semblante, olhou fixo pro nada e ouviu.
-E quando terminou?
-Pediu pra tocar de novo, mas sabe como é... Não toco como você.

 -Galvão, me diz uma coisa?
-O que Moraes?
-Soube que ouviu uma musica que estou fazendo ainda...
-É... Ouvi.
-E gostou?
-Gostei...
 -Vai escrever a letra?
-Sim... E entrego a Boca quando estiver pronta.
-Mas me diga... Está boa?
-Falta algo. Não sei o que, mas falta algo...

-Boca? Tá com a letra do Galvão ai?
-Tô sim, Moraes, e o Jorginho já está a postos pra tocar a bateria...
-Posso tocar então?
-Pode...  E Galvão, eu vou cantando aqui, qualquer coisa tu me corrige.
-Não tem porque, cante... Cante com o coração.

 Moraes Moreira no violão, Jorge Gomes na bateria, Dadi no baixo e Paulo Boca de Cantor soltando aos poucos a letra de Luiz Galvão... Quando acaba, Moraes se vira para Galvão e pergunta: “-Tá bom?”.
-Falta algo ainda... – dispara ele, quando chega ao ensaio Pepeu.
-Fizeram uma musica nova sem mim? Como ficou?
 E eles tocam novamente, mas, após a segunda metade da canção Galvão se vira para Pepeu que já empunhava seu instrumento – uma guitarra elétrica – e vaticina:
-Injete um pouco de tensão ai rapaz...
E o guitarrista emenda um solo fantástico.

-Agora ficou bom! – disse o letrista.
-E como se chama a canção agora que está pronta? – pergunta Moraes.
-É um mistério...

22 de mar de 2012

Noticia quase falsa

Na chuva, Mark Webber pede cartela

Preocupado com as condições metrológicas para a prova da Malásia, o veterano piloto Mark Webber disse em entrevista à agência GMM (Geriatric Man Mentions) que na chuva o mais importante é cartela.
O cara tem razão... Ainda mais na idade dele.
“-Bernie Ecclestone gosta de largadas mais para o fim da tarde, mas na Malásia é justamente no horário que a chuva começa a cair, e não é uma garoa, não!” – disse.
Lembrando que a largada é as 16 horas no horário local (5hs no horário de Brasília.)

Perguntado qual a melhor estratégia para a Malásia com pista molhada, o piloto ancião não titubeou: “- Na chuva, o melhor é ter cartela.”

Não foi possível apurar se há casas de bingo na Malásia, por ser um país muçulmano acho difícil...
Mas fica a torcida para que tenha e para que chova mesmo indo assim Markuzzalém Webber jogar bingo.

Noticia original aqui  => Malásia 2012

21 de mar de 2012

O telefone tocou nos boxes da Williams em Melborne...

-Ô Maldonado!
-Si?
-Telefone...
-Quien és?
-Eu não sei... Não falou o nome, mas fala espanhol.
-Diga que no estoy...
-Acho melhor você atender.
-Por quê?
-Bem... Ele não pediu exatamente... Parece mais que deu uma ordem.
-Que folgado... Voy hablar, me de el telefono. – e pegando o telefone - Quien és?
-Como quien és? Soy yo!
-Yo quien, catzo?
-Mira, no me faça te chamar de “huevito”.
-Comandante Candanga?
-Si... Diga, que catzo fué aquilo en lá corrida?
-Fué lá grama mi comandante.
-E por acaso pagamos para que te corras na grama, “huevito”?
-No mi comandante...
-Se fosse pra correr na grama, “huevito”, em vez de ir pra formula uno, te mandaríamos para el turfe...
-Si mi comandante... Pero... Yo no sei andar de cavalo, mi comandante...
-Mas poderia ser el cavalo, “huevito”...
-Desculpa mi comandante...
-Yo no vi la Carrera porque era de madrugada... E no vi também el compacto, mas... Em tua frente... Era lo Massa?
-No mi comandante... Era el Fernando Alonso...
-Alonso? Súdito daquele Rey que me mandou ficar calado?
-Acho que si...
-Entonces... Que no se repita la barbeiragem... Pero, se acontecer de novo, e em sua frente estiver el espanhol... Leva ele junto.
-Mas mi comandante...
-Nada de “más”... Deve-me ao menos este prazer...
-Si mi comandante...
 -Até mais, “huevito”. – desliga o telefone.
cabeza de huevo

20 de mar de 2012

O Labo B do GP - Austrália

Uma lição para a HRT...

E na frente da Catarrão...
Enquanto o time espanhol não classificou nem um carro para a corrida, a Scania colocou logo dois...
Lá no fundo, mas na prova
Eu sei que é o mesmo, mas não ia perder a piada...

Porque algo precisava funcionar direito
Já a Ferrari conseguiu fazer os pit stops mais rápidos do fim de semana.
Mecânico: -Ô seu Stefano! Manda melhorar o carro ai que nossa parte a gente fez!
Domenicalli: -Se fizerem igual na prova que vem, eu falo com o sr Montezemolo.
Mêcanico: -Se fizermos igual na próxima, o Luca põe a gente no teu lugar...

18 de mar de 2012

F1 2012 - Austrália, matando saudades

Foram mais de cento e vinte longos dias, mas a F1 está de volta e tem coisas que não há como mudar mesmo...
Podem fazer carros lindos, feios ou horrorosos como os deste ano, mas quem é apaixonado por este negócio de acelerar e fazer curva vai sempre ser fiel.
E no fundo, a feiúra nem foi – muito - notada depois que as luzes se apagaram.
A saudade era tanta que até ficaram bonitos...
O que se viu, de verdade, foi que a importância do piloto no conjunto está mais valorizada. Que finalmente o braço tem que trabalhar para corrigir o que a aerodinâmica não pode fazer: manter o carro na pista competitivamente.
Claro que há diferenças entre os conjuntos...
Tanto no que tange ao carro quando, óbvio, o piloto, mas ai é que está a graça, o divertido.
E foram os pilotos que fizeram a diferença no GP da Austrália 2012.

Ainda que contasse com o melhor carro do fim de semana, foi o braço e o talento do Jenson Button que lhe asseguraram a primeira vitória do ano.
Ganhou a ponta na largada e só saiu dela pra trocar pneu, mas não foi nem incomodado.
E quem disse que não há justiça na F1? Mas eu não ligo pra ele...
Diferente do seu companheiro de equipe, que mesmo tendo o mesmo carro e saindo na pole, gastou os pneus a ponto de terminar a prova sendo pressionado por Mark Webber, que se fosse um pouco mais arrojado, teria ao menos tentado passar.
Ou não...
Pastor Maldonado tentou este arrojo e...
Mas arrojo é diferente de afobação, burrice ou de azar...
Passar com os pneus na grama tem um pouco dos três: azar, burrice e afobação

Deu para matar a saudade.
Foi ótimo ver de novo, ainda que feios, os carros na pista, as ultrapassagens, as barbeiragens.
Ver Kimi Raikkonen de volta e não sofrendo tanto com o tempo parado apesar dos pesares da prova.
Ver que a Lotus é um carro bom, só restando saber se vão continuar evoluindo ou não e, que Romain Grosjean é mesmo um piloto meia boca.
A melhora sensível dos carros de Frank Williams, se bem que... Pior não dava.
E ver que a Ferrari, diferentemente do que se pensava, não é tão mentirosa assim... Que carro horrível!
Só mesmo o braço de Fernando Alonso para fazer alguma diferença com o ornitorrinco rosso.
Vamos sair da prova juntos?
Para os brasileiros... Bem...
Como disse meu amigo Marcos Antonio do GP Séries pelo twiter, ao menos deixaram felizes os marqueteiros do banco Santander, já que saíram da prova “juuuuuntos!”

 Enfim, habemus F1 de volta, e claro...

Hehehehehehehe
Chupa Hamilton.

16 de mar de 2012

E vai começar tudo de novo...

-E ai? Boteco esta noite?
-Não...
-Qual é? Mulher não deixa...
-Deixa... Mas não vou.
-Vamos lá pô... Aproveita antes de casar.
-Aproveito, claro... Mas hoje não.
-Tá sem grana?
-Até que não...
-Se for o caso, eu pago... Depois cê me devolve.
-Não, não... Não tô sem grana... Tem pouco é verdade, mas tem... Só não quero ir.
-Poxa... Não curte mais a companhia dos amigos?
-Que isto cara... Nada disto. Curto sim. Só que hoje não quero. Não to afim...
-Ai tem coisa...
-Tem.
-Tem o que?
-Tem coisa.
-Que coisa?
-Tem a primeira classificação oficial da temporada de F1.
-Porra, vai começar... Não sai com a gente quando a corrida é de madrugada, não vai jogar bola quando é no domingo... Semana de GP do Brasil não lê sobre outra coisa...
-Pois é... Cada qual tem seu vicio, né?
-Mas o teu é muito esquisito. Ficar vendo carros dando voltas e voltas.
-É... Verdade... Bacana é o teu que queima um cilindro cheio de fumo, que custa caro e não trás beneficio nenhum... Muito pelo contrário. Ou encher a caveira toda noite... Ou gostar de sentar num...
-Tá... (interrompendo) Deixa prá lá... Não vai então?
-Não...
 -Tá certo... Se o pessoal perguntar, digo o que?
-Diga que eu sou construído para a velocidade...

15 de mar de 2012

Comédias da vida real na F1 #8 - Brawn GP e os piadistas


O ano de 2008 terminava de forma melancólica para a equipe Honda de F1.
Uma decadência terrível se abatia sobre a equipe desde que pintou seus carros com o mapa mundi e sugeriu que o mundo deveria pensar mais em propostas ecológicas.
Seus pilotos, Jenson Button e 1B roíam beira de penico andando nas ultimas posições e conquistando poucos pontos.
Na ultima prova do ano em Interlagos, o carro de Jenson Button pegou fogo logo após o termino da corrida, fazendo com que seu pai John Button proferisse a frase: “-Deixa esta porcaria queimar...” enquanto Jenson tentava apagar as chamas.

A montadora nipônica então resolveu que abandonaria a categoria.
Alguns de seus executivos apareceram em entrevistas chorando e se dizendo envergonhados.
Deu lugar então a uma série de especulações sobre o que seria feito do espólio do time.
Diziam que um pool de empresas da aera financeira poderia comprar tudo por apenas um dólar para dispor de tudo e fazer o que quiser com o time.
Chegou-se então a solução chamada de management buyout onde seu ex-chefe de equipe Ross Brawn, pagou o tal dólar e resolveu que tocaria em frente o time, mantendo vários empregos.

Havia um boato de que o projeto da Honda para o ano de 2009 era muito bom e que tinha tudo para ser vencedor.
A descrença era geral e não infundada tendo em vista os dois últimos anos em que o time só havia conseguido a oitava posição (2007) e a nona (2008) na tabela de construtores.
Para aumentar a desconfiança, Ross optou por manter a dupla de pilotos. Um até então desacreditado Button, que tinha sobre si olhares desconfiados de que já tinha dado tudo o que podia e 1B, que não era nada, não era nada... Não era nada mesmo. Com a ressalva de que, para poder garantir um salário, deveria manter bons resultados e pontos constantes...
As piadas foram surgindo: "-Lá vem a Turtles Racing”, o “one dollar team”, “vergonha car” e outras pérolas.

O carro, apresentado a apenas poucos dias da abertura do mundial, coincidentemente na Austrália como este ano era branco e com pouquíssima propaganda em sua carroceria. Ao ver o bólido muita gente apostou que não chegariam ao meio da temporada.
Porém, quando o carro foi à pista, bateu de longe todos os rivais e surpreendeu o mundo.
Os mais céticos diziam que era “brilhareco” e que quando a coisa fosse para valer, não levariam vantagem nenhuma e ficariam no fim do grid.
Vieram os primeiros treinos e a primeira qualificação e lá estavam eles na ponta.
Ficaram com a pole position (Button) e com a segunda colocação (adivinha quem?).
E desta forma terminaram a corrida.
Ao fim da temporada foram 8 vitórias na temporada, sendo seis de Button que terminou como campeão mundial e duas de 1B que não foi o vice...
É de longe, a maior e melhor surpresa da F1 moderna mesmo tendo sido um sucesso por conta de uma brecha no regulamento sobre os difusores muito bem explorados por Ross Brawn.
Afinal, o mundo é dos espertos e não dos piadistas...
A largada na Austrália 2009, quebrando muita gente, incluindo eu

14 de mar de 2012

O segundo time de cada um: Force Índia


Não sei se no resto do país é assim, mas em São Paulo e se não me engano no Rio de Janeiro é muito comum ao torcedor de futebol escolher um segundo time, seja por questões afetivas (ter nascido ou morar na cidade do time) ou apenas pelo prazer de torcer por um time menor.
Em São Paulo, durante muitos anos o Juventus da Rua Javari, na Mooca era o segundo time de todos.
Simpático e sempre aprontando para cima dos chamados times grandes do estado.
Nunca ganhava um título de expressão, mas sempre tinha uma torcida empolgada composta por torcedores dos grandes...
No Rio a primazia cabia ao América, que diferentemente do clube da Mooca, já teve status de grande no estado.

Na F1 a coisa não é muito diferente... Sempre há uma equipe pequena que, por ter alguns resultados mais expressivos ou apenas por simpatia mesmo acaba chamando a atenção e atraindo alguns admiradores...
Arrows em fim de carreira, a Jordan que chegou a ser média... A Super Aguri de propriedade do simpático Aguri Suzuki...

Eu como bom torcedor da Williams, vendo a atual fase do time talvez não precisasse de uma equipe pequena para torcer, mas – vai saber lá porque – o coração pende...
A minha é a Force Índia.
Pintura "samba do indiano doido"
Não que eu seja fã dos indianos ou goste do Ganges... Vaca para mim só cozida ou assada, mas tem algo no time de Vyjay Malya que me faz querer que eles se dêem bem neste universo fechado aos que tem muita grana da F1: o espírito garageiro.
O time nasceu em (2008) um momento em que as montadoras eram proprietárias da maioria dos times do grid, a Force Índia vinha do esforço de um indiano rico e maluco, Vyjay Malya que achou na F1 um veículo bacana para divulgar suas empresas.
Comprou o que era a equipe Spyker, equipou com motores Ferrari e disputou sua primeira temporada.
Para o ano seguinte (2009), um acordo para utilização do know-how da Maclaren trouxe também os motores Mercedes.
É deste ano a sua maior façanha: a pole position no Grande Premio da Bélgica com Giancarlo Fisichella. Na corrida terminou na segunda colocação.

A hoje lendária largada com o o FI na pole
Desde então o time tem tido altos e baixos nos campeonatos, mas com saldo positivo sempre se aproximando do pelotão intermediário e beliscando pontos preciosos.
A expectativa de que se estabeleça como uma das forças do meio do pelotão neste ano é prontamente justificada pela consolidação da parceria com a Mercedes e pela aposta corajosa na dupla de pilotos Paul Di Resta e Nico Hulkemberg, tidos como duas promessas da categoria.

Go Force India, go... Só por favor, não atropele do time de Sir Frank Williams, de resto, leva a torcida como segundo time tranquilamente.

Publicado originalmente no blog de Daniel Machado: Motor Spirit

13 de mar de 2012

Antes era pior... 12

Imagine ai o 1B pegando no câmbio do alemão...
Se hoje em dia ser segundo piloto de uma equipe grande é considerado uma função menor, mero escudeiro, imagine como era pior antes...
As funções do segundo piloto do time, como comprova a foto, iam desde apertar o freio e limpar os óculos do piloto principal até trocar as marchas do carro...
Do carro, entenda bem...

12 de mar de 2012

Mudanças à vista na Ferrari

Capi di tutti capi e il mondrongo rosso

-Stefano...
-Si?Signore Luca.
-Questo carro é una porcheria...  Já nasceu ruim.
-Si signore Luca.
-Io quero que se dê uno jeito in questa budega.
-Si signore Luca.
-Já non bastava quele catzo de degrau que deixa Il carro feio?
-Si signore Luca.
-Io quero resultados! Io quero vitórias em questa temporada.
-Si signore Luca.
-Ma che catzo Stefano... Só sabe dizer isto? “Si signore Luca”...
-Non, signore Luca, é que estou qui pensando na abertura do campeonato...
-Per que? Io non capisco...
-Per que será lá que começaremos nostra virada.
-Sério?
-Si signore Luca...
-Temos uma carta na manga, então?
-Claro!
-Io sempre confiei em nostros projetistas! Que tem eles para nós?
-Televisores de alta definição!
-Ma como? Televisores de alta definição vão fazer nostros carros melhores?
-Si signore Luca.
-Explica...
-Facile... Com a abertura da temporada, nostros projetistas podem ver qual carro terá melhor desempenho na corrida e então copiar. Capiche?
-Ah! Nada como velhos métodos, não é Stefano?
-Si signore Luca...

9 de mar de 2012

Música de sexta - O caminho do bem


Em meados dos anos 70, Sebastião Rodrigues Maia, o Tim, descobriu a seita Universo em desencanto. Uma espécie de Igreja Universal da época, só que mais descarada se é que isto é possível.
O “Edir Macedo” desta seita atendia pelo nome de Manoel Jacinto Coelho e pregava que o ser humano seria salvo do fim do mundo com a “imunização racional” por extraterrestres e que quem não aderia ao “movimento” estava "magnetizado".
Exigia que seus adeptos se vestissem de branco, não consumissem álcool ou qualquer outra droga, fossem vegetarianos e – o mais importante – divulgasse a “cultura racional” lendo e vendendo os livros que escrevia.

Tim já era um artista renomado no cenário nacional e o “guru” viu nele um veículo sensacional para a difusão de sua doutrina.
Para sorte do charlatão, Tim entrou de cabeça na viagem, convertendo – ainda que da boca para fora – toda sua banda e equipe. Passou a se vestir e a todos com roupas brancas, trocou os instrumentos por outros totalmente brancos, pintando os que não eram feitos nesta cor e passando a “mensagem racional” em seus shows.
Gravou dois discos com a temática totalmente voltada para a “imunização” e reverteu os (parcos) lucros para a Universo em Desencanto.
Como nenhuma gravadora se interessou pelo projeto, Tim bancou ele próprio as obras e a divulgação, chegando até mesmo a oferecer seus discos nas ruas.
Musicalmente é a uma das fases mais poderosas de Tim Maia e sua banda, com grooves chumbados e hipnotizantes, ainda que liricamente seja de uma estranheza impar.
Sua voz, livre dos excessos de álcool e drogas que sempre o acompanharam soa mais limpa e poderosa do que nunca.

Na época, Raul Seixas deu uma entrevista em que promovia a sua Sociedade Alternativa e fez algumas críticas a seita que Tim seguia.
Furibundo, Tim liga para Raul e o desanca:
-Ô raulseixas... Que qué isto mermão... Criticar algo que é tão do bem? Ruim é este negócio teu ai... Se liga, fica ai envolvido com cocaína... Quem mexe com muita cocaína acaba afrouxando o anel... Fica com vontade de dar o c*!

Algum tempo depois, cansado de esperar os ET´s e da pindaíba que ia sua vida financeira, Tim largou a Universo com duras críticas ao guru, dizendo que ele traficava Guiné-pabu, uma espécie de Viagra que: “-Fazia com que o cara não abaixasse a espada durante dias, e assim só pensava em sacaganagem...” e renegou os discos da “fase racional”.
Por sorte, ficaram os registros.
E que registros...

8 de mar de 2012

Contos do botequim - 9 - Smart TV


O velho Monteiro estava sentado em uma das mesas no fundo do bar do Canário, com um copo de guaraná – mesmo – à sua frente.
Estava amuado.
Andrade, o professor aposentado, entra no estabelecimento ranzinza, como de hábito.
Canário, que no momento preparava uma tábua de frios trocando o presunto por mortadela, havia contratado um novo balconista: Dassilva.

Dassilva era gago, mas não admitia. Dizia que só gaguejava quando ficava nervoso. Mentira que Andrade tratava de desmascarar toda vez que ia ao bar.
-Tá nervoso? – sorrido cinicamente.
-Nu-num co-co-começa... –
Ou como no dia em que conheceu o menino.
-Ô garoto, como é teu nome?
-Da-da... Da-dassilva, ao seu (enche a boca de ar) dispor.
-Ué... Você é gago?
-Não. – responde lacônico o balconista.
-Ah, entendi... Seu pai era gago e o escrivão do cartório que te registrou era um filhadaputa...
Porém, naquele dia o balconista queria dar o troco e assim que avistou Andrade resolveu que iria brincar com sua calvície.
-O Andra-drade... Quan-an--to cê pa-pa... Pa-paga pra cortar o (enche as bochechas de ar) cabe-be-lo? – e sorri.
-Menos do que você paga em uma ligação local de celular... – e se dirige até a mesa onde se encontrava o velho Monteiro.

-E ai? Que cara de tristeza é esta Monteiro?
-Tô chateado mesmo...
-Por quê? Vai até casar que eu to sabendo! E com uma mulher mais nova pô!
-Cê ta de brincadeira né? Eu tenho 74 anos, ia querer que casasse com alguém mais velho?
-Mas ela tem 37 pelo que soube.
-Isto...  Mas idade não tem nada a ver... O que importa é o que a gente sente...
-Concordo. Mas porque tá chateado então?
-O pessoal aqui do bar fez uma lista pra dar um presente coletivo.
-Legal da parte deles...  Eu estou participando.
-Obrigado... Sabia que na folha da lista escreveram que era pra comprar anticoncepcional?
-Sei, fizeram isto porque você brincou outro dia que não queria mais ter filhos... Mas é isto que te chateia?
-Em partes...  Fiquei sabendo que compraram mesmo uma caixa destas pílulas.
-Poxa! Sacanagem... Na tua idade.
-Tá dizendo que eu não dou mais no coro? – diz visivelmente irritado o velho Monteiro
-Não! Claro que... Errr... Bom... Porra! Mas se dá no coro e não quer ter filhos... Do que ta reclamando?
-É que quando li anticoncepcional imaginei que fosse uma televisão daquelas com internet... Sabe como é...  Melhor anticoncepcional não tem...


6 de mar de 2012

Entrevista de lançamento da HRT 2012


(voz no alto-falante) –Senhoras e senhores, apresentamos agora o carro da HRT para a temporada de 2012 de Formula 1.
E o pano cai revelando ao mundo o novo carro da equipe. Alguns flashes são disparados murmúrios sobre a nova pintura são ouvidos e então o novo chefe da equipe, Luis Pérez-Sala assume sua posição em frente aos microfones para uma entrevista coletiva.
Luis Pérez-Sala
Pergunta: -Senhor Luiz, o carro vai receber o sistema hidráulico da Williams este ano. Os problemas nesta área acabam então?
LPS: -Não sabemos ainda... Se for o sistema do ano passado, não...

Pergunta: -Não foi oferecido mais nada da Williams?
LPS: -Olha foi assim... Eles tinham pra nos oferecer o sistema hidráulico, o buraco aerodinâmico e o Rubinho... Preferimos ficar só com os dois primeiros porque ainda tinham conserto...

Pergunta: -O bico do carro apresenta um leve degrau, muito diferente das outras equipes que, ou tem um degrau exagerado ou não tem... Por quê?
LPS: -Oras, veja bem... Só a McLaren não tem o degrau, ou ela vai se dar muito bem ou muito mal... Então resolvemos ir na média, nem degrauzão, nem liso... Pra ver se dá certo.
Pergunta: -A Marussia também não tem o degrau e...
LPS, interrompendo: -Ah, pensei que você tava falando de F1...

Pergunta: -A pintura do carro é bem bonita... De quem foi a idéia?
LPS: -Foi do Manolo e do Miguelito...
Manolo e Miguelito
Pergunta: -São engenheiros da equipe?
LPS: -Não... São os pintores mesmo... A idéia foi deles porque acabou a tinta, e como não tínhamos dinheiro pra comprar mais... Vai branco mesmo. Na verdade, esta solução vale também pro bico... Faltou material pra fazer um degrau igual ao dos outros...

Pergunta: -A HRT tem algum projeto de melhoria para o decorrer do ano?
LPS: -Sim, tem... Nós vamos copiar o Palmeiras, time de futebol lá de São Paulo que está fazendo uma vaquinha com os torcedores pra contratar um jogador... Vamos pedir dinheiro pros nossos fãs pra comprar tinta e terminar de pintar o carro. Difícil vai ser achar um torcedor...
O belo carro da HRT, mas a logomarca parece um caminhão...
Fato.

5 de mar de 2012

F1 em gomos


A Ferrari anunciou um novo patrocinador: as bebidas energéticas TNT estamparão suas marca na carroceria rossa.
Ficam as perguntas:
Massa não tomará mais isotônico em um squeeze com forma de lata de guaraná para as câmeras de TV?
Os pilotos da máfia de Maranello encherão a caveira com aquele treco que tem aspecto e cheiro de urina?
Se tomarem vai ser puro? Porque me disseram que o gosto daquilo só melhora se misturar em uísque...
E fica a piada tipo praça é nossa: “Se Red Bull te dá asas, TNT explode”.
Se eu fosse Alonso ou Massa, ficaria esperto...
Linguiça toscana pra Ferrari
Frank Williams está gradualmente se afastando do comando do time.
Sabe aquela noticia que você sabe que um dia vai receber? Pois é.
Você sabe, mas quer que ela não chegue.
Egoísmo... Frank fez mais pela F1 do que setenta por cento deste grid de hoje.
E não abandonou o barco nem depois do grave acidente que lhe tirou os movimentos das pernas entre outras coisas.
Disse em recente entrevista que Adam Parr é seu substituto natural.
Frank já disse que o considera um cavalheiro e adora sua habilidade para manter as contas do time fora do vermelho.
Gostaremos dele também, se além de manter as contas pagas e o caixa razoavelmente cheio, também evitar que os carros fiquem no fim do grid e marcando pontos apenas com a ajuda da sorte.
Pra Williams não... Esta é pra quem torce contra
Com a saída de Jarno Trulli da F1, trocado na Caterhan pelo russo Petrov, a Itália fica sem nenhum representante no grid.
Até ai... Com nomes como Fisichella e Trulli, a diferença entre ter e não ter pilotos na F1 era nenhuma...

Linguição para os italianos
Mas isto é cíclico, sabemos disto... Veja o caso da França, desde a saída de Sebastien Bourdais ficou sem representantes, agora, além de Romain Grosjean, que é francês do Paraguai, tem Jean Eric Vergne e Charles Pic e... E nada! Pelo visto continuam sem ninguém mesmo.
Os franceses devem morrer de saudades do Prost...
Francês adora uma linguiça
E por fim...
MC, se por acaso aparecer aqui, comente o conteúdo do post.
Ninguém está interessado em sua tara pelos outros comentaristas ou seja lá o que for que te faça ter furor anal...
MC, vai se fu...
Eu não quero ter que moderar de novo o blog.

2 de mar de 2012

Música de sexta: Piano na mangueira


Dizia ele que todo pianista tinha de ter algum defeito físico qualquer, se não por que se trancar em um cubo de trevas deixando lá fora o sol e um milhão de mulheres bonitas?
Ele próprio tinha uma inflamação eterna no nervo ciático.

Outra história muito boa dele é a do cheque que passou na padaria Século XX no Jardim Botânico, RJ.
Ao saber que um cheque de Charles Chaplin fora leiloado por uma fortuna, resolveu pagar ao dono da padaria, Armando Ascenção, uma conta de 100 mil cruzeiros novos (10 dólares da época) com um também e disse:
 "-Pega esta relíquia por que um dia ela valerá milhões!”.

Quando morreu, em 1994 o padeiro apresentou o cheque à imprensa e disse que talvez um dia ele faça o tal leilão:
"-Não foi ele que sugeriu?”. – brincou.

Tom ultrapassou os limites da musica brasileira para se tornar patrimônio mundial, cantado por nomes tão dispares quanto João Gilberto e Iggy Pop. Passando por Sting e Chico Buarque.
Celebrado desde os barracões das escolas de samba - como a Mangueira que o homenageou e por ele foi homenageada - até a turma do jazz nova-iorquino como Ron Carter, Stan Getz e Frank Sinatra.
Um gigante este Tom Jobim.

1 de mar de 2012

Comédia da vida real na F1 #7 - O ronco que não veio do motor

-Se o carro não estiver montado e funcionando até abrirmos os pits, estão fora do GP da Espanha. – disse o comissário de pista.
-Estamos trabalhando duro, logo vamos andar forte, você vai ver! – respondeu o mecânico.

O comissário se afastou contendo o riso, afinal, andar forte não era algo que se esperava de um carro da Andrea Moda.
Andar já seria um espanto.

Eis que se dá o milagre: o carro pilotado por Roberto Puppo Moreno funciona e sai para a pré-qualificação, mas o motor falha muito e, mesmo com um dos pilotos que mais consegue extrair leite de rochedo ao pilotar carros ruins, não obtém tempo. Longe disto...
Enquanto Moreno tentava a sorte na pista, os mecânicos trabalhavam sobre o carro do inglês Perry McCarthy.
Ao dar o trabalho por terminado, os polegares sobem em sinal característico:
-Ok Perry! Acelera!
Então o inglês afivela o cinto, fecha a viseira do capacete e, finalmente, sente o carro se movimentar por exatos dezoito metros e parar novamente.
Desconsolado, ele sai do bólido – se é que se pode chamar assim – olha-o por longos minutos e volta para os boxes.
Foram eliminados da F1 por trazer má reputação ao esporte
-Não deu... – diz Moreno.
-Not. – diz o inglês.
Mas o mais curioso era o aspecto cansado dos mecânicos do time, como se tivessem empurrado algo pesado, ou travado, com muita força por algum tempo.
Alguns maldosos da época disseram que empurrar não foi nada, o que cansou mesmo foi gritar o mais alto possível tentando emular o barulho do motor...