31 de mar de 2009

Grooniadas australianas

Tão feio quanto os carros do ano passado, eis o mascote da prova da Austrália.

Venceu com autoridade, e aprendeu o que Kimi já sabia: É bom beber!



-Segundo? Não... Sou 1B... E não tem nada não o fato de a equipe ser inglesa, O Button; o Ross e o patrocinador serem ingleses... Eu sou só um brasileirinho contra o povo da Rainha...


-Eu não vi a bandeira amarela, nem o carro da Hamilton. Pô gente eu ia pro pódio. Alguém acha que eu ia prestar atenção em detalhes? Eu tava louco pra ver como é lá em cima... Sentir o gosto da champagne.


-Oportunista eu? Não... Sou dono de gravadora, logo, sempre vivi do trabalho dos verdadeiros artistas...



Esperava muito mais do Nico Rosberg. Que decepção...

Troféu Didgeridoo (instrumento, ou quase isto, musical arborigene):
Vai para as canetadas da FIA após o termino da corrida. Pelo tamanho do bambu (2,5m de comprimento) todos ja devem imaginar onde quero que eles coloquem o mimo né?

Eu queria também por fotos de Massa e Kimi aqui, mas as Ferrari não sairam nem na foto deste primeiro GP, fica para o próximo. Se eles forem...

30 de mar de 2009

Análise fria

Sem o calor da hora e sem as tintas da emoção do inicio do campeonato é hora de analisar mais friamente a corrida da Austrália.
Se fosse para dar uma nota para a corrida seria sete. Nada muito espetacular e nem monstruosamente emocionante.
O que mudou então? Nada!
Continuamos a ter uma equipe dominante. Como sempre tivemos.
A diferença é que agora é um time cliente –garageiro; novo; como queiram – e não uma equipe tradicional ou de montadora. Ferrari, Mclaren ou Renault, as ultimas equipes campeãs.
Button escapou na frente e não teve adversários. Não houve briga pela ponta da corrida que no fundo é o que importa.
Tirando a largada péssima, diga-se, de 1B que acabou provocando - como queda de dominós - toda aquela celeuma atras de si a corrida teria sido muito, mas muito chata.
E não argumentem em contrário, é só notar que do Kubica para trás todo mundo teve quebra de ritmo na largada, comprometendo assim a tomada da primeira curva.
E não fosse a escolha errada da Ferrari - os pneus macios - não teríamos mudanças até a quinta posição.
Algo que poderia ter trazido alguma emoção ao pelotão dianteiro era a queda de uma das Brawns para fora da zona de pódio. Só que infelizmente, por mais carro que aparente ter a equipe de Ross não tem pilotos ousados.
Não tivemos tantas ultrapassagens como era a expectativa. Não foram mais que a média das corridas ano passado. A grande maioria foi por conta do acionamento do KERS. No fundo, no fundo, a única mudança que surtiu algum efeito pratico.
No fim da corrida o acidente entre Kubica e Vettel deu algum molho de emoção. Um acidente normal de corrida, punido ferozmente pela FIA com uma canetada e assim tirando dez posições no próximo grid do alemãozinho.
Assim como também foi arbitrária a punição ao italiano Jarno Trulli, da Toyota por ter supostamente ultrapassado Lewis Hamilton em bandeira amarela.
Trulli alega que Hamilton se deixou passar.
Porém sobre este assunto – Race Control – eu recomendo a leitura dos textos de Daniel Médice no ótimo Cadernos do Automobilismo.
De bom, realmente fica a beleza da festa de uma equipe que há dois meses atrás nem existia e a perspectiva de uma real chacoalhada no cenário da categoria, claro, se as major acordarem antes que esteja tudo decidido.
Amanha as Grooniadas australianas.

29 de mar de 2009

Dentro da (nova) ordem

Treino é treino e jogo é jogo.
A velha máxima do futebol foi inapelavelmente trucidada no Gp da Austrália de 2009.
Ross Brawn e sua equipe dominaram todo o fim de semana na terra dos coalas. Treinos e corrida.
Ganhamos nesta prova um capitulo novinho da história sendo escrito na tela de nossas TV´s.
Dobradinha na largada e dobradinha -ainda que daquele jeito- no pódio de uma equipe estreante.

Assim como foi bonito ver a primeira vitória de Kubica e de Vettel ano passado, também foi emocionante ver a festa de Ross com seus pilotos após a prova. É impossível não gostar dele. Seu comprometimento com a F1 é algo raro. Tomara que continue bem e com fundos para o resto do ano. Porém espero que as outras equipes todas melhorem. Para o bem da nossa diversão.
O fato é que definitivamente parece ter embaralhado tudo de verdade
A antiga ordem estabelecida foi por água abaixo e se os antigos senhores dos grids quiserem fazer algo para voltarem apenas a serem competitivos – e não mais superiores – terão de remar muito, trabalhar para caramba e, claro, contar com a sorte que teve a Brawn. Que tirou um carro das telas do computador sem um teste sequer e funcionou como se a maquina tivesse sido testada a exaustão. Normal isto, não?

Largadas normalmente são tensas e a desta corrida não poderia ser diferente.
A nova configuração dianteira dos carros é bem propicia a enroscos, e ainda mais com aqueles spoilers dianteiros muito parecidos com o bigode do Sarney, ou do Mario Thissen...
Por sorte não foram estes bigodes que causaram a confusão na largada e sim uma péssima largada do piloto 1B que deu trabalho a Robert Kubica. Que teve de se virar para desviar e atrasou o pelotão atrás de si. Eis que surge o grande (asno) Heikki Kovalainen e faz o primeiro strike do ano. E como no poema Quadrilha de Drumonnd veio rimando:
Kova que bateu em Webber que bateu em Heidfeld e ficou fora da prova...
Enfim, foi bom ver que nem tudo mudou radicalmente, a saber:
Kova continua ruim. Fato.
A Ferrari continua se atrapalhando nas estratégias. Os pneus macios quebraram um pouco as pernas de Massa – que estava em terceiro – e Kimi "bunda mole" Raikkonen.
Nelsinho confirmou seu ano anterior. Nelsão este ano fica careca. O 1B continua o mesmo. Não importa que carro ele dirija.
Robert Kubica e Sebastian Vettel são pilotos diferenciados de verdade. Já são realidade, não mais promessas.
Provaram isto na passagem mais emocionante de toda a corrida: a sequência final da briga entre os dois.
Na tomada da curva onde ocorreu o toque não havia nada que o alemãozinho que sente as bolas pudesse fazer. Fez o contorno correto e o tal “espalho” que deu foi normal. Kubica é que forçou. Porém a arara polonesa também fez o que deveria: pressionou para passar. Não é esta a essência do automobilismo?
Pode-se argumentar que ele deveria esperar outra oportunidade; a próxima curva... Mas vai explicar isto a um sujeito num carro a mais de duzentos por hora.
Os dois podem ter sido pouco inteligentes, mas ninguém pode negar que foram machos para caramba. Uma pena Vettel ter perdido dez posições no grid da próxima corrida.
Não é novidade nenhuma discordar da FIA, mas e preciso dizer que puni-lo por este acidente foi uma atitude descabida.
No fim, justa vitória de Jenson Button.
Fazia tanto tempo que não ganhava uma prova que cheguei a temer que ele já não soubesse mais erguer um troféu ou estourar uma champagne. A seu lado, com um sorriso amarelo de quem sabe que fez uma corrida meia boca apesar da superioridade de seu equipamento, 1B mostrou que voltou aos velhos tempos. Ficou atrás do piloto principal e se não fosse os acidentes nem pódio pegaria. Para quem acha que pego muito no pé dele, procure pelas estatísticas do tempo de Ferrari.
Na Brawn, com esta vitória incontestável de Button, aliado ao fato dele ser inglês, da equipe ser inglesa, do patrocinador ser inglês, não vai ser muito diferente não.Fechando o pódio Jarno Trulli, que logo depois teve seu terceiro lugar caçado por ter ultrapassado – segundo o Race Control, olá Daniel Médice! – em bandeira amarela. Também lamentavel.
Agora é aguardar a Malásia, que costuma ter a corrida - com o perdão do trocadilho - mais mala da temporada. Só que com esta nova ordem na F1... Vai saber...

27 de mar de 2009

Fora da ordem




Iraquianos aplaudindo e elogiando o exercito americano em suas terras.
Palestinos e Judeus dando as mãos e dançando “Hava Naguila”.
Coreanos do Sul e do Norte preparando um processo de unificação para o País.
Palmeirenses e Corintianos juntos na mesma arquibancada do Morumbi aplaudindo o time do SPFC.
Feijoada com vatapá e acarajé, caruru e Frango Xadrez juntos no mesmo prato e sem causar piriri em ninguém.
Alguém é capaz de acreditar que estas cenas possam realmente ter acontecido?
E se disserem que, pela ordem: Williams; Brawn; Toyota; Red Bull; Brawn, Toyota; Williams e Red Bull, foi o resultado dos primeiros treinos oficiais do ano? E só então apareceria o primeiro carro de uma equipe grande? A saber, uma Ferrari.
Você acreditaria?
Não por coincidência Williams e Brawn corre à cata de patrocínio desesperadamente, sob pena de não conseguirem se manter competitivos ou até mesmo terminar a temporada.
A Toyota por sua vez precisa mostrar serviço para convencer o departamento de marketing que os custos de sua permanência na categoria são válidos.
Tem algo cheirando mal neste primeiro treino, e creia, não são os queijos australianos e nem cocô de canguru.
Hoje tem a tomada oficial para formação do primeiro grid do ano.
Vamos aguardar e ver quem realmente tem as tais garrafas vazias para vender.
Há quem creia numa chacoalhada total na ordem estabelecida e que os pequenos, nanicos e ridículos tomaram a supremacia da categoria. Iniciando assim a volta em grande estilo dos garageiros. Com exceção da Toyota.
Eu prefiro esperar.
Porém, se realmente for a hipótese acima for verificada como verdade vou ficar feliz da vida a despeito do que possa parecer. Afinal a minha equipe do coração parece estar emergindo de um sono profundo. Ainda que com Nico ao volante... Vai entender.
Ah sim... Algo tinha de se manter inalterado nesta zona toda: Ruimbinho foi segundo.
Normal, ele já está acostumado.

Os. Desculpem o atraso na postagem, mas é que também eu estou fora de ordem.
Agora atualizo só depois da corrida...

26 de mar de 2009

S.E.P. - Você precisa conhecer para evitar

As causas, bem como as origens, são desconhecidas.
Porém não se engane.
A Síndrome do Emputecimento Progressivo é real e afeta a todos - em maior ou menor escala - em algum período da vida.
Manifesta-se de forma completamente aleatória e sem avisos prévios.
Não há sintomas que facilitem sua identificação e só é possível detectar sua presença quando se manifesta. Então já é tarde demais. Salve-se quem puder.
Veja um exemplo:
Suspeito de portar a síndrome, observado em seu cotidiano teve reações estranhas a fatos rotineiros. Acompanhe.
Pela manhã o rapaz passa por um simpático vendedor de zona azul que lhe pergunta sempre a mesma coisa:
-Será que chove hoje?
E quase sempre a resposta é:
-É possível... O tempo anda meio louco.
Já sob a influencia da síndrome a resposta foi:
-E eu vou saber c**lho! Eu lá tenho cara de repórter do tempo?
Atitude que é vista apenas como falta de educação, mas demonstra o inicio do distúrbio de humor.
Tende-se a pensar que a grosserias se dão por conta de algum problema pessoal.
A falta de divulgação de informações sobre a síndrome gera reações e frases que só contribuem para a progressão do mal.
“-Deve ter dormido com a bunda descoberta...”.
Ao embarcar no transporte coletivo, o individuo tende sempre a fantasiar que o condutor está de marcação com ele. Costuma exteriorizar isto de forma pouco lisonjeira:
-Pqp, de novo ce parou o busão onde o degrau de embarque fica mais alto... Ce tá de sacanagem, quando não é isto é poça de água. Ce ta sempre querendo me ferrar!
Geralmente o condutor releva, como mandam os manuais de bom comportamento no exercício da função. Na pratica equivale a fingir que nem ouve.
Porém quando as reclamações passam a ser mais acintosas o profissional do volante geralmente acelera para logo em seguida frear bruscamente fazendo com que o individuo perca o equilíbrio.
-Pqp, ta pensando que tua mãe ta aqui dentro?
Há quem pense que rompantes como os do motorista sejam de vingança. Mas artigos publicados recentemente dizem que a SEP é altamente transmissível à curtas distancias e em pouco tempo de contato.
Geralmente o condutor também tem uma frase maldosa para a ocasião.
-A esposa deve ter dormido de calça jeans!

Ao descer do coletivo o ser sempre tem que disputar o espaço com pessoas que aguardam outro coletivo e quase sempre com alguns camelôs. O que faz o desembarque do ônibus parecer um suplicio.
O ser salta do degrau; esbarra em duas ou três pessoas; acerta a barraca de balas do camelo.
-Ca***ho! Só em país subdesenvolvido mesmo pra nego colocar barraca numa calçada onde mal cabem os pedestres...
E mais:
-P**ra! Não ta vendo que aqui é o espaço da porta de desembarque? Tão fazendo o que ai parados?
Geralmente os camelôs são os que respondem mais alto, claro, ignorando a causa do mau humor:
-Tá de TPM , santa?
Antes de chegar ao escritório o sujeito ainda passa em uma lanchonete para um rápido desjejum. Já que ao sair de casa estava atrasado e não teve tempo para comer.
Já dentro do pequeno bar o sujeito ouve:
-Café preto?
E responde já completamente tomado pela síndrome:
-Se tiver branco, com pontinhos verdes ou rosados eu prefiro!
Os balconistas são daquelas classes que nunca respondem em viva voz, mas com certeza fazem misérias com o café e o pãozinho na chapa do sujeito.
Adentra o escritório ouvindo perguntas do tipo: “-Já chegou?”. Que nem se digna a responder, apenas bufa.
Ao acomodar-se em sua mesa verifica a quantidade de processos pendentes e num ato mecânico apóia o rosto nas palmas das mãos.
Entra o chefe e nem lhe dá bom dia:
-Está atrasado!
-Estou, estou atrasado, com fome, dolorido e muito puto... Por quê?
O chefe acha melhor deixa a entidade quieta até se acalmar.
Mal sabe ele que daqui pra frente a tendência é só piorar...
E muito.
Porém esta síndrome não está descrita nos manuais e nem é coberta por nenhum plano de saúde do mercado.
O que se for dito em voz alta perto do emputecido pode causar reações de consequências inimagináveis.
Gostou do texto?
NÃO? AH VÁ PRA...

25 de mar de 2009

Só se pensa na Austrália

AC DC - You Shook Me All Night Long

Um grupo de vinte e cinco baleias apareceu encalhado em uma praia da Austrália.
Voluntários ajudaram os ambientalistas a salvar e devolver as baleias ao mar.

Na areia:
-Que bom que devolvemos estes animais ao mar...
-Pois é! Seria um desastre ambiental horrível se estas vinte e cinco baleias morressem aqui.
-Não te dá uma sensação de dever cumprido?
-É sim, até me sinto mais gente...

Na água:
-Eu sábia... Era só a gente chegar à praia que nego ia mandar a gente de volta para a água.
-É... Baleia não pode mesmo assistir F1. Malditos ambientalistas...
-Dizem que foi o Max Mosley que mandou...
-Aquilo não é gente.

Na areia:
-Pronto, a ultima baleia foi devolvida ao mar! Missão cumprida!
-Êêêê! Viva! – Seguem-se aplausos.

No mar: -Estão aplaudindo?
-Parece que sim...
-Então vamos voltar.
-Melhor não. Vamos tentar chegar a Melbourne por outro caminho...

Só se pensa e só se fala na abertura do mundial de F1, que a triste pré temporada fique para trás e daqui para frente só alegria e emoção.
E para ajudar, mais uma edição da Radio Onboard.
Fábio Campos - que está de volta com seu Grid GP - Felipe Maciel e eu, colocamos em pauta as expectativas para a primeira corrida do ano, e de quebra ainda pincelamos outros assuntos.
E se como nós, vocês também não conseguirem dormir com a ansiedade antes da largada fica aqui um convite: Se tudo correr bem com os equipamentos estaremos transmitindo ao vivo um programa de espera do Grande Premio da Austrália, entre 2h20 e 2h50 deste Domingo, dia 29 de Março.
Como ouvir no domingo? Clique aqui.

24 de mar de 2009

Folia do Boi

Eu não me lembro direito dos detalhes, nem poderia já que faz tanto tempo...
Lembro-me de alguns pontos, alguns fatos um tanto confusos.
Os anos, outras presepadas e as dificuldades da vida me fizeram esquecer muito.
Só que outras teimam em ficar grudadas no hard-disk da memória. Enfiadas numa pasta de raiz no cérebro. Coisas que mesmo se quisesse esquecer não conseguiria.
O que vou narrar agora é um destes fatos. Como já disse, meio impreciso por conta dos brancos na memória, mas vou contar assim mesmo...
Era quase uma obrigação jogar futebol no campo de terra do bairro nos sábados pela manhã.
Na verdade era religioso e nós cumpríamos com um prazer absurdo esta obrigação.
Lá descansávamos da semana de trabalho. Correndo, suando e até xingando uns aos outros dentro de campo, mas quando acabavam as partidas todos eram amigos de novo. Ficava o dito pelo não dito.
Acordávamos cedo e íamos de casa em casa acordando os jogadores até que tivéssemos o numero certo pra jogar.
Os mais assíduos eram - graças a Deus - o goleiro Sandro, que chegou até a fazer uma temporada pelo time do Nacional da Água Branca; o lateral Sergio, também conhecido como "Babu"; o outro Sérgio, que era atacante e não era muito bom de bola. Mas era amigo e amigo não tem defeito, não é?
Ocorre que num daqueles sábados tínhamos jogo marcado contra um time do bairro vizinho. O jogo foi marcado de véspera, muito em cima da hora e não tivemos tempo de avisar pelo menos treze jogadores. De modo que na hora 'H' só apareceram onze, os contados...
Tivemos que improvisar.
Colocamos gente do ataque na defesa, laterais no meio campo e só guardaram posição o goleiro Sandro - de novo, graças a Deus - e o Sérgio centro avante.
Até porque ele, como já disse, não era lá estas coisas e era melhor mesmo que ele ficasse lá na frente e não atrapalhasse a defesa...
Aos dez minutos de jogo alguém chega a beira do campo e grita que o filho de um de nossos jogadores havia nascido não tinha nem uma hora.
Não me lembro quem exatamente, mas o cara nem vacilou. Tirou a camisa passou por mim como um foguete. Nem ouviu os parabéns... Deixou a camisa no chão e mais à frente o calção.
Passou atrás das traves de um dos gols, vestiu sua roupa e sumiu.
Ficamos sem um dos volantes no meio-campo e sem ninguém em vista para por no lugar.
Teríamos de adiar o jogo. O que desagradou todo mundo nos dois times.
Eis que surge do lado oposto do campo um outro amigo nosso: Luiz.
Não era nem um craque de bola. Na verdade era o que chamavamos de "pereba".
Alguém, julgo eu do time adversário, o viu e gritou para que o colocássemos no lugar do feliz pai fresco que havia desertado.
Claro que a idéia a principio não foi bem aceita, afinal era o Luiz e sendo assim não ia fazer diferença ele no time ou um a menos.
Tremenda maldade.
A confabulação até que foi rápida e na base do sem jeito.
Aceitamos Luiz no meio campo.
Ah! Mas não foi assim fácil não!
Primeiro tememos pelo seu futebol, claro. Depois o mais grave, tememos pelo nosso uniforme. Não que nossa gloriosa camisa fosse algo assim bonito. Na verdade era até ridículo.
As camisas listradas na horizontal em verde e cor de abóbora. E os calções? Estes eram listrados na vertical com as mesmas cores.
Era o que tínhamos.
Não disse que tem coisas que mesmo querendo não esquecemos?
E Luiz, devo dizer, não tinha assim um corpo digamos... Atlético.
Para ter uma pálida ideia, o cara tinha o singelo apelido de 'boi'.
Sim, ‘boi’, ele era grande (gordo?) então ai nosso temor pelo uniforme.
Mas vá lá que seja... Se a camisa ficasse folgada depois no corpo de outro jogador, paciência.
Mas, e o calção? Se este laceasse de mais? Como fazer?
"-Bom aí é o seguinte..." - alguém dava a solução. - "- Dá ai a camisa e ele que jogue com a própria bermuda...!”.
Boa solução se ele não estivesse vestido com calça jeans.
Alguém gritou de longe: "-Joga de cueca!".
O jogo foi reiniciado e transcorreu na maior ordem.
Ganhamos, como aliás, já era esperado.
Luiz jogou muito bem. Antecipando, caindo para os dois lados do campo, cobrindo os laterais com perfeição e até chegando ao ataque.
Não importa se os “língua-afiada”, as “bocas de veneno” dissessem depois que o "Boi" mais parecia uma bola de praia atrás de uma bola de couro.
O que importa na verdade é que cumprimos nosso ritual e todos saíram contentes. Principalmente Luiz que lá no meio campo, enorme... Rotundo... Bovino... No bom sentido! Com nossa camisa cinco apertada até não mais poder e à altura do umbigo, meião e chuteiras emprestadas...
E se me perguntarem - e me perguntam - se é verdade que ele ficou em campo com uma cueca de algodão cru? Eu direi - e digo - que não me lembro.
Se havia mesmo uma manchas de cor escura? Não sei.
Como diz meu grande amigo Silvio, irmão do goleiro Sandro: "No creo em bundas, pero que las hay, las hay!".
Mas eu não quero me comprometer e penso ter sido tudo uma alucinação provocada pela alegria da vitória.
Ponho a culpa nos brancos da memória...

23 de mar de 2009

Polêmica vazia

O fim de semana foi marcado pelo aniversário de nascimento de Ayrton Senna e por mais um capitulo de uma polêmica vazia sobre quem foi melhor: Senna ou Schumacher.
Tudo começou com uma entrevista de Felipe Massa a um programa de TV Italiano que teve a sensacional idéia de escalar Kaká, aquele mesmo, para entrevistar o piloto.Bem, nada contra jogadores de futebol, mas penso que para que eles entendam algo que não seja dito pelo “professor” na preleção tem que ser dito em analogia ao futebol.
E por mais que o ex são paulino seja louvado como “instruído” e uma das melhores cabeças do futebol, não vai escapar do estereotipo aqui não. Futebolista é burro!
Então Massa inocente (mas também não muito inteligente para fugir das comparações), soltou a perola que para Kaka foi didática: Senna e Schumacher são como Pelé e Maradona.
E Kaká devolveu: “-E quem seria o Pelé?”.
No que Massa respondeu com a naturalidade que se espera de alguém respondendo uma pergunta que lhe é feita: “Corri com Schumacher, aprendi muito com ele. Para mim ele é o Pelé da F1!”.
Foi que bastou para os fãs mais xiitas de Ayrton cair de pau sobre o piloto da Ferrari.
Em um fórum do site Terra teve gente dizendo que o Massa era capacho do alemão e coisas piores.
Quando é que estes caras vão começar a respeitar a opinião dos outros? Quando vão entender que não cabem comparações entre os dois porque um está no plano dos vivos e o outro já não está mais?
Que o “se” não corre e não houve tempo hábil para colocá-los frente a frente?
E principalmente, para que estes fãs xiitas aprendam de uma vez por todas matemática, e aceitem que sete é maior que três...
Agora imagine isto levado para outras profissões e categorias.
Se ao invés de Kaká o entrevistador fosse um outro profissional qualquer? Qual seriam as comparações?
Se fosse no lugar de um jogador de futebol um:
Arquiteto: -E pra você quem foi melhor? Senna ou Schumacher?
Massa: “-Ah, é como comparar Le Corbusier com Oscar Niemeyer”...
Arquiteto: -E quem seria o Corbusier?
Massa: - O Schumacher...
Ai todos os brasileiros iriam xingar o cara...

E se fosse um guitarrista?
Massa: -Ah é como comparar Jimi Hendrix com Chinbinha...
Guitarrista: - E quem seria o Hendrix?
Massa: -O Schumacher...
Nunca mais ele poderia sair de casa pra ir num show de rock sossegado. Se fosse um geriatria:
-Ah, mas seria como comparar Madonna e Dercy Gonçalves...
-E quem seria a Madonna?
-O Schumacher...
Iriam chover reclamações das fabricas de fraldas geriátricas brasileiras.

Tudo é questão de opinião, mas se for ver quem é quem mesmo nesta história de comparação entre Senna, Schumacher, Pelé e Maradona, podemos dizer sem medo de errar que Senna tem mais de Pelé que o Schumacher.
Afinal que me lembre o alemão não chegou junto na Xuxa...Tenham todos uma boa semana

21 de mar de 2009

Eu sei o que você fez no verão passado

-Alô?
-Max? ´
-Isto! É o Max Mosley... Quem está falando?
-Você sabe quem está falando.
-Se soubesse não perguntaria...
-Sim você sabe. Não se faça de desentendido.
-Como? Seja lá quem for eu tenho mais o que fazer. – E bate o telefone, que instantes depois toca novamente.
-Alo!
-Não desligue Max, nós temos um assunto para conversar.
-Não tenho assuntos com estranhos que não se identificam.
-E do seu interesse, lhe garanto.
-O que pode ser do meu interesse vindo de você? Nem sei quem é!
-Mas eu sei quem você é. E isto é o que importa agora.
-Já disse não lhe conheço.
-Mas eu lhe conheço, também já disse isto.
-Não tenho tempo a perder, diga o que quer.
-Eu sei o que você fez no verão passado.
-Como assim, eu fui à praia, em Ibiza.
-Não... Você foi à praia, mas em San Francisco, California. Tenho fotos que o News of the world adoraria publicar.
-É um blefe, tenho provas de que estava em Ibiza...
-E eu de que esteve em San Francisco, com rosas atrás da orelha e cercado de rapazes fortes com corpos definidos. Alguns vestidos com togas romanas, outros apenas com sumarias vestes de gladiador.
-Vou dizer que não sou eu.
-Disse isto também quando as meninas estavam vestidas de nazistas. Vai ficar difícil confessar depois como fez antes. Pense bem... Agora é pior
Um silêncio profundo na ligação. Ouve-se a respiração pesada do chefão da F1 que se contorcia de raiva.
-Ok, você venceu, o que quer?
-Assim como sabe quem sou, sabe também o que quero. E quero para já. Nem um minuto mais. – e desliga o telefone ruidosamente.
Max Mosley não tem um só minuto de hesitação. Nem bem coloca o celular na mesa, já o retira o fixo do gancho para fazer uma ligação.
-FIA boa tarde!
-Aqui é Max Mosley, solte um comunicado dizendo que em respeito aos protestos da FOTA as regras de pontuação e definição do campeão voltam a ser como eram antes.
-Mas senhor Max...
-Sem mais, e diga que se houver unanimidade entre as equipes poderemos pensar nisto para 2010. Faça o comunicado agora!
-Sim senhor.

E assim pudemos comemorar a vitória em uma batalha contra as forças do mal que regem a F1, agora precisamos vencer a guerra.

20 de mar de 2009

Protestos

Estava marcada para acontecer naquele local – Avenida Paulista - a concentração de ciclistas que fariam pelo segundo ano consecutivo o Pedalada Pelada.
Este é o evento que visa chamar a atenção para a falta de segurança no trânsito de quem escolhe a bicicleta como meio de transporte.
Realmente... Enfrentar o trânsito paulistano de bicicleta não é nada fácil.
São poucos quilômetros de ciclovias e que nem sempre servem de forma satisfatória ao ciclista. Sem contar a já tradicional falta de educação de quem está motorizado, seja em duas ou quatro rodas. Nem vou comentar sobre caminhoneiros que geralmente tem muito mais rodas e muito menos educação.
J.P. a porta voz dos pelados chegou e foi logo reconhecida pela turma de ciclistas. O caminho para ela foi se abrindo assim como se abriu o mar vermelho para Moisés, com a diferença que o mar não aplaudiu os hebreus.
Ela salta da bicicleta e sobe em uma mureta para fazer um pequeno discurso.
Muito magra e pequena, estava calçada de tênis e vestida com shorts de ginastica, camiseta e capacete. Ergueu os braços pedindo atenção e então falou:
-Meus amigos! Nós estamos literalmente pelados no trânsito desta megalopole! Nós que escolhemos pedalar para não agredir o meio ambiente não temos proteção! Não temos para choques, nem lataria e muito menos airbags para nos proteger dos motoristas mal educados!
Alguns gritos de “apoiada” são ouvidos. Também outros de: “só você não tem airbag” vindo de um grupo de travestis que também iriam participar da manifestação pedindo mais respeito à classe...
Ignorando o aparte ela continuou:
-Sei que não somos os únicos a sofrer com a falta de educação no trânsito, mas somos os que mais sofrem, por isto conclamo a todos para dar inicio a: Segunda Pedalada Pelada de São Paulo!
Vivas, urras e muitas camisetas e calções foram atiradas ao ar. Numa olhada rápida se via muitas pessoas apenas de roupas de baixo, mas nenhuma nua efetivamente. As mulheres, que eram poucas na verdade, mantiveram seus sutiãs.

A policia já estava pronta para reprimir qualquer nudez quando outros grupos chegaram.
Motoboys da cidade de São Paulo; motoristas de ônibus; taxistas; blogueiros de F1 e Indy; torcedores do Corinthians e outros desocupados. Todos prontos para tirar a roupa e ficar peladões.
A policia fica por um instante sem saber onde centrar suas forças quando, entre todos, um grupo pede a palavra: Os pilotos de F1, que descontentes com a nova forma para se apurar o campeão da temporada - será campeão quem tiver mais vitorias, independente de quantos pontos tenha - resolveram protestar também.
Foram abrindo passagem por entre os ciclistas até chegarem à mesma mureta em que estava J.P., a magrela.
Subiram cinco pilotos, o restante ficou por perto, no meio da multidão. O porta voz escolhido era Fernando Alonso.
-Senhoras, senhores e afins... – a turma do silicone se agita, entre eles Nico Rosberg – Nós estamos aqui para protestar porque também nos sentimos nus! Esta nova regra para se apurar quem vai ser o campeão da temporada é ridícula e desfavorece a luta por qualquer outra posição que não seja a vitória. Desestimula... É uma violência contra nós que não temos carro para vencer corridas... Um piloto com apenas sessenta pontos e duas vitórias poderá ser campeão enquanto outro com 100, mas com uma só vitória, não! Vamos tirar a roupa...
E num ato continuo os cinco de cima da mureta ameaçam tirar a roupa: Buemi, Vettel, Kazuki, Kubica e Alonso.
Neste momento a passeata de ciclistas pelados se dissolve. Fugindo.
A policia enquadra Robert Kubica levando-o preso enquanto baixa o cacetete em Sebastien Buemi e Kazuki. Vettel sumiu.
-Protesto de ciclista pelado a gente até suporta, mas trazer estes cinco filhotes de cruz credo para cá e ainda ameaçar que eles tirem a roupa é mais que atentado ao pudor, é falta de respeito com o ser humano! – disse o policial militar em entrevista algumas horas depois.
Pois é, mesmo diante do maior absurdo já urdido pela FIA e seus antipáticos velhinhos, nem reclamar a gente pode.
Que ninguém vai dar atenção mesmo.

19 de mar de 2009

Dois anos de Blig Groo - É festa!

Que bom que você veio!
Se está lendo este texto é porque já esta dentro da grande festa de aniversário dos dois anos do Blig Groo.
Seja muito bem vindo!
Não estranhe a decoração nova não... O banner novo foi presente do meu amigo Felipe Maciel, com as letras mais destacadas sobre a foto de fundo que já estava antes.
Preciso registrar também que recebi outros projetos de banner do não menos ilustre amigo Marcus Mayer. Com uma configuração de letras e cores diferentes sobre a mesma foto, mas que não se ajustou a pagina.
Ao professor Marcus Mayer meus melhores agradecimentos.
Todos com os copos nas mãos? Então Salud!
A festa agora vai rolar e para isto fechei o Santa Madre Cassino só para nós...
O que? Não sabe o que é o Santa Madre Cassino?
O convento que se tornou a melhor boate do mundo!

Freqüentava só o pior da bandidagem
Noite adentro nas mesas de vinte e um
As capetas de calcinha-sacanagem
E ninguém podia ir embora sem que estivesse bebum
Se me disser - Vai!
Cair no mal - Vai!
Uma noite se passou
E o convento então virou
Santa Madre Cassino


E já que estamos num cassino vamos à jogatina!
Vamos pregar as penas no burro.
Joguinho simples: Consiste em colocar as penas no Max Mosley para que ele se torne um completo jumento.
O que? Burros não têm penas? Então o Max já é um burro completo!
P.q.p. como este cara adora estragar brincadeiras...
Vamos entornar litros e litros de tequila, cerveja belga, vinhos finos. Tudo para esquecer as barbaridades que fizeram com nosso esporte predileto. Desde deixar os carros feios para caramba até esta regra ridícula de quem vencer mais leva o titulo mesmo com menos pontos... Haja tequila! Ah claro, comidas... Churrasco grego, hotdogs, pizzas cariocas...
O sal de frutas é por conta da casa! Vamos contar com a presença de figuras ilustres que já confirmaram presença e deram seus depoimentos a respeito do Blig Groo.

O Papa Bento XVI: -O Blig Groo é do mal, quem lê este blog vai ser excomungado! O dono dele já foi...










Hugo Chavez: -Já mandei fazer um plebiscito na Venezuela para saber se nós tomamos o controle do Blig Groo em nome do Socialismo do Século 21, Assim ele para de falar mal de mim...







Ruimbens Boquirroto: -Agora que eu tô num carro vencedor ele vai ver quem é o boquirroto!







Ross Brawn: -Queria pedir para o Groo, se possível, achar um daqueles caras que andam com um broche escrito: "Perca peso, pergunte-me como”. Que é pra eu perguntar pra ele como faço para meus carros ganharem peso até Melbourne...








Paulo Coelho: ??????
Não este nunca disse nada que prestasse e não vai ser agora que vai começar.









Zé Pequeno: -Eu não leio o Blig Groo p***a! O Groo só me mete em roubada, até de baiana ele já me vestiu.










O cobrador do busão: -Cara de estúpido tem o Groo... V**do!









David Coulthard: -Dois anos hein? Daqui a pouco sou eu que vou estar mandando ele ir jogar bingo!










E por fim quero agradecer a todos os que fizeram e fazem meu humilde blog chegar a marca de dois anos, é por conta de vocês que ele continua, e claro né? Por vaidade minha também hehehe.
Vamos terminar cantando juntos:
Somos amigos em terra, somos amigos no mar.
Juntos fomos pra guerra e juntos estamos no bar!
E vamos a cata do terceiro! E de quantos mais vierem!
OBRIGADO!

18 de mar de 2009

Acumulando raiva e rancor

Duas semanas antes de um Mundial que tinha tudo para ser um dos melhores das ultimas décadas e lá vem o fóssil presidente da FIA mexer onde não precisava.
Em seu escritório, conversando com o espelho o velhinho da fuzarca toma decisões.
-Precisamos dar uma mudada em alguns itens do regulamento. Pontuação por exemplo. – diz Max Mosley diante do espelho.
-Que tal a proposta de medalhas do Bernie? – diz o reflexo.
Um silêncio pesado cai sobre a sala. Mosley desvia os olhos do espelho e mira o horizonte em sua janela como se pensasse sobre o assunto.
-Hããããã.... Não! Quem manda por aqui sou eu e não vou dar este cartaz –mesmo que ridículo - a ele não. Se alguém tem o direito de ser ridículo aqui este sou eu! O Bernie que se f**a!
-Então podemos utilizar a proposta da FOTA sobre aumentar o numero de pontos pela vitória? – insiste o vulto no espelho
-Errrrrrr... Não! Pareceria que estamos desorientados e que não sabemos como dirigir nosso próprio campeonato... A FOTA que se f**a
-O que fazer então Sr. Mosley... Vamos deixar como está? Ai a imprensa vai dizer que não somos ousados?
-Ah! Eles querem ousadia? Então tá! Vai lá e divulga que quem ganhar mais corridas este ano é campeão mesmo que os pontos apontem uma diferença abissal do primeiro colocado para o piloto que tiver mais pontos.
-Mas isto é absurdo! Que dirão os pilotos?
-Pilotos? Não vão dizer nada. A gente proíbe. Os pilotos que se f**am!
-E os fãs da F1? O que eles dizer, imagine a surra que o senhor vai tomar dos blogues?
-E eles pagam a conta?
-Não.
-Alguém além deles próprios dão importancia ao que eles dizem?
-Não...
-Eles tem direito a voto?
-Não...
-Então eles que se f**am!
E só restou ao mundo do automobilismo se conformar, acumulando raiva e rancor...
Se não fosse o imenso amor pela F1, juro, abandonaria o barco.
Está muito difícil digerir tanta besteira.

17 de mar de 2009

Blogf-1 de Felipe Maciel - 2 anos dedicados a F1

Dois anos.
Pode-se pensar que é pouco tempo, mas não para blogues.
A grande maioria não chega a esta marca em atividade, muitos perdem o fôlego bem antes de completar o primeiro ano de postagens, outros nem isto.
Os de F1 então...
A escassez de assuntos em determinadas épocas do ano e muitas vezes a orientação pela qual a página é conduzida dificultam e muito o trabalho.
Sem contar o fato de que muitos não conseguem atingir uma identidade própria e caiam na vala comum de apenas trocar virgulas de noticias tiradas de sites especializados ou mesmo de outros blogues, sem nem ao menos tentar passar a opinião pessoal do blogueiro.
Há de se entender, já que F1 é um esporte que se desenvolve na maioria absoluta do tempo longe de nós fãs não jornalistas. Seja em terras européias ou no Oriente, nova coqueluche dos mandatários da categoria...
Mas definitivamente este não é o caso do Blogf-1, de Felipe Maciel.
Sua pagina completa neste dia 17 dois anos de existência e sempre ativo.
Pode-se contar nos dedos os dias em que deixou de ser atualizado por seu proprietário. E sempre com temas relevantes e muito bem pesquisados, fugindo do lugar comum e principalmente: do óbvio.
Quem lê o Blogf-1 e o acompanha desde o inicio – meu caso – sabe que para Felipe Maciel abordar um o assunto o mesmo tem que ser fato e importante.
Boatos, fofocas e “achismos” não tem lugar por lá.
Felipe, procura pela noticia em vários canais diferentes, analisa, compara e então faz sua abordagem. Sempre com uma dose da sua visão pessoal e peculiar. Com responsabilidade e respeito pelo leitor.
O que faz do Blogf-1, não só para mim, mas, para muitos uma referencia quando o assunto é F1.
Este post um tanto diferente dos que costumo colocar aqui em meu humilde espaço é para festejar esta data. Os dois anos de atividade de um dos melhores blogues de F1 que conheço.
Quem conhece vai me dar razão.
Quem ainda não conhece... Está esperando o que? Visite lá, deixe sua impressão e dê os parabéns pela data.
E ainda tenho o prazer e a honra de dizer que Felipe Maciel é meu parceiro em projetos como a Rádio On Board.
E sua comunidade no Orkut.
Bem como no – agora - adormecido Mondo Interativo, uma revista eletrônica que mantínhamos com alguns colaboradores.
E o principal motivo de todos. É um grande amigo desde sempre!

Ao Felipe Maciel e seu Blogf-1: VIDA LONGA E SUCESSO!

16 de mar de 2009

Malandros

Malandro ele...
O dublê de ditador e humorista – sem graça – Hugo Chavez vai mandando seu caô.
Depois de mandar fechar uma estação de televisão que lhe fazia oposição e proibir uma exposição – que inclusive já passou aqui pelo Brasil - sobre o corpo humano na Venezuela alegando que era macabro.
Agora ordenou a tomada de portos e aeroportos que estão sob administração de seus opositores. Sob a alegação de que não faziam com que funcionassem corretamente e não faziam manutenção dos equipamentos.
Para tal ação fez uso do exército.
Vale lembrar que bem pouco tempo atrás fez o mesmo com hospitais e forças policiais, limando assim a autoridade de governadores e prefeitos de oposição que foram legalmente eleitas.
Se isto não é golpe então não sei o que é.
E o pior é que tem gente – fora da Venezuela, diga-se – que apóia.
Como disse o outro: Lends picants in anus outrem, ki sucus est!
Malandros eles...
Os simpáticos inoperantes velhinhos do Vaticano mandaram mais uma de suas perolas.
Disseram que a invenção da maquina de lavar vez muito mais pela liberação da mulher que o advento da pílula anti concepcional.
Claro... Eu concordo com os matusaléns de batina.
Se não fosse a maquina de lavar de pouco adiantaria estar prevenida de uma gravidez indesejável, pois não sobraria tempo para transar.
Ora senhores! Dor de cotovelo tem limite.
A liberdade da mulher viria de uma forma ou de outra. Com pílula ou sem. Pela própria inteligência e luta delas.
Já a liberdade de prelados da igreja católica e de cristãos em geral não virá nunca!
Presos que estão a dogmas e leis que datam do governo imperial de Constantino em Roma. Então por baixo dos panos fazem tudo aquilo que gostariam de fazer se a igreja não os proibisse. Inclusive pedofilia.
Não verdade estão chateados porque não inventaram ainda uma pílula para os clérigos que trouxesse como consenquência a liberdade de ação e pensamento. Como no caso das mulheres.
Não me admira que o catolicismo perca adeptos aos montes para seitas ridículas que tem pastores firmemente dispostos a levar até o ultimo centavo do fiel. Sem que este sequer reclame. Pelo contrário, fica felicíssimo de ajudar na “obra do senhor”.
Religião é o comercio mais seguro do mundo: Vende um produto que se não for entregue, o cliente nunca voltará para reclamar.

Malandro ele...
De verdade. O ultimo dos malandros
Desopile o fígado de tanta desgraça ouvindo Moreira da Silva que em malandragem dava de mil nestas figuras nefastas que citei acima.
Aqui defendendo um samba de outro malandro histórico: Chico Buarque.
Tenham todos uma boa semana. Que promete!
Moreira da Silva - O Rei do Gatilho










14 de mar de 2009

Explicando o milagre

Na noite anterior ao anuncio oficial da criação de sua equipe, Ross Brawm tinha muitas duvidas.
Desde a confiabilidade do carro, passando pela escolha da dupla de pilotos; nome oficial da equipe até o interesse de patrocinadores em tempos tão bicudos.
Ross chegou a seu apartamento e após tomar um banho deitou-se em sua cama para organizar as idéias.
Como o sono não vinha resolveu ler um pouco. Esticou o braço e apanhou em seu criado mudo um exemplar ainda lacrado de “Formando equipes vencedoras” de Carlos Alberto Parreira.

Leu até a página setenta e três e começou então a cochilar. Brigou um pouco contra o sono, curioso que estava com andamento do livro, mas por fim não resistiu. Dormiu um sono pesado, dos justos.
No meio da madrugada, Brawn sentiu um calor muito forte e um tanto estranho para aquela época do ano. Afinal ainda era fim de inverno na Europa e as temperaturas não subiram tanto para justificar o tal calor.
Ross se levanta e decide ir ao banheiro. Cansado e ainda com sono nem nota que na sala de seu triplex há uma luz difusa de onde emana o calor.
No banheiro após concluir o que foi fazer nota que esqueceu de erguer o assento do vaso e que algumas gotas caíram sobre ele, pensa que nestas horas é que é bom morar sozinho. Ninguém vai reclamar pela manhã.
Na volta ao quarto ouve uma voz que vem da sala:
-Ross Brawn!
A voz é baixa, mas penetra em sua cabeça com a força de mil trovões.
Antes de entrar no quarto, dá meia volta e ao chegar à porta da sala se depara com aquela luz toda e reconhece no centro dela um sujeito alto, com aparência ainda jovem e um queixo muito proeminente. Traz nas mãos sete estrelas sendo cinco delas vermelhas e duas azuis. Acima de sua cabeça uma coroa de louros, como a que usavam os imperadores romanos, mas não veste túnica e sim um macacão de piloto.

-Não me reconhece Ross? –diz a figura.
-Não tenho certeza, talvez já tenha lhe visto, mas... Como entrou aqui?
-Isto não importa, mas saiba que tudo posso e tudo faço.
-Tudo? Tudo mesmo? Tudinho?
-Duvida? Não tem fé?
-Bem, não vem ao caso, mas há de convir que fé é a ultima coisa em que vou pensar vendo minha sala invadida a esta hora da madrugada... Concorda?
-Homem de pouca fé! Mas ainda assim vim até aqui para te ajudar.
Ross já um pouco mais calmo e conseguindo organizar melhor as idéias e sentimentos questiona:
-Me ajudar como? E afinal quem é você?
-Eu Sou aquele que É! – responde o homem no centro da luz – E vou te ajudar com sua nova empreitada.
-Minha equipe de F1? Ajudar como? Você pilota? Tem uma empresa grande para patrocinar a gente?
O ser não responde as perguntas de Ross Brawn, apenas o olha nos olhos e então começa a falar:
-Atrás do bloco do motor, quase embaixo dos coletores de admissão e um pouco acima dos comandos de válvula e do virabrequim tem alguns parafusos grandes e de cabeça sextavada, são os únicos em todo o motor que giram no sentido anti horário. Você vai pessoalmente aperta-los até que fiquem presos os suficientes para não serem tiradas com as mãos.
-Só?
-Calma... Vai também afinar o bico para que ele fique próximo ao que é o bico da Williams hoje...
-Por quê da Williams e não da Mclaren ou Ferrari?
-Porque acho o da Williams mais bonito, e não me interrompa!
-Depois vá até a parte traseira do carro e incline as laminas do aerofólio em trinta e sete graus para baixo. Ajuste os controles de combustível para manter a mistura com o ar a mais rica possível. Isto vai fazer com que o motor trabalhe em altos giros a maior parte do tempo sem engasgar e ainda por cima poupando os pistões. Por fim mantenha a estrada de ar dos radiadores o mais aberto possível. Não haverá forma de que o carro não ande bem.
Ross coçava a cabeça, as dicas faziam sentido e ele mesmo havia pensado nisto algumas vezes, mas não tinha posto nada em prática por absoluta distração. Pensou um pouco e decidiu acatar aqueles conselhos. Porém ainda com um pouco de reticência resolveu perguntar se depois de feito aquilo nada daria errado.
Ao que respondeu o ser na luz:
-Faça e confie, quando EU quero até a luz se faz! – e sumiu deixando em eco sua ultima frase: “-Coloque seu nome nos carros...”.

Ross com um sobressalto se vê outra vez na cama. Levanta-se procura por todos os cômodos do apartamento.
Não sabe bem que o que procura - está confuso - mas como não acha nada volta a dormir.
Na manhã seguinte faz o anuncio oficial do lançamento de sua equipe: A Brawn GP.
Depois mais tarde nas oficinas colocou em prática todos os conselhos que recebera naquela espécie de sonho.
Um dos mecânicos vendo aquilo perguntou a Ross como tinha tanta certeza de que aquilo funcionaria e recebeu como resposta a frase:
-Deus me disse... Num sonho, sei lá.
-Mas como? O senhor não é ateu? Não duvida de Deus?
-Duvido sim...
-Duvida, mas vai fazer o que ele mandou?
-Não custa nada, não é? E só para me certificar de que eu posso não estar errado e ele sim eu contratei o Button e o Barrichello, afinal para ganhar corrida com estes dois só com a ajuda de Deus mesmo...
O mecânico, com os olhos fixos no horizonte com uma expressão quase de devota balança a cabeça afirmativamente.
Eis ai o porque de estar andando tanto os carros de Ross Brawn.