Pensou que eu não vinha mais, pensouCansou de esperar por mim
Acenda o refletor
Apure o tamborim
Aqui é o meu lugar
Eu vim
Nem dinheiro do Catar, nem projeto de marketing ligado a seu nome e nem cota de ações para se tornar dono da Williams. Kimi Raikkonen foi pra onde menos se esperava: a Renault que vai ser Lotus.
Que seja bem vindo e que sua volta seja boa para ele, para a categoria e por consequência: para nós.
Particularmente achava difícil este desfecho, afinal a Renault que vai ser Lotus neste final de ano chegou a ter dois pilotos pagantes chegando a demitir Heidfeld com a justificativa (furada) de baixo rendimento para embolsar a grana de Bruno Senna.
Não que Bruno não tenha talento para estar no cockpit, ou mesmo Petrov, que se não é bestial, besta também não é.
Agora sobra uma vaga e há pelo menos quatro postulantes:
Kubica, que nunca foi descartado.Petrov, que ainda conta com a grana russa.
Bruno Senna que pode contar com o apoio de Eike Batista.E Roman Grosjean, que conta com a simpatia de Eric Boulier e provavelmente uma grana francesa.
Isto sem contar Rubens, que a meu ver não teve a porta fechada totalmente. Só um pouquinho... Afinal, depois da surpresa da assinatura de Kimi, quem garante que não haja mais uma?
Os possíveis cenários para o futuro companheiro de equipe do Vodka Ice Man seriam:
Bruno Senna: Se o cachaceiro vier motivado é um problema... Mas se for o mesmo que deixou a F1 com um contrato rasgado beleza. Afinal, assim até o Massa deu um coro nele.
Robert Kubica: Briga boa dependendo claro de três fatores: Kubica estar inteiro, Raikkonen estar motivado e, o mais importante, o carro prestar porque por mais que os dois sejam bons, quem é que liga para uma briga de gigantes no fim do grid?
Roman Grosjean: Talvez o menos interessante. Da vez que o piloto “samba do criolo doido” (nasceu num pais, naturalizou por outro, pilota por um terceiro e tem o cabelo do bozo do inferno) esteve na F1 não fez nada de bom e nem deixou saudades. Tenho a impressão que mesmo sem motivação Kimi daria um show nele. Até bêbado...
Vitaly Petrov: Briga boa dentro e fora das pistas. Não que eu ache que o talento dos dois seja equivalente. Mas veja bem... Um motivado (o russo) pilota o mesmo que o outro (o finlandês) de saco cheio... Já fora das pistas ia ser legal ver um carro com adesivos da vodka Finlândia e o outro ostentando uma marca qualquer de vodka russa.
Só iria faltar o etanol brasileiro no tanque do carro para configurar o primeiro time totalmente etílico da F1.
Já Rubens Barrichello, se por um milagre divino ficar com a vaga lá não soma e nem subtrai nada. Mas que enche o nosso prato para piadas de um velho e um bebum no mesmo time, ah enche...
Nem a briga pelo vice – que ficou merecidamente com Button, como também seria justo se ficasse com Alonso – deu molho ao GP.
-Porque vocês estão perdendo seu tempo com estas coisas? – perguntou Frederick a um jovem muito parecido com Rod Stewart e que era baterista do Smile: Roger Taylor.

Narrador: -Momento de tensão! Richard encontra um bicho muito perigoso: a Lotus Renault.
De repente, voltou àquela vontade de guiar um F1 que pode ser entendida de diversas maneiras e entre elas a volta aos holofotes ou uma sensível queda na conta bancária.
Só que não é bem o que parece ser...
E se o arremedo do capeta - que não é pagante - vem, quem é que vai ajudar pagar a conta?
É sabido e notório que Bernie e sua FOM pouco se importam se os autódromos estarão cheios ou não, desde que recebam sua parte no acordo.






Pistas no deserto (Bahrein), corridas a noite (Singapura), em paisagens deslumbrantes (Valência) perdem seu encanto com a mesma rapidez com que os bólidos contornam a Eau Rouge.
De resto...
Muito pouco para tanta grana envolvida no evento. Desde a construção e iluminação da pista até a taxa cobrada pela FOM para realização da corrida.
“-Melhor mesmo é fingir que não sabia de nada.” - pensa mais uma vez.
-Fase gliter? Aquele bagulho brilhante que as meninas põem nos tênis, nas roupas?
-Não é mulher...
A alegação?
E se não for isto, veja só o tamanho do mal que chamar musica ruim de “isto ou aquilo universitário”.
A Lotus verde passaria a se chamar Caterhan, nome de uma fábrica de tratores enquanto a Renault teria o direito de se chamar apenas Lotus ou – se quiser – Lotus Renault GP.
A largada será na grande reta da Rua BEFAMA (Benedito Fagundes Marques) onde também ficarão a área de boxes e hospitality center.









Tá ai mais uma prova de que o povo indiano é feio....