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Mostrando postagens de Maio, 2014

O gnomo

Syd Barret, o guitarrista seminal do Pink Floyd participou (feliz ou infelizmente depende do ponto de vista do fã do grupo) apenas do primeiro disco da banda na integra: The Piper at the Gates of Dawn e de algumas canções do segundo: A Saucerful of Secrets (voz em “Jugband blues”, guitarra em “Set the controls for the heart of the sun” e violão em “Remeber a day”).

Costumava dizer que queria fazer das canções do grupo algo próximo de um conto de fadas lisérgico. E era mesmo assim que soava.
E tinha o desejo que também visualmente a coisa se assemelhasse a isto.
Tanto que em uma apresentação para duas mil e quinhentas pessoas em uma casa chamada Chalk Farm Roadhouse elaborou a ideia – de jerico – de jogar uma espécie de gelatina sobre a plateia.
Na hora “H” a coisa falhou e a geleca não desceu sobre o público.
Ao tentar “consertar” quebrou o container e acabou soterrado por quase cinco metros daquela coisa.
Neste mesmo show, para não dizer que tudo deu errado, durante a execução de “In…

Uma teoria (conspiratória) sobre o campeonato

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Round 1.  Não haverá concorrência e o campeonato será sem graça.

Hamilton e Rosberg dominam a primeira classificação da temporada.
Os outros estão anos luz atrás e não e a ideia geral é que não haverá oposição durante toda a temporada.
Aposta? Óbvio!
Hamilton é (afirmativamente) melhor piloto que Rosberg.
Hamilton tem um (inédito) problema e abandona a prova ainda no inicio e não pontua.
Mais obviamente ainda Rosberg ganha a corrida e abre uma vantagem grande, se contar que se pensava não haver concorrência e que o problema seria corrigido e não afetaria Rosberg (que sempre foi muito constante e regular) em um futuro próximo.

Round 2 – A lógica dá as cartas e o campeonato continua sem graça.

Nos próximos quatro embates o domínio nas classificações se mantém.
Hamilton, óbvio dos óbvios, ganha as quatro até previsivelmente, mas apenas na quarta vitória da sequencia é que o inglês consegue tomar a ponta da tabela de classificação.
 Se a lógica prosseguir dando as cartas vai ganhar mais a…

A crônica do GP: O fim do azar?

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Logo após o fim da corrida em Mônaco, Felipe Massa foi para o motorhome feliz da vida.
Após largar em décimo sexto, conseguiu chegar ao sétimo lugar.
Parece pouco, mas ele lembra a todos os maledicentes que a corrida era nas ruas do principado.
-Lá é difícil passar, é apertado pra caramba! – diz.

Senta-se em sua cadeira e mesmo não tendo feito pódio, pede um champanhe para comemorar.
-Comemorar o que exatamente? – lhe pergunta seu secretário.
-O fim do azar! – responde referindo-se a todos os lances ruins do ano até aqui.
-Na corrida desta vez não fui acertado pelo Alonso, nem pelo japonês fiadaputa das vaquinhas e muito menos pelo moleque da Caterham como na classificação. Isto só pode significar o fim do azar! – e se prepara para espocar o espumante.

Então toca o telefone celular.
Olhando para o display descobre tratar-se de uma ligação de seu administrador, provavelmente para lhe dar o balanço de seus investimentos.
-Alô! Fala meu querido, boas noticias, presumo!
-Na verdade não Fe…

Lado B do GP: With my good eye closed

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Há mais de uma forma de se ombrear com os grandes pilotos em Mônaco.
Obviamente uma delas é vencer, mas também dá para fazer isto das seguintes formas:
Batendo o carro na entrada do túnel.
Freando o carro de propósito e provocando bandeira amarela durante a flying lap de alguém.
Ultrapassando na chicane da saída do túnel quando não se espera que seja possível.
E da forma mais estranha: não completando nem metade da prova junto com algum grande.
Sendo assim, Maldonado e Perez, dois dos mais manes, se igualaram nesta prova ao tetra campeão Vettel.
Nenhum dos três conseguiu chegar à metade da corrida.

Maldonado nem chegou a largar, ficando parado na saída para a volta de instalação e aquecimento.
Chegou-se a supor que ele iria ver a corrida no barco da Lotus ali na marina, mas depois alguém lembrou que a Lotus não tem barco lá.
Nem em nenhuma outra marina.
E a se confirmar o corte da verba da petroleira, também não vai ter carro logo, logo...

Felipe Massa correu como nunca! (largou em dé…

F1 2014 - Mônaco: Não tem jeito de ser chato. Nunca!

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Não tem jeito: Mônaco é essencial para o campeonato (financeiramente, historicamente etc., etc.) e sempre é uma corrida especial.
Se é boa, ou não, depende muito de vários fatores, mas é especial.

Passa a milímetros de distancia dos muros, dos guardrails por setenta e oito voltas é algo a louvar.
A emoção fica por conta da tensão em esperar que de um segundo para outro as coisas possam mudar com um toque mais forte, uma freada mal calculada enfim... Mônaco nunca é realmente ruim.

E não foi ruim este ano também.
Descarte a superioridade gigantesca dos carros prateados alemães e ainda assim vai sobrar muita coisa do terceiro para trás.
Várias disputas corajosas na freada da chicane na saída do túnel com direito a toques, fritadas de pneus, gente passando reto após ultrapassar e devolvendo posição.
Pode parecer pouco, mas para os padrões monegascos (pista apertada e – dizem – sem pontos aparentes de ultrapassagem) é bastante.

Outro ponto interessante a ser analisado é velha máxima que ni…

Mônaco muito além da pista

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E Mônaco é realmente especial.
Não bastasse os carros passarem – por setenta e oito voltas – arranhando os guard rails ainda tem a parte operacional, se é que se pode dizer assim, da F1.
É em Mônaco que se conversa sobre contratos futuros com fornecedores, patrocinadores, enfim... Conversas mil.

Este blog, num furo de reportagem não vespuciana flagramos alguns destes encontros e trazemos à tona o lado buzzines da corrida mais chique do calendário.





Mensagens ocultas

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Por estes dias o baterista do Pink Floyd, Nick Mason, confirmou a uma revista Sonic Reality que a faixa "Empty Spaces", do sisudo álbum The Wall contém uma brincadeira escondida.
Se tocada de trás para frente é possível ouvir e identificar claramente a frase dita por Roger Waters: “Parabéns, você acabou de encontrar uma mensagem secreta” e outras coisas mais até ser interrompido por David Gilmour que lhe trazia o recado de que “Caroline” estava ao telefone.

Não é caso único.
Também circularam boatos de que mensagens menos “engraçadas” e inocentes estavam plantadas em discos do Led Zeppelin (um monte delas), do Queen (em "Another one bites the dust" a mensagem seria: “é legal fumar marijuana”) e até da Xuxa (com direito a satanismo e tudo).

Um dos casos mais conhecidos e controvertidos é a canção "I´m so tired", dos Beatles.
A canção e a história fazem parte da lenda que diz que Paul havia morrido em um acidente de carro em 1966.
Os “viajantes na maionese”…

O troco

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Quando ele contava a história, ninguém acreditava.
Também pudera!
Ter encontrado marcianos na plantação de trigo da fazenda de seus pais quando jovem e ainda por cima ter batido um belo papo com eles era pra lá de história para boi dormir.
Cresceu com aquilo.
Formou-se cientista pela afamada universidade de Berkeley e foi recrutado para trabalhar na agencia espacial norte americana.
Devido a seus conhecimentos, foi incluído no projeto que visava o planeta vermelho.
Uma de suas maiores realizações era o robô Curiosity, com o qual a NASA exploraria a superfície de Marte em busca de vestígios de vida.
O pequeno robô era a menina de seus olhos e chegava às raias da obsessão.
Preocupados, seus superiores o aconselharam a procurar ajuda profissional.
Pelo bem da missão.

Já inteirado com a ficha do paciente, o psiquiatra o recebeu para uma primeira sessão.
-Então você viu os marcianos?
-Vi.
-E eram verdes?
-Eram... E tinham olhinhos puxados igual de coreano.
-Hu hum... Conte mais.
-Eu estava…

Ironia é...

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Xuxa ir a estádio de futebol para promover campanha contra exploração infantil.
Amor... Estranho amor da Xuxa só para baixinhos...

Michael Jackson lança (postumamente, claro) música sobre pedofilia.
Soa como Goebbels fazendo campanha contra a propaganda.
Título da música: “Do you know where your children are?”.
Perguntassem aos pais do Macaulay Culkin um tempo atrás e bem...

Gaviões se posta em torno do seu novíssimo estádio em Itaquera e avisa: “-Nosso patrimônio ninguém vandaliza!”.
Deu certo.
Deveriam então chamar os camisas negras de pouco miolo para evitar também vandalismo nos ônibus, no metrô e...
Não, pera! Lá são eles que vandalizam.
Façam o que digo e não façam o que faço.

As corridas na F1 andam meio chatas... Dizem.
Culpa do som dos motores, claro...
Nada a ver com pistas chatas e de pouca tradição e engessamento regulamentar em que um monte de coisa é considerado antiesportivo.
Defende posição?
Até pode, mas não dá quando o de trás vem com ERS, asa móvel e o cacete enquan…

A granja dos barbudos

Obviamente era uma ideia de jerico. E das grandes!
Billy Gibbons enfiou na cabeça que seria muito legal ter um palco enorme, no formato do Texas e nele um monte de coisas que lembrasse o estado americano.
Ele queria mostrar a todos como lá era legal.
Foram colocados no: abutres em gaiolas, terrários com cascavéis e até alguns búfalos.
Tudo de verdade, autêntico e texano.
No principio tudo correu bem.
As aves pareceram não se importar com o som alto, as cascavéis se comportaram e os búfalos ficaram lá, quietos ruminando.

Até que em uma noite um dos búfalos que provavelmente não gostava de blues se cansou e resolveu tocar o terror.
O bicho que devia ser fã do Alice Cooper desembestou no palco derrubando gaiolas e terrários liberando as aves e enchendo o palco com dezenas de cascavéis.
Lá da bateria, Frank Beard, o zz top que tem barba apenas no nome, sugeriu que tocassem algo tranquilo para acalmar as cobras.
Já saindo do palco e deixando a confusão toda para que os roadies resolvessem,…

Também vou opinar #3: Tanta exclusividade assim?

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Peter Parker foi picado por uma aranha de um experimento cientifico.
Teve seu DNA misturado com o da aranha e começou a desenvolver propriedades inerentes ao animal tais como grudar nas paredes e uma sensibilidade sensorial muito aguçada.
Por contingência de necessidade ou de consciência, acabou por se transformar no vigilante mascarado Homem Aranha.
Nos gibis antigos a teia saia de seus pulsos, nos mais modernos e nos filmes de um dispositivo criado por ele.
Para ganhar algum dinheiro (vida de herói também não é mole) Peter faz bicos de fotógrafo no jornal Clarim Diário (Daily Bugle no original) e garante à publicação de J. Jonah Jameson as melhores fotos do herói.
Não é lá muito ético, verdade, mas é só ficção, não é?

Não...
O genial fotógrafo Weegee (Usher Fellig - nos EUA: Arthur H. Fellig - Ucrânia:1899/1968) também dava um jeito de melhorar seu trabalho.
Com um rádio amador instalado em um Buick e sintonizado na frequência da policia, ouvia as informações e corria para o local c…

A crônica do GP: Amplificadores e cornetas

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-Bernie, ainda estamos preocupados! Os fãs vão voltar a reclamar...
-Estão preocupados? Muito?
-Muito...
-Mas reclamar do que agora? Do domínio da Mercedes?
-Não... Estão resignados com isto.
-Sério?
-Sim. Teve um que disse que pintaram a Red Bull de prata até.
-Este povo é criativo... Então estão reclamando da monotonia das corridas?
-Também não...  Inventaram um termo para isto até.
-Qual?
-“Corrida tensa”.
-Tensa?
-É...  Dizem que quando não há ação na corrida a estratégia a deixa tensa.
-Um eufemismo então?
-Claro. Não há mais reabastecimento, os pneus não são mais o lixo que eram até o ano passado, então a estratégia se resume a chamar um piloto mais cedo ou mais tarde que o outro para os pit stops. Geralmente só faz sentido nas disputas dentro da própria equipe.

-Do que reclamam então? Da nossa preocupação com os gastos exorbitantes?
-Que nada, disto nem falam direito porque sabem que é uma tremenda besteira.
-Concordo... Queremos limitar gastos, mas mandamos desenvolver ERS, KE…

Lado B do GP - Espanha: Uma nota só?

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Não... A corrida não foi lado B
Foi extremamente lado Z, da onomatopeia do sono.
Pegaram a Red Bull do ano passado e pintaram de prata e o Vettel de preto.
Só esqueceram de continuar com a emoção no meio do grid...
E não adiantou nem o Pastor Maldonado tentar dar uma graça.
Nem ele conseguiu.

A melhor coisa do GP?
Foi o upgrade dado na carreira daquele fiscal de pista chinês que deu a bandeirada quadriculada para o Hamilton com duas voltas de antecedência.
Gostaram tanto da iniciativa dele para acabar com chatice daquela corrida que o promoveram a diretor de TV para a corrida espanhola e o cara não decepcionou.
Deu a vitória no gerador de caracteres para o Rosberg ainda na vigésima segunda volta.

Único senão foi a vitória foi do Vettel negão.

F1 2014 - Espanha: Chatice, teu nome é GP da Espanha.

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Discos do Lulu Santos, músicas do Oswaldo Montenegro, fãs xiitas do Alonso, campeonatos regionais de futebol, xadrez na televisão, churrasco só com frango e suco...
Coisas chatas não?
Muito...
Some ai corridas de F1 em pistas espanholas, por favor.
Não interessa se em Barcelona, Jerez...
É na Espanha? A probabilidade de dar sono cinco minutos após a largada é enorme, gigantesca, monumental.

Quando as vermelhas se apagaram os L 1113 da Mercedes pularam na frente e com cinco voltas já tinha dez segundos de dianteira.
E lá atrás?
Bom...
Cabeças de peixe, lagostins, camarões, arroz, carne de porco...
O que é isto?
Receita de paella, outra coisa tão chata (e ruim) quanto corrida na Espanha.

Nem as estratégias de parada de boxe deram alguma graça à corrida.
As brigas internas foram pulverizadas, não houve uma sequer.
Ultrapassagens só com diferenças grandes de uso de pneu ou uso de asa.

Só nas cinco últimas voltas houve um esboço de emoção com uma “briga” entre o espanhol mais mala da histó…

Como era bom ser punk

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O disco saiu com o singelo nome de: Mais Podres do que Nunca.
Obviamente, mainstream nunca foi o alvo dos caras, afinal, Mao, Mauro, Sukata e Português eram punks.
De verdade.
Eram os Garotos Podres.

O álbum foi gravado e mixado em doze horas, mais punk impossível, e em uma mesa de “apenas” oito canais.
O som, como se espera de um disco punk é seco, abafado, sem firulas de produção e as letras... Bom...

Os tempos ainda eram duros, apesar de já estar no ocaso do golpe e a abertura política ser iminente.
O ano era 1985, mas a censura ainda dava suas tesouradas em artistas a torto e a direito.
Com eles a coisa não podia ser diferente, afinal: eram punks.
Jhonny” foi censurada, “Maldita Policia” e “Papai Noel, filho da puta” caíram na malha fina.
Então a gravadora - a Lup-Som – mandou na lata: “-Ou ajeita ai as letras ou não podemos lançar.”.
A letra da primeira foi “suavizada” se é que se pode dizer isto sem ser irônico a segunda e a terceira, além das letras, tiveram os títulos trocado…

Só mais um dia por aqui

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(discando) #222*
Chamando; Túúúú. Túúúú
-Seja bem vindo a sua operadora, digite 1 para saldo; 2 para recarga fácil; 3 para planos; 4 para promoções; 5 para portabilidade; 6 para reclamações; 7 para retornar ao menu principal.
(pausa para pensamento) Menu principal? Mas este não é o menu principal?
(digitando) 6.
-Obrigado por acessar os serviços de sua operadora, aguarde alguns instantes para que possamos atendê-lo. (e cai a ligação)

(discando) #222*
Chamando: Túúúúú
-Seja bem vindo a blá,blá,blá...
(digitando) 6.
-Obrigado por acessar os serviços da sua operadora, seu saldo é: você não tem créditos ativos. Se deseja mais alguma operação digite 7 para retornar ao menu principal.
(pensamento) –Mas eu não pedi a opção do saldo...
 (digitando) 7
-Menu principal, digite 1 para blá, blá...
(digitando) 6.
-Para problemas com conexão digite 1; para problemas com chamadas digite 2 (entra musiquinha)
(digitando) 2.
-Obrigado por acessar os serviços de sua operadora, não deixe de responder a pe…

Azuis

Quem disse que canções de amor têm de ser melosas?
Quem inventou isto nunca ouviu “Layla”.
A canção gravada no disco Derek and the Dominos de 1970 e que na realidade é o primeiro disco solo de Eric Clapton é uma ode ao amor não correspondido.

Após tocar com os Yardbirds, John Mayal´s Bluesbrakers, Cream e até – por pouco tempo -com o Blind Faith, Eric resolve se lançar solo e convida alguns colaboradores para ser seu time de apoio.
Diz a lenda, que após a primeira apresentação do grupo alguém perguntou a Eric qual seria o nome da banda.
-Eric and the Dynamos. – respondeu o guitarrista.
-Como? Derek and the Dominos?
-É, é...  – e sai andando.
Se não era, ficou sendo.

E neste primeiro disco, Eric que sempre foi chegado a fazer de suas canções válvulas de escape para seus sentimentos, cunha uma das mais memoráveis canções de amor não correspondido da história: “Layla”.
Feita para Patti Boyd que à época era esposa de George Harrison - um dos melhore amigos de Eric - que parecia preferir “…

Smart TV

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O velho Monteiro estava sentado em uma das mesas no fundo do bar do Canário, com um copo de guaraná – mesmo – à sua frente.
Estava amuado.
Andrade, o professor aposentado, entra no estabelecimento ranzinza, como de hábito.
Canário, que no momento preparava uma tábua de frios trocando o presunto por mortadela, havia contratado um novo balconista: Dassilva.

Dassilva era gago, mas não admitia. Dizia que só gaguejava quando ficava nervoso. Mentira que Andrade tratava de desmascarar toda vez que ia ao bar.
-Tá nervoso? – sorrido cinicamente.
-Nu-num co-co-começa...
Ou como no dia em que conheceu o menino.
-Ô garoto, como é teu nome?
-Da-da... Da-dassilva, ao seu (enche a boca de ar) dispor.
-Ué... Você é gago?
-Não. – responde lacônico o balconista.
-Ah, entendi... Seu pai era gago e o escrivão do cartório que te registrou era um filhadaputa...
Porém, naquele dia o balconista queria dar o troco e assim que avistou Andrade resolveu que iria brincar com sua calvície.
-O Andra-drade... Quan-a…

Campanhas que os oportunistas não abraçam

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Ao que parece o único gesto espontâneo na história toda foi o torcedor idiota jogar a banana no campo de jogo.
Dá para se discutir se o gesto de Daniel Alves também foi ou não, afinal, em menos de vinte e quatro horas depois já havia depoimento gravado para a Globo, centenas de “celebridades” e sub celebridades postando fotos com bananas nas redes sociais e uma porrada de macacos de imitação (literalmente) reproduzindo o gesto.
Não bastasse, havia também uma camiseta à venda por módicos R$69,00 da grife de um sujeito com histórico de oportunismo ao qual declinaremos de grafar seu nome ou de sua marca.
Por trás de tudo isto uma agência publicitária não menos oportunista.
E ai? Sentiu orgulho de ser macaco agora?

Depois de ver a charge feita pelo The Piauí Herald(thepiauiherald.com.br) e reproduzida logo abaixo, pipocaram ideias para camisetas e campanhas que duvido – e muito – fossem abraçadas quer pelo apresentador, pela agência ou pela cambada de puxa sacos e imitadores que os cercam…

Verso da discórdia?

A Plebe Rude chega para passar o som em seu debut no Rio de Janeiro, no legendário e mítico Circo Voador.
De longe, Jander Bilaphra vê que o equipamento da guitarra já está ligado e sendo usado por um sujeito de óculos ao qual reconheceu sem nenhum esforço como sendo Herbert Vianna, guitarrista e líder dos Paralamas do Sucesso.
Achou melhor não falar nada já que a banda do cara era uma das atrações principais da noite e estava então capitaneando de alguma forma a chegada das bandas brasilienses ao sul/sudeste do país.

Porém, mais tarde quando o dono do equipamento, Philippe Seabra foi passar seu som e ensaiar um pouco descobriu que seu pedal de efeito predileto não estava funcionando. Ficou puto da vida e quando ficou sabendo que quem mexera nele por último tinha sido Herbert, resolveu ir tirar satisfação.

-Poxa! Será que ele fez isto porque colocamos o nome dele no meio “Minha Renda”? – pensou.
A canção em questão questiona a forma como alguns produtores queriam tratar o nascente roc…

Lira dos vinte anos

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Óbvio.
Você tem mais de vinte anos e viu Senna correndo.
Formou seu gosto pela F1 assistindo o brasileiro ganhar e se acostumando (muito mal, diga-se) a se sentir o torcedor do país mais importante do mundo do automobilismo.
Depois dele, algumas vitórias - não muitas - e a saída do país do rol dos protagonistas.
Se você não é um aficionado pela coisa – e não se envergonhe, nem todo mundo é – provavelmente deixou de ver regularmente as corridas e, claro, sente saudades deste tempo.

Mas, e os realmente loucos pela coisa ou os que não viram “ao vivo”? Sentem saudades também? Claro!
Dentre estes há aquele grupo que não considera o cara “o melhor de todos os tempos” - o que convenhamos, é uma besteira – mas são os mesmos que gostam das corridas pelo que elas são e assim sendo, sentem saudades dele por ter feito delas em seu tempo algo memorável e extremamente divertido.
Como Fangio, Clark, Hill, Ascari, Villeneuve, o pai e alguns outros mais incluindo Michael Schumacher que, ao contrário d…