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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Ninguém aqui é especialista

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Mas dá para pensar um pouco...
Mosquitos, moscas, besouros e outros insetos são problema na agricultura desde sempre.
Plantações inteiras são inutilizadas por conta destas pragas.
Seja comendo frutos, folhas ou brotos, seja colocando larvas nas frutas ou o que for.
Há anos se debate o uso do agrotóxico no controle destas pragas.
Há mais tempo ainda se usa estes venenos que conseguem resultados paliativos e a custos altíssimos tanto financeiramente quanto à saúde dos consumidores.
É certo e sabido que estes venenos não matam as pragas em sua totalidade, criando nos que sobrevivem uma espécie de resistência.
Os bichos ficam mais fortes e muitas vezes mais destrutivos, o que leva o agricultor a usar doses maiores dos produtos ou – em alguns raros casos – alternativas naturais.
Posto isto chegamos à praga do momento: o Aedes Egypt.
A ideia de esterilizar o bicho com doses de radiação acaba por parecer um tanto perigosa para não dizer algo pior.
Longe das brincadeiras que falam em criar um…

Groo recomenda: Sticky Fingers, Rolling Stones (1971)

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Aproveitando a passagem dos vovôs pelo Brasil...
Tudo bem que Sticky Fingers (1971) não é o melhor e nem o mais importante disco dos Rolling Stones, mas é sem duvida alguma um divisor de águas.
Depois deste álbum, todo o som dos anos 70 dos Stones foram se moldando.
A levada metálica, a voz afundada na mixagem, os naipes de metal e palhetas, a percussão pesada... Enfim, os Stones se reinventando após a morte de Brian Jones.
A capa ficou a cargo do papa pop Andy Warhol e traz uma fotografia chapada de uma pélvis masculina trajando jeans e tem um zíper - de verdade - que pode ser aberto mesmo, ao menos nas primeiras edições.

“Brown sugar”  abre os trabalhos fala de uma heroína escura que vinha da Índia ou do México, nem Mick se lembra... A música é tão boa que os Mutantes fizeram um decalque dela em sua “Beijo exagerado” ouça as duas e compare.
“Sway” tem tudo aquilo que está no segundo parágrafo e mais: uma letra violenta sobre submissão sexual.
“ Wild horses” é uma balada matadora. Da…

F1 2016: Regras, complica mais que tá pouco

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Onze entre dez jornalistas que cobrem a F1 dizem que há grandes problemas com as regras da categoria: são complicadas demais.
Também é voz corrente entre pilotos e até alguns dirigentes de equipes.
Até Bernie Ecclestone já disse em entrevista que o regulamento é complicado e que acaba por afastar o fã.
Regras complicadas como as de defesa de posição, recolocação de carros após a entrada do safety car, pontuação nascarlizada, medição e aferimento de combustível e pneus após corridas, toques na pista e outros detalhes mimizentos acabam confundindo e deixando o negócio difícil de entender. Sem contar a quantidade absurda de punições, perda de posição no grid e outras mumunhas.

Ai um grupo estratégico que visa melhorar o espetáculo resolve que é hora de mexer em um calcanhar de Aquiles da emoção: a classificação.
Que o sistema vigente é uma porcaria é fato.
Nos três qualifying a emoção anda rara e nem é por conta da dominação da equipe X ou Y... É porque vai tirando carros da pista e a de…

F1 2016: Com que roupa? (2)

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A segunda parte dos lançamentos das pinturas de 2016 está aqui.
Na primeira parte tivemos os times importantes e a McLaren...
Agora na segunda parte os times de meio de grid e as possíveis promessas.
No fundo, são as equipes que dão alguma graça as corridas por andarem quase sempre juntas, não haver uma disparidade muito grande entre suas performances.
Ah... E tem a Mercedes, mas de boa... Foda-se a Mercedes... Ninguém torce pela equipe Mercedes, no máximo tem simpatia pelos cones que andam embarcados nos carros.

A Toro Rosso não deveria nem estar aqui, afinal não trouxe pintura alguma e deixou bem claro que só na Austrália é que veremos a cara definitiva do carro.
Mas... Sendo a Toro uma filial da Red Bull, não espere nada muito diferente da matriz.
Se surpreender, estamos no lucro.

A Force Índia também não merecia já que a pintura é idêntica a do ano passado, mas diferentemente da Williams, é feia.
Já o desenho do carro – principalmente o bico – me agrada.
Será que é este ano que o …

F1 2016: Com que roupa? (1)

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Camisa não ganha jogo é fato.
Pintura também não, mas ajuda.
Dizem os “entendidos” que alguns tipos de pintura podem render centésimos de segundos por volta.
Pode ser verdade e pode não ser... Nadadores raspam os pelos do corpo para aumentar desempenho, por outro lado, “entendidos” da F1 vaticinam – ao verem fotos – que danos causados por pequenas colisões são detalhes aerodinâmicos milimetricamente estudados e pensados para deixar o carro mais rápido.
Mas aqui se trata apenas de estética mesmo. Não somos “especialistas” e nem “entendidos”, não enxergamos o banco do macaco.

A Horrivelnault apresentou seu carro e – pasmem – é tão feio quanto sempre foi.
Talvez por conta da saturação das ruas, carros pretos e/ou prata não chamam a atenção e nem causam boa impressão.
A Horrivelnaut é o Uber da F1 e não é pelos bons serviços ou preço menor.
É porque é feio mesmo.


Na mesma batida (de cor) vem a McLaren.
A legenda da foto de apresentação falou em “primeira cor”, ou seja, pode não ser a pint…

Pequenas tragédias humanas (1)

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Regis era até um bom amigo.
Não do tipo que está sempre com você, mas sempre que está não te deixa na mão.
Escolheu um caminho difícil como profissão. Quis ser artista em uma terra onde a palavra “artista” já conota coisas horríveis como duplas sertanejas, funkeiros, atores duvidosos e gente que sai de programas de televisão ainda mais duvidosos.
Pior? Quis ser artista plástico. Coisa que o povo ao ouvir já pensa logo em Romero Britto e suas “obras” feitas no Word Art do Windows.

Porém a sorte lhe sorriu.
Após apresentar alguns de seus trabalhos na Pinacoteca de São Paulo (na verdade encostou-as nas grades que cercam o prédio) foi notado por um figurão que conseguiu uma bolsa para que fosse se aprimorar na Itália. Mais precisamente em Milão.
Regis foi e lá melhorou muito, mas muito mesmo suas técnicas e sua visão de arte.
Só uma contrariedade: Regis saiu do país sem saber falar italiano, nem sequer arranhava o inglês.
Ao fim do sexto ano voltou.
Mudo.
Além de não aprender a língua loc…

Groo recomenda: Viva! Camisa de Vênus (1986)

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O rock nasceu indecente e – principalmente – politicamente incorreto.
Mas no Brasil nasceu inocente e demorou um pouco para pegar o jeito.
Precisou a segunda onda de rock and roll no país para aparecer um grupo que conseguisse navegar no mainstrean com a mesma boca suja e sacanagem com que transitava pelo circuito underground.
E quer mais? Circuito underground de Salvador, Bahia.
O Camisa de Vênus era contratado da RGE (Não... Não vou contar a história do nome da banda) e havia gravado dois discos: um homônimo e Batalhões de Estranhos que rendeu o hit “Eu Não Matei Joana Darc”, porém estava descontente com a direção artística que podava as reais intenções de Marcelo Nova e companhia.
Pensaram seriamente até em não gravar mais nada até que em uma noite qualquer de show, André Midani - então diretor da gravadora WEA - que estava na plateia, invade o camarim da banda empolgadíssimo e pergunta o que teria de fazer para contratar “aquele insulto” que ouvira no show.
Sentindo a chance de fi…

Saquinho de maldades (1)

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Voltou!
Não... Não é o blog, mas a Renault com uma equipe oficial na F1.
Novidade?
Vai ter se ficarem mais de cinco anos na categoria.
O time já começou mal, muito mal...
Dispensou Pastor Maldonado, mas diferente do que o mundo inteiro poderia pensar, não foi porque o venezuelano é um braço duro porrador de carros de corrida - este é o Kubica, que nem é venezuelano - mas por questões financeiras.
Um time que já chega ( ou volta) à F1 preocupado com o quanto de dinheiro um piloto pode trazer para seus cofres não é lá muito confiável.
Se o mercado oscilar demais, se não vierem vitórias para fazer um bom marketing, tchau.  Lá se vão de novo os franceses.
Ao menos fizeram uma boa escolha: Kevin Magnussen é um piloto promissor.
Diferentemente do companheiro de equipe, o filho do Palmer, o que por si só já conta contra.
A esperar.

Voltando ao Pastor Maldonado.
O fim do patrocínio com a empresa petroleira de seu país foi preponderante para sua saída não só da equipe Renault, como também da F…

E os ossos serão nossas sementes sob o chão...

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Uma brincadeira inocente no facebook pode revelar muito mais do que a gente pensa, e mais do que quer revelar.
Mas não... Não se trata de meandros intrincados da pisque humana ou de posições político/filosóficas as quais tentamos esconder, maquiar ou evidenciar.
Trata-se - também – da formação do gosto cultural. Entre outras coisas.
Compartilhando uma destas brincadeiras somos capazes de libertar a informação do gene que contribuiu com a origem as nossas preferências. Claro que nem sempre e nem com todos...

Alguns citaram filmes que não despertam aquele sentimento de vergonha que o passar dos anos acaba dando: Xanadú, Velocidade Máxima, As aventuras de Chihiro, 007 (este eu desconfio que ainda com o Sean Conery), Rei Leão... Houve até quem citasse 7 noivas e sete orgasmos, clássico pornô dos anos 80 que... Mentira. Eu não conheço este filme e nem sei que passava em sessões às onze da noite em um dos dois únicos cinemas da cidade que o cidadão que citou morava.
Mas o grosso, a grande m…

Enter 2016

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O ano acabou, começou outro.
Janeiro e por fim carnaval.
Durante este período o blog ficou parado, de férias mesmo.
Merecido? Sei lá... Desde que foi fundado em 2007 é a primeira vez que isto acontece.
Foi bom?
Pracaralho!

Começa uma nova temporada.
Os assuntos serão abertos, como sempre... Não vejo necessidade de prender os temas em F1.
Claro, ela estará presente, mas se achar que tenho de por uma receita de frango com cerveja, vou por.
E se achar que não tenho que escrever nada sobre certo assunto, ficarei quieto.
Todas as opiniões serão bem vidas (e todas serão lidas).
Algumas serão respondidas, se bem ou mal dependerá da educação com que ela for exposta.

A intenção é divertir e com isto, divertir o autor.
Não é um blog de humor, mas vai fazer uso da ferramenta toda vez que achar necessário.
Não é um blog de política, mas vai ser incorreto com ela toda vez que... Ah, dane-se.

Por fim é bom voltar e segunda feira o ritmo normal retorna.
Espero que os amigos e leitores do espaço não …