30 de mai de 2012

A bateria usada


-Era só o que faltava. Pronto... Não falta mais! – e comemoraram gritando “eeeeee”.
Os dois que haviam rachado entre si a compra dos outros instrumentos – uma guitarra e um baixo – mais uma vez se cotizaram para comprar a bateria.
O motor de uma banda
A escolhida (ou encontrada) foi uma antiga bateria Pinguim que tinha adesivos da Pearl nos cascos para melhorar a impressão.
Branca, modelo bem antigo sem os abafadores para as peles dos tambores que acabavam soando como latões vazios e era composta por: bumbo, dois tons, tambor surdo e um set modesto de pratos de latão.
Um grande tipo “ping rider” e um "splash". Ambos com um incrível som de... Gongo!
E também o chimbau, com pratos rebitados. Em suma, um horror.
A esteira da caixa estava amarrada com arame o que conferia um som agudo e desagradável ao instrumento.

Após um monte de palpite sobre apertos nas borboletas para mudar o som dos couros, sem nenhum funcionar – e pior – estourando varias delas, alguém diz que o interessante seria abafar as peles por fora mesmo.
-Como é que faz isto? – perguntam.
-Cola algo na pele... – responde.
-O que? Por exemplo?
-Ah, sei lá... Um modess. – diz o palpiteiro já sem muita paciência.
-Ok!

E lá vão os dois para a farmácia.
-Moço! Tem modess?
para hemorroida?

-Tem...
-Dá um pacote.
-Qual quer? Com aba, sem aba, noturno, fino, super aderente, ultra seco...
-Ih... Tem tudo isto?
-Tem... Sua mãe não disse qual ela queria?
-Não é pra ela... É pra mim mesmo?
O balconista, meio pasmo, pergunta um: “o que?” quase gritado no espanto.
-É pra abafar a pele da bateria... – sorri meio constrangido.
-Ufa... Pensei que: ou vocês eram baitolas ou algum dos dois estava com sei lá... Hemorróidas... – e sorri.
-Não...  – diz ficando vermelho.
-Então, eu já toquei bateria também. – diz o balconista da farmácia – Melhor usar um emplastro e você recheia ele com algodão.
-Emplastro?
-É... Tipo aquele “Sabiá”, pra dor muscular. – e pega um envelope e um pacote de algodão, explica como fazer, cobra e se despede.

Realmente deu certo, os sons dos tambores e da caixa chegaram perto de ser o que realmente tinham de ser. Um pouco desafinados, mas melhorara em cem por cento.

Só o bumbo não chegava ao que queriam.
Mesmo abafado com o emplastro recheado de algodão, algo estava estranho com uma reverberação muito prolongada.
Sem a pele de resposta
-Acho que é a falta da pele de resposta...  – detectaram ser a falta da pele onde geralmente se escreve o nome da banda o culpado.
Os palpiteiros de plantão recomendaram encher o bumbo com cobertores velhos e – vejam só! – funcionou perfeitamente.
De tosco apenas a fuga de meia dúzia de felinos que aproveitavam os cobertores dentro do bumbo no primeiro ensaio em uma manhã de inverno.

29 de mai de 2012

Lado B do GP - Mônaco

Banzai! 
No rádio de Romain Grosjean, pouco antes da largada, ouviu-se a seguinte conversa.
Engenheiro: -Romain, preste atenção, largada em Mônaco é sempre complicada e atrás de você está o Kamui...
Grosjean: -Deixa ele, se quiser passar por mim na largada, vai ter que ser por cima...

Não se sabe se o pessoal da Sauber teve acesso à conversa, mas fica a dica: nunca dê ideias a um japonês porque ele fatalmente vai por em prática.
Pode até não ter o resultado esperado, mas vai por em prática...

E ninguém liga pro Button, de novo...
E para quem acha que o dia em Mônaco foi ruim para o Pastor Maldonado, Sérgio Perez e Micael Suvaquer... É porque não prestou atenção na corrida de Jenson Button.
Aliás, chamar aquilo que ele fez de corrida é ser um tanto otimista.

E na entrevista após o GP, Bruno Senna disse que estava frustrado com o que aconteceu, por ter ficado atrás de Kimi Raikkonen durante muito tempo, mas ressaltou:
-Mas pior foi o Button, que ficou enroscado com o Kovaleinen, e olha que ele pilota uma McLaren...

27 de mai de 2012

F1 2012 - Mônaco, o GP do "Se"

Mônaco é lindo.
Mônaco é mítico.
Mônaco é tenso.
Mas, Mônaco também é chato...
As largada em Mônaco são tão legais que até o Grosjean quis ver de perto

Óbvio que o fã de F1, o apaixonado não liga para a chatice do GP.
Arruma sempre um ponto qualquer para se focar e dizer que ao menos aquilo, deu alguma emoção à prova.
Este ano, o trenzinho formado pelos cinco primeiros e o desejo desenfreado pela chegada da chuva foi este ponto.

Plasticamente foi bonito...
Abriu a porta para o imponderável que não quis entrar, e verdade...
Se bem que: se bate o líder naquela situação, quem ganhava era o sétimo...
Só que, mesmo sendo o ponto de salvação da prova, foi enganador.

Foi como aquele jogo de futebol super disputado no meio campo, nervoso, mas sem um chute a gol sequer.
Entre os seis primeiros não ouve uma só tirada de lado, não teve uma só tentativa de por o bico para tentar forçar um erro.
Outros dirão que foi uma corrida em que se tentava forçar o erro cerebralmente.
Ok! Então é melhor convidar o professor Xavier dos X-Man para pilotar lá...
Este sim pressiona mentalmente 

Na verdade, o GP de Mônaco de 2012 foi um grande “Se”.
Se chovesse...
Se Maldonado e Perez não largassem na ultima fila...
Se Schumacher não tivesse perdido cinco posições...
Se a Ferrari pedisse que Alonso abrisse para o Massa quando este estava mais rápido...
Se Kimi não estivesse apático...
Se Grosjean não tivesse sido tocado na largada...
Se Rosberg fosse mais agressivo...
Se a pista tivesse mais pontos de ultrapassagem... Ai não seria Mônaco.

A corrida esteve longe da emoção que este campeonato vem proporcionando, o que não é ruim, porque algo tem que se manter na tradição afinal, mas em uma coisa a corrida não desafinou do conjunto do campeonato: também teve um vencedor diferente.
Claro, houve a repetição de uma equipe como vencedora, mas até ai...
Agora ele vai dizer que o rodizio é bom... 
No fim, a vitória de Webber acabou justa, dentro do contexto.
E tirando a vitória de Alonso, o contexto, aliás, justifica todos os seis diferentes vencedores.
Mas por favor: perguntem ao Webber agora se ele ainda acha que o rodízio de vencedores é ruim para a F1 e se ele preferiria que qualquer outro - que não ele - tivesse ganho as seis?
Que campeonato... Que campeonato!

25 de mai de 2012

Música de sexta: Paranoid, o álbum


Em determinada parte de seu livro “Grandes sertões: Veredas”, Guimarães Rosa faz uma lista dos vários nomes do “coisa ruim”.
Além dos protocolares “satanás”, “capeta” e “inimigo” ele ainda cita mais alguns extremamente originais como: “rincha-mãe”; “sangue-d’outro”; o “muitos-beiços”; o “rasga-em-baixo”; “faca-fria”; o “fancho-bode”; “treciziano”; “azinhavre”; o “Hermógenes”...
O Black Sabbath - que provavelmente nunca leu João Guimarães Rosa e a recíproca é mais que verdadeira – deu mais alguns nomes para o “tinhoso” ao escrever talvez sua melhor página: Paranoid, o álbum.
São eles: “o raivoso” e  “o frustrado”

A banda já havia chamado a atenção do mundo com seu disco de estréia onde o blues é levado as ultimas conseqüências de amplificação e que junto com os dois primeiros discos do Led Zeppelin pode ser responsabilizado pela criação do heavy metal enquanto estilo musical.
Porém, sem o verniz de cultura celta e nórdica apresentado pelo zepelim de chumbo o que sobrou aos tabacudos de Birminghan foi a “burrice” de tratar de assuntos obscuros e ou satanistas.
E os nomes do capetoso?
Ouça o disco pela ótica de quem vivia a época de seu lançamento e descubra sobre o que o disco realmente é, e sem se ater a bobagens como definir conceito para o trabalho.
Uma coleção de canções aparentemente sem ligação entre si, mas que dão o panorama dos sentimentos de toda uma geração pós flower power, quando o sonho do “paz e amor” foi trocado por violência, cinismo e hedonismo. Mais precisamente pós Altamont.

E é com raiva que o disco é aberto junto com a frustração de todos os jovens do planeta em ver a campanha sangrenta dos EUA no Vietnã. “War pigs” explode nos auto falantes adiantando tudo que faria parte do universo do Sabbath até os dias de hoje: riff poderoso, bateria truculenta, gritos assombrosos e clima sombrio de filme de terror.
A introdução lenta e arrastada é como um monstro que vai devorando tudo em seu caminho.
A seqüência com “Paranoid” é matadora.
Talvez o maior hit do Sabbath, é uma canção sobre efeitos de heroína, outro nome para o “pé de bode” como também é “Hand of doon”.
Ambas ajudaram a sedimentar a reputação de banda mais sinistra dos anos 70.
O disco ainda tem a balada sombria “Planet caravan” e a fantástica “Iron man”, um petardo ultra sônico com a introdução mais impressionante do rock: uma virada de bateria tão simples quanto magnífica.  Para mim muito mais significativa que a de “Rock´n´roll” do Led Zeppelin, por exemplo.

O fato é que após este disco, tudo que veio ao mundo como heavy metal trouxe elementos dele.
Raivoso, frustrado e claro, fundamental.

23 de mai de 2012

Homenagens nos capacetes

Sérgio Perez é mito.
Não ganhou corrida, não fez pole, não segurou o Alonso por mais de meio GP, não abriu passagem em cima da linha e ficou o resto da vida chorando, mas é mito.
O capacete com os dizeres: “siganme los buenos” e o desenho da insígnia do Chapolim Colorado já servem para colocá-lo no rol dos imortais da F1.
Chespirito, um dois maiores ídolos mexicanos, se gostar ou não de corridas, certamente se emocionará...
Frase grafada: "Siganme los buenos"
Mas, e os outros pilotos?
Será que ninguém vai seguir o exemplo e colocar em seus cascos seus heróis de infância ou ídolos de seu país?
Seria interessante de ver...

Será que Fernando Alonso estamparia no casco um desenho de Don Quixote De La Mancha atacando um moinho de vento?
Frase grafada: "Dulcinea, Quixote is faster than you."
Pouco provável, mas se o fizesse, será que Felipe Massa usaria um com Sancho Pança estampado no cocuruto?

Pedro De La Rosa, o espanhol que ajudou Noé a por os bichos na arca... Será que ele ainda se lembra de algum ídolo de sua infância?
Poderia por exemplo, colocar Stan Laurel e Oliver Hardy, Buster Keaton, os Irmãos Marx... Afinal, ele – já na juventude – assistiu as avant premiere de todos eles...
Não há frases grafadas, neste tempo o cinema era mudo

O amigo Marcos Antônio, do GP Séries sugeriu em seu texto sobre o casco do Perez que Kamui Kobayashi talvez usasse o Goku em uma pintura/homenagem... Sei não... O mais provável, ninja como é o japonês, que usasse o Akira.
Frase grafada: "Bang, bang, pow!"

Micael Suvaquer, o hepta estrelas, é alemão, na falta de um herói, levaria Rin Tin Tin no capacete.
Frase grafada: "Au au", e morde um pele vermelha

Como assim? O filme era um enlatado americano? Bom... Tudo bem, o cachorro era um pastor alemão.

Jenson Button é um coxinha, talvez não quisesse prestar homenagem para não desagradar ninguém, mas... Se resolvesse fazer, certamente o capacete levaria a imagem de Mr. Bean, que é tão sem graça quando o próprio Jenson...
Frase grafada: "Erowunnn"

Agora, ponto pacifico seria que certo piloto alemão, filho de um campeão do mundo finlandês bigodudo ao qual eu não citarei o nome, levaria em seu capacete, em uma imagem de alta definição do teletubie Tinky Winky...
Frase grafada: "Oh... De novo!"

22 de mai de 2012

Motivação ferrarista


E naquela tarde em Maranello Luca Di Montezemolo tem uma idéia.

-Stefano, veni qui, stronzo...
-Pode parlare, signore...
-Io quero que tu me traga qui uno texto de motivazione...
-Auto-ajuda?
-No stronzo... Motivazione mesmo... Quero dar um alento a nostros banbini.
-Ma chefe! Non é de motivazione que necessitam nostros banbini, eco! É de velocidade de reta, capice?
-Stronzo, pastel de vento... Por acaso você tem velocidade de reta para dar a nostros banbini?
-No chefe, no tenho...
-Enton... Vá lá e me arruma um texto de motivazione... E rápido... Stronzo!
-Si signore...
-E non te esquece, nostros bambini son completamente diferente... Uno precisa apenas que haja uma pequena ponta de esperança para que ele faça miracolos...
-E o outro, singnore?
-Precisa di uno miracolo para que nós tenhamos pequenas pontas de esperança...

Algumas horas depois Stefano Domenicalli volta a Maranello com um envelope e o entre para Luca Di Montezemolo.

-Signore, qui está...
-Stefano, mi stronzo preferiti... Você anda me surpreendendo...
-Sério signore? Per qua?
-Nostros pit stopos non son mais motivo de piada e agora mando buscar um texto e tu me volta em menos de seis meses...
-Obrigado signore...
-Mas me deixa ler Il texto di motivazione...

Abre o envelope e já tem um susto ao ver que o texto está em português e ao terminar está pasmo.

-Ma che catzo Domenicalli! Que porcheria é esta?
-Porcheria?
-Ascuta: “Não há uma força dominante”, “Massa tem que trazer os resultados pra casa”, que isto?
-Signore... Cinco vencedores diferentes e carros diferentes... Non há una força mesmo, capice? E Massa deve melhorar, ou non?
-Si, claro, mas... “O campeonato está nas mãos da Ferrari”? É otimismo demais! Quem escreveu questo? Tomi Otaka? Lair Ribeiro?
-No, signore...
-Enton quem?
-Barrichello...
-Porca miséria, stronzo... Vá, publica questa merda mesmo, capice...
-Si, signore Luca...

21 de mai de 2012

Mark Webber, o sábio.

-Penso, logo digo besteira...
Depois de declarar que ter cinco vencedores, de cinco equipes diferentes nas cinco primeiras corridas do ano é prejudicial a F1 porque o torcedor gosta mesmo é de rivalidades polarizadas,
Mark Webber, que não venceu nenhuma das tais cinco e nunca foi protagonista em nenhuma rivalidade polarizada desde que estreou na categoria – e faz bastante tempo... – resolveu dar seus pitacos sobre outras coisas fora da F1.
Com a palavra: o canguru que (finge que) corre.

Sorveterias.

-Tantos sabores à disposição do cliente é prejudicial porque pode fazer com que o cidadão fique indeciso na hora de escolher e saia da sorveteria sem comprar nenhum.
Melhor seria se só tivesse dois sabores: Pistache e Abóbora.
O mesmo vale para pizzarias.

Museus.

-A quantidade de obras expostas em museus grandes como o Louvre ou o MoMA deixa o visitante desapontado, afinal, são muitas coisas pra se ver e muito pouco tempo.
Mas até ai que se dane... Não vou a lugar nenhum pra ver coisa velha. Tenho em casa e não conheci no museu.

Churrascarias rodízio.

-Pra que aquele monte de carne passando em carrinhos? Picanha, maminha, costela, cupim, alcatra... Inteligentes são os americanos que fazem churrasco só de hambúrguer.


Casas de tolerância.
-Pra que aquele monte de mulheres? O cara entra lá, vê aquele tanto de jovem se expondo e acaba não conseguindo decidir onde vai... Ai ou broxa ou acaba que nem um colega de trabalho meu: com um negão.



Sabe tudo este Webber...

18 de mai de 2012

Música de sexta: Mademoiselle

O saco já andava por transbordar de ter que tocar contrabaixo em bandas de churrascaria onde geralmente o público era mais preocupado com o ponto da picanha que com  música.
Não era para isto que havia estudado e sentia que desperdiçava seu talento, sua vocação.

Afinal, aos que lá frequentam pouco importa se tem alguém tocando algo, se é rádio ou há silêncio no ambiente.
Para alguns, aliás, o silêncio seria a melhor pedida.

Mas então por que continuar? Qual o sentido em seguir?
Em seu íntimo pensava que um dia aquilo valeria a pena, e um dia finalmente valeu...

Ela adentrou o recinto trajando um vestido longo, em tons de vermelho degrade e com uma generosa abertura ao lado da perna esquerda que subia até a altura da coxa.
Sentou-se à terceira fileira de mesas, bem visível do palco e com ótima visão deste.
Acendeu um cigarro.
O estabelecimento ao que parece dava mais importância a satisfação do cliente que as leis anti fumo do estado. Ou seria apenas a ela permitida tal violação?
Hipnotizara a todos.
Alguns deixaram de comer, outros - aparvalhados com a visão - deixavam entrever em suas bocas abertas o que comiam. Ridículos...

Do palco, ele também não sabia quem era, nem seu nome, de onde vinha ou para onde iria após deixar a casa, mas era o que menos importava.

Depois de tocar as protocolares músicas sertanejas e algumas pérolas da MPB (“Por onde eu for quero ser seu par”) às quais ninguém prestou atenção, a banda resolveu descansar alguns minutos antes de continuar a ser ignorada.
Viu ali sua chance.
Largou o contrabaixo e pegou um violão de cordas de aço que era mais objeto cênico que instrumento propriamente dito.
Sentou-se em frente ao microfone e deu duas batidinhas em sua cápsula certificando-se de que estava ligado ainda.
Estava.
Seus companheiros de banda - já tão de saco cheio quanto ele – deram de ombros. Se não lhe bastava ser ignorado em grupo e queria então ser ignorado solo problema dele..
E foram ao bar.

Ele não disse uma só palavra, apenas tocou.
Com os olhos fixos em direção a sua mesa começou a cantar de forma intensa:
Ao final não houve aplausos, um sequer.
Nem dela que, aliás, levantou-se sem comer ou beber nada, mas de passagem pelo palco deixou um olhar.
Aquele que dá a entender que captou a mensagem embora não saiba o que exatamente fará com ela, mas entendeu.
Ao passar pela porta e deixar o estabelecimento não olhou para trás, não houve sorriso, nem promessas, nada.
Mas ainda assim, quando a banda retornou ao pequeno palco para continuar a ser ignorada até o fim da noite, ele se sentiu bem.
Afinal, em seu íntimo ele sabia que um dia valeria a pena.
E finalmente valeu,
Pelo detalhe de um olhar, mas valeu.

17 de mai de 2012

E na caixa de e-mails de Maldonado...


De: bolivarianomor@chavez.soc.vn
Para: pastorveloz@williams.com.gb
Assunto: Parabéns.

Huevito,  felicitaciones! Agora por favor, vá até o boxe da Ferrari (que só respeito por ser vermelha) e chame aquele rapaz que é súdito daquele rei e diga o seguinte: “Porque non te callas?”


De: hepta@schumacher.sc
Para: pastorveloz@williams.com.gb
Assunto: Congratulations

Parrabéns. Seu vitórria foi perfeita, parrecia até eu nas bons tempos.
Mas non se iluda. Quando for passar por mim, pense duas vezes! Lembrre-se que já joguei Williams forra do pista algumas vezes, parra fazer de novo, non custa.


De: elmejor@ferrari.com.it
Para: pastorveloz@williams.com.gb
Assunto: Não acostuma.

Felicitaciones! Yo no duvido que usted vá ganhar otras carreras, pero não vai nunca mais sentar em mis ombros... En los del Kimi não estoy nem ai...


De: alcohol_is_good@vodka.fn
Para pastorveloz@williams.com.gb
Assunto: Cool

Cool.


De: grana_is_god@universal.com
Para: pastorveloz@williams.com.gb
Assunto: proposta.

Vimos que é pastor, embora não saibamos de qual igreja, mas... Que tal vir trabalhar conosco em uma de nossas igrejas pelo mundo? Se for tão veloz em arrancar dinheiro quanto dirigindo, estamos feitos...




De: B16@vatcan.vt
Para: pastorveloz@williams.com.gb
Assunto. Troca.

Parabéns, apesar de eu torcer por outros pilotos, reconheco sua vitória.
Mas por favor, considere trocar seu nome de Pastor para Padre Maldonado.
Se alguém perguntar por que, diga que é numerologia.

16 de mai de 2012

Nem sempre o culpado é o mordomo...


Já foi explicado que foi um acidente, porem...
Mas e se não tiver sido?
Quem poderia ter sido o responsável?
E por quê?

Retaliação do Schumacher por ter sido tirado da prova por Bruno Senna?
Suvaquer prometeu que ia queimar o filme do Bruno

Churrasco dos Mecânicos bêbados no fundo dos boxes?
O cara de camisa branca está virando as picanhas.

Comemoração da ala radical do chavismo com fotos de artificio?
Sabe como é... Confundem vitória com protesto e ai...

Praga do Rubinho?
-Eu sou velho, mas ainda sei incendiar uma equipe....

Mistério....
E vocês? O que acham?

15 de mai de 2012

Lado B do GP - Espanha: os recados do alemão

Agora, nem no postopiranga vão dar jeito neste carro.
Bilhete encontrado no rescaldo do incêndio no boxe da Williams. O papel era meio prateado com sete estrelas desenhadas como marca d´ água.

"Enton, você acha que vai me tirrar do corrida e ficar tuda bem? Você mexe o linha da carro parra lá e parra cá que nem um cobrra doida e diz que eu calcular mal a ponto de frreada? Do prróxima vez boto fogo na carro com você dentrra dele... Idiota..."

E a assinatura, pasme, era: " O Anonima" 


Aprende com o Suvaquer, até pra sacanear tem que ter talento...
Nicole: -Schumacher mandou um recado para você...
Lewis: -Deu os parabéns pela corrida de recuperação?
Nicole: -Não... Disse que da próxima vez que for trapacear, não seja pego.
Lewis: -Só isto?
Nicole: -Não... Ele finalizou com um: "amador"...

13 de mai de 2012

F1 2012 - Espanha: A Williams é religião! Tem Pastor e somos seus fiéis


(Aviso, este texto não é imparcial.)
Depois de uma prova muito legal no Bahrein esta maravilha em pista espanhola!
Não tenho dúvida: este campeonato já é o melhor em muitos anos.
E sem a apelação de ter um brasileiro disputando para criar outro tipo de expectativa.
Mérito dos pneus? Deve ser, mas até ai: dane-se!
A Williams venceu!
Nada é mais bonito!
Porém reduzir a beleza deste GP à vitória brilhante, inconteste, maravilhosa, sensacional, linda, deliciosa de Pastor Maldonado também é bobeira.
Foram várias ultrapassagens em todos os pontos da pista e por quase todas as posições.
Viva a F1? Claro, também...
Mas a Williams venceu!

Raikkonen e Alonso fizeram suas corridas de forma brilhante e empolgante.
Mas a Williams venceu!
Grosjean e Kobayashi foram seguros e corretos.
E a Williams venceu!
Vettel e Rosberg fizeram corridas honestas dentro de suas possibilidades e ainda assim: a Williams venceu!

Tudo isto valoriza o feito de um piloto que até outro dia era ironizado como “pagante”, “outdoor de Hugo Chavez”, “estabanado”.
Todos amam quando a Williams vence.
Alguns dirão que ele deve a vitória à besteira da McLaren... Azar o deles.
Ele deve esta vitória ao trabalho brilhante dos estrategistas da Williams e a sua condução – hoje – perfeita.
Por isto também, a Williams venceu!

E por falar em estratégia, o time de Groove deveria mandar um alô para o povo de Woking e dizer em alto e bom som que nunca terá saudades de um tal Sam Michael.
Que fique lá para sempre!
Não tenho duvidas de que por este estrupício estar agora longe do pitwall de Grove é que a Williams venceu.

Pessoalmente, pulei, gritei, chutei uma caixa de pizza que sujou o quarto quase todo, chorei, ri, escrevi besteira nas redes sociais.
E rechaço qualquer tipo de ligação política – esquerda e direita o caramba! – em virtude da nacionalidade de Pastor Maldonado.
Se ele é venezuelano ou venusiano, tanto faz.
É venezuelano? Sorte da Venezuela, não foi isto que o fez vencer, como não foi isto que o fez destruir o carro e a chance de pódio na Austrália.
O importante, para mim, é que a Williams venceu.

O ano está ganho o que vier pela frente é muito lucro.
Amém!

11 de mai de 2012

Música de sexta - Thank you


O bar não estava vazio, mas para um espaço tão grande, as dez pessoas bebendo cerveja e consumindo porções era o mesmo que não ter ninguém.
A parte da banda estava sentada na beirada do palco, afinando guitarras e baixo, o tecladista em seu posto brincava com o instrumento imitando sons de aeroporto.
(PIIIIIIOOONNNNN) – Próximo vôo para Campinas, embarque portão 12!
O baterista, que dá uma lustrada em seu set de pratos apenas ri.

O dono da casa aparece.
Coisa rara nas sextas feiras e nunca sinal de boas noticias. Desta vez não seria diferente.
Alegando queda nos lucros, aumento de despesas e outras administratices, informa aos músicos que aquela seria a última noite deles naquele palco. Ele não poderia mais pagar a eles.
Não há reclamações.
Por mais que se ame o que se faz, já dizia a esposa do Ruy Barbosa, o Águia de Haia: “-O conselheiro também come!”.

Olharam-se aparentemente sem nenhum sentimento...
O tecladista puxa a melodia, os dois guitarristas entendem o recado.
Baixista e baterista põe-se a postos e então surge dos amplificadores “Thank you”, do Led Zeppelin.
Dos dez que tomavam cerveja, ao menos sete param tudo para ouvir e curtir o momento que não sabiam ser o ultimo da banda por lá.

Ao fim da canção, houve tantos olhos vermelhos e molhados como – provavelmente – não haveria mais naquele bar.

9 de mai de 2012

Nomes e utilidades (ou A sacanagem é azul)

Sentados em um banco da praça, prontos para jogar algumas partidas de damas, Claudemir e Rafael começam a discutir sobre um amigo que julgam hipocondríaco.

-Eu estou te falando... Ricardo é hipocondríaco. – diz Claudemir.
-Não é... É só velho... Que nem a gente.  – tenta defender Rafael.
-Como assim que nem a gente? Você por acaso toma aquela quantidade de remédio que ele toma?
-Não... Mas assim como você tomo alguns.
-Eu só tomo um... Para controlar a pressão arterial.
-Aquele roxo?
-É... Este mesmo.
-Bom! Muito bom! Quase não tem efeito colateral. Eu tomo este e tomo um complemento vitamínico.
-Eu não tomo vitamina, prefiro tirar dos alimentos.
-Eu também iria preferir, mas nem tudo eu consigo comer...
-É que cê tá velho... – ri Claudemir.
-Pelo menos eu não tomo aquele azul! – irrita-se Rafael.
-Claro que não... Nem com aquilo tem jeito, é uma paumolecencia só...

E então chega Ricardo, como de praxe, trás uma sacolinha plástica de farmácia.
-Opa! Beleza? – cumprimenta.
-Tranquilo! – Respondem os dois ao mesmo tempo.
-Quer jogar uma partida de damas com a gente? – pergunta Claudemir.
-Até quero... Mas preciso ir ao banheiro antes.
-Então fazemos assim... Eu jogo uma com o Rafael enquanto você vai lá, e o vencedor joga com você quando voltar do banheiro... Certo?
-Pra mim tudo bem... – diz Rafael.
-Então fechou! – concorda Ricardo – Mas enquanto vou lá, tomem conta da minha sacola, por favor.
-Sem problemas! – concordam os dois ao mesmo tempo novamente.
E Ricardo vai.

-Vamos olhar o que tem dentro?  - pergunta Claudemir.
-É só remédio... – contemporiza Rafael.
-Eu sei... Mas vamos ver que remédio é. Ai você vai ver que é coisa de hipocondríaco. Deve ter coisa aqui que ele toma sem precisar.
-Acho que não... Mas vamos olhar então, não tem problema olhar. Tem?
-Não...
E abrem a sacola, olhando rapidamente alguns rótulos, sem ler para o que serve exatamente deduzindo sacanamente a utilidade.
Viagra liquido?
-Bronxol? Que porra é esta, Claudemir?
-Sei lá... Dever ser genérico do Viagra...
-Mas é liquido!
-Genérico pô...
-Hum... Olha este aqui: Virillon!
-Deve ser pra virilha... Deve ser algum complemento pro Viagra liquido.
E os dois caem na risada, só parando quando Ricardo finalmente retorna.

-E ai? Quem ganhou? – pergunta.
-Nem jogamos... – diz Rafael.
-Não? Por quê?
-Ficamos olhando alguns dos teus remédios... Tá broxa, camarada? – sacaneia Claudemir.
-Como assim?
-É que vimos aqui na sua sacola: Bronxol, pra gente broxa e Virillon, pra virilha. – diverte se Rafael.
-Porra gente... Bronxol é expectorante e Virillon é complemento vitamínico com ginseng!
-Ah ta...  – e ri Claudemir – Mas pelos nomes... A gente pode deduzir qualquer coisa. - ironiza.
-Verdade, Claudemir, verdade... – concorda Ricardo – Mas me diga: você já se curou das hemorróidas?
-Hemorróidas? Mas eu não tenho hemorróidas! – espanta-se Claudemir.
-Não? Sério? É que outro dia fui ao seu escritório e achei uns envelopes de Apracur em cima da mesa e então...
Para hemorroidas?

8 de mai de 2012

A gente tenta não bagunçar...


1B resolveu dar palestras, até ai tudo bem... Gente muito menos gabaritada faz e cobra os tubos pra isto.
Mas como sempre, ele perde a grande chance por pequenos detalhes.
Perdeu a chance de ser campeão pelo detalhe de não ter capacidade o suficiente.
Perdeu a chance de ter um pouco mais de respeito pelo detalhe de não saber controlar a língua e por ai vai...
Não lembra aquele livro do Parreira sobre montar equipes vencedoras?
Ai neste cartaz, por exemplo...
No canto direito baixo há uma lista dos feitos, mas veja só! Não tem todos.
Faltou:

1 suspensão estourada por acertar a zebra com força demais.
2 entregadas de posição para o Schumacher
9.787.328.987 (e crescendo) desculpas esfarrapadas.
Criador do “Buraco Aerodinâmico.
Criador do “Cambio incoerente”
Criador do “Defeito intermitente”
Criador do “Cambio lento na Indy”
Único rookie sênior de todos os tempos.

E criando tanto assim, penso eu que o auditório em que ele palestrou deveria ter mudado de nome para: “Auditório Benedito Ruy Barbosa”. Porque criatividade assim eu só vi no novelista da rede Globo.
Nem no postopiranga... Nem lá.

7 de mai de 2012

Mantra das possibilidades

Acabou o período de testes coletivos em Mugello onde os mais “entendidos” disseram que a Ferrari correria atrás do prejuízo.
Pode acontecer de tudo, inclusive nada...
Para nós, torcedores o melhor seria não acontecer nada, afinal o campeonato está bom do jeito que está: equilibrado.
E mais!
Com o que Alonso vem guiando, se o carro melhorar é capaz de perder toda a graça.
Quanto a correr atrás do prejuízo...
Bom. Quem corre atrás do prejuízo é o Massa.
Alonso vai à frente...  E mesmo que o prejuízo estivesse na frente do asturiano não seria por muito tempo.
“-Prejuízo... Alonso is faster than you!”
E por falar em possibilidade a França trocou de presidente.
Sai o Nicolau Saicoizinha e entra um tal de François de Hollande.
Se vai fazer diferença? Sei lá... Para mim aqui no Brasil não...
O que sei é que sem o marido em foco, Carla Bruni também deve sumir. O que é triste.
Tomara que ela não volte a cantar, porque se voltar... Vai ser mais triste ainda.
Uma ultima constatação...
O novo presidente francês é bacana... Começou o discurso da vitória com um vistoso e sonoro: “-O povo francês escolheu a mudança ao me eleger...”
Se ele não fala, ninguém percebe.
Graças a Deus não há possibilidade nenhuma de comparação ou parentesco com outro François de Hollande, o popular Chico...

4 de mai de 2012

Música de sexta - Buffalo Springfield Again


O repórter da Rolling Stone, após algumas horas de entrevista perguntou a Neil Young como tinha sido o período em que tocou com o Buffalo Springfield.
Neil sorriu...
O repórter entendeu. Sabia das brigas que levaram o grupo ao fim.
Esperou um pouco e fez outra pergunta: -Você gostaria de tocar novamente com eles?
Neil Young fita o teto em silêncio por alguns instantes e o repórter acha melhor trocar de assunto.
-Qual escritor você gostaria que escrevesse sua biografia? – pergunta.
-Sabe... – diz Young – não há ninguém melhor para contar nossa história que nós mesmos...
 O repórter sorri e dá a entrevista por encerrada.

Pouco tempo depois, antes da publicação da entrevista, um mensageiro chega à redação com um envelope e o remetente era exatamente Neil Young.
Dentro o repórter encontra uma fita cassete (avó do CD-R) com a inscrição: As respostas.
Procura então um aparelho que reproduza a fita e acha um no fundo da sala já meio empoeirado.
Um violão inunda o ambiente ponteado por uma elegante gaita harmônica.
Ouviu a fita, duas, três, sete vezes seguidas.
Pega o material que ia publicar e acrescentou a letra da canção logo após às perguntas que havia ficado sem respostas.
Finalmente entendeu o que Neil quis dizer e não pode - de forma alguma - deixar de concordar.

2 de mai de 2012

Nobody loves you when you´re down and out, España


Não sou de esquerda ou de direita, tudo depende da pressa ao vestir a cueca pela manhã...
Mas não consigo – como alguns amigos meus – ver algum tipo de mérito honroso no que fizeram a Argentina com a refinaria YPF e agora a Bolívia com a companhia elétrica TDE, ambas espanholas.

Em minha modesta opinião: é roubo.
E nem adianta os simpatizantes dos índios bolivarianos ou os adoradores do populismo canastrão da presidente argentina vir aqui espernear e dizer que as empresas em questão tiveram muito lucro nos respectivos países.
Oras! Se montaram instalações lá é porque queriam ter lucro. Ou não?
Ou alguém pensa que foi por altruísmo? Que ingenuidade.

E nem adianta alardear a tal “exploração capitalista”, a “sanha por submeter os mais pobres” que os new esquerdistas-festivos (agora no poder! Mas fazendo igual aos que os antecederam) adoram se referir quando falam de países desenvolvidos versus países subdesenvolvidos e – chupa ai – pessimamente administrados.
Ué? Não é a presidente da argentina? É Cristina e populista também, serve.
Quando aceitaram o negócio, os “hermanos” anteviram algum tipo de coisa boa, porque podem ser subdesenvolvidos, mas burros, duvido...
Ou, alguém lá de dentro estava levando vantagem... E não era pequena não.

No caso argentino, o caso lá é de modus operandi mesmo... Criar factóides para disfarçar ou encobrir suas incompetências... Malvinas reloaded?
A política interna anda um lixo só...
Já o índio bolivariano deve ter criado gosto pela coisa, tempos atrás levou na mão grande uma refinaria da Petrobrás também...
Indiozinho cópia pálida do Chavez sem graça...
Gostei de alguns aspectos do governo Lula, o suficiente para votar em Dilma, mas esta fechada de olhos, este: “amigos não têm defeito” me deixou realmente puto.
Fosse eu o supremo mandatário, teria invadido tudo e só não digo que teria feito um enorme estacionamento porque o país só tem morro...

Já nestes casos mais recentes, não me espanta que as duas empresas fossem espanholas, afinal, envolta em uma crise financeira que pode levar o país a bancarrota, enfrentando protestos contra a política de austeridade monetária imposta pelo governo, poderia o país ibérico pensar em revidar?
Duvido um pouco... Gente séria trata de suas prioridades primeiro.
Os índios e os hermanos sabiam onde estavam mexendo quando fizeram a rapinagem.

Mas, não se iludam... Os novos Robin Hood que tomam dos “ricos espanhóis” para dar a sua “sofrida população” não se furtarão assim que a maré econômica virar – porque sempre muda – a por sua melhor roupa de mendigo e com seu chapéu sem fundo ir até lá implorar por mais investimentos...

Nesta hora adoraria ouvir o rei dizendo sua frase mais conhecida.
E que se fodam os politicamente corretos

1 de mai de 2012

Muitas semelhanças, muitas...


O telefone toca em Madrid.

alguém ainda confia nestes dois?
-Alô?
-Alo... Kaká?
-Sim... Quem fala?
-Felipe.
-Fala cavalo! Como tá ai na Turquia?
-Cavalo? Turquia? Acho que cê ta me confundindo.
-Não é o Felipe Melo?
-Quase... Felipe Massa.
-Ô... Desculpa. Tudo bem Felipe?
-Sem problema, tudo bem sim... Tô ligando pra prestar minha solidariedade.
-Obrigado...
-Eu acho injusto colocar a culpa em você pela eliminação da Champions league.
-Acha?
-Claro! Só porque você errou todos os passes que deu, perdeu pênalti não é motivo pra te crucificarem... O que fez o Cristiano Ronaldo?
-Dois gols.
(Silêncio)

-Mas Felipe... Também quero prestar minha solidariedade a você.
-Por?
-A mídia ficar dando um pau em você por conta deste inicio de temporada. Acho injusto.
-Acha mesmo?
-Claro! Nitidamente o carro da Ferrari é muito ruim! E daí que você só tenha dois pontos? O que fez seu companheiro de equipe?
-O Alonso? Quarenta e tantos pontos e uma vitória...
(Silêncio)

-Mas o problema, Kaká... É que eu venho de uma contusão grave...
-Eu também, Felipe. Coisa de cirurgia e tudo.
-Pois é...
(Silêncio)

-Kaká... Só a titulo de curiosidade...
-Pode falar.
-Temos um monte de coisas em comum não?
-Sim...
-Então me responde: Por acaso o Rubinho também não jogou nada em você não, né?
(Silêncio)