29 de jun de 2016

Greves que este blog apoia

Andaram acusando o blog de ser um espaço “reaça”.
Também já chamaram de “fascista”.
Se chamaram de “coxinha” eu nem notei, eu gosto... Também gosto de risoli, de esfiha e de kibe.
Mas para provar que o espaço não é estas coisas aí eu resolvi mostrar meu apoio a uma prática muito usada pela esquerda quando é oposição: a greve.
Só que não é qualquer greve não... São setores fundamentais da nação.
Vamos lá: algumas greves que o blog apoia.

Duplas sertanejas.
Podem parar... E podem parar por tempo indeterminado.
Silêncio na primeira voz já que a segunda ninguém ouve mesmo.
Silêncio em Goiás!

Músico de pizzaria.
Ok, eu já fui um, mas não suporto mais.
Quando saio para comer, tomar umas e conversar com amigos, a última coisa que quero é alguém cantando “Travessia”, “Andanças” ou assassinando qualquer coisa da Legião Urbana.
E forçando a voz para ficar grave que nem a da Maria Gadú também não.

Intelectual de rede social.
Não ligo de ler textão. Aliás, eu escrevo e se for reclamar de ler um texto tô dando munição pra nego não ler uma só linha do que faço. Mas aguentar nego dando pitaco sobre tudo que é assunto existente, botando banca de entendido, citando cânones dos assuntos e tudo é de doer.
Desde a saída do Reino Unido da UE até a melhor forma de limpar a bunda.
Podem fazer greve.

Vermelhos/Azuis.
Atacam-se mutuamente acusando uns aos outros das mesmas coisas. E os dois tem razão nos xingamentos.
Podem até fazer piquete. E podem entrar em conflito indo às vias de fato.
Aqui tem apoio.

Religiosos/machistas/feministas/racistas e outros istas.
Façam greve.
Preferencialmente greve de silêncio.
Façam greve eternamente. Pelo bem do ar respirável no planeta.
E sumam, escafedam-se... Fodam-se.

Gente que acha que o seu gosto é melhor que o dos outros.
Nego gosta de uma série e lá vem o maluco dizer que não é bom, que a que ele gosta é melhor.
A pessoa gosta de um estilo musical e o tipo aparece para listar N motivos por quais ele acha aquilo ruim.
Faça greve. E vápaputaqueopariu.

27 de jun de 2016

Notas da gripe, ou, mal humor do inferno

Acontece em geral apenas uma vez por ano, mas quando acontece é para derrubar.
Garganta inflamada e ardendo feito pimenta. Febre, dores no corpo e impossibilidade de dormir.
Isto posto, um mal humor extraordinário, muito maior que o habitual.
Nada está bom, nada será bom, nada foi bom.
E para piorar tenho que secar a tela do note toda vez que dou uma tossida.
Com vocês, as notas da gripe, ou, as notas do mal humor do inferno!

Assunto do fim de semana: Futebol internacional.
Tem que ser, porque o nacional é uma merda há anos.
Tem a Copa América do Centenário: foda-se. Ninguém liga.
Na final estão chilenos e argentinos.
Aqui não tenho vinho nem chileno e nem argentino. Não me interessa o futebol deles.
Se ainda rolasse um bife de chourizzo...
Na Europa rola a Euro 2016.
Jogos chatos, poucos gols, muito nome, muita marra e um fdp do caraio narrando na única TV aberta (me recuso a assinar TV terminantemente) torcendo descaradamente para o time de Portugal, que além de ruim, é marrento e jogava com uma camisa do palmeiras.
Que se danem.
Ainda tinha Irlanda, Hungria, Bélgica (só presta uma cerveja de lá e a batata frita) .... Pouco importa se tinha Alemanha, Itália, os chatos dos futebolistas espanhóis e o lixo da Inglaterra.

Ah sim.... Por falar em Inglaterra, eles resolveram que vão pular fora da União Europeia.
Que diferença isto faz? Para mim nenhuma, e duvido um bocado que faça para você que estiver lendo.
Dar palpite?
Não senhor, obrigado.  Aprenda as consequências de um voto ruim em nosso país para depois falar sobre os votos lá nos estrangeiros.
Odeio fish and chips. Mas gosto de Guines. Pena que com a garganta inflamada não posso tomar. Então dane-se.

Continua a tour da tocha olímpica pelo território brasileiro.
Legal: o Rio não tem hospitais públicos em condições minimamente decentes de atender a população. Não tem segurança pública que preste, não tem grana para pagar o funcionalismo público, mas tá de boa.... Os populistas lá vão fazer as olimpíadas e vai ter medalha pra caraio.
Nada contra os atletas olímpicos brasileiros que – em maioria esmagadora – são uns heróis por fazer de esportes sem visibilidade e sem apoio nenhum fora de períodos olímpicos seus meios de vida. E vencer!
Idem para os paraolímpicos.
Mas falava da tocha, aquele baseadão imenso.
Levaram aquilo para saltar de paraquedas, tirolesa, levaram para a gruta azul em Bonito, irritaram botos na Amazônia, mataram uma onça, suspenderam cirurgias para a passagem do treco...  E nego comemorando feito idiota.
Parem de ser bestas, é o único pedido de gripado que faço.

24 de jun de 2016

Hot 5 do Groo: Covers

E mais um Hot 5 daqueles! Pro bem e pro mal...
Hoje: covers.
Bandas que eu gosto tocando um som que eles gostam.
Link para os originais no nome das músicas.
Se puder ouça e se quiser, deixe suas covers preferidas nos comentários.

5 – Iron Maiden -  Hocus Pocus (Focus)
A donzela pegando pesado com o tema Hocus Pocus, dos holandeses chapados do Focus.
A versão saiu no lado B do compacto Different World, de 2006.
A voz amalucada no meio da canção é do baterista Nicko McBrain

4 – Ramones – Take as it comes (Doors)
Do disco Mondo Bizarro de 1992.
Joey Ramone e companheiros injetam perigo em uma já perigosa música dos Doors.
Jim Morrison, de onde quer que esteja, sorriu.

3 – Camisa de Vênus – Enigma (Adelino Moreira)
Canção do disco Duplo Sentido de 1987.
Originalmente gravada por Nelson Gonçalves, aqui a canção aparece de forma rápida, irada e irônica. Parece ter sido escrita para o Camisa.


2 – Cheap Trick – That 70´s song (baseado em In the Street, do Big Star)
A canção era tocada nos shows da banda com grande aceitação.
Daí para ir parar na abertura da série That 70´s show foi questão de tempo.
A letra tem pequenas mudanças em relação ao original de Alex Chilton e Chris Bell, ficou mais rápida e pesadinha.
Só não deixou de ser alegre.

1 – Big Star – Femme Fatale (Velvet Underground)
A música já é linda de doer na versão original (apesar da voz gélida da modelo alemã Nico), mas aqui, com os vocais de Alex Chilton e a instrumentação refinada e delicada da encarnação Third/Sister Lovers do grupo Big Star a música ganhou em elegância.
Suplanta até mesmo a versão cantada por John Cale no disco ao vivo do Velvet gravado em Paris no ano de 1993 (Live MCMXCIII que está no link)

23 de jun de 2016

F1 2016: A mordaça no rádio

E durante a corrida em Baku...

-Lewis? O que há?
-Não sei...  Algo não está direito o carro não rende.
-Só não rende? Aparentemente você perde potência.
-Sim, sim... O que devo fazer?
-Não podemos dizer, Lewis. Se vira.
-Como?
-Se vira.
-Vira? Onde?
-No volante.
-Sim...  Eu viro com o volante, mas e a potência que tô perdendo?
-Vira...
-Vira o que?
-O volante, Lewis...  Vira no volante.
-Tá confuso... Vira o que no volante?
-Não podemos dizer... Fica vermelho.
-Vermelho?
-É... Se falarmos onde mexe fica vermelho pra gente com a direção de prova.
-No volante?
-Sim...
-Remapeou?
-O que?
-Não podemos dizer isto Lewis. Não podemos dizer.
-Entendido.
-Agora acelera. Segue na corrida.
-Estas restrições de se passar informação via rádio é ridícula. Tem que repensar isto.
-Concordamos Lewis... Onde já se viu não poder dizer para o piloto que uma falha de potência pode ser corrigida virando o controle todo até a parte vermelha e acelerando?
-Concordo. E agora?
-Telemetria ok, termina a prova, por favor.
-Ok.

21 de jun de 2016

F1 2016: Cronica do GP: Baku revelou um monte de jacu

A corrida não foi emocionante.
Já se esperava por isto.
Pista nova, traçado só visto em simulador e treino é treino, jogo é jogo.
Não houve brigas o que é – sim – decepcionante.
Mas poxa...  Foi a primeira vez que se andou por lá.
Demorou um tempo considerável para que pudéssemos ter algum interesse e corridas boas no Bahrein, por exemplo.
E corridas modorrentas tem sido constante até em pistas amadas por onze entre dez fãs da categoria. Suzuka, por exemplo.

Dito isto é difícil entender a posição de alguns expectadores e de uma porrada de jornalista especializado em reclamar até de forma insistente sobre a mesmice (chatice) da corrida.
Parece até que nunca acompanharam a categoria em tempo algum e se fiam nas “ótimas” temporadas dos anos 70/80 para resenhar as provas de hoje em dia.
Como se nestas décadas cem por cento das corridas fosse de uma emoção quase insuportável.
O que o Adnet tá fazendo ai?

Ainda mais: no mesmo final de semana do GP da Europa em Baku foi disputada mais uma edição das legendárias 24 horas de Le Mans e a grande maioria deles (tanto jornalistas quanto expectadores) acompanhou atentamente a corrida de endurance.
Alguns até de forma total.
Convenhamos...  Em pelo menos vinte e duas horas dos vinte e quatro totais não acontece absolutamente nada na pista francesa. Incluindo a parte noturna em que só se vê faróis riscando a tela.
E nem foi citado ainda as partes com safety car, que podem durar muito, muito tempo...

Das duas uma: ou este povo desaprendeu a ler uma corrida do estilo GP ou a má vontade é tanta que se soltam as críticas apenas por soltar, para parecer descolado ou engraçado.
De boa? Vão cobrir outra coisa...  Aproveitem as olimpíadas que se aproximam em se especializem em arremesso de perdigoto à distância no gelo artístico masculino.
Gente chata do inferno.

E sim, também achei a corrida modorrenta, não sou cego e nem burro, mas reclamar por reclamar, sem pesar ou analisar circunstâncias não é a praia do espaço.

19 de jun de 2016

F1 2016: GP da Europa - Primeira vez pouco empolgante de Baku

Uma corrida completamente no escuro.
Ok! Houve treinos livres, ouve treino classificatório, mas uma coisa é correr contra si e contra o relógio. Outra é fazer o mesmo e acrescentar a corrida contra seu adversário diretamente.
O elemento disputa colocava um ponto de interrogação gigantesco sobre a prova inaugural do circuito na cidade de Baku.
Tanto que a largada, que sempre é o momento mais tenso de uma prova – principalmente em uma primeira edição – foi cautelosa.
Tão cautelosa que chegou a ser chata com todo mundo tomando cuidado de não forçar e sair da prova.
Curiosamente, antes de completar a primeira volta a transmissão oficial colocou na tela as voltas em amarelo, o que significa que havia uma bandeira amarela em algum lugar do traçado. O que não foi confirmado e nem comentado pela transmissão brasileira.

Rosberg se mandou, como era de se esperar.
Vettel também e de quebra ignorou uma sugestão da equipe para ir aos boxes.
Traumatizado com tanta estratégia ruim no Canadá, ficou na pista e se manteve em segundo abrindo dos demais.
Lá atrás Hamilton remava na força do motor. As imensas retas são muito favoráveis aos Mercedes, tanto que até a Force Índia se deu bem.
Ultrapassagens mesmo, à vera, não teve muitas.
A força do motor aliada à asa móvel era o grande fator das trocas de posição.
No fundo, a pista (por mais bonita e interessante que seja) lembrou Abu Dhabi, que tem um entorno bonitão, plasticamente agradável, mas meio morna para disputas.
Desconte-se ser a primeira corrida lá.
O tempo se encarrega de mostrar se pode ser bom ou não.
Tensão, durante a prova, apenas por conta de sacos plásticos azuis que grudavam em alguns carros.
Outro ponto curioso foi ver o quanto a Mercedes é ruim em corridas de recuperação.
Talvez porque falte piloto na equipe.
Enganados pela pista e pelo piloto, tadinhos...

A vitória de ponta a ponta do pole position – no caso, Nico Rosberg – só não pode ser dito como favas contadas por conta da desconfiança de que pudesse haver algum acidente durante a loooonga prova.
Mas o piloto do fim de semana foi o mexicano Sérgio Perez que chegou ao terceiro lugar ultrapassando (sem necessidade) Kimi Raikkonen que estava punido com o acréscimo de cinco segundos ao tempo final.
Parece que toda vez que falece alguém do universo Chaves criado por Chespirito, o mexicano corre muito mais.
Depois volta a ser o piloto meia boca que sempre foi...
Tá, tá, tá, táááá...

17 de jun de 2016

F1 2016: GP da Europa - Hot 5 comidas típicas de Baku

O texto de hoje deveria ser sobre o GP da Europa que vai ser disputado nas ruas de Baku, no Azerbaijão.
Mas o que se sabe sobre?
Quem nasce lá é chamado de azeri.
Que Baku perdeu o direito de sediar as olimpíadas deste ano para o Rio de Janeiro (o que por si só já deveria ser motivo de zoação infinita.)
Que o lugar é bonito para caramba e que a pista terá pontos extremamente estreitos.
Que fica no Cáucaso e é banhado pelo Mar Cáspio.
E que a rima é fácil demais para ser usada como zoeira.

E tem a culinária de lá com suas sopas, seu molho sumagre que é avermelhado e tem sabor de flores (genérico, tem flor de tudo que é gosto, pode comer aí no seu jardim...)
Aliás, é voz corrente que nada da culinária lá é muito original. Sempre há em outros países com nomes diferentes e coisas assim...
Um destes pratos foi escolhido pelo blog para apreciação, resenha e classificação em um Hot 5: o kebab.
Ok, o kebab não é típico do Azerbaijão, mas como por lá tem bastante e por aqui também vamos com ele mesmo.
Ah, sim... O kebab em São Paulo (capital gastronômica mundial do país) é conhecido por aqui como churrasco grego, que na verdade é turco, mas aqui vai como comida azeri mesmo (viu como se aprende a usar o gentílico rápido?).

5 – Kebab do Conjunto Nacional, na Av. Paulista.

É gostoso, feito com bons ingredientes, pão fresquinho e carne de primeira. É higiênico e isto mata o lanche. Falta a aura podrona em volta, não há moscas e nem cachorros com aquela cara pidona.
Leva apenas uma mosquinha de classificação.

4 – Kebab do Ibira, no Pq. do Ibirapuera.

A distância de uma padaria garante que já no meio da tarde os pães estejam murchos. A carne é boa, o que joga contra e até tem cachorros olhando para você enquanto come, mas são pugs, poodles, labradores e os malditos chihuahuas.
Duas Mosquinhas.

3 – Kebab da 25, na Av. Vinte e Cinco de Março.

Embora o pão seja geralmente fresco, é pequeno e sendo assim comporta pouca carne.
A carne aliás é de procedência duvidosa, porém, não tem lá muito sabor.
Briga com kibes, esfihas e coxinhas dos botecos da região, que aliás, alguns são bem sujos.
Três mosquinhas porque não há cachorros.

2 – Kebab Sta. Efigênia, rua Santa Efigênia.

Quem já comprou celulares, tablets ou notebooks por lá já teve contato com (a gordura) da carne do kebab da região.
Não há açougues por alí e muito menos padarias. Em volta do carrinho além dos cachorros de rua, também há gatos e por vezes outros bichos.
Quatro mosquinhas.

1 – Kebab da Roosevelt, na estação do Brás da CPTM.

Sujo... O chão no entorno é repleto de bitucas de cigarro e não só os cachorros, gatos e alguns ratos ficam por ali. Muito bebuns também.
A carne é suspeitíssima, mas bem saborosa.
O pão, sempre dormido mesmo quando vindo da padaria naquela hora absorve a gordura que escorre da carne e fica macio, quase tenro.
O suco que acompanha o lanche tem o legítimo sabor de fumaça nas cores amarelo e vermelho.
Cinco mosquinhas com louvor.

15 de jun de 2016

Layla

Quem disse que canções de amor têm de ser melosas?
Quem inventou isto nunca ouviu “Layla”.
A canção gravada no disco Derek and the Dominos de 1970 e que na realidade é o primeiro disco solo de Eric Clapton é uma ode ao amor não correspondido.
Após tocar com os Yardbirds, John Mayal´s Bluesbrakers, Cream e até – por pouco tempo -com o Blind Faith, Eric resolve se lançar solo e convida alguns colaboradores para ser seu time de apoio.
Diz a lenda, que após a primeira apresentação do grupo alguém perguntou a Eric qual seria o nome da banda.
-Eric and the Dynamos. – respondeu o guitarrista.
-Como? Derek and the Dominos?
-É, é...  – e sai andando.
Se não era, ficou sendo.
E neste primeiro disco, Eric que sempre foi chegado a fazer de suas canções válvulas de escape para seus sentimentos, cunha uma das mais memoráveis canções de amor não correspondido da história: “Layla”.
Feita para Patti Boyd que à época era esposa de George Harrison - um dos melhore amigos de Eric - que parecia preferir “Something” ao trabalho de Clapton, a canção passa longe de ser melosa.
Em grande parte por culpa – ou mérito – de Duane Allman, que convidado para uma participação especial no disco, pilotou sua slide guitar como se esta fosse um trem desgovernado. Resultando em um dos riffs mais famosos e devastadores do rock até desembocar no final da canção com um lindo solo contrapondo o piano elegantemente sóbrio e angelical.



O já veterano produtor Tom Dowd, conhecido à época pelo mau humor e pela má vontade com que tratava os singles que produzia, após a sessão de gravação da musica, saiu dos estúdios dizendo: “-Esta porra é o melhor disco que fiz em dez anos!”.
Porém o reconhecimento de quem mais importava demorou um pouco a vir.
A canção só chegou a seu ponto mais alto nas paradas – quarto lugar – dez anos depois e Patti só levou seus belos olhos azuis para junto de Eric em 1979.

12 de jun de 2016

F1 2016 - Canadá: Morno

Ah o Canadá...
O bacon canadense, o bolo gordo... E a maldita mania de me ferrar as pautas.
Só porque eu disse que a corrida lá é em clima de festa por conta da temperatura agradável de primavera e o lugar está mais frio que S. Paulo na madrugada da corrida.
E creia: isto faz uma diferença danada para a corrida já que a temperatura do asfalto não ajuda no aquecimento dos pneus.
E para piorar, gotas de chuva em pontos diversos no traçado.

A largada era a oportunidade definitiva para saber o quanto a Mercedes interferiu na briga entre seus dois cones após aquela largada desastrada, ridícula e hilária na Espanha.
Só que a largada fenomenal de Sebastian Vettel somado a largada muito meia boca de Hamilton e a largada horrorosa de Rosberg (que caiu para décimo, sendo ultrapassado até pelo Alonso) tiraram a nossa chance embora tenham tocado rodas na chicane.

Mas a Ferrari optou por uma estratégia esquisita.
Liderava quando chamou os dois carros para o box. Pareceu prematuro.
Vettel voltou em quarto lugar e escalou até a segunda posição passando do jeito que quis pelas duas Red Bull.
O alemãozinho estava on fire fazendo voltas rápidas seguidas e assumindo de novo a ponta quando Hamilton parou.
Tínhamos uma corrida em aberto neste momento escorado na possibilidade de chuva.
Que não veio.
A parada das Ferrari na décima segunda foi confirmada como prematura.
Mesmo tirando a diferença, Vettel não conseguia chegar o suficiente para atacar Hamilton com pneus bem mais gastos.
Para piorar, ainda errou na chicane final, a do muro dos campeões, e deixou que o cone #44 abrisse um pouco mais e conseguisse calma e vantagem suficiente para administrar os pneus.

Lá atrás, Nico cone#6 escalava o que podia para diminuir o prejuízo.
Parece que o cheet mode que ele tinha no começo da temporada se mostrou um grande vírus. Suou muito na briga com Max Verstapen e não passou.
Por pouco não saiu da corrida e deixou o Canadá sem ponto algum.
Massa com motor aquecendo demais abandonou enquanto seu companheiro de equipe andava em terceiro firme rumo ao pódio.
A saga da paçoca continua
Lá na frente a corrida seguia como a temperatura da pista: morna.
E o resultado acabou sendo como a temperatura em Paulo no fim de semana da corrida: gelado.
Ao menos deixou ainda mais aberta a briga pelo campeonato entre os dois cones da Mercedes.
Só que com o Rosberg em viés de baixa e Hamilton subindo mais que balão de festa junina bem feito.

Ponto alto da corrida foi a homenagem de Lewis Hamilton feita ao sair do carro a Muhammad Ali.
Hamilton é aquele cara que até poderia ser legal sempre, mas prefere ser só de vez em quando.

10 de jun de 2016

Hot 5 do Groo: Filmes sobre música (parte 1)

Filmes que não são cinebiografias, mas que tem a música quase que como personagem de tão importante que é na trama.
Eis aqui os cinco (primeiros) preferidos da casa. O assunto ainda volta.
Deixe os seus nos comentários.

That thing you do! (The Wonders, o sonho não acabou) – 1996.

Dirigido por Tom Hanks, o filme mostra uma história muito corriqueira nos anos 60: garotos influenciados pela então nascente cena rock britânica capitaneada pelos Beatles montam suas bandas e algumas alcançam algum sucesso com uma ou outra música e logo depois se consome na fogueira das vaidades ou simplesmente não consegue reeditar o sucesso e some.
Aqui a história é recheada de “coincidências” como o dono da lojinha de discos que se empolga com a procura por uma música que ele não conhecia e acaba sendo um dos managers do grupo mais tarde (Brian Epstein feelings).
Inocente, mas divertido para caramba.

School of Rock (Escola do rock) – 2003.

Crianças montando grupos de rock por influência de um falso professor e descobrindo suas vocações e identidades por conta disto.
Jack Black é caricato como sempre, mas funciona muito bem como o falso professor do enredo.
O legal é saber que ele realmente tem este interesse e entusiasmo com o rock na vida real chegando até mesmo a ter sua própria banda (Tenacious D).
Nada muito profundo, mas chega a ser emocionante quando a molecada se apresenta na batalha das bandas e convence até os próprios pais.

High Fidelity (Alta Fidelidade) – 2000.

Baseado no livro homônimo de Nicky Hornby não tem como peça central uma banda, mas o gosto musical (muito bom por sinal) do protagonista Rob Gordon que tem o bizarro costume de organizar listas dos melhores e piores cinco de tudo em sua vida (melhores foras, melhores filmes, melhores beijos...).
Gordon é dono de uma loja de discos e seus funcionários são desajustados/fracassados que sonham com dias melhores enquanto escolhem para quem e como vão vender os discos da loja.
Com a trilha recheada de soul music, a cena final em que a banda criada por um dos funcionários da loja de Gordon (Jack Black, de novo) arrebenta em uma festa tocando uma versão de “Let´s get it on” de Marvin Gaye.
Fez pouco sucesso, mas é sensacional.

Almost Famous (Quase Famosos) 2000.

O personagem central da trama é um aspirante a jornalista musical: William Miller.
Na verdade, o personagem existiu e é o próprio Cameron Crowe (diretor do filme) que aos quinze anos escrevia para a revista Rolling Stone e acompanhou uma turnê da Allman Brothers Band.
A banda do filme – Stillwater – é um mix muito coeso e bem feito de grupos adorados por Crowe: Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd e os próprios Allman Brothers.
Periga ser um dos melhores filmes sobre a cena roqueira dos anos 60/70 já feitos.
A cena dentro do ônibus em que banda, jornalista e groupies cantam Tinny Dancer de Elton John é maravilhosa.

The Boat that rocked (Os piratas do rock) – 2009.

Nos anos 60 a efervescia do rock era largamente ignorada pela BBC londrina, então um grupo de amigos Dj´s resolve montar uma rádio pirata para veicular as músicas que gostam e que pensam (acertadamente) ser o futuro da cultura jovem.
Vão para um navio em alto mar e de lá transmitem para vinte e cinco milhões de pessoas diariamente os rocks de Led Zeppelin, Cream, Deep Purple, Black Sabbath entre outros.
O final chega a ser surpreendente e a cena de um dos disc jockeys voltando à sala de transmissão inundada para buscar um disco que ele julga ser o mais importante de sua vida dá nó na garganta de quem realmente entende este negócio de amar música.

E está no ar o podcast mais sincero do planeta: Papo Motor!
Com Rafael Shelby (que já foi coroinha) e eu, discutimos um pouquinho sobre o jejum de vitórias brasileiras na F1. Ouve lá, comente ai, pergunte, xingue... Interaja.

8 de jun de 2016

Alonso e a tríplice coroa

GP de Mônaco, 500 milhas de Indianápolis e 24 horas de Le Mans.
Cada uma com sua particularidade e seus desafios.
Mônaco e suas ruas sinuosas e apertadas.
Indianápolis e sua enorme duração sempre com pé embaixo exigindo atenção total.
Le Mans cobrando dos pilotos inteligência para dosar velocidade e cuidado com o carro.
Não há piloto ou aspirante que ainda lá no kart não tenha sonhado em vencer ao menos uma destas três provas.
A tríplice coroa
Vencer as três já vai bem além da casa do sonho.
Na história, apenas um conseguiu esta distinção: o britânico Graham Hill venceu em Indianápolis em 1966; Le Mans em 1972 e em Mônaco uma caralhada de vezes. (5 vezes entre 1963 e 1969)
Graham Hill, o bão.
Outros pilotos de igual importância venceram duas das três: Tazio Nuvolari (1932 Mônaco e 1933 Le Mans), Bruce McLaren (1962 Mônaco e 1966 Le Mans), Maurice Trintgnant (Mônaco 1955 e 58 e Le Mans 1954) e Jochen Hindt (1965 em Le Mans e 1970 Mônaco).
A lenda das pistas norte americanas A. J. Foyt venceu quatro vezes em Indianápolis (61, 64, 67 e 77) e também ganhou em Le Mans em 67, sendo que entre a vitória nas ruas do principado e na França passaram-se apenas duas semanas.
Já o simpático (ex rolha de poço) colombiano Juan Pablo Montoya teve honra de ter vencido Indianópolis por duas vezes (2000 e 2015) e Mônaco em 2003 não tendo ainda disputado a prova de Le Mans. Talvez o faça este ano.
Juan Pablo Montoya

Mas para que toda esta resenha?
Para comentar que Alonso disse estar entre seus planos vencer a tríplice coroa.
E quer saber?
Apesar de nunca ter feito uma só prova na categoria norte americana, tem talento de sobra para vencer lá (se até o Alex Rossi vence...) e Le Mans, bem.... Depende menos dele que do carro, mas duvidar? Nunca.
Em que pese seus trinta e cinco anos de idade, acredito nele.
E se o fizer, aguenta a marra do samurai asturiano.

6 de jun de 2016

F1 2016: Primavera em Montreal

O GP do Canadá é uma festa e não é força de expressão de fã da F1.
Para um país que tem um inverno rigoroso e um clima frio durante boa parte do ano, a corrida coincide com os dias mais quentes e agradáveis da primavera.
O povo canadense pode sair às ruas e ir à superfície das cidades com mais conforto e deixar as galerias subterrâneas onde a vida se desenrola.
Segundo amigos que moram lá e já foram assistir em loco a corrida em Montreal sempre relatam o clima de festa e a alegria – que segundo eles tem pouco a ver com a corrida em si – reinante.

Da parte de quem assiste pela TV vem à mente as corridas muito boas em uma pista “de rua” – na verdade é um parque da cidade – em um traçado com asfalto que não vê outras corridas durante o ano.
O traçado sinuoso e apertado é de média/alta velocidade com suas retas e sim: há pontos de ultrapassagem.

Marcantes foram as vitórias de Nelson Piquet em 1991.
Além de ter sido a última vitória do tri campeão na categoria ainda houve a peculiaridade de Nelsão ter passado por Nigel Mansell na última volta após o inglês desligar seu carro dando tchauzinhos para a torcida (ou diminuindo demais o ritmo a ponto de desligar o carro, dizem alguns) quando pensava já ter ganho tranquilamente a corrida que havia dominado o tempo todo.

Também vem à memória a pancada (uma das primeiras) do manetão incensado vindo da Polônia Robert Kubica.

A pancada foi algo tão sensacionalmente plástica e sem maiores consequências que acabou passando a (falsa?) impressão que já não havia mais risco de morte na categoria.
Ledo engado que – infelizmente – Jules Bianchi veio a desmentir tragicamente em uma corrida no circuito de Suzuka.

Também houve aquela corrida longuíssima com várias entradas do safety car e até uma uma parada de bandeira vermelha que durou quase duas horas e acabou com a vitória de Jenson Button fazendo o que ele sabe fazer de melhor: nada. Mas poupando pneus para caramba.

Mas a preferida da casa é a de 2008.
Não pelo vencedor, mas pelo acidente bizarro e quase inacreditável de tão surreal ocorrido na saída dos boxes e protagonizado por Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton.
A batida mais parecia coisa de motorista barbeiro em semáforo de rua movimentada.
Foi engraçado pra caramba!

2 de jun de 2016

Chico Maverick: um olhar externo

A gênese da história desta banda traz em si uma característica básica: a curiosidade.
Curiosa a forma com que passaram pela década de 80, juntando-se e separando-se por diversas vezes sempre amparada no indefectível 'agora vai!', mas sem nunca forjar nada de especial, entraram então na década de noventa separados e cada um cuidando de sua própria vida.

Ricardo tomou-se um renomado cartazista na região em que mora, tendo realizado trabalhos memoráveis junto a uma rede de supermercados. Mas seu melhor trabalho é, até hoje uma placa feita por encomenda de um amigo onde se lê: 'Matura Comesticos’.
Rogério empregou-se como auxiliar despachante fez trabalhos incríveis nesta função, sua especialidade são os recursos de multas.
Expediente onde usa toda sua criatividade para argumentar em defesas do arco da velha para motoristas infratores, já recorreu mais de mil multas e reza a lenda que nunca conseguiu deferir uma sequer.
Alessandro ou simplesmente Sandro como é conhecido é um brilhante técnico de informática, prestando serviços às mais diversas empresas.
Seu ultimo trabalho foi um retumbante sucesso, as notícias ainda um pouco confusas dão conta de que ele sozinho conseguiu derrubar - daqui do Brasil - a nave interplanetária Mars Lander, que se espatifou no solo de Marte na aterrissagem (ou será amartissagem?).
Curiosa também é a história que se passa já no fim dos anos 80, onde os três tiveram a chance de aparecer para um grande publico num show da série 'ESPAÇO ROCK' abrindo para o grupo "Ira!" do guitarrista Edgard Scandurra, mas minutos antes do início do show caiu um temporal diluviano fazendo o guitarrista Ricardo sumir sem deixar pista alguma e só aparecendo depois de horas, sequinho como se não houvesse chovido uma só gota e quando o resto da banda já embarcara num trem de volta para casa.

Conta-se também que neste mesmo dia Rogério conseguiu a proeza de sair do trem e ir até o banheiro da estação, voltar para o mesmo vagão em um espaço de tempo de apenas três minutos!

Mais curioso ainda é o fato de que o conhecimento musical dos três juntos não é suficiente para formar uma banda mediana, mas com uma insistência mastodôntica conseguiram compor algumas musicas nos primeiros ensaios no ano de 99.
Entre elas o provável hit de verão "Minha Menina" que fez com que Ricardo fosse considerado por todos (os familiares) uma espécie de Sheakspere do rock.
Versos como: "Ah minha menina/sempre gostei de você/você nunca gostou de mim”, são um marco para o idioma nacional assim como as: frases secas e cortantes de Graciliano Ramos.

A base das musicas é o baixo de Sandro e a bateria de Rogério, que formam uma 'cozinha' muito especial, tão entrosada que eles são capazes de tocar duas musicas ao mesmo tempo! Isto somado a guitarra de Ricardo, que seja qual for o ritmo e a levada da musica, sempre emite os mesmos acordes, hora maiores, hora menores, mas, rigorosamente os mesmos.
De suas influencias mais notadas é possível reconhecer logo de cara a selvageria do grupo Bee Gees e de seu par brasileiro o KLB, a eloquência poética de Reginaldo Rossi, sem deixar de fora nenhum trabalho do mestre Wanderlei Luxemburgo, que não faz musica, mas tem um trabalho de marketing pessoal muito legal.

No momento estão parados musicalmente, já que Sandro sumiu depois de seu último trabalho, mas eles têm uma fita demo pronta com covers e musicas próprias intitulada: "Hits again" puxada pelo proto-hit "Minha Menina" que traz o verso mais genial e harmonioso da musica brasileira: "Uma família de ursos te dei/você nunca gostou de mim...”.