31 de ago de 2011

Schumacher: 20 anos de F1

E lá se vão vinte anos desde que um jovem alemão queixudo assumia de forma alugada o cockpit de um F1 pela primeira vez.

Algumas fontes trazem a cifra de US$300 mil pagos pela montadora alemã para colocar Michael Schumacher, então piloto de Sport protótipos, na vaga de Bertrand Gachot que havia sido detido na Inglaterra por conta de um acidente de trânsito.

Naquele fim de semana, Michael Schumacher impressionou nos treinos livres e na classificação ao conseguir alinhar a elegante Jordan verde na sétima posição, a melhor posição de largada da equipe no ano, mas sua estréia em corrida não foi tão brilhante.
Acabou a corrida ainda na primeira volta por conta de uma falha na embreagem do carro.

Mas foi o que bastou para chamar a atenção das pessoas do meio para seu promissor talento.
Um deles, a raposa – naquele tempo ainda jovem – Flavio Briatore agiu de forma rápida e o contratou para já na prova seguinte ser companheiro de equipe do tri-campeão mundial Nelson Piquet na Benneton, substituindo outro brasileiro: Roberto Pupo Moreno.
Daí em diante o que veio é história, os sete títulos mundiais, a quantidade de recordes quebrados, os envolvimentos em polêmicas sobre sua conduta desportiva e pessoal só fez aumentar o amor e ódio que sempre rodeiam seu nome.

Há no Brasil uma parte da torcida que não o perdoa por ter continuado a correr e ganho o GP de San Marino de 1994, como se a decisão de interromper a corrida coubesse a ele naquele momento.
Há quem refute seus números usando argumentos de que nunca correu contra bons pilotos de verdade, como se Mika Hakkinen, Juan Pablo Montoya, Damon Hill pudessem ser postos de lado na história apenas por não terem feito frente mais ativamente ao alemão.
Como se pudéssemos minimizar o talento de Alain Prost, Nigel Mansell por perderem batalhas para Ayrton Senna.
Há também quem não o perdoe por bater regularmente Rubens Barrichello em seu tempo de Ferrari, colocando o brasileiro como seu maior rival, coisa que provavelmente nunca passou pela cabeça do alemão. Talvez na do brasileiro, enfim...

Não só no Brasil sofreu e sofre duras criticas.
Jornais espanhóis, italianos e mesmo alemães o condenaram duramente por decisões e situações que o envolveram durante toda sua carreira como as batidas propositais com Hill e Villeneuve, sem contar a histórica corrida na Áustria em 2002.
Bem como suspeitas sobre a legitimidade de seus campeonatos pela Benneton que envolvem carros e equipamentos adulterados e fora dos regulamentos.

Ainda assim negar-lhe a devida importância e de um provincianismo atroz e sinal de um ressentimento que não tem lugar no esporte em que marcas são fixadas apenas para serem alcançadas e batidas.

O fato da FIA tentar deter o avanço das marcas de Schumacher mudando regulamentos, tabelas de pontuação diz mais sobre sua importância do que os resultados de seus concorrentes diretos, e isto deveria ser levado mais em conta em qualquer analise.
Muito mais que seus atos anti esportivos jogando concorrentes para fora da pista ou estacionar sua Ferrari em plena curva no circuito de Mônaco, impedindo que lhe tirassem certamente mais uma pole position.

E até seu retorno – nada triunfal – à categoria no ano de 2010 também contribui para o engrandecimento de sua aura mítica.
Com mais idade, fora de forma, sem pilotar competitivamente por alguns anos e visivelmente sem um equipamento competitivo, ainda assim é alvo dos olhares do mundo todo e em particular dos detratores que enxergam agora a grande chance de comprovar suas teorias de detratação
A todos eles o alemão parece ir ignorando de forma solene ao afirmar sempre que possível que cumprirá seu contrato, ganhando ou não.

Amando ou odiando, o fato é que Michael Schumacher é uma das legendas mais importantes do esporte a motor, sério candidato a categoria de mito quando finalmente aposentar-se de vez.
Tanto por seus números quanto por suas histórias, bonitas ou não.

Texto publicado originalmente no site PódiumGP, acesse!

30 de ago de 2011

Ava(ca)liações belgas, apesar da ótima corrida

Schumacher pensando: "-De ultimo para quinto... Vinte anos de F1.... Chupa Rubinha...


Webber: -O gosto tá esquisito...
Vettel: -Está mesmo.
Button: -É que vocês tomam muito Red Bull...


Adrian Newey: -Obrigado a minha equipe por esta saladeira... Em casa não tinha.

É Hamilton.... Foi praga do Pastor... Bem feit!


Loira: -Amiga, o que você faz para o Jenson correr tanto?
Michibata: -I put my finger on his button...

Bruno Senna pensando que era Ayrton, que na Toro estava o Prost e que Spa é Suzuka.

Schumacher: -Pô Bernie! Sete títulos, vários recordes, vinte anos de F1 e só ganho uma bike?
Ecclestone: -Deveria ficar contente... O Rubinho não ganhou nem metade da metade disto.

28 de ago de 2011

GP da Bélgica: Blue Sky

Corridas na Bélgica, mais particularmente em Spa-Francorchamps é igual a seu clima: imprevisível.
Tão imprevisível que pode até – pasme! – não chover... E ainda assim a corrida será sempre boa. E foi o que aconteceu neste domingo.
Mas elogiar a corrida é fácil, elogiar Spa é fácil... Peguemos a parte não tão boa da corrida deste ano: as artificialidades que, ao menos em Spa, não deveriam ter peso.
A pista por sua tradição, não merece...

A chuva, que permeou os treinos livres e de classificação resolveu não dar as caras, ou as gotas... Pista seca em todos os sete quilômetros durante o tempo todo.
Porém, ainda que de forma um tantinho artificial, teve a mesma quantidade de troca de pneus que teríamos se a chuva fosse intermitente.
Graças aos pneus de farinha e a “esperteza” da FIA em não permitir, mesmo com a reclamação da Red Bull e Mclata, a troca dos compostos que ao fim da classificação apresentaram bolhas.
Afinal algo era preciso ser feito para barrar a provável vitória de Vettel.
Mas como se viu, não deu certo.

Se os pneus de farinha não foram assim tão preponderantes, outra traquitana da FIA, pela primeira vez, se mostrou fundamental.
E logo em Spa-Francorchamps onde definitivamente não precisava.
O tal DRS fez a alegria dos torcedores da Mclata, que com a justiça divina em ação, ficou apenas com Button na prova após Lewis Hamilton não conseguir fazer de Kamui Kobayashi o Pastor Maldonado do dia... Jenson Button saiu da décima terceira posição e usando e abusando até fazer calo no dedo do DRS conseguiu chegar ao terceiro lugar.
Mas ninguém liga mesmo para ele, já que o piloto do dia foi Michael Schumacher que em sua corrida comemorativa de 20 anos de F1 saiu de último para quinto. Não costumo fazer isto por aqui, mas vou absolver Bruno Senna do acidente. Afinal, freios frios em uma curva que vem de sétima marcha para primeira com um monte de gente do lado tinha que dar caca mesmo... E ainda tinha o agravante de estar fazendo sua primeira largada do meio pra frente do pelotão na F1. Ainda bem que ao menos terminou a prova.
E a despeito disto, ótima prova, com boas ultrapassagens que valeram a liderança e vitória.
Mais um passo – largo – de Vettel rumo ao bi campeonato e o disparo da ansiedade pela chegada do GP da Itália, no não menos mítico circuito de Monza.

E a canção da corrida é Blue Sky, dos Allman Brothers, que os outros pilotos deveriam ter cantado para Vettel sob o – improvável – céu azul belga na tarde (lá) deste domingo: “-Don´t fly, mister blue bird. I´m just walking down de road. Early morning sunshine tell me all I need to know.

27 de ago de 2011

Spa-Francorchamps

Logo após vencer mais uma vez a temida Eau Rouge, Ricardo Zonta acelera sua BAR já sabendo que atrás vem o líder da corrida: o alemão Michael Schumacher seguido de perto por Mika Hakkinen.

Zonta sabe o que deve fazer quando chegarem: puxar para o lado e deixar o caminho aberto para que os dois passem pelo lado correto sem perder a tangencia da próxima curva e assim não atrapalhar ninguém.

Vê o carro vermelho se aproximando e crescendo em seu retrovisor esquerdo e reduz a velocidade, fica pronto abrir passagem puxando o carro para o lado direito quando neste surge o carro prateado da Mclata.

Na impossibilidade de desaparecer, ser abduzido ou cavar um buraco bem profundo, o brasileiro segura o volante firme para que não penda para lado algum e vê passar por si, numa fração de segundos os dois malucos.
Um de cada lado...


Isto é Spa-Francorchamps e é o que a pista pode proporcionar quando pilotos de coragem – ou loucos – guiam competitivamente por suas retas e curvas.
Não que espere ver neste domingo algo parecido, mas sabendo que emoções, com certeza, virão.
Afinal: é Spa.

25 de ago de 2011

Race on Sunday, sale on Monday

Quando começaram as corridas de automóveis era mais que esperado e natural o interesse das montadoras em participar.
Era a grande chance de divulgar seus produtos para um grande público e também a chance de mostrar que: “-Sim, nossos carros são melhores que os da concorrente!”.
Para isto, bastava vencer as corridas ou apenas se mostrar confiável.
Era a criação e uso do bordão: Race on Sunday, sale on Monday.

Em caso de vitória: “-Nossos carros são mais rápidos!”.
Se não: “-Chegamos ao fim da corrida sem quebrar, somos os mais confiáveis”.

Com a disputa de velocidade também veio a disputa tecnológica.
Componentes eram desenvolvidos para aumentar a velocidade e o conforto dos pilotos, e logo eram incorporados aos modelos de rua das marcas.
Ferrari, Porsche, BMW, Renault, Citroen, Peugeot e tantas outras fizeram das pistas ao redor do mundo seus campos de testes.

Logo outras empresas começaram a enxergar nas competições a grande vitrine que as montadoras já haviam descoberto.
E não só empresas ligadas a área automobilística, pelo contrário.
Fábricas de bebidas, cigarros, empresas de técnologia e até de roupas e vestuário.
Todas elas aderiram ao bordão citado lá em cima...

Difícil foi convencer os fãs da F1 a comprar ou usar o serviço oferecido pelo aerofólio traseiro da ATS de Arturo Merzario no GP da Itália de 1979: La Varesina S.O.F.A.M. Onoranze Funebri.

Isto mesmo, uma funerária...
Talvez por isto – apesar de hoje serem cult – tanto o piloto quanto a equipe não tenham tido muito sucesso na categoria...

24 de ago de 2011

Entrevista com Stefano Domenicalli

Ron Groo: -Senhor Stefano, soubemos que a Ferrari vai trabalhar menos no carro deste ano e vai centrar foco no carro do ano que vem. É verdade?
Domenicalli: -Sim, é verdade.
Ron Groo: -Então Alonso e Massa deixam de brigar pelo título?
Domenicalli: -Sim... O Alonso sim.
Ron Groo: -Sim o que? Vai deixar de brigar pelo título?
Domenicalli: -Não... Vai continuar no páreo.
Ron Groo: -Não entendi... Você disse sim e depois disse não.
Domenicalli: -Sim, Alonso continuará na briga pelo título.
Ron Groo: -E o Massa?
Domenicalli: -Nunca esteve...
Ron Groo: -No seu comunicado, senhor Stefano, disse que o carro para o ano que vem será revolucionário. Confere?
Domenicalli: -Sim... Nós vamos fazer um carro altamente competitivo e com inovações sensacionais.
Ron Groo: -E pode adiantar algo?
Domenicalli: -Não... Ainda não.
Ron Groo: -Nada?
Domenicalli: -Bem... Vamos esperar o fim do ano.
Ron Groo: -Vai divulgar no fim do ano?
Domenicalli: -Não, não... Vamos esperar o fim do ano para saber se além da Red Bull vamos ter que copiar mais alguém...
Ron Groo: -Mclaren?
Domenicalli: -Não... Deles nós já contratamos o projetista, não vamos precisar copiar mais nada.

23 de ago de 2011

Comédias da vida real na F1 - #2

Não que a crise dos pneus a aquela altura fosse uma comédia, longe disto.
O perigo de haver muitos acidentes por conta da falha nos Michelin realmente existia e não tinha nada de engraçado.
O protesto – inusitado, inédito e muito válido – na largada do GP dos EUA de 2005 trouxe outras nuances, estas sim cômicas (quase trágicas) da F1.

A elas:
# Ralf Schumacher, o irmão esquisitão foi um dos pivôs da crise ao bater na curva 13 - única curva original do circuito oval do templo de Indianápolis – onde curiosamente no ano anterior, sem problema nenhum nos pneus, ele bateu no mesmo lugar e tão forte quanto.

# Era a primeira pole position da equipe Toyota, e nem sequer largaram.

# Foi a única corrida como titular de Ricardo Zonta naquela temporada.

# Mesmo largando apenas na quinta posição Michael Schumacher ainda estava a frente do seu companheiro de equipe.

# Mesmo com apenas seis carros na corrida, o piloto indiano Narain Kartiqualquercoisa não escapou de ser um dos últimos.

# Esta corrida foi o ponto alto da carreira de Patrick Friesacher na F1, marcando três pontos para a Minardi, que fazia então aquela sua ultima temporada. Depois, por motivos financeiros foi trocado por Robert Doornbos, o que convenhamos, não foi bom negócio para ninguém...

# Foi também a última corrida em que a Minardi marcou pontos: 7, depois virou Toro Rosso, venceu um GP e revelou um campeão mundial.

# Este GP acabou com a idéia estapafúrdia que em uma corrida head to head com Schumacher, Rubinho venceria.

# Raras vezes a F1 reuniu nos EUA mais de 100 mil pessoas para assistir um grande prêmio, e justo daquela vez viram apenas seis carros largando para as 76 voltas.
# Provavelmente foi a maior vaia que a categoria já tomou em um autódromo.



Os estadunidenses são acostumados com corridas com muitos pitstops, muitas interrupções por bandeira amarela, mas quando viram os carros se dirigirem aos boxes antes de completar a volta de apresentação devem ter pensado: “-Isto é ridículo...”.
E isto não deixa de ser engraçado...

22 de ago de 2011

Glauber e o repolho do capeta

João Ubaldo Ribeiro, um dos maiores escritores de nosso idioma, conheceu Glauber Rocha nas locações para filmagem do clássico “Terra em Transe”.
Tornou-se amigo do cineasta de imediato, afinal duas cabeças tão brilhantes tinham mesmo que se afinar.
Em várias entrevistas Ubaldo tece grandes elogios ao amigo, tanto na parte profissional quanto na pessoal.
-Apenas uma mania sua me era muito desagradável... – dizia o escritor – -É a maldita mania dele de coçar os quibas (saco) e limpar a mão batendo em nossas costas...

Outra história curiosa e engraçada sobre Glauber dá conta do dia em que foi apresentado à maconha. Vale lembrar que nos anos sessenta as descobertas da juventude em relação às drogas eram vista de forma diferente.
Acreditava-se que alguns tipos de entorpecentes ajudavam no processo criativo e a maconha em especial alterava a percepção fazendo com que as cabeças mais iluminadas, se expostas a seus efeitos, criassem coisas fantásticas.
Assim, segundo a lenda, Dylan teria apresentado a diamba aos Beatles para que a revolução começasse.
Da mesma forma, Luiz Carlos Barreto, o Barretão, fotografo dos filmes “Deus e o Diabo na terra do sol” e “Terra em Transe” foi o Dylan de Glauber, apresentando ao cineasta “as maravilhas da canabis”.
Tendo João Ubaldo como testemunha, lhe ofereceu o cigarro com a “alface do capeta”, pediu-lhe para que o fumasse.
Glauber pegou o cigarro, acendeu e foi fumar atrás do set de filmagem...
Barretão, ansioso, dizia a Ubaldo que achava que coisas maravilhosas sairiam da cabeça de Glauber. Que livre de certas amarras por conta da maconha, a imaginação do cineasta ganharia asas.
-Que coisas maravilhosas sairão de lá, João? Que coisas sairão?
Minutos depois Glauber volta e encontra os dois ainda no mesmo lugar.
-E ai Glauber? Como foi? – pergunta o escritor se adiantando ao fotografo.
-Rapaz... – começa ele com os olhos perdidos no horizonte.
-O que aconteceu? Fale! – apressa o fotografo que não se agüentava mais.
-Bati uma punheta...
Pequena homenagem ao cineasta baiano que há exatamente trinta anos partia desta terra.
Seus filmes podem até não ser tudo o que se diz, mas suas histórias são fascinantes.

19 de ago de 2011

Ponta pé nas nadegas

Carlitos, o genial personagem criado por Charles Chaplin, quando queria arreliar ou mesmo vingar-se de alguém aplicava-lhe um grande chute na poupança.
Uma vez, perguntado por que existiam tantas cenas com este ato em seus filmes ele respondeu:
“-Porque é no traseiro que reside a dignidade de um homem.”
E assim parecia ser.
Policiais implicantes, rivais no bem querer das mocinhas, patrões exploradores...
Era sempre o momento de redenção do vagabundo.
Sua glória.
O momento em que nos fazia rir de quem o oprimia.
Um bom chute nas nádegas de cada um deles e lá estava o outrora humilhado agora investido de uma aura vingadora e superior.
Vencedora...

O que me faz pensar...
Temos muito de Carlitos em nós, ao menos no que tange a sempre ter alguém nos sacaneando, seja enquanto cidadãos eleitores ou consumidores.
E estamos sempre dando um jeito de sobreviver a eles e nos manter de cabeça erguida.
Proponho que nos transformemos todos em Carlitos e escolhamos em quem daríamos um belo chute no traseiro, na poupança...
Daqueles em que a marca de nossos calçados ficasse gravada em seus fundilhos.
Ora! Ao inferno com o eufemismo!
Escolham aqueles - mas dêem os nomes - em quem dariam um belo de um chute na bunda, e com muita força...

18 de ago de 2011

Comédias da vida real na F1 - #1

O carro vem acelerado, é hora da parada para troca de pneus e reabastecimento.
Irvine está confiante, está em uma das maiores equipes de corrida da história seja em qual categoria for.
A desaceleração é gradual.
A atenção é total...

“Freios” – diz a placa mostrada ao piloto irlandês.
Os mecânicos tiram os pneus velhos, mangueira de reabastecimento é acoplada.
-Pronto! - grita o responsável pelo reabastecimento erguendo os braços.
-Pneumatici sostistuiti. – diz o outro também erguendo os seus.
-Tutti? – pergunta calmamente o chefe de equipe.
-Non... Tutti non... Il posteriori destro non é... – sorri um dos mecânicos.
-Falhou o mecânico ai? Faltou a ferramenta? – gesticula Irvine.
-Non... Porca miséria! Questo stronzo só non trouxe il pneumatici! – diz o chefe de equipe.
-Mas... Mas... – atônito Irvine não acredita.
-Ma che! Vá solo com tre... Hã? Per pilota del suo talento... – parece zombar o italiano.
-Se fosse o Schumacher isto não aconteceria.
-Ma tu non é il Schumacher! É solo Irvine...
O irlandês recebe o pneu que falta e volta à corrida completamente comprometida.
-Buono lavoro signori... Qui vence quem vogliamo noi! Capiche!

Na pista o irlandês vai pensando: "-Que cambada de mafioso!".




Pastelão!

17 de ago de 2011

A face do destruidor - 25 anos do Cabeça Dinossauro

O segundo semestre de 1986 iniciava o que se pode chamar de sua fase de ouro do rock no Brasil. No ano anterior Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho arrebentaram em seus shows no primeiro Rock in Rio, enfrentando na cara dura as hordas de fãs do metal ganhando seu respeito e de quebra o do resto do país mostrando a força de seus trabalhos que estavam anos luz da ingenuidade do RPM e das palhaçadas pueris da Blitz.

O Barão lançou Declare Guerra, disco injustamente considerado menor em sua discografia, mas que soa como uma declaração de independência justamente por não contar mais com Cazuza. Agora era uma banda de verdade e não apenas o apoio luxuoso do vocalista de língua presa.
Os Paralamas estavam a bordo da turnê de divulgação de Selvagem?, talvez seu álbum mais contundente e politizado, iniciando o aprofundamento na mistura de ritmos e culturas que pode-se dizer foi o protótipo do rock brasileiro de verdade e não apenas rock cantado em português.
A Legião Urbana começava a ganhar o posto de mais popular banda de rock do país com o lançamento de Dois que plantou as sementes – mais até que o primeiro álbum – do que viria a ser sua obra.
Entre outros nomes menores.
Mas faltava uma banda e um disco raivoso, agressivo por instinto, com perigo e violência quase que gratuitos. Como eram os adolescentes roqueiros de então.

E esta tarefa coube a um combo de músicos paulistas que já estavam na ativa desde o inicio dos anos 80, mas que só havia lançado seu primeiro álbum em 84: os Titãs.
Era um período complicado para a banda que ainda não havia emplacado apesar dos hits “Televisão” e “Sonífera Ilha” terem boa aceitação.
A banda estava em busca de uma identidade musical, já que seus primeiros dois discos atiravam em várias direções.
Nasce então o clássico: Cabeça Dinossauro.Arnaldo Antunes e Tony Belloto haviam sido presos por porte de heroína e o fato inspirou a composição da funkeada “Estado violência” e do clássico “Polícia”. Com seu riff central emulando uma sirene de camburão foi regravada por vários artistas incluindo o Sepultura.
“Porrada (nos caras que não fazem nada)” era a tesoura que cortava a delicada ligação entre o futuro e o passado “universitário” da banda.
O antirreligioso hino “Igreja” que escandalizara a sociedade com versos como: “Não gosto de bispo, não gosto de Cristo, eu não digo amém” era mais uma agressão gratuita que um atestado de convicções. Durante os shows, alguns membros da banda até deixavam o palco. Arnaldo Antunes não participa do vídeo clipe e nem sequer participou do hoje histórico programa Chico e Caetano, na TV Globo quando executaram a canção em dueto com Caetano Veloso.
Assim também como é gratuita a agressão em “Bichos Escrotos”, que colocou na boca do público o refrão: “Vão se fuder!”
“Homem primata” é o que se pode chamar de a musica mais “adulta” do disco, o que não é – nem de longe – um demérito à canção ou ao próprio disco que soa tão jovem quanto seu público e o próprio BRock.


O disco ainda trazia “O quê” um funk experimental de letra concretista que alçaria Arnaldo Antunes ao status de um dos melhores letristas de sua geração. Ainda que a letra pareça não dizer absolutamente nada.
Com exceção de “Dividas” e “A face do destruidor” – um hardcore revolucionário para os padrões brasileiros – todas as outras faixas tocaram nas rádios e se tornaram quase que obrigatórias nos shows.

Hoje, vinte e cinco anos depois, pode-se dizer que é uma das pedras fundamentais do rock no Brasil e o toque de Midas na carreira da banda, que ainda lançou álbuns ótimos e até revolucionários como O blesq blom, porém nunca mais repetiu a raiva espontânea que exala de Cabeça Dinossauro.

16 de ago de 2011

Salve Nelson!

-Nelson?
-Fala...
-Parabéns pelo segundo lugar, brilhante trabalho.
-Não é um resultado que eu goste, ser segundo não é o melhor dos cenários, mas na atualidade, tá realmente bom... Ainda que com um monte de gente tendo problema na minha frente...
-Ora, vamos lá, festeje, na sua frente só está um dos melhores carros do ano.
-É, mas pilotado pelo Mansell que até agora nem ganhar com este avião ganhou...
-Mas está ganhando, Agora é fazer a última volta com cuidado e subir no pódio pra tomar champanhe... Parabéns de novo.
-Brigado!
Era o GP do Canadá de 1991, ultima volta.
Mansell pilotava um Williams FW14, que Ayrton Senna viria a chamar um de “carro de outro mundo”.
Nelson, já no ocaso da carreira, pilotava um modesto porém honesto Benneton Ford, que em pouco tempo –nas mãos de Michael Schumacher - também seria um carro de outro mundo... E até de outro regulamento dizem.

Após abrir a ultima volta, Mansell, já extremamente confiante na vitória diminui a velocidade e passa a acenar para os fiscais de pista, para os bandeiras, para o público, comemorar enfim...
Aquela poderia ser a vitória da virada no campeonato, já que Senna, com seu Mclaren já havia abandonado a prova e não iria marcar ponto algum, mas...
O Williams Renault começa a parar, vai ficando lento e encosta, duas ou três curvas antes da linha de chegada.
Mansell diminuiu tanto o ritmo que fez o computador do carro entender que havia algo errado e travar o sistema hidráulico do carro. Coisa típica de Nigel Mansell, o “nó cego” mais genial que já pilotou um F1 em toda a história da categoria.

-Nelson! Nelson!
-Que foi, porra!
-Mansell parou... Mansell Parou!
-Com é que é?
-Parou, a duas ou três curvas do fim, parou!
-Hahahaha! Putaquepariu, ca***ho
-Vai com calma, fica tranqüilo, vamos ganhar esta, vai na calma... Fica...
-Cala a boca porra! Eu já vi o carro parado, tá difícil guiar aqui...
-O que foi? Problemas...
-Não! É que é difícil guiar rindo deste jeito, o burro deve ter desligado a porra do carro acenando! Hahahahahahahahahahaha!
No pódio - contou ele - não conseguia abrir o champanhe de tanto rir imaginando o que teria acontecido. E depois riu mais ainda quando soube o que realmente aconteceu.
Esta foi a última vitória na F1 de Nelson Piquet, que nesta quarta feira dia 17 completa 59 anos de idade. Salve Nelson!

15 de ago de 2011

Prioridades?

E a juíza no STF – não vou por o nome aqui, me recuso – disse a respeito da execução de sua colega de magistrado que: “É hora de calar...”.
Entendo a da dor da família da morta, mas eu queria perguntar: “E quando será hora de falar?”.

Alguns dirão: “-Será hora de falar quando passar o choque.”.
De que? Qual choque? Em quem?
O crime, por mais bárbaro que tenha sido, era esperado.
Até onde sabemos, e hoje se pode dizer que se sabe muito, as ameaças foram várias. Muitas!
Interessante também saber que existe - e os órgãos competentes possuem – uma lista de pessoas marcadas para morrer.
Se existe tal lista, também se deve saber quem é ou são seus autores...

E o que se fez? O que ser fará? Quantos mais morrerão?

Mas tudo bem... Tudo certo.
A copa do mundo vai ser aqui e o dinheiro dos impostos que deveriam ser direcionados (também) para a segurança pública – tanto faz se para classe A, B, C, D ou Z – será dado como isenção para construção de patrimônio para entidades particulares.

Como diz a canção: “O país ajoelhado, a morte, o sexo. A culpa e o olhar de acusação... O que é tudo isto diante da pólvora? (desta paixão que se renova?)”.



12 de ago de 2011

Sly

Em 1970 um beatle (ex beatle não existe) pediu que todos imaginassem um mundo sem fronteiras, sem divisão por cor, raça, credo e arrematava: “-It´s easy if you try.”.
Não diminuindo a importância ou a beleza poética desta iniciativa convenhamos que a utopia sonhada por Lennon pudesse estar um tanto defasada...
Enquanto sugeria que tentássemos imaginar, um outro cidadão, de nome Sly, já havia posto em prática tudo isto.
Ao menos no que dizia respeito a sua banda, servindo como mensagem para o mundo todo: “-A butcher, a banker, a drummer and then. Makes no difference what a group I´m in”.
Silvester “Sly Stone” Stewart foi um prodígio musical. Aos sete anos de idade já era tecladista e ao chegar ao colegial já tocava vários outros instrumentos, entre eles a guitarra na qual viria a se destacar em bandas de garotos.
A mais importante delas talvez tenha sido a Vyscaines, onde tocou junto com um garoto filipino chamado Frank Arelano. Eram os dois únicos membros não brancos do grupo e a reação do – minguado - público que os assistia fez com que Silvester começasse ter a idéia de um grupo multirracial e multi cultural.

Em meados dos anos 60 trabalhava como DJ em uma estação de rádio voltada para a música negra em todas as suas vertentes, do R&B ao jazz, passando por blues, soul e funk. Foi – provavelmente – o primeiro DJ a enxertar na programação negra, branquelos como os Beatles, Rolling Stones e os Animals.
Também atuou como produtor musical e foi responsável por discos dos Beau Brumels e Grace Slick, antes dela se juntasse ao Jeferson Airplane.

Mas era pouco.
Formou então sua Família Stone, com a qual já vinha sonhando desde o fim dos Vyscaines.
Junta alguns familiares – de verdade, irmãos e irmãs – recruta alguns amigos brancos e até um indígena e faz da Sly and Family Stone provavelmente o primeiro e único caso de um grupo tão diversificado nos anos 60.
Seus primeiros álbuns celebram o otimismo e alegria que tomava conta do mundo nos anos sessenta, uma esperança que os 70 trataram de enterrar com toneladas de cinismo, ironia e violência...
E assim como o mundo, a Family Stone nunca mais foi a mesma, trocando as canções de sabor pop e alegres por citações cifradas dos confrontos raciais nos EUA em funks de grooves duros e pesados.

E de tudo ficou Everyday People, uma Imagine com tons coloridos. Uma ode a tolerância e a igualdade, que dizia que éramos todos pessoas comuns: “Different Strokes for different folks”.

10 de ago de 2011

Galo

No carro, pela manhã
-Pô cara, eu tô criando um galo...
-Galo? Em apartamento?
-É... Que é que tem? O bicho é legal.
-Legal?
-É... Nem late... – e sorri.
-Cê tá brincando, né? – preocupado.
O dono do galo não responde...

Mais tarde.
-Cara, o Julio disse que você cria um galo no apê... É verdade?
-É sim... Um carijó.
-É daqueles grandes?
-Não, não... Carijó é pequeno.
-Canta?
-Não sei... Ele fica lá andando pela sala, olhando a estante.
-Olhando para a estante?
-É... Acho que quando eu não tô olhando ele até dá uma folheada em algum livro... Sabe como é, pode ser que não cante, mas provavelmente compõe...

Durante o almoço.
-Ô Jurandir! Que história é esta de galo?
-O azeite?
-Não Jurandir... O que você tá criando no seu apartamento.
-Ah... O Aristeu.
-Aristeu?
-É... O nome do carijó é Aristeu.
-Ah... E ele vem quando você chama?
-Não, não vem... Mas acho que isto é influência do gato do vizinho.
-Os dois andam juntos?
-Nunca vi, mas o gato também não vem quando o dono chama... Daí...

No fim do expediente.
-Jura, vamos tomar um chope no happy hour?
-Desculpa Lourdes, mas não vai dar não... Preciso ir para casa.
-Ah! Vamos? Eu queria tanto tomar um chope com você.
-Não posso mesmo, o Aristeu tá lá sozinho, e nem sei se ele comeu...
-Aristeu? Esta história de criar um galo no apartamento então é verdade?
-É sim...
-Interessante Jurandir... E o que ele come?
-Ah... Come os restos de comida... Hoje mesmo, deixei frango que sobrou da janta do lado do poleiro dele...

9 de ago de 2011

Nem tudo são flores quando se é heptacampeão

Não ser um multi campeão de fórmula 1 tem lá suas vantagens.
Rubens Barrichello, por exemplo, nunca passará por uma situação destas.

E se dependesse de mim, nunca mais passaria nem pela porta dos boxes da Williams F1.

8 de ago de 2011

Corrida do Milhão...

Terça feira, 2 de Agosto de 2011...
-Cara, não sei não... A gente vai se dar mal...
-Que isto? Confia! A gente compra um Civic, envenena o motor, mexe na suspensão, arranca os bancos do carro e tamo dentro... Vamos pra corrida do Milhão!
-Sei não...

Quarta Feira, 3 de Agosto.
-Comprou o Civic?
-Não... Não achei um a bom preço... Pensei num Hyundai, mas também não consegui um...
-Poxa...
-Mas não se preocupa, comprei um J5...
-J5? Que porra é esta?
-Um carro da JAC motors...
-Caraca! Mas dizem que aquilo é um lixo!
-Mas é carro, não é bolha...
-Faz sentido...

Quinta Feira, 4 de Agosto.
-Pronto, já mexi na suspensão, no motor, arranquei os bancos, que, aliás, saíram com uma facilidade medonha e quase desmancharam...
-Hum... E o peso do carro, tirou tudo que podia atrapalhar?
-Tirei os bancos...
-Ué? Só? E os revestimentos?
-Não precisou tirar. Tudo plástico vagabundo, bem leve... Mas vai fazer um barulho!

Sexta Feira, 5 de Agosto.
-Nós queríamos inscrever um carro na Corrida do Milhão...
-Como assim?
-Eu e meu amigo aqui, montamos um carro de Stock e queremos correr na Corrida do Milhão, ué?
-Mas vocês pensam que é assim, moleza? Que vem dois dias antes da prova e quer inscrever um carro?
-Não pode?
-Não, claro que não... Tá pensando que isto aqui é zona? De jeito nenhum... Aqui tem os melhores pilotos do país, a melhor organização. Até o Jacques Villeneuve veio participar este ano. Tão pensando que entra qualquer “zé mané”?
-Bom... A principio a gente pensou sim... Afinal, tem estes caras que a senhora falou e mais o Jacques Deusmelivre... Se não entrasse qualquer "zé mane" o que ele estaria fazendo lá?

Sábado, 6 de Agosto.
-Você não devia ter falado daquela forma com a menina da CBA...
-Ela provocou...
-Mas chamar o Villeneuve de “zé mane” foi demais... O cara foi campeão na Indy, ganhou a Indy500 e foi campeão de F1!
-Bom... Ganhar a Indy500 nem é tão difícil, cê viu este ano que se o rookie não batesse na ultima curva ganhava... Ser campeão na Indy também... Vou te contar, viu... E com aquele Williams que ele pilotava, qualquer “zé ruela” seria campeão... Até ele... E quer saber mais? Aposto com você, vai se classificar mal, e se não chegar na mesma posição que largou, chega ainda mais atrás.
-E se chegar à frente de onde largou?
-Aí é sinal de que pelo menos uma dezena de pilotos não completaram a prova...

Domingo, 7 de Agosto.
-Eu não falei?
-Mas ele chegou em décimo oitavo...
-Pois é... Doze não chegaram e ele só ficou na frente dos que ele já estava na largada... A gente não ia fazer feio viu...

5 de ago de 2011

Charles, o reporter do trânsito de uma cidade pequena


Boletim da manhã.
Hoje é feriado em nossa cidade - dia da padroeira - mas nem por isto o trânsito melhora. Há pontos de lentidão em duas das principais avenidas da cidade – marginal esquerda e direita do Ribeirão Tibúrcio - por conta de enormes procissões que seguem rumo à igreja matriz.
Um dos três carroceiros da cidade reclamou à esta reportagem que ficar com o cavalo parado para a passagem dos fiéis trás enormes prejuízos.
“-A gente fica parado aqui e o cavalo vai comendo tudo que tem no embornal, o capim é difícil de achar e a aveia tá muito cara. Sem contar que quando fermenta dentro do embornal e o cavalo come, fica doidão...”
O prefeito não foi encontrado para explicar porque não há planos de trânsito alternativos...

Boletim do meio dia
Agora há um congestionamento monstro na avenida principal, bem como nas marginais - esquerda e direita - do Ribeirão Tibúrcio.
No momento há uma carroça na curva do bar do Pinduca com um eixo avariado e os três ônibus da cidade estão impedidos de passar.Um dos donos da cidade com seu Honda Civic buzina loucamente tentando fazer com que o cavalo remova a carroça. Infelizmente o burro não percebeu que o problema é mais grave e não é culpa do cavalo. E nem da anta que pilotava a carroça.
Mais detalhes assim que conseguir atravessar o furdunço.

Boletim do começo da tarde
E novamente temos problemas na Curva do bar do Pinduca. O ponto tem lentidão por conta de um dos três ônibus da cidade que quebrou por ali.
Durante a tarde tivermos uma edição da parada gay da cidade e todos os três boiolas que participaram da manifestação fizeram performance na Avenida da Saudade sentido Cemitério/Centro. Um dos carros alegóricos das bibas - um Fiat Uno rosa - foi autuado por estar emitindo mais fumaça que o tolerável.Marrafinha (o nome do perobo é este mesmo) rodou a baiana e disse ao guarda que o multava que nas noites de sexta eles (os dois juntos) usam o mesmo carro fumacento na Avenida Marginal esquerda e nunca ninguém reclamou. De nada adiantou a revelação de que o guarda Jobson é frequentador do boiolódromo, a multa foi lavrada assim mesmo.

Boletim do fim de tarde
A volta pra casa do munícipe está relativamente tranquila. O trânsito é pesado, mas flui bem nas duas marginais – esquerda e direita - do Ribeirão Tibúrcio. A curva do bar do Pinduca, outro ponto de lentidão corriqueiro, também está com bom trânsito esta noite.
Durante a tarde um protesto de comerciantes parou a Avenida da Saudade sentido Centro/Cemitério. Os comerciantes queriam que os usuários de cavalo usassem sacos no fiofó dos animais para que não defequem pelo centro todo. Infelizmente os únicos usuários de cavalos – sem carroça – são da guarda municipal, que diluiu a manifestação com veemência, golpes (baixos) e a cavalo.

Boletin da noite
Esta noite o trânsito flui tranquilamente em suas principais vias.
Trânsito livre nas marginais - esquerda e direita - do Ribeirão Tibúrcio.
A Avenida da Saudade tem transito livre no sentido Cemitério/Centro, mas no inverso há uma pequena lentidão causada pelo funeral de um figurão local.
Há quem diga que ele era muito querido, porém outras más línguas dizem que quase todos os carros estão seguindo o cortejo para ter certeza de que vão mesmo enterrar o indivíduo. Curiosamente há um congestionamento de trens, mas isto não é da minha conta.Até amanha.

3 de ago de 2011

Mensagem para Jenson

Ao chegar a sua casa na terça feira após o GP da Hungria, Jenson Button - ainda radiante - liga seu computador para ler o que escreveram sobre sua vitória. Feliz, nota que os adjetivos elogiando são fartos e até onde pode perceber nos textos, muito sinceros.
Sabe que fez uma corrida muito boa e que tomou as decisões certas na hora certa e isto foi entendido prontamente pelos analistas de F1.
Havia até um site que o chamava de Rainmaster relacionando suas vitórias sob condições adversas de meteorologia.
Era maravilhoso ler tudo aquilo.

Resolveu então olhar suas paginas nas redes sociais e todas estavam coalhadas de elogios e parabenizações de pessoas de todo o mundo.
Hora de checar os e-mails e como esperava, sua caixa está lotada.

Mas uma em especial lhe chamou a atenção, nem tanto pelo remetente, Indycar Séries, mas mais pelo título: Obrigado e boa sorte.
Suspeitou, mas curioso, deixou para abrir por último.
Leu as vindas das outras equipes da F1 lhe dando os parabéns. Jenson é muito querido no meio...
Respondeu todas e finalmente se deteve diante daquela que a principio pensou sem um spam. Definitivamente não tinha boas lembranças com spans... Na ultima vez clicou em um link “enlarge your pennis” e seu micro começou a disparar vírus para todos os seus contatos. Só conseguiu resolver o problema depois que sua namorada Jéssica o ajudou.
Só não contou a ela como foi que o vírus entrou em seu PC...
Checou o endereço e a mensagem com o antivírus, como não houve problemas, abriu.
From: Indycar (indycar_series@izod.com)
Date: 08/02/2011
To: Jenson Button (
just_rainpilot@maclaren.com.gb)
Subject: Thanks and good luck

(já traduzido)
Caro Jenson.
Sentimos muito, mas esta mensagem é para lhe deixar ciente de que, desde os tempos em que nos enviou um e-mail contando que não estava satisfeito com os rumos tomados por sua equipe, na época a Honda, e que tinha em mente correr em nossa principal corrida - as 500 milhas de Indianápolis - temos o observado. Vimos com muito prazer e alegria seu título mundial de F1 e ficamos felizes ao saber que havia assinado com uma das maiores equipes da categoria. Mas achamos por bem responder agora e dizer que não poderíamos ter você em nossa companhia.
Como sabe, a Indy500 é corrida em oval. Logo, quando chove não há corrida o que anulam todas as suas chances de ganhar a prova...
E para ter só mais um piloto, por mais campeão que seja, correndo no meio do pelotão com pista seca, ficamos com os “braço duro” que já temos por lá.
Obrigado e boa sorte...

2 de ago de 2011

Ava(ca)liações húngaras (lá não tem nada)

Procurei algo bom sobre a Hungria para por aqui, mas só achei paisagem...

É impressão minha ou o troféu do Button é feito de palito de dentes? E o do Alonso era ainda pior, era de palitos de dentes usados, já que eram pretos... Viu?

Mecânico: -Vai lá, só tem um pouquinho mais da metade da prova pra você liderar. Aguenta?
Schumacher: -Eu ou o carro?

Fiscal: -Que dia heim Hamilton?
Lewis: -Dificil é aguentar a gritaria de que Button é cerebral...

Moderno processo de fritura de pilotos que não correspondem a fama...

Olha ai o motivo de ter pego fogo no carro: Lada.

Igualzinho o Leonardo di Caprio em Titanic, com um monte de agua embairo e gritando: "-I´m the king of the world!"

Fiscal de pista: -Schumy, o que aconteceu com o carro?
Schumacher: -Não aguentou a emoção de liderar uma corrida...

Olha quem está lá atrás...

O guarda chuva só fechou por que as meninas eram muito novas, se a Hebe ou a Ana Maria Braga estivesse ali ele estva bem aberto...

Precisa mesmo de legenda?