30 de nov de 2011

De volta ao samba: Kimi Raikkonen

Pensou que eu não vinha mais, pensou
Cansou de esperar por mim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim

E fomos driblados.
Nem dinheiro do Catar, nem projeto de marketing ligado a seu nome e nem cota de ações para se tornar dono da Williams. Kimi Raikkonen foi pra onde menos se esperava: a Renault que vai ser Lotus.
Que seja bem vindo e que sua volta seja boa para ele, para a categoria e por consequência: para nós.
Particularmente achava difícil este desfecho, afinal a Renault que vai ser Lotus neste final de ano chegou a ter dois pilotos pagantes chegando a demitir Heidfeld com a justificativa (furada) de baixo rendimento para embolsar a grana de Bruno Senna.
Não que Bruno não tenha talento para estar no cockpit, ou mesmo Petrov, que se não é bestial, besta também não é.

Agora sobra uma vaga e há pelo menos quatro postulantes:
Kubica, que nunca foi descartado.Petrov, que ainda conta com a grana russa.
Bruno Senna que pode contar com o apoio de Eike Batista.E Roman Grosjean, que conta com a simpatia de Eric Boulier e provavelmente uma grana francesa.
Isto sem contar Rubens, que a meu ver não teve a porta fechada totalmente. Só um pouquinho... Afinal, depois da surpresa da assinatura de Kimi, quem garante que não haja mais uma?

Os possíveis cenários para o futuro companheiro de equipe do Vodka Ice Man seriam:
Bruno Senna: Se o cachaceiro vier motivado é um problema... Mas se for o mesmo que deixou a F1 com um contrato rasgado beleza. Afinal, assim até o Massa deu um coro nele.

Robert Kubica: Briga boa dependendo claro de três fatores: Kubica estar inteiro, Raikkonen estar motivado e, o mais importante, o carro prestar porque por mais que os dois sejam bons, quem é que liga para uma briga de gigantes no fim do grid?

Roman Grosjean: Talvez o menos interessante. Da vez que o piloto “samba do criolo doido” (nasceu num pais, naturalizou por outro, pilota por um terceiro e tem o cabelo do bozo do inferno) esteve na F1 não fez nada de bom e nem deixou saudades. Tenho a impressão que mesmo sem motivação Kimi daria um show nele. Até bêbado...

Vitaly Petrov: Briga boa dentro e fora das pistas. Não que eu ache que o talento dos dois seja equivalente. Mas veja bem... Um motivado (o russo) pilota o mesmo que o outro (o finlandês) de saco cheio... Já fora das pistas ia ser legal ver um carro com adesivos da vodka Finlândia e o outro ostentando uma marca qualquer de vodka russa.
Só iria faltar o etanol brasileiro no tanque do carro para configurar o primeiro time totalmente etílico da F1.

Já Rubens Barrichello, se por um milagre divino ficar com a vaga lá não soma e nem subtrai nada. Mas que enche o nosso prato para piadas de um velho e um bebum no mesmo time, ah enche...



27 de nov de 2011

GP do Brasil 2011: Tão chato quanto o vencedor

O Grande Prêmio do Brasil chegou ao fim de forma totalmente diferente do que ocorreu em todo o restante do campeonato. Uma vitória foi de Webber!
O que não tinha acontecido em nenhuma outra etapa durante o ano.
De certa forma traduz o que foi a corrida: tão desinteressante quanto o piloto que a venceu.
Nem a briga pelo vice – que ficou merecidamente com Button, como também seria justo se ficasse com Alonso – deu molho ao GP.
Pensando bem, como disseram de formas e épocas diferentes Nelson e Ayrton: “-Vice é apenas o primeiro entre os últimos”.

E por falar em Piquet, foram dele os dois melhores momentos de todo o fim de semana de GP.
Quando em resposta a uma pergunta sobre como se preparou para a corrida que lhe deu o primeiro titulo disse: -Fui até o Reutemann e falei: “-Ô seu argentino viado! Eu vou ganhar esta corrida!”

E quando deu voltas no traçado pilotando a Brabhan que usou naquela corrida empunhando uma bandeira do Vasco.
Qualquer um que afronta os corinthianos desta forma merece nosso respeito. Quanto mais Nelson Piquet.

Mas é possível ter uma medida da monotonia da prova pela torcida da narração oficial pela chuva. Era maior do que a expectativa sobre as possíveis brigas que pudessem ocorrer.
Tão chata que nem o encontro – por duas vezes – na pista entre Massa e Hamilton resultou em algo interessante.
Para piorar a maclata ainda deixou Hamilton a pé depois de quebrar o câmbio.
Câmbio, aliás, que foi a estrela da corrida deixando em suspense se Vettel tinha mesmo problemas no seu desde o inicio da prova e por isto foi ultrapassado pelo canguru anêmico ou se era apenas um (mal) disfarçado jogo de equipe;

Três perguntas e uma constatação sobre Vettel e a Red Bull.
Primeira: Se tinha mesmo um problema de câmbio, como conseguiu ainda - no meio da prova e com tanque relativamente cheio - fazer a volta mais rápida?
Segunda: É tão bom assim o carro da Red Bull que nem com problemas de câmbio as outras conseguem se aproximar?
E a constatação: Se foi jogo de equipe veio muito tarde e não adiantou nada. O que também faz pensar que nem ajudado Webber faria algo de bom este ano.

E com esta corrida quase melancólica – só não foi totalmente por que o traçado de Interlagos é realmente um show – termina a temporada na pista.
Nos bastidores ainda faltam algumas definições de vaga que podem ou não ocorrer até o fim de dezembro. Para quem gosta de corridas isto é muito pouco. Quase nada.
O campeonato chegou ao fim como começou: domínio total da Red Bull em relação a seus concorrentes.
No mais apenas a certeza de que Vettel é o próprio Kid Cavaquinho da canção de João Bosco e Aldir Blanc. Aquele que só apanha quando não está com seu instrumento.
Foram poucas as corridas onde realmente foi ameaçado e só perdeu corridas por pequenos erros, seja dele ou da equipe. E contando também o estranho furo do pneu em Abumdabe.
“-Veneno é com meu cavaquinho, pois se eu tô com ele encaro todo mundo...”.



25 de nov de 2011

GP do Brasil: O torcedor que não gostava de F1 e ainda assim foi ao autódromo


Durante o GP de Mônaco me instalei em uma padaria para registrar as reações dos tais torcedores que apenas vêem pedaços da corrida lá dentro. Os famosos “torcedores de padaria”, aqueles que só viam corridas quando Senna era vivo.

Desta vez, quis conversar com alguém que mesmo não sendo fã já tivesse ido alguma vez a uma corrida.
Luis Carlos é esta pessoa. Nunca acompanhou a F1 ou o automobilismo. E nem passou a acompanhar depois.
Em 2010 ganhou ingressos de uma revendedora de pneus e resolveu se aventurar pelo maravilhoso mundo dos roncos de motor.
Quis saber dele o que sentiu. As coisas pelas quais passou naqueles dias e ele muito solícito, atendeu. Começou contando que saiu de casa no sábado pela manhã para acompanhar o treino de classificação só que começaria as 14.
“-Autódromo é longe de tudo...”.
Saltou do ônibus à porta do autódromo chovia muito e então resolveu que era melhor comprar uma capa já que assistir o que quer que fosse segurando um guarda chuva não era o melhor dos cenários, aliás, nem guarda chuva tinha trazido.
Um ambulante resolveu o problema.
Vendeu-lhe por quinze reais uma capa que em dias normais custaria cinco.
“-Coisa boa chefe, pode levar sem susto, está até lacrada ó...”.
Nem quis conferir, confiou no camelô.

Na porta do autódromo comprou um par de protetores auriculares, não porque soubesse que era necessário, mas por recomendação.
Também por recomendação – maldosa, diga-se – ficou um tempo sem os protetores para “se ambientar”.
“A dor de cabeça proveniente me acompanhou por alguns dias...” – disse.

Quando chegou ao setor G, composto de arquibancadas tubulares a chuva começava a cair caia com força, o que prejudicaria o andamento do treino.
Naquele dia a classificação durou mais de duas horas.
Tempo então de tirar da embalagem a capa de chuva e ter a desagradável surpresa de encontrar uma peça de tamanho infantil, cor-de-rosa e com uma estampa da Moranguinho às costas.
-Ainda assim achei melhor usar que ficar ensopado. – ponderou ainda que com uma capa infantil e nada fosse a mesma coisa. Ficou ensopado.

Contou que vibrou muito com a pole da Williams, que pensou sinceramente ser de Rubens Barrichello.
Quando foi avisado que aquele era o carro de Nico Hulkemberg, o companheiro de equipe do brasileiro ficou com um pouco de vergonha que só passou quando percebeu que ninguém ali esperava que Rubens fizesse algo de bom mesmo.

Quando lhe perguntei do que mais se lembrava além do que havia contado pensou um pouco e disse que havia ficado curioso para saber quem era um tal Rosberg.
Intrigado, perguntei por que e ele respondeu.
-É que ficavam se referindo a mim como: “o fã do Nico Rosberg”.
-Acho que era por conta da capa de chuva... – eu disse.
-Tá, mas o que tem a ver? – insistiu.
Achei melhor não explicar.
Em tempo: ele não foi assistir a corrida no domingo...

As fotos que ilustram este post me foram gentilmente cedias por Fábio Campos, que as fez durante os treinos classificatórios do GP do Brasil de 2008.

24 de nov de 2011

O tempo passa: 20 anos sem Freddie Mercury

Em 1971 o Smile uma banda obscura do cenário britânico assinava um contrato para a gravação de alguns compactos..
Ao todo foram seis e apesar de algumas das canções – se bem polidas e trabalhadas - figurassem como possíveis hits, a empreitada foi um retumbante fracasso.
Tim Staffel, o cantor, achou que aquilo já estava de bom tamanho e pulou fora do grupo retornando a sua vida acadêmica na Earling School of Art, deixando seus colegas na mão.
Então um jovem estudante de arte chamado Frederick Bulsara viu ali a chance de conseguir algo que já vinha planejando há algum tempo: cantar profissionalmente.
Já tinha cantado em bandas de colégio, mas até ai... -Porque vocês estão perdendo seu tempo com estas coisas? – perguntou Frederick a um jovem muito parecido com Rod Stewart e que era baterista do Smile: Roger Taylor.
-Vocês precisam trabalhar em mais material original e não nestas cópias de coisas de sucesso. – continuou - Deviam fazer um material mais original, ser mais expansivos!
O jovem baterista sósia de Rod Stewat ouviu com atenção e forte tendência a dar razão àquele rapaz.
-É o que eu faria se fosse o vocalista de sua banda. – finalizou Frederick.
Foi o que bastou, estava aceito na banda que também contava com Brian May, o guitarrista.

Já nos primeiros ensaios Frederick apareceu com um novo nome para o grupo
-É apenas um nome, claro que é bem forte, mas tem um som esplendido!
Óbvio que não era apenas um nome. Estava carregado de significados e silogismos que só com o passar dos anos poderiam ser entendidos em sua forma completa, mas até ai...
Um tempo depois um jovem estudante de eletrônica também entraria para o grupo: John Deacon.

Nascia o Queen e o resto é história.
E para quem pensa que ela acaba com o desaparecimento de Freddie Mercury - como Frederick Bulsara passou a ser conhecido - em 24 de novembro de 1991, ledo engano.
Morria o homem, nascia a lenda.



23 de nov de 2011

Sinal dos tempos...

Um dia tivemos estes, e nunca fomos tão felizes...
Da esquerda para a direita: Senna, Prost, Mansell e Piquet (como se precisassem de legenda)
Era a F1 dos Gênios!

Ano que vem provavelmente teremos estes...
Da esquerda para a direita: De La Rosa, Schumacher, Webber e Barrichello
Está criada a F1 Geriátrica.


publicado originalmente no site PódiumGP

22 de nov de 2011

Aventura Selvagem - versão F1

Narrador: -O Aventura Selvagem de hoje vai mostrar um mundo repleto de surpresas e bichos exóticos.
Richard Rasmussen leva você para conhecer o estranho mundo da F1.



Richard Rasmussen: -Você pensa que só porque a maioria dos autódromos fica dentro de cidades grandes ou próximos a elas não tem bichos exóticos? Engano seu... Hoje vamos conhecer alguns bem estranhos e para isto vamos adentrar o habitat natural desta espécie: os boxes de Interlagos. Vamos lá?

Narrador: -A primeira parada do nosso aventureiro são os boxes da Sauber (suspense).

RR (sussurrando): -Aqui é a toca de uns caras muito, mas muito estranhos e também muito simpáticos. Lembra do ornitorrinco? Aquele bicho australiano com cauda de castor, bico de pato, peludo, aquático, mamífero e que põe ovos? Pois é... A Sauber é o ornitorrinco da F1: é suíça, usa motores italianos, tem um piloto mexicano e outro japonês, só falta por ovos...
Um dos hábitos deste bicho é esbarrar nos outros...Vira e mexe estão lá o japonês e o mexicano esbarrando em alguém. É tão estranho que se acasala uma vez por ano e sempre escolhe outro bicho de outra espécie. Neste ano a parte mexicana tentou acasalar com um animal alemão...

Narrador: -Nosso aventureiro agora se depara com algo que gosta muito: bichos preguiça.

RR: -Olha só... Ali no fundo dos boxes... Que bicho maravilhoso! Dos animais deste eco sistema é o mais fácil de se observar: as Hispanias são um tipo de bicho preguiça da F1.
Ele não come folha e nem fica grudado em arvore, mas é leeeeeento. Uma curiosidade sobre este bicho é que ele pode ser chamado por outro nome também: Marussia Virgin. Outra curiosidade é que ele não tem predadores. Nenhum outro bicho corre atrás deles. Geralmente somem na frente...

Narrador: -Momento de tensão! Richard encontra um bicho muito perigoso: a Lotus Renault.

RR: -Deste bicho é melhor manter uma distancia respeitosa... Não é que ele ataque, não... Ele só se defende, mas como se defende! Veja só: os indivíduos desta espécie atacaram a conta bancaria alheia e não soltam até ficarem vazias. Ai vão a procura de outro. Eu vou ficar longe... Não quero ser o próximo a perder a carteira pra eles.

Narrador: -O nosso aventureiro agora tem um momento de ternura.

RR: -Olha só o que eu achei, olha só que dó! Anos de maus tratos deixaram este bicho assim, todo machucado, mal representado, quase em extinção... E olha que já foi um dos principais animais deste eco sistema... Os governos deveriam se unir para criar uma lei que salvasse esta Williams de desaparecer. Se bem que a espécie poderia se ajudar também... Como? Eliminando os mais velhos, os fracos. Como qualquer outra espécie faz. Melhora? Não sei, mas que ajuda isto ajuda... Por enquanto só descobrimos que o alimento deste bicho vem quase que exclusivamente da Venezuela, mas parece que logo, logo o Catar também vai fornecer... Tem que esperar. Mas que dá dó...

Narrador: -E Richard encontra também exemplares isolados.

RR:- Olha aquele ali... Bicho cheio de marra. Ouve só o canto dele: “-soy fódon, soy fódon...”. É um individuo da classe “fódon de la Astúrias” que graças a Deus, só tem este exemplar. Mais ali na frente tem bicho que é até bem comum. Mais do que a gente imagina. É prateado, carrega uma estrela de três pontas, quase sempre está em companhia de um individuo mais velho e experiente... Só não dá pra saber se é macho ou fêmea.
Já este aqui é um bicho que a maioria das pessoas julga muito mal... Ele é agressivo sim, mas só quando está com fome. Já o vimos acertando indivíduos da espécie Williams, mas foi uma vez só... Ele ataca mesmo são os indivíduos mais fracos da espécie Ferrari. Ai é sem dó...

Narrador: -E vamos ficando por aqui semana que vem voltamos em outro lugar com outros bichos...

21 de nov de 2011

Kimi Raikkonen: solucionática ou problemática?

Quando deixou a F1 com um contrato rasgado e muita grana no bolso, Kimi Raikkonen era tido como desinteressado.
A voz corrente era de que estava de saco cheio da falta de senso de humor da categoria e da vigilância sobre sua vida.
Em miúdos: queria beber em paz e pilotar em uma categoria divertida onde a sua visibilidade fosse menor.
O rally foi uma sábia escolha. De repente, voltou àquela vontade de guiar um F1 que pode ser entendida de diversas maneiras e entre elas a volta aos holofotes ou uma sensível queda na conta bancária.
Passou a ser visto como solução para alguns times.

Entre eles a Williams, para qual torço.
Tio Frank, Toto Wolf, Patrick Head e até Adan Parr parecem enxergar no finlandês a solução para o fim dos anos de seca.
Não sozinho, claro, mas com um pacote aonde viriam juntos alguns (muitos) petro-dólares do Catar. Aparentemente estando ligadas uma coisa a outra.
Claro que junto aos motores Renault seria um avanço enorme!
Principalmente se pensarmos que atualmente temos os motores de cortador de grama da Cosworth, a grana do povo venezuelano (que pode até ser tirada se o congresso de lá quiser) e um tiozinho cujo tempo já passou e está fazendo hora extra na categoria.
Só que não é bem o que parece ser...
Kimi não trás dinheiro para a equipe, mas leva.
Esta história de que seu nome daria mais visibilidade ao time e por isto atrairia mais patrocinador é apenas meia verdade.
Se o carro não for bom, pode por qualquer um lá que não vai dar certo. Ninguém vai por muita grana em um carro que anda perto das Hispanias, Marussias e Catherhans...
Ciente disto, o próprio piloto fez lá suas exigências: quer uma porcentagem do time. Quer ser dono também.
Até onde Tio Frank, Toto e Head estariam dispostos a ceder neste quesito para ter o cara em seu cockpit?

Outra que andou divulgando que conversa com Kimi para supostamente substituir Robert Kubica é a Renault.
Só que ano que vem o time que se chamará Lotus Renault GP não terá o apoio oficial da Renault. Ou seja, ainda menos grana nos cofres...
Como é um time que mantém no cast pilotos pagantes para equilibrar o orçamento (neste fim de temporada os dois são) começam as contradições.
Ao que parece ano que vem Romain Grosjean, o Visconde Sabugosa do inferno, guiará um dos carros.E se o arremedo do capeta - que não é pagante - vem, quem é que vai ajudar pagar a conta?
Uma coisa é certa: Kimi é que não paga.
Como disse lá em cima, ele recebe. E não é pouco...

E ai? Kimi é a solucionática ou a problemática?
A bola está com vocês.

19 de nov de 2011

Palavras duras em voz de veludo: What´s going on

Quando Marvin Gaye entrou no escritório de seu patrão – e sogro – Berry Gordy para pedir que sua “What´s going on” fosse lançada em compacto ouviu um sonoro “não” como resposta.
Berry, dono da gravadora Motown, argumentava que a canção não tinha apelo comercial:
“-Aqui se faz disco pra vender, não pra ser obra de arte...”.

Revoltado com a decisão, Marvin lançou o ultimato: “-Ou é assim ou não gravo mais uma canção sequer nesta casa.”.
Berry podia ser tudo, mas não era burro.
Marvin não só era um cantor e compositor de sucesso como também um produtor antenado com o gosto popular e responsável por vários discos de sucesso lançados pela Motown.
Cedeu .
E “What´s going on” vendeu tão bem que o contrariado sogro/patrão, animadão, pediu um álbum com canções similares.

Marvin já tinha algumas prontas, entre elas “God is love”, “Sad Tomorrows” e uma versão do que viria a ser “Fly high (in the friendly sky").
Criou mais clássicos instantâneos -“Mercy mercy Me”. "Save the children" e “Inner city blues (make me wanna holler”) – estruturou o álbum para que todas as faixas tivessem o mesmo direcionamento fortemente marcado pelas preocupações sociais, espirituais e pioneiramente ecológicas. Embaladas por uma elegante mistura de funk, soul e jazz.


Resultado: o álbum What´s going on é considerado um dos mais importantes da música norte americana e provavelmente o mais conhecido do artista.

Este sucesso garantiu a Marvin Gaye o total controle de criação e produção de seus trabalhos futuros e abriu os mesmos precedentes à outros artistas contratados pela Motown, o que possibilitou o surgimento de outro monstro da musica: Stevie Wonder.

E para os que à época ficaram pensando que Marvin Gaye se tornaria apenas um compositor canções engajadas, ainda que suingadas, uma ouvida na faixa título do disco seguinte, Let´s get it on, colocaria a teoria por terra, mas isto é assunto para outra crônica.

18 de nov de 2011

Austin? New Jersey? Eu penso assim... E você?

Os EUA sempre se lixaram para a F1.
Automobilismo lá é Nascar. Uma categoria de táxis dirigida por ídolos gordinhos locais, refugos de outras categorias e o Jaques Deusmelivre.
Como se vê: nada de mais...
Também tem a F - Indy, que convenhamos é uma grande idéia: carros de fórmula em ovais atingindo velocidades exorbitantes e também em pistas mistas.
O grande problema são os pilotos, que quando são bons em ovais, são uns manés em misto. E vice versa.

Indianápolis saiu do calendário mais por achar a taxa de Ecclestone abusiva do que pelos problemas com pneus.
A grosso modo foi como se dissessem: “O Ralf que se f... no muro, mas pagar tudo isto pra ver uma corrida dentro de uma das pistas mais sem graça do mundo – o misto de Indianápolis - é demais!”.
E nunca mais a F1 correu por lá.

Então do nada, ou da sanha ecclestoniana de levar a F1 a todos os povos (desde que estes paguem em – muitas - moedas fortes) aparece a chance de uma etapa do campeonato voltar a ser disputada nos EUA, mais precisamente em Austin, Texas, lar dos mais característicos estadunidenses que existem: os red necks.
Os mesmos que não estão nem ai para as “frescuras européias” incluindo a F1.


É sabido e notório que Bernie e sua FOM pouco se importam se os autódromos estarão cheios ou não, desde que recebam sua parte no acordo.
Mas para que os organizadores paguem é preciso que o empreendimento dê lucro, ou, como em outros lugares do mundo, receba incentivo governamental. O que convenhamos, não é lá muito ético...
Os texanos entenderam isto, e tiveram a idéia de também por para correr em sua nova – e até certo ponto desnecessária - pista sua tão amada Nascar, Motogp ou mesmo uma etapa da V8 Supercars australiana.
O que desagrada Ecclestone, que não é muito chegado a comparações entre sua categoria e outras. Ainda mais na mesma pista, então é claro: vetou.
E não obstante, logo em seguida surge do nada outra corrida em terras yankes e em uma cidade que tem tanta importância quanto Osasco ou Guarulhos em relação a São Paulo: New Jersey.

Para um país que não tinha uma só corrida de F1 por lá e parecia não se importar nem um pouco, em menos de dois anos já ter duas datas é no mínimo curioso. Para não dizer estranho.
Em minha visão particular, que o leitor pode ou não achar deturpada, sem noção e ou sem fundamento, esta corrida de rua em New Jersey é apenas uma forma de pressionar o pessoal do Texas em relação tanto a ceder a pista para outras categorias quanto para acelerar e garantir o pagamento de suas taxas.


Sob pena de não haver corrida lá e tudo o que já foi investido ser perdido.
E convenhamos: perder dinheiro não é coisa nem de americano, muito menos de Bernie e sua FOM.

17 de nov de 2011

GP do Brasil: o troféu

O Brasil enquanto organizador de corridas de F1 vem levando ligeira vantagem sobre outros países. Ao menos no que tange aos troféus entregues aos vencedores.
Não raro, são apresentadas taças aos vencedores que passam longe da mesmice e dos troféus que lembram brindes de banco. Depois de oferecer taças feitas com polímeros especiais obtidos a partir de reciclagem e desenhadas por ninguém menos que Oscar Niemeyer agora outro ótimo artista plástico assina a peça: Paulo Solariz.

Solariz é o primeiro artista plástico brasileiro a trabalhar profissionalmente com o tema automobilismo.
A sensação de velocidade ao se deparar com uma de seus trabalhos é enorme ao ponto de fazer com que a pessoa quase possa sentir o vento no rosto.
Já retratou Jim Clark, Emerson, Senna, Piquet, Rubens Barrichello, Felipe Massa e até Michael Schumacher, entre outros que podem ser vistas no site: http://www.paulosolariz.com.br/

Os troféus deste ano levarão incrustados em cada uma das quatro taças – para os três primeiros e para a equipe vencedora - um pedaço de rocha retirada do Pré-sal, a maior e mais importante descoberta da Petrobrás, patrocinadora do GP brasileiro.
Estima-se que as rochas tenham pelo menos 120 milhões de anos e estavam a uma profundidade de cerca de cinco mil metros. “-Quando fiquei sabendo que o troféu levaria essas rochas do pré-sal, o projeto tomou um outro vulto em termos de importância", - disse o artista.

Se for verdade que piloto não compra obras de arte e sim as conquista nas pistas, então as brasileiras devem estar entre as mais bonitas e valiosas.


Matéria publicada originalmente no site PódiumGP

15 de nov de 2011

Ava(ca)liações abumdabenses que já foi avacalhada por si só

Pois é... Lá se foi a etapa abumdabense de F1 e no mesmo dia "pacificaram" a Rocinha...
Fica aqui uma sugestão ao (des)governo do RJ: Mandem uma UPP para Abumdabe, todo ano a corrida lá é uma droga...
Vamos às fotos...

Aponte o bobo!


Engenheiro: -Vai agradecer a quem Lewis?
Hamilton: -Aquele cara alí... Foi ele quem furou o pneu do Vettel pra mim...
Engenheiro: -Justo! Crédito a quem merece.


Os maiores desgostos que a Williams F1 me deu.


O maior vencedor dos GPS de Abumdabe. Ninguém ganha mais que ele....


Vettel realizando o sonho de muita criança brasileira: ficar junto com Patati e Patatá.


No cantinho da foto o cara que furou o pneu de Vettel a mando de Hamilton. FBI nele!

13 de nov de 2011

GP de Abumdabe 2011 - Era melhor ter ido ver o filme do Pelé

Ainda que Bernie Ecclestone queira atingir novos públicos, levar o circo a outras fronteiras e com isto encher a burra de grana seria preciso que entendesse que: para que os novos públicos em novas fronteiras só vão se fidelizar ao esporte F1 se ver bons espetáculos na pista e não em seu entorno.
Pistas no deserto (Bahrein), corridas a noite (Singapura), em paisagens deslumbrantes (Valência) perdem seu encanto com a mesma rapidez com que os bólidos contornam a Eau Rouge.
É muito bonito ver acontecer pela primeira vez e até se mantém o interesse pela segunda, mas já a partir da terceira, com a monotonia reinante no âmbito da disputa, ou melhor, nenhuma disputa na pista causando monotonia afasta os telespectadores não aficionados.
E até alguns dos “viciados” em F1 acabam optando por não assistir a prova ao vivo e ficar sabendo dos resultados depois.
O mesmo se pode dizer da busca por mercados superpopulosos e emergentes como a China e a Índia, os dois maiores respectivamente.
A China já viu minguar os espectadores “in loco” e a Índia, apesar da euforia com o primeiro GP, equipe com as cores nacionais e dois pilotos (péssimos) no grid também não tarda a causar desencanto.
Afinal, suas pistas não têm mais atrativos que as outras citadas e não vão além de boas seções de classificação, fazendo de suas corridas verdadeiras procissões.

Assim é em Abumdabe, talvez o maior ícone desta sanha de Ecclestone.
A pista é como um travesti: de longe é até bonito, engana, mas...
A melhor coisa nesta corrida – sem exceção – são as luzes que iluminam o grande hotel em forma de prestobarba. De resto...

Neste ano apenas duas passagens são dignas de citação.
O inexplicável furo no pneu de Sebastian Vettel nas primeiras curvas após a largada e as duas punições por ignorar a bandeira azul impostas a Pastor Maldonado.
Como bônus, o próprio Maldonado errando a saída dos boxes – que é em um túnel, ano que vem vai ter elevador – e Lewis Hamilton que ganhou a corrida mandando o dedo do meio para Rubens Barrichello em certa parte da prova. Muito pouco para tanta grana envolvida no evento. Desde a construção e iluminação da pista até a taxa cobrada pela FOM para realização da corrida.
Como diria o Chaves do 8: “-Era melhor ter ido ver o filme do Pelé...”

10 de nov de 2011

Aposentadoria

Ia se aproximando do prédio onde trabalha e pensando: “-Vou fingir espanto!”
A cada passo, ia se lembrando das coisas que fez, das presepadas que aprontou com o povo da repartição e se forçava a conter o riso, afinal, não fica bem entrar em uma festa surpresa gargalhando... “-Melhor mesmo é fingir que não sabia de nada.” - pensa mais uma vez.
Também lhe passa pela cabeça que todos sabem que ele sabe. Afinal, são mais de trinta anos de repartição e quantos ele não viu se aposentar neste período? E com todos foi a mesma coisa: festa surpresa, homenagem , bombons, arranjo de flores abraço... Tudo absolutamente igual! Desde a floricultura de onde vem o arranjo até a bomboniere... Até as piadas são as mesmas.
Até os casos engraçados, afinal, todos estavam juntos quando cada um aconteceu.
“-Mesmo assim vou fingir espanto...” – decide.

Entra no prédio e cumprimenta o ascensorista. O mesmo há muito tempo e que certa vez reclamou de ter sido chamado de “anacrônico”.
“-Pô doutor... Eu nem sei o que é isto ai... Mas com este jeitão de xingamento, coisa boa não é...” disse Jordão, o piloto do elevador.
E não era mesmo. Pensava que em pleno século vinte e um, com a modernidade atropelando pessoas a rodo, um cara dentro de um elevador apenas para apertar um botão e dizer: “sobe” ou “desce” juntamente com um “cuidado com o degrau” era coisa do passado.
“-Será que ele guarda mágoa?” – pensou .
Desceu no seu andar de trabalho com sérias duvidas sobre o sorriso do Jordão: “-Ou não guardou mágoa e é um grande profissional, ou é um enorme de um filhadaputa”!

No corredor, ao passar pela mesa com as garrafas de café e chá lembrou das vezes ficou ali matando o tempo, conversando com todo mundo que aparecesse e segurando um copinho descartável sempre cheio.
Não tomava o café da repartição. “-Isto é uma tinta miserável. Deve fazer mal até pra alma.”
Mas ainda assim elogiava a tia copeira.

Ao entrar na sala onde trabalhava não viu um só dos companheiros. Ninguém havia chegado ainda. Atrasariam no seu ultimo dia de expediente?
“-Porque não? Sempre me atrasei...”.
Lembrou da vez em que ficou dez dias fora em pleno janeiro e quando voltou inventou uma desculpa esfarrapada sobre uma inundação em sua cidade que lhe fez perder todos os móveis de sua casa.
Comovidos, todos os funcionários da repartição engendraram uma vaquinha e – em uma loja de moveis de preço popular – lhe compraram todo o básico de uma casa inteira.
Comovido aceitou o presente, chorou abraçado a todos.
Só nunca contou que em sua cidade não tem nem rio.
“-Será que eles desconfiam?”

Aos poucos os colegas de trabalho chegam e é quase tudo da mesma forma de sempre.
As risadas, os “causos”, os bombons, a festa de despedida enfim... Só sentiu falta do arranjo de flores. “-Quiseram mudar alguma coisa, que seja....”
Ao fim do expediente, limpou suas gavetas, deu uma ultima olhada para sua mesa e se foi.
Ao chegar em casa, se depara em sua varanda com uma enorme coroa de flores daquelas que se coloca em jazigos: “Descanse em paz!”
Parece que não desconfiam não... Eles têm certeza.

8 de nov de 2011

Tirando o pó da musica

-Cê nunca tira o pó destes discos velhos?
-Ó o respeito moleque... Não são discos velhos. São vinis antigos.
-E qual a diferença?
-Toda... Disco velho é aquilo que seu avô guarda na casa dele... Zilo e Zalo; Milionário e José Rico...
-É... Aquilo é velho mesmo... Tudo arranhado, todos ruins, alguns quebrados...
-É... Olha ai os meus... Todos conservados. Quase novinhos...

-Pai... Quem é esta mulher feia aqui?
-Mulher? Deixa eu ver... Ah! É o David Bowie na fase gliter dele...-Fase gliter? Aquele bagulho brilhante que as meninas põem nos tênis, nas roupas?
-É mais ou menos isto... É uma fase do rock onde os artistas abusavam do brilho, das plumas, da androginia...
-Abusavam da viadagem?

Tosse...

-E o que ele tocava que eu conheço?
-Bem... Eu não sei qual o seu conhecimento sobre rock, mas acho que você deve conhecer ao menos “Heroes” ou “Starman”.
-Não... Nem uma nem outra.
-Pô! “Starman” até tem uma cover com o Nenhum de Nós...
-Quem?
-Esquece...

-E este aqui pai? Quem é?
-Lou Reed... Este ai é o ultimo disco bom dele... New York.
-Posso por pra ouvir?
-Claro...
Começa a tocar a primeira musica... Romeo and Juliet.
-O som é legalzinho... A letra também é boa...
Da segunda musica para frente...
-Ué... É sempre a mesma canção?
-Não...
-Mas se parece.
-Sim...
-Tem coisas mais antigas dele?
-Tem sim... Olha este ai do teu lado... Transformer.
-Hum... Perfect Day?
-É... Ouve ai...
-Bonita... Mas...Vixe! Que mulher feia... Aqui na contra capa.-Não é mulher...
-Pqp pai... Só tinha boiola no rock?
-Esquece...

-Ah.. Este aqui é macho...
-Não filho... Esta ai é a Patti Smith... -Ah vá! Isto aqui é mulher?
-Tecnicamente...
-Hahahaha... Agora entendi porque o rock é uma musica de transgressão...
-Mas pai... Diz um ai que não é gay e ainda tem umas musicas legais? Tipo... Com conteúdo?
-Filho, aprende uma coisa... Boa musica não tem sexo. O cara pode ser hetero, homo, pam... Qualquer coisa... Musica fica sempre acima disto. Musica é dialogo de almas...
-Pô pai, bonito isto ai... Posso te mostrar um som que eu curto?
-Pode. Claro!

Pega um pendrive, espeta na porta usb de um laptop e escolhe um arquivo de vídeo.
-Que isto ai filho?
-Lady Gaga...
-Porra filho... Tira isto daí, depois é no rock que rola viadagem... Isto ai é um travecão imitando a Madona... E se a original, que é a Dercy Gonçalves americana – é um lixo... Imagina um travesti imitando...
-Mas pai... E o negócio da musica que é dialogo da alma...
-Nem... Isto ai é coisa de alma surda e muda...

7 de nov de 2011

Esquerda que emburrece - ou - Burrice que esquerdiza




Olha só que vida dura!
Os caras nascem nas melhores maternidades, são criados a leite NaM e danoninho, tem uma infância sossegada em passeios ao litoral, sitio, fazenda ou exterior, na casa da vovó e o cacete...

Vão crescendo e passando pelas melhores creches, pré-escolas, colégios e cursinhos preparatórios, todos particulares e bem caros...
Tudo regado com uma alimentação balanceada, nenhum stress e nem a necessidade de dividir o tempo dos estudos com coisas menores, tipo trabalhar para ajudar em casa ou mesmo se manter.
Daí conseguir vaga em uma das mais respeitadas universidades do país deixa de ser uma conquista para ser uma obrigação.

Obrigação cumprida, e o sujeito aproveitam o privilégio?
Não... Resolve virar um “militante de esquerda” preocupado com a “truculência” da polícia militar que encontrou dentro campus, uns sujeitinhos fumando maconha.A alegação?
Universidade não é rua, é escola, logo não se pode abordar dentro de escolas.
Consumir maconha pode?

Então, alguns esclarecidos e muito corajosos – todos com as cabeças devidamente cobertas pra não serem identificados pelo papai – invadem a reitoria da universidade e decidem que vão ficar lá até a PM, que só esta lá a pedido dos próprios após a morte de um aluno no campus, for embora. Não bastasse o motivo tosco para se rebelar, ainda portam cartazes com os dizeres: “PM não é trabalhador, é o braço armado da repressão!” ou ainda “Pelo fim da exploração do povo negro nos morros”.
Como se algum filhinho de papai daqueles soubesse o que é a vida em um morro.
Aliás, isto me faz pensar que ninguém se imbeciliza sozinho.
Ainda mais em um grau tão elevado de imbecilidade quanto estes “seres pensantes” conseguiram alcançar.
Deve ter muito professor “de esquerda” fazendo a cabeça dos menininhos de mamãe.E se não for isto, veja só o tamanho do mal que chamar musica ruim de “isto ou aquilo universitário”.
No tempo em que eles ouviam Chico, Caetano, Edu Lobo ou até mesmo a mala do Geraldo Vandré, ao menos seus protestos eram por motivos mais nobres e melhor direcionados...
Olha ai no que dá expor cabeças a Luan Santana e outras precariedades....

Ah, chegou até aqui e tá me achando um reacionário?
Então toma mais munição ai:
Hei! Direção da USP que tal umas expulsões e demissões?
Hei! PM, que tal umas borrachadas bem dadas, daquelas para desestressar e desopilar o nosso fígado?
E por fim: Hei, governos estaduais e federais, que tal acabar com a elitização do ensino superior e dar um jeito para que apenas estudantes da rede pública tenham acesso a universidades gratuitas?
Pode não ser muito democrático, mas é muito mais justo e com certeza mais produtivo.

4 de nov de 2011

O nome das coisas

Os simpáticos e inoperantes velhinhos do Conselho de F1 decidiram em reunião que as equipes envolvidas na briga pelo nome “Lotus” e a Marussia Virgin podem finalmente trocar seus nomes. A Lotus verde passaria a se chamar Caterhan, nome de uma fábrica de tratores enquanto a Renault teria o direito de se chamar apenas Lotus ou – se quiser – Lotus Renault GP.
Já a Marussia Virgin, que da empresa de Richard Branson já não tem mais quase nada, vai tirar o Virgin do nome, ficando apenas, por enquanto, até chegar um patrocinador qualquer, Marussia.
As mudanças ainda terão de passar pelo crivo da alta cúpula da F1, mas... Diferença que é bom, não vai fazer nenhuma.
Isto me lembra uma piada velha sobre nomes:

Certo dia, Getúlio Vargas recebeu um pedido não muito comum de audiência.
Um conterrâneo seu de São Borja lhe solicitava uma – então inédita no país – troca de nomes.
-Mas bah, então tu queres trocar teu nome, vivente?
-Mas é claro, tchê! Não agüento mais as chacotas, piadas, anedotas com meu nome...
-Mas diga lá, qual é o teu nome, tchê?
-Getúlio Bosta! Vê se pode um negócio destes...
-Tu tens razão, isto não é nome que um vivente carregue.
-E não é?
-Não fica nem bem na carteira de identidade.
-Mas bah! Não fica mesmo.
-Então que seja! Eu autorizo a troca de nome, tchê.
-Pelo que fico agradecido então.
-E qual o nome que queres colocar então?
-Eu tinha pensado em Pedro Bosta, só para ficar pelo simples.

3 de nov de 2011

Ecclestone confirma segunda corrida no Brasil para 2014

A F1 não para.
Este fim de semana teve o primeiro grande premio na Índia, um país tão exótico que vacas são sagradas e o Tietê local, chamado Ganges, serve de hidrovia, banheiro público, canal de escoamento de esgotos e cemitério. Tudo ao mesmo tempo.

Para o ano que vem os organizadores de GP´s já confirmaram a estréia de Austin, no Texas, marcando assim o retorno da categoria ao país da Nascar, do fast food e dos seriados científico policiais sem graça...

Não contentes, também confirmaram mais uma etapa aparentemente tão sem graça quanto Nascar, fast food e seriados científicos policiais a ser realizada em New Jesey, cidade colada a Nova York em 2013. Uma espécie de Osasco, Guarulhos ou Niterói de lá.
Tudo desenhado pelo criador oficial de pistas da F1, Herman Tilke, que na falta de um Macintosh, usa um PC 486 mesmo...

E para 2014, cogita-se mais uma etapa na América, mas desta vez do Sul.
Uma nova pista seria construída no estado de São Paulo para sediar o Grande Premio da América do Sul.
Seguindo a tendência de se fazer cada vez mais circuitos de rua, a cidade escolhida foi Franco da Rocha, a menos de cem quilômetros da capital.
A novidade desta vez foi a empresa contratada para desenhar a pista pelas ruas da cidade: Freire and Groo Architeture (F&G Arch).

A pista que mede 5.600 metros tem subidas longas e íngremes descidas alucinantes terminando em curvas de alta.A largada será na grande reta da Rua BEFAMA (Benedito Fagundes Marques) onde também ficarão a área de boxes e hospitality center.
Logo no fim da reta a temida curva Zebrinha batizada assim em homenagem ao posto de gasolina que há no local dá acesso à subida – pequena – da Juvenal Gomes do Monte de onde despenca em uma ladeira para seqüência de curvas Barão de Mauá e Colégio. Não se cogita cancelar as aulas em dias de treino.
Logo em seguida uma enorme subida feita em sétima marcha terminando nas Variantes D (não sabemos D do que...) e novamente em descida por quase dois quilômetros da Rua Cel. Correia Leite, terminando na desafiadora curva Retorno do Capeta, em frente ao prédio da Educação, propriedade da Prefeitura na Rua São Roque.
Depois a seqüência mista e travada da Antonio Ramos, grampo da Pasteis de Vento e reta do JJ.
Este trecho é conhecido como Mistão do Rubim porque é chato, travado, lento e sem graça e termina no cotovelo da Vitória, que dá acesso novamente à reta de largada...

Os organizadores locais esperam meio milhão de espectadores in loco. O dobro da população local.

1 de nov de 2011

Ava(ca)liações da Índia

Este ano a equipe ainda se chama Marussia Virgin já para o ano que vem...
Marcão do Gp Séries sugeriu : Sandy Racing Team.
Eu sugeri: Bruna Surfistinha GP
Felipe Maciel, no MSN, mandou: Wanessa GP...
E vocês?


Para alguma coisa o troféu tinha que servir. Ainda mais para o Vettel que tem um monte.
Agora, imagina a festa que Kimi Raikkonen faria enchendo isto ai de vodca.


Fala sério... Precisa legenda?


Lewis: -Parabéns Vettel, me responde uma coisa?

Vettel: -Claro Lewis...
Lewis: -Piquet um dia disse que tinha medo do De Césaris em uma largada. E você?
Vettel: -De encontrar você no meio do caminho...


Autoridade: -Este aqui que é o Vettel?
Alonso pensando: -No io soy tu madre..."


Vettel: -Eu até pensei em ajudar você.
Webber: -E por que não ajudou?
Vettel: -Porque você mesmo não se ajuda pô...


Engenheiro: -Mas foi dito e feito... Nós falamos, Vão bater. E o Lewis não decepcionou...
Button: -Mas a culpa não foi do Massa?
Engenheiro: -Até foi, mas ai a piada não ia ter graça.
Button: -Verdade... Em time que está ganhando não se mexe.


E na Índia, claro, tinhamos que ter a fila indiana.


O povo indiano é muito feio... Tão feio que o melhor que conseguiram para grid girls foram estas barangas ai... Que saudade das meninas do Japão, da Coreia....


Não disse que o povo indiano era feio?

Tá ai mais uma prova de que o povo indiano é feio....