30 de jul de 2014

Comédias da vida real na F1 #13: 1:21:072

A classificação para a formação dos grids era mais uma das ideias de jerico da FIA/FOM ou quem quer que seja.
Uma volta lançada para cada piloto e quem fosse o mais rápido ou que cometesse menos erros largava na pole.
O ano era 1997 e o título estava sendo disputado ferrenhamente entre Michael Schumacher, da Ferrari e Jacques Deusmelivre, da Williams.
A decisão foi empurrada até a última prova do campeonato o Grande Prêmio da Europa, disputado em Jerez de La Fronteira, Espanha e, como todo circuito espanhol, era chato para caceta.
Largar na pole era dois terços da certeza de vitória.

Jacques foi à pista e marca a melhor volta: 1:21:072.
Retornou aos boxes e começou a secar todo mundo que entrava na pista, mas principalmente, Schumacher.
Quase em vão... O alemão entrou na pista, fez uma volta matadora e... Cravou exatos 1:21:072.
Ainda havia Heinz-Harald Frentzen, segundo piloto da Williams.
O meia boca foi para a pista e fez o seu melhor e: 1:21:072!
Incrível!
O regulamento – e só o regulamento – previa que em caso de tempos idênticos, ficaria uma posição à frente quem tivesse marcado primeiro.
Então a primeira fila teria Villeneuve em primeiro, Schumacher em segundo e Frentzen em terceiro.
Nunca havia acontecido, não aconteceu depois e duvido que aconteça um dia novamente.

Na corrida o alemão jogou o carro pra cima do canadense medíocre. Os dois saíram da prova e a FIA decidiu punir Schumacher retirando todos seus pontos deixando o título com Jacques Deusmelivre. Seu primeiro e único

29 de jul de 2014

Lado B do GP - Hungria

Os lado B começam cedo com a porrada do Caterham do Sony Ericsson...
Ficou no muro...
Se fosse Nokia arrebentava o muro e seguia na corrida.

Grosjean mostrou que é igual a alguns pilotos de ponta do passado.
Mais precisamente igual ao professor Alain Prost.
Não... Ele não venceu a corrida.
Só rodou sozinho quando a prova ainda estava sob safety car.

Só para lembrar.
Massa não ficou na primeira curva ou na primeira volta.
A transmissão oficial perdeu grande chance de tocar o tema da vitória ali...

Antes do meio da prova já estavam fora ,por barbeiragem, Ericsson, Grosjean e Sérgio Perez.
Um verdadeiro hat tric de manetões.
Só faltava uma boa porrada do Maldonado para configurar um grand chelen.

Vettel também roda na reta de largada, mas por uma sorte incrível não acertou o muro.
Explicação de porque o Perez acertou o muro e ele não?
Simples... O muro dos campeões é no Canadá e não na Hungria.

Perguntinha: Alguém se lembra do Vettel?
E do Kimi?
A diferença?
Vettel corre ano que vem com certeza.
E o Kimi?
Hein Coiote? E o Kimi?

27 de jul de 2014

F1 2014 - Hungria: Calando bocas e ressuscitando sorrisos

Vinte e nove edições da corrida húngara é esta é apenas a terceira vez em que se corre com a pista molhada, seja na totalidade da corrida ou em alguma parte dela.
E como já dito por tudo que gente por ai: nas duas vezes anteriores em que aconteceu ganhou Jenson Button.
Sintomático?
Pode ser... Corrida na Hungria, apesar deste escriba gostar da pista, é quase sempre monótona.  Quase medíocre...
Daí quando o cenário é diferente e não necessita de velocidade, mas de cuidados, vence o cara que só sabe fazer isto.
Enfim...

Com pista molhada e pneus intermediários a largada limpa, extremamente limpa, teve até Felipe Massa passando a primeira curva sem ser ou porrar ninguém.
Ponto pra ele.
Largando dos boxes, de novo, Hamilton começou sua escalada na tabela com uma rodada.
Deu sorte.
Não ficou no muro.

Ai Rosberg aproveitou a cara para o vento e abriu. Tudo se encaminhava pra uma corrida tranquila quando uma Caterham pega água e se espatifa no muro.
Safety car na pista e muita gente que andava lá atrás para e troca pneus para os de pista seca.
Os ponteiros só vão fazer o mesmo mais tarde e a inversão é feita.
Quando o SC se preparava para sair da pista, Grosjean resolve relembrar seus tempos de manetão (que ainda não passaram, é verdade) bate também.

Quando o carro de segurança sai, o líder é Button.
Pista molhada, Button na frente... Normal.
A pista foi secando e o vagalume foi lá para trás.

Mais curiosidade?
O azar das Mercedes é randômico.
Se na classificação Hamilton ficou com o rabo em chamas, na corrida Rosberg danificou o disco traseiro.
Não, mente suja... Foi só o freio.
E Hamilton, que havia largado dos boxes vai escalando e traz à tona a discussão: Para se ultrapassar na Hungria tem que ser: A) Corajoso, B) Louco C) Burro.
Para alguns pilotos votaria na A, mas para Hamilton é C, porque só burrice é que da coragem e loucura suficiente para ir forçando nesta condição de pista.
Chegar em terceiro, depois de largar dos boxes e se segurar na pista com um pneu em pior estado foi uma vitória.
Mais ainda se contar que Rosberg, que largou na pole, chegou atrás dele.

Final apoteótico com três equipes e três motores diferentes brigando pela pole.
E se Hamilton foi o nome de uma corrida de tantos heróis (Alonso em segundo é um feito para este carro da Ferrari) o nome do ano é Daniel Ricciardo.
Único piloto a vencer não um, mas dois GP´s contra estas Mercedes de outro mundo.
E o sorriso do australiano só não é maior que o do fã de F1 que pode – enfim – ver uma grande corrida na Hungria.

25 de jul de 2014

Sobre quatro rodas no exterior

Quem curte notícias sobre o mundo automotivo e não perde a chance de estar sobre quatro rodas, pode usufruir desse gosto quando viaja para o exterior e aluga um carro.  O número de turistas que opta por esses passeios, digamos, com maior liberdade – você é dono do seu tempo, tem crescido muito e com ele o número de locadoras para clientes do Brasil.
O que mais entusiasma o brasileiro a alugar um automóvel em outro país, principalmente na Europa, é a qualidade das estradas e a segurança. Quem gosta de dirigir não hesita em experimentar as autoestradas europeias com seus altos limites de velocidade. Mas para tal façanha há um planejamento que deve ser feito com antecedência para não sentir tanto no bolso.

1- Antecedência – esta é a grande diferença
Mesmo que você ache um saco ter que coletar informações, comparar preços e pesquisar, abra uma exceção – pense no seu bolso. Deixar para escolher o carro assim que chegar no país fora do Brasil vai aumentar em pelo menos 40% seus gastos, portanto quanto antes melhor.

2 – Não engula todo tipo de oferta
Só pague pelo que você vai precisar e usar. Quando você se dirigir ao posto da locadora para pegar seu carro alugado e sair dirigindo, o funcionário certamente vai oferecer um rol de serviços, cada um tem um preço, use somente o que faz parte da sua necessidade.
Se você reservou um modelo X e ao chegar ser informado que algum problema ocorreu, só aceite outro carro caso o preço não seja tão elevado do que você estava disposto a pagar.

3 – Faça a reserva e economize
Quando você fizer a reserva do automóvel, confira descontos que são possíveis obter. Faça uma cotação do seguro do carro para garantir os melhores preços. Como as locadoras sempre estão de olho em turistas preparados para usar seus serviços, o atendimento online e por telefone é uma chance de conversar e pedir os descontos.

4 – Faça sua vistoria
O documento com as informações sobre o carro alugado deve estar de acordo com a realidade, ou seja, no momento de pegar a chave do veículo, dê uma olhada se há avarias e se elas existem devem estar expressas na papelada. Caso contrário, no fim das contas você vai pagar por elas.

5 – Abasteça mais barato
Um grande dilema é se é melhor sair da locadora com o tanque cheio ou não. Mais uma vez, você deve se informar quanto custa o valor por litro do combustível local. Muitas vezes a locadora aproveita a comodidade do turista para entregar o carro com o tanque cheio, porém aplica no preço, uma pesquisa pela net dá para solucionar a questão. Só pague o que precisa usar, esse é o pensamento.

Você já dirigiu no exterior?

23 de jul de 2014

A crônica do GP: E se a transmissão da F1 for para outra emissora?

A emissora oficial da F1 no Brasil resolveu, sabe-se lá porque já que não houve explicações, não transmitir a classificação oficial do GP da Alemanha no sábado (21/07) e logo começaram as especulações sobre o futuro das transmissões em TV aberta.
Não sem um fundo de razão, já que com a queda da audiência o produto (que não é barato) desencoraja possíveis novos anunciantes a continuar injetando dinheiro.
Há a possibilidade de que a categoria vá apenas para a TV fechada ou a esperança de que possa mudar de casa televisiva, indo parar em outra emissora qualquer de grade aberta.
E como seria a transmissão em outras emissoras?

No SBT, Galvão, Burti, 1B, Mariana, e Courrege seriam trocados por:
Matheus e Aninha, do Bom dia e Companhia.
Na classificação, os pilotos ligariam para o programa e depois de participar do jogo da velha o japinha perguntaria se o cara prefere o biscoitinho da sorte ou o papagaio do realejo e depois rodaria a roleta e todos ficariam gritando: “pole, pole, pole”.
Mas cairia na quinta posição.
Ah! Detalhe... O tio do realejo seria o Pizzonia (SBT adora contratar nego sem expressão pra ser comentarista) que diria para o papagaio: “Dá um beijinho...”

Na Band teria a Renata Fan, o Denílson Show, o Edmundo Animal e todos seriam capitaneados pelo Milton Neves.
Renata Fan diria que entende muito de automobilismo porque estudou “deterioração de pneu” assim como disse que fez curso de tática de futebol. Só nunca explicou onde.
Denílson Show falaria um monte de merda sem sentido porque é só o que sabe fazer.
Edmundo Animal faria comentários mais centrados, não muito...
E Milton Neves daria um jeito de assinar contrato com tudo que é patrocinador de tudo que é carro do grid. E também de colocar a água “pureza vital” como principal sponsor do Massa.
O ruim é que a cada duas voltas teria parada para comercial que duraria pelo menos sete minutos.


Não dá para saber como seria na Record, afinal, quem assiste aquela bosta?

Na Cultura, a cada corrida, alguém seria convidado para o centro do Roda Viva.
Só o Kimi que não.
Ele iria para o Provacações, do Abujamra.
Infelizmente, Abu não conseguiria provocar reação alguma no finlandês... A não ser, claro, se o proibisse de beber antes e durante o programa.

22 de jul de 2014

Lado B do GP - Alemanha.

O Lado B abre com mais uma panca do Massa na primeira volta.
Koba, Kimi, Magnussen...
Curiosamente, as batidas do Massa abrem o Lado B e fecham suas corridas.
Azar?
Também... Claro!
Mas ficar longe destes caras também é recomendável.
Porém, se continuar assim, logo o Massa vai ter que ficar longe de mais da metade do grid.
Impressionante como todo mundo bate, toca ou atrapalha o Massa em alguma parte do fim de semana.
A foto está do lado correto.

Há quem diga que a F1 não emociona, não atrai mais adolescente que – ao que parece – não estão mais ligados em carros como tempos atrás.
Então a categoria resolveu inovar e ousar.
Fez uma nada sutil junção de velocidade e pornografia.
Se não foi isto, como explicar as “DP” em cima do Kimi Raikkonen?
Em certos momentos parecia pornografia sueca.
Uma loirinha no meio de dois...
Deixa pra lá.
F1 erótica: Brazzers ou pornô sueco?

E Hamilton?
Pô... O cara sai dos boxes, passa todo mundo e ainda vai parar no lado B?
Claro!
O cara vem passando do jeito que dá.
Toca em um, toca no outro.
Bate a roda dianteira em um, quebra a asa do outro...
É um espetáculo à parte, claro, mas a bem da verdade nem precisava: com o carro que tem, as ultrapassagens seriam naturais.
Mas o cara age como se tivesse ejaculação precoce e não conseguisse se segurar.
Por fim, perguntinha:
Não estivesse pilotando esta Mercedes sensacional, que lugar teria chegado o Zé Gotinha da Petrobrás largando lá de onde largou?
Apostaria em décimo, se chegasse, claro.

Menção honrosa à falta de critério da FIA que deixou de por pontos na carteira de Adrian Sutil.
Ah! Tá estranhando o pedido de punição para um cara que teve o azar de rodar e quebrar o carro na pista?
Óbvio!
O cara deixou o carro parado na pista, em lugar perigoso e nem sequer teve a consciência de colocar o triangulo para avisar quem vinha de trás...
Imagem antiga mostrando que Sutil sabia sim o que tinha de fazer.

20 de jul de 2014

F1 2014 - Alemanha: Tradição, ainda que mutilada

Um GP na Alemanha, mesmo no mutilado Hockenheim é sempre esperada com ansiedade.
Tradição - às vezes – conta muito.
E tradição é coisa que se constrói com o passar do tempo, com muita paciência e história.
Só que na F1, tão rápida, até tradições se criam velozmente.
Ou como explicar então que, mais uma vez, Massa fique de fora de uma corrida na primeira volta?

O acidente envolvendo o duble de piloto foi visto pelos comissários como “de corrida” e ninguém foi punido.
Em termos.
Foi de corrida sim e mandaram muito bem em não dar punições a ninguém já que a maior delas (ficar fora de uma prova muito promissora) já tinha sido aplicada.
Resta ao Felipe esperar pela Hungria e ao Magnussem que aprenda a pilotar.

Em outros pontos da prova a tradição alemã de boa provas também esteve presente.
Brigas em diversos pontos da pista e por vezes envolvendo três carros ou mais.
Sobrou para Kimi Raikkonen que está fazendo hora na F1 tomar passões duplos por duas vezes.
E não sem algum prejuízo além da perda da posição: foi tocado de todos os lados.

Hamilton também foi um show à parte.
Largando dos boxes, recuperou posições com a força do melhor carro do ano e com sua já tradicional (olha a tradição aqui também) falta de paciência e afoiteza.
Hamilton pilotando parece aquele cara que leva a menina para o motel e pergunta: “-Vai ser bom, não foi?” caindo de lado e dormindo.

Ainda houve boas brigas entre Alonso e Daniel Ricciardo, que muita gente (eu incluso) tem que admitir: o australiano é muito melhor do que se pensava.
Sabe ultrapassar e sabe se defender.
Embora defesa, geralmente, tenha prazo de validade atrelado à vida útil dos pneus.

E acaba que a vitória ficou com Rosberg de ponta a ponta.
Será que é este ano que a tal tradição (olha ai de novo...) de que um país que ganha o mundial de futebol não ganha o de F1?
Eu aposto que sim.

17 de jul de 2014

A copa em charges (que ainda não aprendi a por marca d´água)

Não é uma tentativa de contar a copa, mas sim algumas de suas passagens.
E também para resgatar algumas coisas que só coloquei no facebook.


A copa começou com a lembrança da primeira copa, 1930 e da Bolívia tentando fazer média com os donos da casa...

Brasil se dá bem na estreia e a Inglaterra nem tanto, mas a Espanha....

Daniel Ricciardo sabe que existe algo mais na vida além de futebol...

E Kamui sabe que perder no mundial nem sempre é a maior vergonha

O Brasil iria enfrentar o México na segunda rodada, Massa já tinha enfrentado antes e... Se dado tão mal quanto.

E Kimi mostra toda sua empolgação, seja lá com o que for...

E quando Portugal foi eliminado na primeira fase, Alonso começou suas vinganças.


Só que a Espanha durou ainda menos no torneio.



E teve também o Luiz Suarez mordendo um italiano...
 E, claro, pedindo desculpas.

E quando o Brasil tomou uma sonora sapatada, a voz (e que voz) da razão deu as caras.

E Alonso pode se vingar da pachecada brazuca.

E o quando a Argentina eliminou os Suiços...

Porém a taça ficou mesmo foi com os alemães e um antigo desafeto do goleiro campeão do mundo deu o troco em um cara que foi até o estádio, lá no Ceará, só para xingá-lo.

16 de jul de 2014

Molecagem mutante

Pano rápido. 1970.
Flavio Cavalcanti apresenta um programa na TV Tupi e apresenta alguns discos recém-lançados.
Alguns ele elogia, outros não... Pelo contrário.
Chega a suas mãos o disco dos Mutantes A divina comédia dos Mutantes – ou – Ando meio desligado e após tocar no ar a versão de “Chão de Estrelas” gravada com diversos efeitos sonoros que “ilustravam” a letra e com certo deboche normal em se tratando dos moleques da Pompéia, xingou, vociferou e no ápice da cena quebra o disco, joga os pedaços no chão e pisa em cima...

Corte para alguns meses depois.
No mesmo palco, na mesma emissora, no programa do mesmo Flávio Cavalcanti o grupo se apresenta tocando ao vivo “Ando Meio Desligado”.
Quando a canção ia chegando ao seu final o apresentador vai fazer as honras e manda: “-Vamos aplaudir: os Mutanteeees!”.
Mas a banda faz uma virada e segue tocando um improviso em cima da melodia por mais três minutos.
Nervoso, mas sem poder fazer nada, Flávio aceita o golpe e espera até que a banda termine.
Quando parece que o improviso chega ao fim o apresentador novamente vai às câmeras e solta: “-Agora sim vamos aplaudir: os Mutantes!”.
Mais uma pirueta musical e o improviso é esticado por mais três minutos atrasando a entrada dos comercias e mensagens dos patrocinadores.
A apresentação que – inicialmente – teria três minutos foi esticada à revelia do apresentador por quase dez.
E por pouco não encurta a vida do anfitrião.

15 de jul de 2014

Azares do Massa

E antes de embarcar para a Alemanha, Felipe Massa recebe um telefonema.
-Alô?
-Pelo! Felipe?
-Sim... Quem é?
-Claire...  Você recebeu?
-O que?
-O envelope com as passagens.
-Sim, claro, estarei na Alemanha para os compromissos comerciais na quarta já.
-Não, não... Olhe direito dentro do envelope, são passagens para Israel.
-Como?
-Israel, Felipe... No oriente médio.
-Tenho algum compromisso lá? Patrocinadores? Fornecedores?
-Não, não...  Na verdade, Israel é apenas a porta de chegada... De lá você vai para a Palestina.
-Ainda não estou entendendo... O que eu vou fazer lá? A região está em conflito.
-Sim, está... É triste, mas entenda: precisamos que você vá até lá. É muito importante.
-Ok, eu vou... Mas quero explicações: vou fazer o que lá?
-Bem... Estamos muito contentes com seu trabalho na equipe, mas...
-Mas?
-Estamos preocupados com a sua má sorte.
-E o que isto tem a ver com Israel, Palestina e esta viagem toda?
-É que... Bem... Você deve saber melhor que eu deste negócio de superstição não é?
-Tenho as minhas, mas quem não tem? Explica melhor.
-Bom... A gente viu o lance da copa do Mundo ai... Viu que vocês brasileiros acreditam mais em sorte e superstições do que em trabalho duro, treinos, planejamento... Tanto que enquanto a Alemanha treinava; trabalhava; se exercitava... Vocês discutiam se o Fred devia ou não deixar o bigode para jogar melhor e... Bom... Você sendo brasileiro...
-Tá, tá... Já entendi. Qual o plano?
-Queremos que você tome um banho de sal grosso.
-E eu preciso ir até a Palestina pra tomar um banho de sal grosso?
-É que tem que ser um banho completo, de imersão... Então pensamos em mandar você dar uns mergulhos no Mar Morto, sabe como é...
-Tenho uma ideia melhor.
-Diga.
-Deem as passagens para o Kamui Kobayashi, para o Kimi Raikkonen e para os engenheiros da equipe responsáveis pelas estratégias de minhas corridas.
-Falando sério... Você acha que eles são responsáveis pelo seu azar?
-Na maior parte sim...
-E acha que só o banho deles vai resolver então?
-Só o banho talvez não, mas se vocês providenciarem umas bolas de ferro pesadas o suficiente para manter eles todos no fundo do Mar Morto é capaz de dar jeito em grande parte.

14 de jul de 2014

Fim de festa

Ok, a copa acabou.
Não foi a tragédia que muitos previram.
Aliás, não foi nem perto.
Pode-se dizer até que foi um grande sucesso.
Não houve caos aéreo.
Não há aeroportos novos e nem reformados, embora não se tenha noticia de nenhum problema com os que foram usados.
Também não houve o “banho de sangue” que se temia.
Houve sim brigas, e protestos como todos sabiam que haveria.
E como todos sabiam também, a policia baixou a porrada em todo mundo.
Nenhuma outra obra pronta da tão falada mobilidade urbana; trens bala; hotelaria e outras coisas que só tontos ou gente de má fé é que acreditaram e propalaram por ai que ficaria pronto ou sairia do papel ou das palavras faladas.
São Paulo registrou mais de trezentos quilômetros de vias paradas no dia do segundo jogo da seleção brasileira.
Mas até isto já era esperado.

Não... Aqui não é sobre a falta de legado público da copa.
Mas da parte do jogo mesmo.
E o acontecido na copa expõe mazelas que ficam escondidas pela arrogância natural do brasileiro quando se fala de futebol.
Em uma época em que ter o “craque” já não é tão primordial quanto ter uma boa equipe - ou vai dizer que a Costa Rica tinha “os craques”? – ficar dependente de um só jogador e seus lampejos é ridículo.
Só o craque já não resolve.

Enquanto outras seleções trabalharam e cuidaram dos atletas, da parte física, psicológica, tática e técnica, a seleção fazia comercias de TV, entrevistas para todo e qualquer programa da emissora oficial.
O técnico se preocupava mais em ser um motivador e aglutinador preferindo o conceito de “família” ao de “equipe”.
E a imprensa “especializada”?
Esta falava em “deixar ou tirar bigode”, repetir a história como em 1962, chamavam o Olodum para dar sorte...
Com raríssimas exceções que eram até mal vistas pelos colegas de trabalho e parte do público.

Deu no que deu...
O time naufragou e foi humilhado dentro de campo – não em casa já que a seleção joga a maioria esmagadora de seus amistosos mundo afora e não no Brasil – e ficou uma sensação de que ainda foi pouco.
E não há como se enganar, é uma questão política...  Não política partidária, de forma exata, mas sim política.
Marins, Del Neros, Teixeiras, Perrelas, Sanchez e outros tipos nocivos que comandam a parte político administrativa do futebol e a deixaram viciada e agarrada a besteiras e crendices.

Portanto, torcer contra não era e nem nunca foi anti patriotismo, mas questão pessoal e de escolha.
Afinal, onze chutando uma bola ou um segurando o volante, não é a representação de uma nação.
Isto é outra coisa... Bem outra.

10 de jul de 2014

A crônica do GP: O real motivo

E na sala de Bernie Ecclestone...
O mandachuva da categoria parecia impaciente olhando para a tela de seu notebook quando seu secretário Johnny abre a porta e diz.

-Senhor Bernie, o pessoal das equipes está fazendo pressão para que a F1 comece a entregar as redes sociais.
-Não Jason, diga a eles que eu não quero. Pede para alguém da área de computadores vir até aqui.
-Mas senhor... Olha só, eu até acho que eles tem razão. Temos que dispor das novas mídias para continuar crescendo e... É Johnny meu nome...
-Discordo! E por favor, pede para alguém do setor de computadores vir até aqui. James.
-Devo insistir senhor Ecclestone. É muito importante que a categoria fique antenada nas novidades e é Johnny.
-Já disse não. Vai fazer o que pedi Jordan...
-Sim senhor, mas ainda devo dizer que o distanciamento da categoria de seu público, seja nos autódromos ou nas mídias sociais é algo que pode custar caro.
-Não.
-Mas senhor...
-Não.
-São ferramentas simples, nem é preciso gente muito graduada para operar contas no Facebook, Twitter, Google Plus...
-Não. Já disse, e vai logo chamar alguém do setor de computadores. Rápido.

Johnny se dá por vencido e sai.
Logo depois entra na sala um dos técnicos que cuidam da rede de computadores do escritório de Ecclestone.

-Pois não, mandou me chamar?
-Foi, foi... Olha eu não sei o que acontece com esta porcaria aqui...
-Qual o problema?
-Não consigo ir para site nenhum, fica travando tudo.
-Deixa eu ver... Quem além do senhor mexe neste computador?
-Ninguém, por quê?
-Nada, nada... É que de repente, olhando a tela do seu notebook, começo a entender a sua resistência em levar a F1 à rede mundial de computadores.
-Vai dizer que é implicância?
-Não... Incompetência mesmo.

8 de jul de 2014

Lado B do GP - Inglaterra

E os lado B começaram cedo no GP inglês.
E com um inglês, claro...
Todo mundo sabe que Jenson Button é o tipo do piloto de oportunidades.
Se ninguém ganhar o campeonato, ele ganha... Se chover ele aproveita para não trocar pneu... Se parar de chover a mesma coisa.
Aproveitou a bobeada do Hamilton na classificação e cavou um terceiro lugar.
Aproveitou a péssima largada do Vettel e cavou um pulo para a segunda posição...
Mas o capacete em homenagem ao pai é lindo...
O problema é que, mais uma vez, ninguém ligou.

Felipe Massa completava 200 largadas.
E como quase sempre acontece nestas ocasiões: deu caca.
Não completou a primeira volta.
Mas o capacete comemorativo é lindo.
O problema é que, mais uma vez, não deu sorte...

Alonso é sempre Alonso.
Não se duvida de sua capacidade e talento.
Nem de sua “Dick vigarice”.
Na largada posicionou seu carro um pouquinho à frente de onde deveria.
Só um pouquinho, tipo assim: posicionou seu carro já no grid de Hockenheim, como mostra a foto...
Alonso largando já na Alemanha...

Quer mais bizarrice neste caso?
Puniram o cara com um stop and go de cinco segundos.
Como assim? Puniram o Alonso?
Isto é equivalente a aceitar instalar o Baidu, comprar licença pra winrar...
Ninguém faz.

E a melhor briga do ano – Vettel e Alonso – deixou uma grande lição.
Não adianta Vettel chorar, neste quesito Alonso é melhor. É campeão do universo.
E no fim, Vettel na frente, mas... Pode mais quem chorou mais.
Ao menos neste caso.

E para terminar um resumo das reclamações na briga do ano.
Alonso na frente e Vettel reclamando:
“-Ó lá mãe... Ele colocou o dedo no nariz. Alá! Colocou de novo!”.
E quando finalmente conseguiu passar foi a vez do Alonso:
 “-Alá... Ele mostrou a língua...Olha lá!”.

6 de jul de 2014

F1 2014 - Inglaterra: Honrando Silverstone

É sempre uma felicidade ver a F1 voltar à Silverstone.
Não só por ser a pista seminal da categoria, mas também por ser uma pista ótima, com suas curvas velozes e retas bacanas.
Como dizem: pista em que se pode recitar uma volta cantando as curvas pelo nome e não por números tende sempre a ser boa.
Há coisas que só existem em Silverstone, ou melhor, na Inglaterra.
Clima instável e imprevisível onde o verão propicia um calor “enorme” de 17 graus.
Possibilidade de chuva a qualquer instante é outra variável típica.
Acidentes na largada também, mais até que em outros lugares.

E embora a largada desta vez tenha sido tecnicamente limpa, não deixou de ter problemas logo à frente.
Não tão à frente assim se considerarmos que Felipe Massa já teve problemas ao apagar das luzes.
Ficou bem para trás e quando conseguiu engrenar e se recuperar, encontrou Kimi rodando na pista.
Fim da prova comemorativa de 200 GPS.
Pode-se até colocar na conta do incrível azar que persegue Massa nesta temporada tanto quanto se pode atrelar ao mau agouro de corridas comemorativas.

E quanto a Kimi, bem...
Não é o caso de pedir que antecipe sua aposentadoria já meio que anunciada, mas manetou e deu azar de encontrar o bump na volta à pista.
A seu favor tem que...
Tem nada. Não se ganha corrida na largada, mas como ele provou com sobras, perde-se.
E perdeu duas: a dele e a de Felipe.

Depois a prova seguiu em banho Maria até acontecer o improvável: Alonso foi punido com uma parada de cinco segundos por largar fora do lugar.
Em algum lugar uma alma foi salva do purgatório.

E começa a escalada de Valteri Bottas ultrapassando alguns carros e o Button, que é café com leite.
Com grande ultrapassagem sobre Vettel e a quebra de Nico Rosberg, consolidou o segundo lugar.
Infelizmente, quando se precisa que Hamilton faça porcaria, ele não faz. Do contra ele...

E para honrar Silverstone, uma briga perfeita entre Vettel e Alonso.
Dois ótimos pilotos em carros meia boca.
Alonso, o encardido e Vettel protagonizaram uma das melhores disputas do ano.
Reclamações de lado a lado, mas a vitória na briga acabou com Vettel.

Mas o melhor de tudo foi: Williams na Áustria terminou em terceiro, na Inglaterra em segundo... E a próxima na Alemanha? Primeiro?

Ótima corrida.

4 de jul de 2014

Descendo para a Terra

Em 1979, durante o hiato na trajetória do Deep Purple, o guitarrista Richie Blackmore tocava com seu “novo” grupo, o Rainbow e gravava o disco Down to Earth.
Escolhida por ele, a canção “Since You´ve Been Gone”, uma cover do músico Russ Ballard, estava para ser registrada quando o baterista da banda Cozy Powell se recusou a fazer sua parte alegando que a canção era por demais comercial.

Na impossibilidade de demover o homem das baquetas de sua posição, Richie deu-se por vencido e já procurava pelos estúdios alguém que pudesse substituir o rebelde naquela faixa quando o baixista Roger Glover, também ex Purple veio em sua ajuda dizendo que ele mesmo tocaria a bateria naquela faixa.
Richie, mesmo sendo perfeccionista, aceitou.

A canção, junto com “All Night Long” (que abria o disco) foi um sucesso e muito executada nas rádios.
Blackmore – que contou esta história em uma entrevista para a revista Cover Guitarra – disse que viu em entrevistas posteriores, repórteres dizendo a Cozy Powell que ele havia feito um grande trabalho em "Since...", e que o malandro entre sorrisos dizia apenas: “-Sim, eu fiz mesmo.”.

Mais irônico ainda é que em 1993, Brian May, guitarrista do Queen faz um show na Brixton Academy (que depois virou disco e DVD) e incluiu “Since You´ve Been Gone” no set list.
Onde está a ironia?
Tente adivinhar quem era o baterista...


Meus melhores agradecimentos a Everson Abreu, que me contou  divertida história e ainda me elucidou o enigma do cantor que, apesar da aparencia, não é Jim Carrey e sim: Grahan Bonnet.

2 de jul de 2014

Uma parceria para compra sem pressa


Todo mundo gosta de comprar. E na hora de tirar do bolso o valor da compra nem sempre os 100% estão lá. Por isso as formas de parcelamentos, financiamentos e consórcios são tão úteis. Nos dois primeiros casos, mesmo com juros embutidos na mensalidade, vence a tranquilidade psicológica de pagar o mesmo valor, acordado com antecedência, por mês, sem mudanças. No caso do consórcio a ausência de juros é a vantagem, porém não para os apressados. Aqui deve-se esperar para possuir o bem, objeto da compra. 

Uma grande mudança com a fixação de parcelas, causada inicialmente pela mudança de moeda no Brasil cedeu ao povo a sensação de capacidade e poder econômico, mesmo que para isso no final, se pague muito caro ou muito acima do valor de à vista.
O mesmo pensamento é com o uso de cartões, em parcelamentos longos, que diminuem o valor das parcelas individuais, porém aumentam o valor final. Mas aos poucos ninguém sente, e acaba optando pela divisão em muitos meses. Para os mais ligados nesta questão, e que, realmente se sentem traídos com a diferença entre o preço de à vista e o preço final parcelado, prefere se organizar antes e pagar um valor maior de entrada, como na compra de um carro.
Essa corrida para o consumo é também patrocinada por uma sociedade em que o ter vale muito, e pior, mostrar que tem, vale ainda mais. As pessoas gastam mais do que ganham e pedem emprestado para pagar o que devem. Um bola de neve. Nada contra consumir, mas ao menos, deve-se usar o bom senso.

Por que escolher o consórcio?
Para evitar um sobrecarregamento de juros e aumento no valor final, o consórcio entra no jogo. Surgiu no Brasil através de funcionários do Banco do Brasil que iniciaram uma associação para comprar um automóvel, isso em 1962. No início, o comum eram os consórcios para entidade de classes. Com o amadurecimento desse mercado, além de abranger a população no geral, incluiu compra de casas, aparelhos eletrônicos, além de automóveis, como foi no começo de tudo. 

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABEP) o perfil de quem prefere comprar através dessa parceria são pessoas que visam economia e investimento, mais do que a pressa pela posse do produto. O que, ainda segundo a ABEP, certifica que principalmente no ponto de vista pessoal o mecanismo é eficiente e saudável.

Mas claro que para preservar a funcionalidade correta desses acordos e o respeito às regras, o consorciado deve atentar para a idoneidade da empresa escolhida. O Banco Central como órgão controlador pode ser a via de informações sobre a empresa, através do site do BC é possível checar o funcionamento dela. E o Procon também tem dados, como por exemplo, se há reclamações de outros clientes.
É melhor ter o gostinho de comprar o que se pode pagar, além de evitar cascatas de cobranças, você vai dormir mais tranquilo sem precisar pensar nas parcelas infinitas que você se meteu. 
Você é impulsivo quando quer comprar algo novo?