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Mostrando postagens de Junho, 2016

Greves que este blog apoia

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Andaram acusando o blog de ser um espaço “reaça”.
Também já chamaram de “fascista”.
Se chamaram de “coxinha” eu nem notei, eu gosto... Também gosto de risoli, de esfiha e de kibe.
Mas para provar que o espaço não é estas coisas aí eu resolvi mostrar meu apoio a uma prática muito usada pela esquerda quando é oposição: a greve.
Só que não é qualquer greve não... São setores fundamentais da nação.
Vamos lá: algumas greves que o blog apoia.

Duplas sertanejas.
Podem parar... E podem parar por tempo indeterminado.
Silêncio na primeira voz já que a segunda ninguém ouve mesmo.
Silêncio em Goiás!

Músico de pizzaria.
Ok, eu já fui um, mas não suporto mais.
Quando saio para comer, tomar umas e conversar com amigos, a última coisa que quero é alguém cantando “Travessia”, “Andanças” ou assassinando qualquer coisa da Legião Urbana.
E forçando a voz para ficar grave que nem a da Maria Gadú também não.

Intelectual de rede social.
Não ligo de ler textão. Aliás, eu escrevo e se for reclamar de ler um text…

Notas da gripe, ou, mal humor do inferno

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Acontece em geral apenas uma vez por ano, mas quando acontece é para derrubar.
Garganta inflamada e ardendo feito pimenta. Febre, dores no corpo e impossibilidade de dormir.
Isto posto, um mal humor extraordinário, muito maior que o habitual.
Nada está bom, nada será bom, nada foi bom.
E para piorar tenho que secar a tela do note toda vez que dou uma tossida.
Com vocês, as notas da gripe, ou, as notas do mal humor do inferno!

Assunto do fim de semana: Futebol internacional.
Tem que ser, porque o nacional é uma merda há anos.
Tem a Copa América do Centenário: foda-se. Ninguém liga.
Na final estão chilenos e argentinos.
Aqui não tenho vinho nem chileno e nem argentino. Não me interessa o futebol deles.
Se ainda rolasse um bife de chourizzo...
Na Europa rola a Euro 2016.
Jogos chatos, poucos gols, muito nome, muita marra e um fdp do caraio narrando na única TV aberta (me recuso a assinar TV terminantemente) torcendo descaradamente para o time de Portugal, que além de ruim, é marrento e j…

Hot 5 do Groo: Covers

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E mais um Hot 5 daqueles! Pro bem e pro mal...
Hoje: covers.
Bandas que eu gosto tocando um som que eles gostam.
Link para os originais no nome das músicas.
Se puder ouça e se quiser, deixe suas covers preferidas nos comentários.

5 – Iron Maiden -  Hocus Pocus (Focus)
A donzela pegando pesado com o tema Hocus Pocus, dos holandeses chapados do Focus.
A versão saiu no lado B do compacto Different World, de 2006.
A voz amalucada no meio da canção é do baterista Nicko McBrain

4 – Ramones – Take as it comes (Doors)
Do disco Mondo Bizarro de 1992.
Joey Ramone e companheiros injetam perigo em uma já perigosa música dos Doors.
Jim Morrison, de onde quer que esteja, sorriu.

3 – Camisa de Vênus – Enigma (Adelino Moreira)
Canção do disco Duplo Sentido de 1987.
Originalmente gravada por Nelson Gonçalves, aqui a canção aparece de forma rápida, irada e irônica. Parece ter sido escrita para o Camisa.


2 – Cheap Trick – That 70´s song (baseado em In the Street, do Big Star)
A canção era tocada nos sh…

F1 2016: A mordaça no rádio

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E durante a corrida em Baku...

-Lewis? O que há?
-Não sei...  Algo não está direito o carro não rende.
-Só não rende? Aparentemente você perde potência.
-Sim, sim... O que devo fazer?
-Não podemos dizer, Lewis. Se vira.
-Como?
-Se vira.
-Vira? Onde?
-No volante.
-Sim...  Eu viro com o volante, mas e a potência que tô perdendo?
-Vira...
-Vira o que?
-O volante, Lewis...  Vira no volante.
-Tá confuso... Vira o que no volante?
-Não podemos dizer... Fica vermelho.
-Vermelho?
-É... Se falarmos onde mexe fica vermelho pra gente com a direção de prova.
-No volante?
-Sim...
-Remapeou?
-O que?
-Não podemos dizer isto Lewis. Não podemos dizer.
-Entendido.
-Agora acelera. Segue na corrida.
-Estas restrições de se passar informação via rádio é ridícula. Tem que repensar isto.
-Concordamos Lewis... Onde já se viu não poder dizer para o piloto que uma falha de potência pode ser corrigida virando o controle todo até a parte vermelha e acelerando?
-Concordo. E agora?
-Telemetria ok, termina a prova, …

F1 2016: Cronica do GP: Baku revelou um monte de jacu

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A corrida não foi emocionante.
Já se esperava por isto.
Pista nova, traçado só visto em simulador e treino é treino, jogo é jogo.
Não houve brigas o que é – sim – decepcionante.
Mas poxa...  Foi a primeira vez que se andou por lá.
Demorou um tempo considerável para que pudéssemos ter algum interesse e corridas boas no Bahrein, por exemplo.
E corridas modorrentas tem sido constante até em pistas amadas por onze entre dez fãs da categoria. Suzuka, por exemplo.

Dito isto é difícil entender a posição de alguns expectadores e de uma porrada de jornalista especializado em reclamar até de forma insistente sobre a mesmice (chatice) da corrida.
Parece até que nunca acompanharam a categoria em tempo algum e se fiam nas “ótimas” temporadas dos anos 70/80 para resenhar as provas de hoje em dia.
Como se nestas décadas cem por cento das corridas fosse de uma emoção quase insuportável.

Ainda mais: no mesmo final de semana do GP da Europa em Baku foi disputada mais uma edição das legendárias 24 horas…

F1 2016: GP da Europa - Primeira vez pouco empolgante de Baku

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Uma corrida completamente no escuro.
Ok! Houve treinos livres, ouve treino classificatório, mas uma coisa é correr contra si e contra o relógio. Outra é fazer o mesmo e acrescentar a corrida contra seu adversário diretamente.
O elemento disputa colocava um ponto de interrogação gigantesco sobre a prova inaugural do circuito na cidade de Baku.
Tanto que a largada, que sempre é o momento mais tenso de uma prova – principalmente em uma primeira edição – foi cautelosa.
Tão cautelosa que chegou a ser chata com todo mundo tomando cuidado de não forçar e sair da prova.
Curiosamente, antes de completar a primeira volta a transmissão oficial colocou na tela as voltas em amarelo, o que significa que havia uma bandeira amarela em algum lugar do traçado. O que não foi confirmado e nem comentado pela transmissão brasileira.

Rosberg se mandou, como era de se esperar.
Vettel também e de quebra ignorou uma sugestão da equipe para ir aos boxes.
Traumatizado com tanta estratégia ruim no Canadá, ficou n…

F1 2016: GP da Europa - Hot 5 comidas típicas de Baku

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O texto de hoje deveria ser sobre o GP da Europa que vai ser disputado nas ruas de Baku, no Azerbaijão.
Mas o que se sabe sobre?
Quem nasce lá é chamado de azeri.
Que Baku perdeu o direito de sediar as olimpíadas deste ano para o Rio de Janeiro (o que por si só já deveria ser motivo de zoação infinita.)
Que o lugar é bonito para caramba e que a pista terá pontos extremamente estreitos.
Que fica no Cáucaso e é banhado pelo Mar Cáspio.
E que a rima é fácil demais para ser usada como zoeira.

E tem a culinária de lá com suas sopas, seu molho sumagre que é avermelhado e tem sabor de flores (genérico, tem flor de tudo que é gosto, pode comer aí no seu jardim...)
Aliás, é voz corrente que nada da culinária lá é muito original. Sempre há em outros países com nomes diferentes e coisas assim...
Um destes pratos foi escolhido pelo blog para apreciação, resenha e classificação em um Hot 5: o kebab.
Ok, o kebab não é típico do Azerbaijão, mas como por lá tem bastante e por aqui também vamos com el…

Layla

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Quem disse que canções de amor têm de ser melosas?
Quem inventou isto nunca ouviu “Layla”.
A canção gravada no disco Derek and the Dominos de 1970 e que na realidade é o primeiro disco solo de Eric Clapton é uma ode ao amor não correspondido.
Após tocar com os Yardbirds, John Mayal´s Bluesbrakers, Cream e até – por pouco tempo -com o Blind Faith, Eric resolve se lançar solo e convida alguns colaboradores para ser seu time de apoio.
Diz a lenda, que após a primeira apresentação do grupo alguém perguntou a Eric qual seria o nome da banda.
-Eric and the Dynamos. – respondeu o guitarrista.
-Como? Derek and the Dominos?
-É, é...  – e sai andando.
Se não era, ficou sendo.
E neste primeiro disco, Eric que sempre foi chegado a fazer de suas canções válvulas de escape para seus sentimentos, cunha uma das mais memoráveis canções de amor não correspondido da história: “Layla”.
Feita para Patti Boyd que à época era esposa de George Harrison - um dos melhore amigos de Eric - que parecia preferir “…

F1 2016 - Canadá: Morno

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Ah o Canadá...
O bacon canadense, o bolo gordo... E a maldita mania de me ferrar as pautas.
Só porque eu disse que a corrida lá é em clima de festa por conta da temperatura agradável de primavera e o lugar está mais frio que S. Paulo na madrugada da corrida.
E creia: isto faz uma diferença danada para a corrida já que a temperatura do asfalto não ajuda no aquecimento dos pneus.
E para piorar, gotas de chuva em pontos diversos no traçado.

A largada era a oportunidade definitiva para saber o quanto a Mercedes interferiu na briga entre seus dois cones após aquela largada desastrada, ridícula e hilária na Espanha.
Só que a largada fenomenal de Sebastian Vettel somado a largada muito meia boca de Hamilton e a largada horrorosa de Rosberg (que caiu para décimo, sendo ultrapassado até pelo Alonso) tiraram a nossa chance embora tenham tocado rodas na chicane.

Mas a Ferrari optou por uma estratégia esquisita.
Liderava quando chamou os dois carros para o box. Pareceu prematuro.
Vettel voltou em…

Hot 5 do Groo: Filmes sobre música (parte 1)

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Filmes que não são cinebiografias, mas que tem a música quase que como personagem de tão importante que é na trama.
Eis aqui os cinco (primeiros) preferidos da casa. O assunto ainda volta.
Deixe os seus nos comentários.

That thing you do! (The Wonders, o sonho não acabou) – 1996.

Dirigido por Tom Hanks, o filme mostra uma história muito corriqueira nos anos 60: garotos influenciados pela então nascente cena rock britânica capitaneada pelos Beatles montam suas bandas e algumas alcançam algum sucesso com uma ou outra música e logo depois se consome na fogueira das vaidades ou simplesmente não consegue reeditar o sucesso e some.
Aqui a história é recheada de “coincidências” como o dono da lojinha de discos que se empolga com a procura por uma música que ele não conhecia e acaba sendo um dos managers do grupo mais tarde (Brian Epstein feelings).
Inocente, mas divertido para caramba.

School of Rock (Escola do rock) – 2003.

Crianças montando grupos de rock por influência de um falso professor…

Alonso e a tríplice coroa

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GP de Mônaco, 500 milhas de Indianápolis e 24 horas de Le Mans.
Cada uma com sua particularidade e seus desafios.
Mônaco e suas ruas sinuosas e apertadas.
Indianápolis e sua enorme duração sempre com pé embaixo exigindo atenção total.
Le Mans cobrando dos pilotos inteligência para dosar velocidade e cuidado com o carro.
Não há piloto ou aspirante que ainda lá no kart não tenha sonhado em vencer ao menos uma destas três provas.
Vencer as três já vai bem além da casa do sonho.
Na história, apenas um conseguiu esta distinção: o britânico Graham Hill venceu em Indianápolis em 1966; Le Mans em 1972 e em Mônaco uma caralhada de vezes. (5 vezes entre 1963 e 1969)
Outros pilotos de igual importância venceram duas das três: Tazio Nuvolari (1932 Mônaco e 1933 Le Mans), Bruce McLaren (1962 Mônaco e 1966 Le Mans), Maurice Trintgnant (Mônaco 1955 e 58 e Le Mans 1954) e Jochen Hindt (1965 em Le Mans e 1970 Mônaco).
A lenda das pistas norte americanas A. J. Foyt venceu quatro vezes em Indianápolis (…

F1 2016: Primavera em Montreal

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O GP do Canadá é uma festa e não é força de expressão de fã da F1.
Para um país que tem um inverno rigoroso e um clima frio durante boa parte do ano, a corrida coincide com os dias mais quentes e agradáveis da primavera.
O povo canadense pode sair às ruas e ir à superfície das cidades com mais conforto e deixar as galerias subterrâneas onde a vida se desenrola.
Segundo amigos que moram lá e já foram assistir em loco a corrida em Montreal sempre relatam o clima de festa e a alegria – que segundo eles tem pouco a ver com a corrida em si – reinante.

Da parte de quem assiste pela TV vem à mente as corridas muito boas em uma pista “de rua” – na verdade é um parque da cidade – em um traçado com asfalto que não vê outras corridas durante o ano.
O traçado sinuoso e apertado é de média/alta velocidade com suas retas e sim: há pontos de ultrapassagem.

Marcantes foram as vitórias de Nelson Piquet em 1991.
Além de ter sido a última vitória do tri campeão na categoria ainda houve a peculiaridade d…

Chico Maverick: um olhar externo

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A gênese da história desta banda traz em si uma característica básica: a curiosidade.
Curiosa a forma com que passaram pela década de 80, juntando-se e separando-se por diversas vezes sempre amparada no indefectível 'agora vai!', mas sem nunca forjar nada de especial, entraram então na década de noventa separados e cada um cuidando de sua própria vida.

Ricardo tomou-se um renomado cartazista na região em que mora, tendo realizado trabalhos memoráveis junto a uma rede de supermercados. Mas seu melhor trabalho é, até hoje uma placa feita por encomenda de um amigo onde se lê: 'Matura Comesticos’.
Rogério empregou-se como auxiliar despachante fez trabalhos incríveis nesta função, sua especialidade são os recursos de multas.
Expediente onde usa toda sua criatividade para argumentar em defesas do arco da velha para motoristas infratores, já recorreu mais de mil multas e reza a lenda que nunca conseguiu deferir uma sequer.
Alessandro ou simplesmente Sandro como é conhecido é um b…