29 de fev de 2016

Ninguém aqui é especialista

Mas dá para pensar um pouco...
Mosquitos, moscas, besouros e outros insetos são problema na agricultura desde sempre.
Plantações inteiras são inutilizadas por conta destas pragas.
Seja comendo frutos, folhas ou brotos, seja colocando larvas nas frutas ou o que for.
Há anos se debate o uso do agrotóxico no controle destas pragas.
Há mais tempo ainda se usa estes venenos que conseguem resultados paliativos e a custos altíssimos tanto financeiramente quanto à saúde dos consumidores.
É certo e sabido que estes venenos não matam as pragas em sua totalidade, criando nos que sobrevivem uma espécie de resistência.
Os bichos ficam mais fortes e muitas vezes mais destrutivos, o que leva o agricultor a usar doses maiores dos produtos ou – em alguns raros casos – alternativas naturais.
Posto isto chegamos à praga do momento: o Aedes Egypt.
A ideia de esterilizar o bicho com doses de radiação acaba por parecer um tanto perigosa para não dizer algo pior.
Longe das brincadeiras que falam em criar um Aedes Egypt nos moldes do Hulk, a coisa é um tanto assustadora sim.
Se na forma que está já causa estragos como o que vem causando, imaginem resistentes e modificados pela radiação?


Outra coisa que mesmo não sendo especialistas conseguíamos notar sem fazer muito esforço era a falta de noção dos publicitários. Principalmente os que eram responsáveis pelas peças publicitárias para internet, mais especificamente para o Youtube.
Faziam filmes de dois, três minutos colocados antes dos vídeos dos canais no site.
Às vezes, o vídeo que o usuário queria ver tinha apenas alguns segundos, mas o danado do comercial estava lá, gigantesco.
Então apareceu o botão “pular” colocado estrategicamente aos cinco segundos e foi a festa!
Muito raramente alguém via o tal filmete promocional além dos cinco segundos obrigatórios e – suprema inteligência desta gente tão especial que são os publicitários – os preâmbulos introdutórios chatos, arrastados ou do tipo espertinho (“-Você não vai pular o vídeo, vai?”) não traziam nem pista do produto anunciado. Bando de burros...
Eis que vem a Coca Cola muitos anos depois da popularização do formato inova com a coisa mais simples e eficaz do planeta! Objetividade.
Vídeos de quatro/cinco segundos em que se vê em uma cena rápida a marca anunciada relacionada a coisa mais importante quando se trata do produto em questão: o prazer de sentir o sabor.
Quatro segundos que dizem tudo.

26 de fev de 2016

Groo recomenda: Sticky Fingers, Rolling Stones (1971)

Aproveitando a passagem dos vovôs pelo Brasil...
Tudo bem que Sticky Fingers (1971) não é o melhor e nem o mais importante disco dos Rolling Stones, mas é sem duvida alguma um divisor de águas.
Depois deste álbum, todo o som dos anos 70 dos Stones foram se moldando.
A levada metálica, a voz afundada na mixagem, os naipes de metal e palhetas, a percussão pesada... Enfim, os Stones se reinventando após a morte de Brian Jones.
A capa ficou a cargo do papa pop Andy Warhol e traz uma fotografia chapada de uma pélvis masculina trajando jeans e tem um zíper - de verdade - que pode ser aberto mesmo, ao menos nas primeiras edições.

“Brown sugar”  abre os trabalhos fala de uma heroína escura que vinha da Índia ou do México, nem Mick se lembra... A música é tão boa que os Mutantes fizeram um decalque dela em sua “Beijo exagerado” ouça as duas e compare.
“Sway” tem tudo aquilo que está no segundo parágrafo e mais: uma letra violenta sobre submissão sexual.
“ Wild horses” é uma balada matadora. Das melhores que os caras já fizeram.
A faixa “Can´t you hear me knocking” é um deleite. Muito bem tocada acaba num coda climático de sax e percussão mostrando onde está a diferença entre os Stones e os Beatles.
“You gotta move” é uma linda homenagem ao blues man Fred Mcdowell.
Já “Bitch” nos mostra de onde Peter Franpton tirou o riff de sua “Breaking all the rules”.
“Sister Morphine”  remete ao - então - estilo barra pesada da vida stoneana no verso: ‘Irmã morfina, transforme meus pesadelos em sonhos... ’. Não preciso falar sobre o que é e o que faz a tal irmã. Preciso?
“Dead flowers” é a preferida da casa e é tudo que o Creedence Clewater Revival sempre quis fazer e ficou pelo caminho.
O disco fecha com "Moonlight Mille" que é capaz de emocionar até uma pedra. (sacou o trocadilho? Desculpa...)
Discão.
Não achei o disco na integra no YT.

24 de fev de 2016

F1 2016: Regras, complica mais que tá pouco

Onze entre dez jornalistas que cobrem a F1 dizem que há grandes problemas com as regras da categoria: são complicadas demais.
Também é voz corrente entre pilotos e até alguns dirigentes de equipes.
Até Bernie Ecclestone já disse em entrevista que o regulamento é complicado e que acaba por afastar o fã.
Regras complicadas como as de defesa de posição, recolocação de carros após a entrada do safety car, pontuação nascarlizada, medição e aferimento de combustível e pneus após corridas, toques na pista e outros detalhes mimizentos acabam confundindo e deixando o negócio difícil de entender. Sem contar a quantidade absurda de punições, perda de posição no grid e outras mumunhas.

Ai um grupo estratégico que visa melhorar o espetáculo resolve que é hora de mexer em um calcanhar de Aquiles da emoção: a classificação.
Que o sistema vigente é uma porcaria é fato.
Nos três qualifying a emoção anda rara e nem é por conta da dominação da equipe X ou Y... É porque vai tirando carros da pista e a deixando mais vazia a cada etapa.
Quem quer ver pista vazia?
“-Ah, mas elimina os mais lentos para deixar a pista limpa e os mais rápidos livres para acelerar o máximo.” – diz um qualquer.
Mas eles aceleram?
Não... Tem que poupar equipamento para a corrida. Tanto que em alguns GP´s, pilotos que chegam ao Q3 sequer entram na pista para uma volta rápida. Desistem antes de começar. Fica-se assistindo por quinze minutos uma pista vazia ou, com muito boa vontade, com um carro passando de vez em quando.
Quem quer perder tempo vendo isto? Melhor só saber o resultado depois.
E qual a solução que o tal grupo traz?
Segura:
O Q1 começa com os 22 carros inscritos para toda a temporada e terá duração de 16 minutos. A partir do sétimo minuto, será eliminado um piloto por vez a cada 1min30seg, até que restem 15 pilotos para ascender ao Q2, disputado com cinco minutos de intervalo após o fim do Q1.
A duração do Q2 será de 15 minutos.  A partir do sexto minuto, será eliminado um piloto por vez a cada 1min30seg, até que o total de pilotos seja reduzido a oito, que lutarão pela pole no Q3, começando com cinco minutos de intervalo após o fim do Q2.
No Q3, a duração do treino será de 14 minutos. Do quinto minuto em diante, seis pilotos serão eliminados com intervalo de 1min30seg entre um e outro. Restarão somente dois, que ficarão no mano a mano na luta pela pole position.
Entendeu? Pode até ser que sim.
É uma ideia? Claro...
Boa? Nem fudendo.
Vão sobrar dois carros na pista que passarão em frente aos expectadores a cada minuto e meio nas pistas mais rápidas. E nas lentas? Deus sabe...
E aquela coisa de que regra complicada afasta fã? Então...
Tem que pegar o fiodaputa que inventou isto e por para escrever numa lousa: “Não devo complicar mais as regras do que já estão...”.
Gráfico simples para compreensão do Qualifying proposto

23 de fev de 2016

F1 2016: Com que roupa? (2)

A segunda parte dos lançamentos das pinturas de 2016 está aqui.
Na primeira parte tivemos os times importantes e a McLaren...
Agora na segunda parte os times de meio de grid e as possíveis promessas.
No fundo, são as equipes que dão alguma graça as corridas por andarem quase sempre juntas, não haver uma disparidade muito grande entre suas performances.
Ah... E tem a Mercedes, mas de boa... Foda-se a Mercedes... Ninguém torce pela equipe Mercedes, no máximo tem simpatia pelos cones que andam embarcados nos carros.

A Toro Rosso não deveria nem estar aqui, afinal não trouxe pintura alguma e deixou bem claro que só na Austrália é que veremos a cara definitiva do carro.
Mas... Sendo a Toro uma filial da Red Bull, não espere nada muito diferente da matriz.
Se surpreender, estamos no lucro.

A Force Índia também não merecia já que a pintura é idêntica a do ano passado, mas diferentemente da Williams, é feia.
Já o desenho do carro – principalmente o bico – me agrada.
Será que é este ano que o time finalmente deslancha?
Duvido.

A Manor Racing trouxe uma pintura muito bonita e ainda por cima diz que é o melhor carro que já fizeram.
Um é novidade... Suas pinturas sempre foram feias.
Já o lance do carro ser o melhor... Bem... Não dava para ser muito pior do que tem sido.
Ah, sim... A pintura é bonita, mas lembra carros da Indy ou da GP 2.

E a Mercedes, mas como expliquei lá em cima... A Mercedes que se foda.
Prata com tons esverdeados e um nariz esquisito. Eis a Mercedes.

22 de fev de 2016

F1 2016: Com que roupa? (1)

Camisa não ganha jogo é fato.
Pintura também não, mas ajuda.
Dizem os “entendidos” que alguns tipos de pintura podem render centésimos de segundos por volta.
Pode ser verdade e pode não ser... Nadadores raspam os pelos do corpo para aumentar desempenho, por outro lado, “entendidos” da F1 vaticinam – ao verem fotos – que danos causados por pequenas colisões são detalhes aerodinâmicos milimetricamente estudados e pensados para deixar o carro mais rápido.
Mas aqui se trata apenas de estética mesmo. Não somos “especialistas” e nem “entendidos”, não enxergamos o banco do macaco.

A Horrivelnault apresentou seu carro e – pasmem – é tão feio quanto sempre foi.
Talvez por conta da saturação das ruas, carros pretos e/ou prata não chamam a atenção e nem causam boa impressão.
A Horrivelnaut é o Uber da F1 e não é pelos bons serviços ou preço menor.
É porque é feio mesmo.


Na mesma batida (de cor) vem a McLaren.
A legenda da foto de apresentação falou em “primeira cor”, ou seja, pode não ser a pintura oficial para a primeira prova ou para toda temporada.
Quem vê cara não vê coração, diz o ditado, mas se manter o coração do ano passado, o fim do grid é logo ali...
Feio.


A Red Bull pintou seu carro de uma forma um tanto diferente: o azul agora é fosco e o nome da enlatadora de xixi de boi que dá nome ao time está estampado em letras garrafais, como quem passa um recado para a transmissora oficial da F1 no Brasil: “-RBR é a putaquetepariu.”.
Bonito.

A Ferrari trouxe uma faixa branca do cockpit ao santantônio. Uma homenagem ao carro campeão com Niki Lauda, o 312.
E é melhor que seja mesmo porque se remeter ao outro carro do time com faixa branca - o de 1992 guiado por Jean Alesi e Ivan Capelli (não o jornalista e blogueiro, mas o braço duro mesmo) - Vettel vai ter sérios problemas.
Kimi quer que se foda...
Bonito como a Ferrari sempre é.


E por fim a Williams que tinha no ano passado a pintura mais linda do grid e resolveu continuar com ela neste ano.
Tá... A gente sabe que é por conta do patrocínio, mas ainda assim é bonito.
Me chamem do que quiserem, mas eu gosto de mulher bonita. É crime?

Eu ia zoar a Haas, mas acho que eles já se zoaram ao fazer cosplay de Marussia.

Então que venha logo a Austrália, porque os testes de pré-temporada revelam muita coisa e carro bonito, dizia Colin Chapman, é o que vence.

19 de fev de 2016

Pequenas tragédias humanas (1)

Regis era até um bom amigo.
Não do tipo que está sempre com você, mas sempre que está não te deixa na mão.
Escolheu um caminho difícil como profissão. Quis ser artista em uma terra onde a palavra “artista” já conota coisas horríveis como duplas sertanejas, funkeiros, atores duvidosos e gente que sai de programas de televisão ainda mais duvidosos.
Pior? Quis ser artista plástico. Coisa que o povo ao ouvir já pensa logo em Romero Britto e suas “obras” feitas no Word Art do Windows.

Porém a sorte lhe sorriu.
Após apresentar alguns de seus trabalhos na Pinacoteca de São Paulo (na verdade encostou-as nas grades que cercam o prédio) foi notado por um figurão que conseguiu uma bolsa para que fosse se aprimorar na Itália. Mais precisamente em Milão.
Regis foi e lá melhorou muito, mas muito mesmo suas técnicas e sua visão de arte.
Só uma contrariedade: Regis saiu do país sem saber falar italiano, nem sequer arranhava o inglês.
Ao fim do sexto ano voltou.
Mudo.
Além de não aprender a língua local, também esqueceu a sua própria.
Talvez isto explique porque suas obras vendam tão pouco.
É muito difícil explicar arte apenas com mímica.

18 de fev de 2016

Groo recomenda: Viva! Camisa de Vênus (1986)

O rock nasceu indecente e – principalmente – politicamente incorreto.
Mas no Brasil nasceu inocente e demorou um pouco para pegar o jeito.
Precisou a segunda onda de rock and roll no país para aparecer um grupo que conseguisse navegar no mainstrean com a mesma boca suja e sacanagem com que transitava pelo circuito underground.
E quer mais? Circuito underground de Salvador, Bahia.
O Camisa de Vênus era contratado da RGE (Não... Não vou contar a história do nome da banda) e havia gravado dois discos: um homônimo e Batalhões de Estranhos que rendeu o hit “Eu Não Matei Joana Darc”, porém estava descontente com a direção artística que podava as reais intenções de Marcelo Nova e companhia.
Pensaram seriamente até em não gravar mais nada até que em uma noite qualquer de show, André Midani - então diretor da gravadora WEA - que estava na plateia, invade o camarim da banda empolgadíssimo e pergunta o que teria de fazer para contratar “aquele insulto” que ouvira no show.
Sentindo a chance de finalmente poder fazer o que tinha em mente, a banda se reanima e aceita o assédio se rendendo a Midani, porém, havia um detalhe: o grupo ainda devia um disco à RGE que acabou aceitando a proposta de que fosse um registro ao vivo, pensando obviamente em poder ter um produto de sucesso nas mãos tal qual o multi platinado “Rádio Pirata ao Vivo” do RPM, que vendera um caminhão de cópias alguns anos antes e dera o pontapé no chamado BRock dos anos 80.
Mas estes não eram os planos de Marcelo Nova... Não completamente.
O cantor e compositor queria algo que fosse o oposto total do disco de Paulo Ricardo e amigos.
E o que se ouviu quando finalmente o disco ganhou as lojas foi exatamente isto.
A começar pelo som.
A critica especializada dizia à época que nunca houvera um disco ao vivo no Brasil com tamanha qualidade, tão redondo e com som tão cristalino quanto o disco do RPM.
Já o do Camisa era tosco, direto, sem overdubs, sem correções, com microfonias, erros e palavrões... Muitos palavrões.
Marcelo Nova em seu habitat natural
Viva!, nome que o disco ganhou, nem contém o show na integra, mas apenas uma parte dele ajeitado para parecer uma apresentação inteira e já abre aos berros de: “bota pra fuder” em “Joana Darc”, o que se tornaria uma espécie de grito de guerra dos fãs e da banda.
O discurso em “homenagem” ao dia internacional da mulher (o disco foi gravado em 8 de março de 1986) que Marcelo profere antes de “Silvia” é de irritar qualquer feminista, a música que se segue então da nó nos seus pelos pubianos. Na versão em CD o discurso foi sumariamente limado.
“My Way”, versão safada do grande sucesso de Anka e François na voz de Sinatra é outro clássico da baixaria.
Ninguém sai impune: religiosos, esquerda, direita, descolados, nerds, trabalhadores, vagabundos... Todos são ofendidos por igual.

Já escaldado com a censura em seus discos anteriores, Marcelo Nova decide não enviar o material deste álbum para o órgão censor aproveitando a abertura política em curso desde 1985, porém, quando 40 mil cópias do disco já estavam vendidas, a tesoura da dona (in)justa atacou e chegou mesmo a recolher o álbum nas lojas. Cena presenciada por Marcelo Nova em uma de suas visitas às lojas para sentir o clima das vendas.
Apesar, ou por conta disto, o disco ganhou novo impulso e após a liberação com o selo: “proibida a execução pública e radiodifusão desta obra” chegou a vender mil cópias, sendo até então o segundo disco ao vivo mais vendido na história do país, atrás apenas do LP do RPM.

16 de fev de 2016

Saquinho de maldades (1)

Voltou!
Não... Não é o blog, mas a Renault com uma equipe oficial na F1.
Novidade?
Vai ter se ficarem mais de cinco anos na categoria.
O time já começou mal, muito mal...
Dispensou Pastor Maldonado, mas diferente do que o mundo inteiro poderia pensar, não foi porque o venezuelano é um braço duro porrador de carros de corrida - este é o Kubica, que nem é venezuelano - mas por questões financeiras.
Um time que já chega ( ou volta) à F1 preocupado com o quanto de dinheiro um piloto pode trazer para seus cofres não é lá muito confiável.
Se o mercado oscilar demais, se não vierem vitórias para fazer um bom marketing, tchau.  Lá se vão de novo os franceses.
Ao menos fizeram uma boa escolha: Kevin Magnussen é um piloto promissor.
Diferentemente do companheiro de equipe, o filho do Palmer, o que por si só já conta contra.
A esperar.
Entendedores entenderão

Voltando ao Pastor Maldonado.
O fim do patrocínio com a empresa petroleira de seu país foi preponderante para sua saída não só da equipe Renault, como também da F1.
Uma pena.
Não... Não acho que ele fosse um ótimo piloto.
Nem bom.
Nem mediano.
Nem promissor.
Nem passável.
Era ruim mesmo.
Mas era o último ele de ligação, ponto de intersecção entre a categoria e a humanidade dos pilotos.
Era o último piloto capaz de pegar um carro excepcional e pilotá-lo como um manetão legítimo. Capaz de fazer o fã da categoria (e muitos pilotos também) prender a respiração e esperar algo inusitado (ou perigoso) a cada largada ou tentativa de ultrapassagem.
Sem Maldonado só sobram pilotos ruins em carros bons – Lewis e Rosberg - que ultimamente tem sido menos eles mesmos e errado pouco. Culpa do carro.

A Manor é uma equipe de merda que tem a intenção de se tornar um time de fim de grid respeitável.
E começou bem: Pascal Wehrlein tem braço e talento para ser um dos grandes nomes da próxima geração e a provável parceria com a Mercedes pode ajudar muito.

15 de fev de 2016

E os ossos serão nossas sementes sob o chão...

Uma brincadeira inocente no facebook pode revelar muito mais do que a gente pensa, e mais do que quer revelar.
Mas não... Não se trata de meandros intrincados da pisque humana ou de posições político/filosóficas as quais tentamos esconder, maquiar ou evidenciar.
Trata-se - também – da formação do gosto cultural. Entre outras coisas.
Compartilhando uma destas brincadeiras somos capazes de libertar a informação do gene que contribuiu com a origem as nossas preferências. Claro que nem sempre e nem com todos...

Alguns citaram filmes que não despertam aquele sentimento de vergonha que o passar dos anos acaba dando: Xanadú, Velocidade Máxima, As aventuras de Chihiro, 007 (este eu desconfio que ainda com o Sean Conery), Rei Leão... Houve até quem citasse 7 noivas e sete orgasmos, clássico pornô dos anos 80 que... Mentira. Eu não conheço este filme e nem sei que passava em sessões às onze da noite em um dos dois únicos cinemas da cidade que o cidadão que citou morava.
Mas o grosso, a grande maioria citou filmes do combo humorístico mais famoso do país. Sim! Os Trapalhões! Em diversas películas de diversas épocas diferentes.
E aparentemente todos trouxeram elementos destes filmes consigo até chegar aos dias de hoje. Algum tipo de identificação que fez com que as próximas obras assistidas tivessem algo (por menor que seja) identificado com aquele filme ou qualquer outra coisa que me houvesse escapado em uma analise superficial (não vou ficar pensando muito em um domingo de manhã né?).
No meu caso o filme foi O Incrível Monstro Trapalhão onde Didi é Jegue (uma paródia de Jekyll & Mr. Hyde) que sonha ser um super herói nos moldes do Super Man e inventa/descobre uma fórmula que é capaz de fazê-lo mudar não só de personalidade como também de forma física fazendo com que se torne algo mais perto do Incrível Hulk.

“-Tá bom Groo, entendi seu ponto, mas é falho porque a gente sabe que você nem gosta muito de filmes de heróis e muito menos de terror sci fi... Onde tá o elemento que te manteve atento ao cinema e filmes?”  – alguém pode perguntar.
E eu respondo.
A trama do filme gira em torno de um supercombustível feito a partir do marmeleiro do nordeste e que pode ser usada para ajudar uma – agora é o busílis – equipe de Stock Car a vencer uma competição disputada no antigo circuito de Interlagos. Pegou?
Antes de assistir (eu, ok?) RC a 300km por hora, Grand Prix ou Le Mans, eu assisti um filme dos Trapalhões que tinha o automobilismo como pano de fundo e isto ajudou (para caramba) a despertar o amor e a paixão por carros, corridas e o autódromo de Interlagos.
Faça sua reflexão e veja se seu primeiro filme também não te ajudou a cultivar algo dos seus atuais gostos...
PS: À pessoa que citou Lua de Cristal como seu primeiro filme, meus mais profundos sentimentos...

A outra coisa revelada com esta brincadeira é a nossa idade...
Porra gente, como estamos velhos!

10 de fev de 2016

Enter 2016

O ano acabou, começou outro.
Janeiro e por fim carnaval.
Durante este período o blog ficou parado, de férias mesmo.
Merecido? Sei lá... Desde que foi fundado em 2007 é a primeira vez que isto acontece.
Foi bom?
Pracaralho!

Começa uma nova temporada.
Os assuntos serão abertos, como sempre... Não vejo necessidade de prender os temas em F1.
Claro, ela estará presente, mas se achar que tenho de por uma receita de frango com cerveja, vou por.
E se achar que não tenho que escrever nada sobre certo assunto, ficarei quieto.
Todas as opiniões serão bem vidas (e todas serão lidas).
Algumas serão respondidas, se bem ou mal dependerá da educação com que ela for exposta.

A intenção é divertir e com isto, divertir o autor.
Não é um blog de humor, mas vai fazer uso da ferramenta toda vez que achar necessário.
Não é um blog de política, mas vai ser incorreto com ela toda vez que... Ah, dane-se.

Por fim é bom voltar e segunda feira o ritmo normal retorna.
Espero que os amigos e leitores do espaço não o tenham esquecido.
That´s all folks! (For now, of course).

Ps. Esqueçam o frango com cerveja…