31 de ago de 2010

Ava(ca)liações belgas - Foi tudo muito bom, mas...

Como diz o Marcos FW do GP Séries, tem foto que nasce para ser wallpaper. Em Spa elas acontecem em profusão...
Porém nem tudo é perfeito... Se a pista é linda a mulherada de lá deixa meio que a desejar... (nos dois sentidos....)

E depois de ouvir os impropérios de Dunga durante a copa do mundo, a Globo deu de presente a Alex Escobar - como prêmio - subir ao pódio em Spa com os vencedores....

Lewis - "-O que aconteceu com o Button?"
Mecanicos - "-Foi atropelado por um alce desgovernado..."
Lewis - "-Veio da floresta de Ardennes?"
Mecanico: "-Não... Pilotava uma Red Bull numero 5."

O novo lider do campeonato. E não tem culpa da burrice dos outros...

-Aê Schumy! Perdeu pro "de batom" heim?
-Estou me acostumando...

Vettel neste Gp foi assim. Desastrado e divertido.
E quando foi embora, depois da corrida, ainda fez isto ai da foto de baixo...

29 de ago de 2010

Spa! É a glória do fã de F1.

O moleque está na adolescência, que é um período de alegrias e tristezas – muitas vezes infundada já que adolescente sofre por coisas que, quando chega à idade adulta vê que era a maior besteira do mundo. Mas esta lá, e sabe que festas de fim de semana é a chance de ter alegria, satisfação, prazer e alguma liberdade a mais.
Se prepara todo porque para ele a próxima é sempre a mais importante e de gala.
Convida a menininha, veste sua melhor roupa, toma banho de perfume, se dá ao trabalho de pentear o cabelo (adolescente de verdade não liga para isto) e vai para a rua...
Então cai o maior pé d água.
Tristeza? Decepção? Nada! Adolescente de verdade, daqueles com espinhas na cara e que se sente o centro do mundo nem liga para isto. Vai e se diverte assim mesmo, e se calhar, como prêmio ainda beija a menininha.

O torcedor está na abstinência. Três semanas sem ronco de motor é tempo para caramba! Mas sabe que a corrida que irá assistir é a chance de ter alegria, satisfação e prazer, porque sabe que a pista dá liberdade aos pilotos. Se prepara, acorda mais cedo, toma café e vai para frente da TV.
Se chover melhor ainda. Fã de F1 de verdade sabe que corrida na Bélgica é sempre boa, mas se chover então... É de gala!
Pouco importa o piloto para o qual torce, vencer em Spa, em condições adversas é sempre como dar um beijo na menininha...

É como adolescente que me sinto quando assisto a um Gp da Bélgica em Spa
As luzes vermelhas se apagam e toda aquela ansiedade da adolescência, aquela impaciência com as coisas mais simples e banais voltam.
E foi assim - de novo - desta vez.
A largada limpa, como poucas vezes se viu – é verdade – se seguiu a uma chuva tipicamente belga para embolar tudo.E deu-se a mágica... Quarenta e quatro voltas magníficas e tensas. No fim, com respiração difícil e coração acelerado, o beijo da menininha.
Isto é Spa.

Aos fatos então:
*Hamilton é bom para caramba. Pulou na ponta e não perdeu mais. Nem quando errou.
*Webber, foi desastrado na largada, caiu muito, mas teve sorte e se recuperou para continuar na briga pelo título.
*Kubica é um monstro (porque é feio e porque é bom) e merece um carro melhor.Quando o piloto Safado da equipe Pilantra se estabacou sozinho, comecei uma louca torcida para que o polonês ganhasse a prova.
*Massa correu?
*Sutil mostrou que a Force Índia tem algo especial com a pista de Spa. Quer melhor lugar para se ter algo especial?
*Barrichello completou sua largada 300. Que bom que o recorde é de largadas e não de provas completadas...
*Nico e Schumacher fizeram um duelo legal em algumas partes da prova. Foi a fralda geriátrica sendo vencida pelo batom vermelho no final, mas saiu faísca.
*O Alonso que se f*da!

Mas agora o caso Vettel e Button.
Button deu azar, muito azar de estar na frente do alce desgovernado da Red Bull, porém... Não vou na onda de hostilizar Vettel pelo que fez e tem feito.
Erra sempre na tentativa de fazer algo para melhorar. Se vai perder ou ganhar o campeonato nas cagadas que faz é outra conversa.
Eu como torcedor prefiro sempre pilotos combativos que erram e ferram suas corridas – e de vez em quando a dos outros – do que aquele deplorável e odioso “tragam as crianças para casa” daqueles filhasdaputa da Ferrari.

De ruim fica o gosto de quero mais que só vai ser saciado daqui um ano, na próxima corrida em Spa.
De bom que a próxima é em Monza, outro templo sagrado deste negócio de acelerar e fazer curvas. E lá em Monza se faz isto sempre perto dos trezentos por hora.Seqüência de tirar o fôlego esta...

27 de ago de 2010

300 de 1B - It´s in Spa!

Mil novecentos e noventa e três começa quente com a Checoslováquia se dividindo e dando origem a Republica Tcheca e a Eslováquia.
Mas talvez este nem tenha sido o ponto alto do ano e vale lembrar que isto aconteceu no dia primeiro de Janeiro.
Para dizer a verdade, foi um ano que pode ser considerado triste...
Guerras em Angola, Bósnia, mísseis caem em Bagdá.
Clinton, o Bill - que fumava, mas não tragava - toma posse como quadragésimo segundo presidente dos EUA, e os mísseis continuam a cair na capital iraquiana...
Agitações no Zaire deixam centenas de mortos, incluindo o embaixador francês.
Um primeiro atentado a bomba no World Trade Center deixa seis mortos e muitos feridos.
Mais bombas, agora em Bombaim.
Golpe em Guiné Bissau, que mais faz lembrar, não importa o quão miserável é um país, sempre vai ter alguém querendo ser o manda-chuva.
Em Tonsk, uma fábrica de produtos químicos sofre uma explosão... Nuclear!

Aqui no Brasil o presidente é Itamar Franco que tem como maior feito neste ano o relançamento do Fusca, após sete anos de interrupção na produção.
Houve um plebiscito para que se decidisse qual o sistema de governo. As opções são: presidencialismo, parlamentarismo e monarquia.
O finado Leonel Brizola era partidário convicto do presidencialismo, desde que ele fosse o presidente, claro.
Fernando Henrique Cardoso, o (im)popular FHC assume o ministério da fazenda, mesmo sendo sociólogo e não entendendo p**ra nenhuma de economia. E troca o nome da moeda três vezes: de Cruzeiro para Cruzeiro Real, depois URV e por fim o Real.
Chacinas na Candelária e em Vigário Geral colocam o Brasil no noticiário mundial.

Na F1, Prost se sagra tetra campeão mundial com um carro que até um macaco pilotaria, mas o Lauda não...
Senna vence seu último GP, na Austrália.
De bom fica a volta de Nelson Piquet às pistas, em Indianápolis. Mesma pista em que um ano antes sofreu seu pior acidente e quase morreu.
Ah sim... Esta corrida foi vencida por Emerson Fittipaldi.

Hoje, com a distância toda destes anos, muitos destes eventos já caíram no esquecimento ou não fazem sentido algum para os mais jovens.
Porém algo – bom ou mal vai depender da ótica de quem vê – continua ai até hoje.
Desde 1993 levando bordoadas, falando besteiras, tomando invertidas, sendo incansavelmente otimista às raias do absurdo.
E não sejamos totalmente maldosos... Fazendo coisas boas aqui e acolá...
De lá para cá foram trezentas largadas, algumas sensacionais, outras nem tanto. Várias para trás, como quem faz moonwalker, mas enfim, trezentas largadas não é para qualquer um, embora o detentor do recorde anteriormente também não fosse grande coisa, o que em tese mostra que é “para qualquer um” sim... Basta estar lá e não se importar muito em “ir ficando” de qualquer jeito...
300 Gps do 1B, porque alguma coisa ele tinha de deixar marcado na categoria...

E como tem GP na sagrada pista de Spa, tem também programa pré-race na RoB ao Vivo!
Estaremos lá, a turma toda (espero) a partir das 8 da noite falando sobre os treinos, a expectativa da corrida. E claro com muito humor e informação.Clique neste link aqui => RoB ao Vivo!

25 de ago de 2010

Direção ofensiva

-Bom dia... O que deseja. – sorri solícito o gerente da auto-escola.
-Como assim o que desejo? Aqui não é uma escola de direção defensiva? Quero aprender as técnicas para perder o medo de dirigir. Aqui tem psicólogo? – questiona o possível aluno.
-Ter, tem! Mas acho que o senhor leu errado ai no toldo...
-Como assim? Não é escola de direção defensiva?
-É escola de direção, mas não defensiva.
-Ah não? É o que então?
-Ofensiva... A gente faz o senhor a perder o medo de dirigir, mas de modo ofensivo.
-Não estou entendendo...
-Bem, o que o senhor entende por defensivo quando se fala de direção?
-Dirigir com cuidado, com atenção, mas de maneira firme. Com o foco mais centrado no motorista do outro carro.
-Isto...
-E o modo de vocês? Como é?
-Bom... Que tal uma aula demonstrativa?
-Claro... Marcamos para quando?
-Pode ser já?
-Pode... Eu acho que pode...
-Então vamos lá... Rogério! Vem aqui e dá uma força com este cliente. Ele quer fazer uma aula demonstrativa.. – deixa os dois conversando e sai.
Chega o funcionário chamado.
-Olá, sou o Rogério Pancada, instrutor e psicólogo. Vou levar o senhor para uma aula... Queira me acompanhar. -Pancada é sobrenome? – pergunta – curioso - o possível futuro aluno.
-Não... É constatação. – explica o instrutor.
-De que?
-De que estou na profissão certa!
-Ah... Vamos então?
-Bom... Entra ai no carro... Sabe o que fazer né?
-Sim! Colocar o cinto, ajeitar os espelhos, verificar o câmbio...
-Tá... Isto é o óbvio...
-Agora engato a primeira, solto a embreagem devagar e vou acelerando...
-Pula a primeira parte... Sai logo em segunda...
-Como? – espanta-se o quase futuro aluno sentindo o carro acelerar.
-Olha ai a preferencial... – instrui o instrutor.
-Já sei... Quando estiver livre eu entro, mas deixa que eu acelero.
-Não... De jeito nenhum... Aqui é ofensivo cara! Soca o carro na rua, os outros que se virem para não bater na gente...
-Como? – espanta-se mais ainda.
-Assim ó... Taca o carro na rua ai... Isto...
-Olha o cara do Uno! – assustado, reage o quase ex-futuro aluno. -Deixa comigo: Aê vagabundo! Tira o carro daí... – grita o instrutor, sentado no banco do carona. -Que isto? Cadê sua educação? – diz o aluno com os olhos arregalados.
-Trânsito é guerra! Acelera ai... Olha o ônibus na nossa traseira!
(buzina do ônibus)
-Ai meu Deus! – apavora-se o agora ex-futuro aluno.
-Faz o seguinte... Enfia o braço esquerdo para fora da janela.
-Sim. – desesperado, nem presta atenção.
-Fecha a mão com força.
-Tá bom. – olhando pelos espelhos.
-E agora estica só o dedo médio...
-Sabe onde enfiar este dedo, né aprendiz! – grita o motorista do coletivo.
-Cê ficou louco? – grita transtornado antes de pedir desculpas para o motorista do ônibus.
-Eu? Nem... Tô só fazendo o meu trabalho. Mas se quiser eu me calo... – e se cala mesmo, o instrutor.
-É o melhor que faz... Vamos voltar para a auto-escola... – já muito irado
-Vai lá... Vou fica mudo aqui no meu canto.
Ao fazer uma conversão para voltar à rua de origem, o carro leva uma fechada e então reage de forma espantosa..
-Ô seu fiadaputa do c***io, aprendeu a dirigir por telefone? Por que não pega este carro e enfia naquele lugar! Ah! Quer passar? Vai passar não... Vem pela esquerda vem... Fechei! Trouxa!
-Vá fanculo! - o motorista do outro carro, com adesivos de locadora de automóveis também se pronuncia.
-Vai você! Português paneleiro!
-O cara não é português, pelo palavrão, é italiano...
-F**-se!
Ao chegar à auto-escola Rogério Pancada faz relatório ao chefe.
-Então, trouxe o carro de volta, sem nenhum arranhão.
-E o cliente, vai se matricular...
-Vai não... Mas olha... Se servir como consolo, pode contratar como instrutor. Tá prontinho...

24 de ago de 2010

Constatações

Webber disse que se for campeão se aposenta.
Nada mais justo, sair por cima, e mesmo se assim não for, é uma grande jogada.
“-Me ajudem ai, se eu for campeão eu paro de correr.”
Ai é campeão e não para nada.
Malandro é o gato, que já nasce de bigode e Mark Webber, que já não olha a sogra para saber como vai ficar a noiva. Casa com a velha...
Se for punida pela FIA, na questão da palhaçada húngara da troca de posição entre o Safado e o Capacho, a equipe Pilantra ameaça entrar com ação civil contra a entidade.
Seria usar a lei para legitimar um crime.
Afinal, burlar leis – ainda que esportivas - é crime. Ou não?
Deus é tão sábio que não deu asas e nem advogados às cobras para que elas não pudessem se livrar das acusações de serem peçonhentas...
Devia ter lembrado do segundo item do ditado no caso da Ferrari...
Raikkonen não vê volta a F1 em um futuro próximo.
Bom... Até ai é uma beleza!
Ele fica nos rallies e se diverte fazendo o que gosta.
Ele fica nos rallies e nos diverte capotando o carro em toda corrida.
E ainda por cima fica longe de gente “bacana” como o Safado e corriola italiana.
Malandro é o Raikkonen que, recebeu a grana a que tinha direito até o fim do contrato rasgado pelos Pilantras mesmo sem ter de pilotar as carroças feitas por eles nos últimos anos.
Por vezes me questiono: Se existem cursos de direção defensiva, porque não de direção ofensiva. Seria legal para alguns pilotos que preferem ficar em fila indiana sem atacar ninguém para garantir uns pontinhos.
Ou para aqueles cidadãos que - no caso de se achar o dono das vias públicas - poderia xingar com gosto e se for perguntado onde aprendeu a ter este comportamento diria: “-Na escola de direção ofensiva, sua mula!”.
Deus não dá busão para mau motorista para que este não grite: “-Tá com pressa ô do Astra? Passa por cima, se puder!”. Toda vez que tentam ultrapassa-lo em lugar difícil.

23 de ago de 2010

Manhã Masculina - a estréia

-Muito bem, ao som de “Highway to Hell” do AC/DC vamos entrando no ar com o “Manhã Masculina”. É... Você não entendeu mal não... É um programa para as manhãs dos homens que não saíram cedo para trabalhar e não tão a fim de assistir Ana Maria Braga, Manhã Maior ou o Hoje em dia... Afinal somos homens e não estamos com vontade de saber qual a melhor forma de tirar a maquiagem, ou onde se compra imitação de bolsa famosa... Muito menos de dietas milagrosas pra perder quilinho... Ah! Mas você quer saber sobre estas coisas? Hum..... Boiola! Eu sou Pedro Bronzina e este é o Manhã Masculina.
(sobe a musica de abertura -Built for speed, dos Stray Cats - com imagens de carros antigos, e mulheres de shortinhos apertados).


-E vamos então ao programa que a gente tem pouco tempo... E eu vou começar esta bagaça com um quadro onde recebo convidado. E hoje é a vez de... Espera aí... Ô produção? Quem foi que escolheu este cara? Como assim? E vocês acham que o nosso publico alvo gosta deste tipo de musica? Principalmente deste tipo de cantor com calça jeans apertada até afinar a voz do cara? Eu não vou entrevistar não... O que cê faz com ele? Manda pra pqp, ou se preferir leva pra tua casa.... Que isto... Sertanejo universitário? Vai vendo... Antes se ia para universidade pra aprender algo, encher a cara e catar a mulherada agora se vai pra fazer sertanejo, forró. Por isto que este país não vai pra frente... Vamos pros comerciais aí, enquanto você tira esta aberração daqui...
(vinheta do comercial) -Estamos de volta... Vamos agora responder alguns e-mails que a produção selecionou. Eu li alguns e nego tava perguntando sobre as melhores oficinas, lojas de tralha de pesca... Então... Estes a produção vai responder, mas os que têm histórias boas a gente lê aqui. Só vou lembrar uma coisa: Eu não sou conselheiro sentimental, então não me vem com palhaçada.... Bom, este e-mail veio de: Veloz e Sutil... Ô produção... Lê a parada aí que eu to sem óculos...

(Voz de narrador enquanto na tela aparecem os gols da rodada) - Olá, eu sou um cara de sorte, tenho uma namorada bonita e mais um monte de mulher no meu pé, um emprego dos sonhos que me leva a viajar o mundo todo, mas estou com uma dúvida... Tenho um amigo, que trabalha com o mesmo que eu. Ele também tem namorada e tal... Mas... Eu não paro de pensar no cara, quero saber se ele tá bem... Então Pedrão... Isto quer dizer que eu sou gay?
(Corte de câmera para o apresentador)
-Quer dizer sim! Você é uma bichooooooona!
(vinheta do comercial) -Bom... Este é nosso ultimo bloco e vamos então à culinária, mas aqui não tem frescura não... Cê você quer aprender a fazer medalhão de filé mignon vai assistir o Olivier Anquier... O Edu Guedes... Aqui é homem com “H” maiúsculo e sendo assim só vai pra cozinha pra fazer um mata a fome mesmo...
Bom... Aqui é o seguinte: chegou do futebol e tá com uma fome monstro, mas não tá a fim do sagrado pão com mortadela... Mas também não tem intimidade com a cozinha pra fazer mais que um miojo lendo as instruções no pacote... Eu vou ensinar a fazer um bife a cavalo... E não, não pense que é coisa de fresco não, que eu não sou o Alex Atalla... Primeiro vai à dispensa e pega lá a farinha. Como que farinha? Pega qualquer uma lá. Aqui a produção trouxe uma amarela... Pega uns ovos ai... E o principal: a carne. Como que carne? Qualquer uma... Desde que seja em bife... Mas ô produção... Tá congelado este negócio aqui.. Como assim? Microondas? Tá... Tira desta embalagem amarela aqui? Bom, não desgruda então vai com ela mesmo. Quantos minutos? Não sabe? Nem eu... Vou por aqui uns... Uns... Quanto tempo tem de programa? Bom... Vou por dez minutos em potência ultra máxima... Ta derretendo o gelo... Ih... Tá derretendo a embalagem amarela também... Putz... E o cheiro... Que horror... Que nojo... Ecaaaaa!
Bom meus camaradas... Melhor pegar aquele pão com mortadela mesmo... Depois toma um banho e vai trabalhar, fica ai assistindo programinha... Se não quiser também não precisa tomar o banho, mas vai trabalhar vagabundo!
(sobem os créditos ao som de Rock and roll all nite, do Kiss).

21 de ago de 2010

Ereções 2010 - pleito na F1 (maldoso você heim?)

É chegado o período eleitoral, e aqui neste espaço ninguém é alienado... Não... Qualé?
Aqui se sabe que o mais importante é conhecer os candidatos, saber de suas biografias e projetos. Hoje em dia até é mais simples, pode-se recorrer ao Projeto Ficha Limpa e tudo o mais, porém, a parte mais importante é sempre com o eleitor, que tem o direito – e o dever – escafunhanchar (verbo novo, não estranhe) a vida pregressa do pretendente a salário alto pago com dinheiro público.
Mas como disse... Aqui ninguém é alienado e sabe de seus deveres, porém também não é aqui que você vai ler algo sério sobre esta matéria, logo aqui estão as:

Ereções 2010 (na F1)...

Imagine o seguinte cenário: Pilotos são candidatos e equipes são partidos políticos em busca de seu voto para presidente. Então o horário eleitoral seria assim, por ordem de importância.
Neste caso teríamos uma eleição diferente do quadro atual neste país, que está mais para plebiscito que para eleição. Ou alguém ai leva fé na – simpática – candidatura de Marina Silva? Ah... Leva? E do Levy Fidelix e seu aero-trem?

No PBC – Partido Britânico da Mclaren o quadro é de total indefinição.Mesmo tendo o atual presidente da bagaça, aposta também em um outro nome forte para compor a chapa. Nome este que também já ocupou a cadeira de manda-chuva.
Por este motivo não sabemos quem é candidato e quem é o vice...

Pelas bandas do PAM – que não é - seu maldoso - Partido dos Aposentados e Maricas, e sim Partido Alemão da MercedesA coisa também não é tão simples e nem está definido.
A cabeça de chave seria, a julgas pelo nome e currículo Schumacher, mas pelo que vem apresentando nas pistas (ou urnas, se preferir) Rosberg é que mereceria encabeçar a chapa.
Não chega nem ao segundo turno...

Dentro do PRBO Partido Red Bull Original, já que tem o falso que atende por um codinome italiano – As coisas estão apaziguadas de forma bem, mas bem artificial.
A direção geral do partido prefere que o alemão lá seja o candidato, apostando em seu carisma e seu possível futuro. Mas quem aparece bem nas pesquisas – ao menos agora – é um australiano que se nega terminantemente a ser o vice, apoiado nos resultados das pesquisas.
A briga é boa, mas pode prejudicar o partido na reta final.
Mas a gente - que é eleitor - nem liga...

Mas o pior mesmo é o PEP – Partido da Equipe Pilantra..
Lá tudo já está decidido de antemão.
O candidato a presidente e o vice foram definidos há tempos, mas não se sabe por que cargas d´agua o mundo inteiro achava que não. Principalmente o vice.
Se ele tivesse visto a história pregressa da agremiação teria visto que é assim desde os tempos imemoriais do 1B.
Então lá é assim: Piloto Safado presidente e Capacho vice.
Sendo que capacho pode ser qualquer um... O da vez, no caso é brasileiro... Ah, mas que besteira, o original também era...

Mas há também os partidos nanicos.
Aqueles que entram na eleição apenas para divulgar uma idéia qualquer, ou apenas aparecer mesmo, para tentar – em eleições para cargos menores – fazer alguns eleitos.
Infelizmente neste quadro temos a minha agremiação predileta: PCBW, o partido dos carros bonitos da Williams.Porém como beleza não garante votos e nem bons candidatos, o chefão Frank Sarney Williams teve de colocar dois nomes menores para disputar o pleito. Um ainda tem tempo para tentar crescer e o outro é o 1B.
E mesmo com a situação atual não se engane... Se for preciso, o vice já está escolhido.
E é por experiência...

Mas veja... Poderia ser pior... Poderia ser isto ai do vídeo...

E depois disto, tenha um bom final de semana. Se conseguir...

19 de ago de 2010

Conversa com Berger, este comediante...

-Boa tarde, muito obrigado por me atender...
-Que isto... É sempre bom falar com os jornalistas do país de meu grande amigo...
-Pois é... Sobre isto que eu queria abrir esta entrevista... Foi este apenas o seu grande mérito?
-O que? Ser o “grande amigo do Senna”? Você não vai usar isto para me sacanear, né? Nem seria original...
-Nem me passou isto pela cabeça...
-Ah bom.
-Eu ia dizer do fato de você falar com a imprensa do Brasil... Isto é o grande feito da sua carreira, porque vira e mexe tá lá: “Berger disse isto, Berger disse aquilo”...
-Bom... E isto não é ruim... É?
-Não... Para alguém você tem que falar né? Nem que seja...
-Pode parar... E o que eu disse de besteira?
-Nada, nada...
-Escuta aqui... Vocês distorcem tudo que falo... Mas desta vez eu só falei coisas corretas... Óbvias até...
-Ah vá! Sério... Não foi o que li...
-Bem... Eu disse e repito: Nico Rosberg está no mesmo nível do Vettel...
-(Rindo).
-Como não? Presta atenção nos detalhes...
-(Rindo mais)
-Olha... É tão igual que se os dois tivessem carros iguais eu não saberia em quem apostar...
-(Rindo muito mais).
-Cê ri... Mas é porque você não entende nada...
-Hum... Nisto cê tem razão... Não entendo nada... Mas você também não... (Rindo até engasgar).
-Como não entendo? Pode parar fui piloto... Eu sou até conselheiro de piloto.
-(parando de rir) É mesmo? E onde está o Bruno Senna?
-Na Hispânia... (com um pouco de vergonha).
-(rindo para caramba).
-Pô... Eu nem vou falar mais o que ia falar então...
-O que? (quase chorando de tanto rir)
-Que na linha de sucessão do Schumacher, mais que o Vettel, está o Rosberg e o Sutil...
-Sutil? (rindo e se jogando no chão). E o Hulkemberg? Cê não acha ele tão bom quanto o Schumacher também não?
-Olha... O Hulkemberg, para mim, está no mesmo nível do Barrichello, e isto é um elogio viu?
-Não... Fala sério!
-Relaxa... Eu quero dizer que o Rubinho é o melhor piloto do segundo pelotão.
-Pqp! (rindo para c***lho).
(Duas horas depois) –Terminou? Posso desligar o skype agora? Groo? Cê ainda tá ai? Groo? Estas risadas são suas? Groo? Tem mais gente rindo ai ou a ligação tá dando eco?

17 de ago de 2010

E são adultos...

-Cê tem certeza que sabe o que tá fazendo?
-Sei! Sei... Sei?
-Sabe ou não sabe?
-Sei... Se não soubesse, cê acha que eu ia mexer com isto?
-Acho.
-Que isto...
-Lembra do sifão da pia?
-Eu lembro! Quem não lembra é você que nem estava lá.
-Estar eu não estava, mas acho que em nosso circulo de amigos não tem quem não conheça esta história...
-Foi aumentada, foi muito mexida... Quem fez isto com a história não viu nada!
-Foi a tua esposa...
-É? Foi ela?
-Foi...
-Deixa isto pra lá... Deixa eu arrumar aqui o que tá funcionando mal.
-Tá certo... Quer ajuda?
-Não precisa... Pode ficar ai de boa, só conversando mesmo...
-Tá bom... Que merda é esta aqui neste potinho?
-Deixa eu ver... É geléca. -O que?
-Geléca... Um brinquedo estúpido que os moleques ganharam na escola... Abre ai o potinho e olha.
-Hum... Que coisa nojenta!
-É... Me dá ai este pacote com as borrachinhas de vedação de torneira...
-Tó...
-Pô... O parafuso aqui da torneira da pia é de plástico, não to conseguindo abrir sem machucar toda a peça.
-Hum...
-Vou tentar abrir a torneira do registro do chuveiro... Bem... Este não é de plástico, mas... Que droga!
-Que foi?
-A borrachinha de vedação é diferente... Tem um furo no meio e esta que comprei tem um pino.
-Hum...
-Melhor eu deixar isto e ir trocar o conector de fios do chuveiro... Pega uma cadeira ai pra mim... -Hum...
-Que cê tá fazendo? Vai limpar este nariz!
-Não é o que cê ta pensando não... É geléca. – e sorri amarelo.
-Que nojo... Dá a cadeira ai. (...) Brigado. – e sobe – Vixe! O conector de plástico tá todo derretido. Logo, logo ia dar um curto circuito.
-É... Mas você não acha que é melhor desligar as chaves gerais de energia antes de mexer ai?
-É! É... É?
-Claro pó! Vai mexer em fio de 110 v sem desligar? Vai tomar um puta choque!
-De cento e dez não...
-Ah não?
-Não... São 220 v. Mas é melhor desligar mesmo... Desliga lá, por favor...
-Tá... Posso levar a geléca?
-Vai logo... E joga esta coisa fora...
As luzes se apagam.
-Então, eu desci da cadeira, to aqui arrumando a torneira da pia... Mas tá muito difícil abrir este parafuso... Vou desistir...
-Tá...
-Aqui no registro do chuveiro... A borrachinha é diferente. Tem um pino. Vai dar não.
-E se você cortar o pino com um estilete e deixar o furinho?-Olha... A idéia é boa... Vou fazer...
-Faz ai...
-E não é que deu certo?
-Viu? Mas, não era melhor você ter arrumado o lance do chuveiro primeiro?
-Ué? A ordem dos tratores não altera o viaduto!
-Ah não? E agora que a luz natural se foi, você vai fazer como para enxergar os parafusinhos do conector de fios?
-Ué... Eu acendo a luz... Ou não, né?
-Não né... Pra tua sorte meu celular também tem lanterna... Usa ai...
-Pronto... Liga as chaves lá...
-Tá... Abre o registro de água do banheiro ai...
As luzes acendem.
-Deu certo! Eu sou bom!
-Você né... Tá certo...
-Eu sim... Arrumei o chuveiro e sua torneira e ainda, de quebra a torneira da pia parou de pingar! Que coisa... E eu nem consegui abrir o parafuso.
-Vai ver era porque ao invés de abrir, você tava fechando. Por isto estragou toda a peça.
-Pode ser... Pode ser... Mas o importante é que tá tudo arrumado.
-Hum...
-Hum? Putz... Eu não mandei você jogar esta porcaria fora?
-Mas eu joguei!
-Putz... Então nem vou perguntar que porcaria é esta ai no seu nariz...
-Hum?

16 de ago de 2010

Elos F1

Vitantonio Liuzzi levantou uma questão delicada ao falar da intenção de Bernie Ecclestone em ter Danica Patrick para a corrida estadunidense em Austin em 2012.
Disse que a F1 é “... - difícil para as garotas.”.
Pois é... E ainda arrematou: “-A F1 tem um objetivo diferente e é um desafio mais intenso, tanto fisicamente quando mentalmente.”.
Sim... É fato que nunca tivemos uma mulher bem sucedida na categoria, as poucas que se aventuraram, o fizeram por pequenas equipes, e as que conseguiram alinhar para largada obtiveram resultados muito, mas muito modestos.
Com isto poderíamos dar razão ao nobre projeto de piloto italiano?
Talvez...
Quem sabe se as mulheres tivessem aportado a categoria com carros melhores, as coisas não poderiam ser diferentes?
É só observar o caso de Nico Rosberg... E olha que nem andou em carros tão bons assim...
Ainda sobre Liuzzi, ele comentou que duvida que trazer Danica para a F1 desse certo no intuito de atrair mais a atenção do povo do país do hambúrguer para a categoria, mas que Bernie sempre tem grandes idéias para atrair negócios. E arrematou com a frase: “-Ele é o chefe e então você nunca sabe...”.
Isto me fez lembrar daquela velha piada escatológica em que os órgãos internos reclamam para si o titulo de chefe do corpo.
O coração diz que é ele, o cérebro reclama e diz que sem ele não há vida útil, até os pés brigam dizendo que são o sustentáculo do corpo. Mas quando aquele orifício no fim do sistema digestivo resolve provar – com uma greve – que se ele parar de funcionar o corpo inteiro se trumbica, fica latente que qualquer c* pode ser chefe.
E para terminar, mais uma do velho freqüentador deste espaço, o que não lhe garante glória nenhuma. Bem pelo contraio.
1B comemorará – por suas contas – trezentos Gp´s disputados na carreira.
Digo por sua conta, porque pelas contas da FIA ainda não são 300, como os gols do Romário, na conta dele já passou de mil, nas contas da FIFA e da CBF não chegou nem a 900...
Para mim uma honraria dúbia, afinal, tirando Grahan Hill, os outros que ostentaram tal titulo – o de longevidade na categoria – podem ser considerados pilotos medíocres: Lafite, Patrese.
Mas pelo menos uma coisa se pode louvar em relação ao 1B nesta coisa toda: a insistência.
Vira e mexe ele teima que ainda pode ser campeão, que ainda tem muita lenha para queimar, que está no melhor momento de sua carreira e blá, blá, blá...
Como se ainda quisesse conquistar uma parte do publico que não gosta dele. Como se ele precisasse desta parte para algo...
E para “festejar” este marco na carreira do “brasileirinho contra o mundo” uma canção em que se mudar “mulher” por “titulo mundial de formula 1” ficará perfeita para a ocasião: “Minha teimosia, uma arma pra te conquistar”, do tempo em que Bem Jor era só Bem.

13 de ago de 2010

Cartilha para pilotos brasileiros em relação a OVINI´s

Todos sabem - ou ao menos eu penso que sabem - que a Agência Espacial Brasileira lançou uma cartilha – ou coisa que o valha – ensinando como agir em casos de aparições de OVINI´s nos céus do Brasil. Claro, a tal cartilha é direcionada a pilotos da aviação comercial, militar e astrônomos, mas observadores amadores em geral também podem segui-la e, como manda o documento – documentar as aparições e fazer um relatório, que ficaria a disposição dos interessados e população em geral na Biblioteca Nacional.

Claro! Aqui no BligGroo não se acredita que os homens verdes (azuis, rosas, verdes ou cor de burro quando foge) ficariam dando umas bandas pelos céus brasileiros e não pousassem para verificar se é tudo o que se diz mesmo da nossa terra.
Se bem que até devem ter vontade de fazer isto, mas... Convenhamos... Deve ser um porre pousar suas naves no Salgado Filho, em Congonhas, no Tom Jobim...

Porém não é este o assunto e sim a tal cartilha.
Segue alguns trechos.

Astrônomos Registrar de todas as formas possíveis ao momento.
Proceder com relatório pormenorizado em linguagem não técnica para que fique de fácil entendimento da população, a qual terá total acesso aos documentos por via da Biblioteca Nacional.

Pilotos de aviação comercial. Deve-se ter a certeza de não estar presenciando nenhum fenômeno natural, se possível armazenar algum tipo de material visual sobre o fato.
Proceder com relatório, o mais pormenorizado possível, que permanecerá a disposição de toda a população interessada na Biblioteca Nacional.
Em tempo: Não alarmar em hipótese alguma aos passageiros.

Pilotos das Forças Armadas - Aéronautica. Observar com maior detalhamento o que for avistado, se possível armazenar todo e qualquer tipo de material visual.
Proceder com relatório pormenorizado – obrigatoriamente – para compor banco de dados sobre OVINI´s na Biblioteca Nacional.
Todo o material militar ficará a disposição de toda a população.
Em tempo: Não perseguir de forma alguma o que for avistado. Não é papel das forças armadas.

Outros pilotos. Ficará na dependência da situação.
Leve em conta que os seres espaciais geralmente são descritos como seres superiores, sendo assim você seria uma espécie de segundo piloto. Abra passagem.
Se for dito pelo rádio que o objeto em questão está mais rápido que você. Abra passagem.
Se por acaso resolver ultrapassar o objeto não identificado, certifique-se de que ele não o espremerá contra um muro qualquer.
Se ele assim o fizer e você conseguir se safar, não fique por ai contando vantagem de seu feito, afinal todos perceberão – de pronto - o quanto você deve ter ficado apavorado.
E não se preocupe em registrar os fatos. O youtube, a televisão e outros canais de vídeo e áudio farão isto por você e transmitirão insistentemente as imagens sem nem sequer ser preciso ir a Biblioteca Nacional para se examinar nada...

12 de ago de 2010

Contos do botequim - 2 - As funerárias

E estavam todos no botequim, como sempre, aliás, no fim de tarde.
Canário, o balconista, já havia trazido à mesa dos aposentados mais sacanas do mundo ao menos duas dúzias de cerveja.
Lá já se encontravam Andrade, professor aposentado de língua e literatura; Lucas, o açougueiro; Pedro Marvio, que trabalhou durante anos na estrada de ferro; Derico, que as línguas irônicas diziam que era “fiscal da natureza” em um eufemismo claríssimo para “vagabundo” e o ex-prefeito da cidade, Dito Fernando que todos conheciam como Sapo - vai saber por quê? – quando chega ao recinto Anízio, cabo da polícia militar. De todos, o único que ainda exerce sua função, ainda que em serviços internos, mas exerce.

-Grande Anízio! Tá de folga hoje? – pergunta Lucas.
-Boa tarde a todos! Estou sim...
-Conta pra gente ai... Muito trabalho na delegacia? – Pergunta Pedro.
-Rapaz... Depois que passei para os serviços internos o trabalho dobrou!
-Mas a grana também deu um salto, não deu? – é a vez do ex-prefeito.
-Não... Claro que não... Você sabe.
-Sei... Sei também dos “por fora” que recebe por conta dos ilustres defuntos que tem o azar de morrer em nossa cidade...
Dito Fernando vivia dizendo – mesmo quando era prefeito – que a cidade era um péssimo lugar para viver, mas para morrer servia bem já que morto não tem luxo mesmo... No máximo um caixão de madeira nobre, mas: “-Isto ele nem fica sabendo.”.

-Isto é lenda... É maledicência. Não existe!
-Esqueceu que fui prefeito? Acha que isto foge ao conhecimento da gente?
-Senhor Dito... Nós também sabemos de muita coisa que acontece na Casa Verde (a prefeitura), mas nem por isto falamos por ai, não é?

Andrade, que até ali tinha se limitado a ouvir resolve dar uma palhinha na conversa.
-Mas meus caros... Tem coisas que não precisam ser ditas. Subentende-se... Tem coisas que só um olhar já denuncia... As coisas que Dito diz que sabe, todos sabemos. É fato, embora não tenhamos visto nunca!
-Ok... Vou dar a chance a vocês de dizerem o que sabem, não vou confirmar e nem negar nada...
-Tá bom... Como eu tenho os ouvidos da rua... – diz Derico
-Claro! É vagabundo! – interrompe Anízio.
-Como tenho os ouvidos da rua, digo que o que se fala é que você ganha dinheiro para informar as agências funerárias da cidade sobre os falecimentos que são registrados na delegacia. – conclui.
-Mentira... Pura invenção! Não há o menor fundamento nisto...
-Não? – perguntou Lucas.
-Não.
-Não mesmo? – insistiu Marvio.
-Não, já disse.
-Então tá! – encerra a questão Derico, enquanto Andrade apenas sorri, ironicamente.

Então toca o telefone celular de Anízio, que sem se importar em pedir licença ou se afastar, atende.
-Alô?(...) Sim é o cabo Anízio. (...) Como? Acidente? (...) E teve mortos? (...) Dezessete? Tantos assim? Foi ônibus?(...) Tem certeza? Dezessete mesmo? (...) Que beleza... Que beleza... – e enquanto falava sorria com uma satisfação assustadora.
Quando desliga o telefone se dá conta do silêncio constrangedor no bar.
-O que foi? – pergunta.
-Nada! – diz Andrade – Mas de qualquer forma, Anízio.... Beleza... Que beleza!
Para quem quiser relembrar o primeiro clique aqui, ou no marcador abaixo da minha assinatura.
E este texto foi feito with a little help from my friend Anselmo Coyote.

11 de ago de 2010

Nem vem que não tem... Ninguem sabe o duro que dei.

Dizem que é mágico subir ao palco e tocar um instrumento. Fazer o povo dançar...
Então se pode dizer que nos anos sessenta até meados dos setenta, ninguém foi mais mágico que ele, e olha que nem tocava instrumento algum...
Há quem diga que teve conduta reprovável, que foi colaboracionista com o regime de exceção. Importa isto?
Talvez para aquele povo político, mal resolvido e revanchista importe, mas para quem gosta de música pela música, não.
E Wilson Simonal era músico, não político.Ele pode ser descrito como um dos melhores mestres de cerimônia que este país já viu.
Seu swing e seu carisma faziam com que qualquer palco ficasse pequeno ante sua presença.
Foi o primeiro a cantar “País tropical” do então Jorge Bem, hoje Benjor.
Defendeu com maestria outras canções do Babulina – apelido de Jorge – como “Zazueira” e "Que maravilha".
Porém transcendeu a este quando gravou “Não vem que não tem” e elevou a malandragem ao status de arte.

Cantou bossa nova com voz de trovão, contrariando o mito de que a sofisticada junção do samba com jazz ficava melhor se cantado com fio de voz.
João Gilberto que não nos ouça, pois ranzinza que é, reclamaria da afirmação de que a versão de Simonal para “Lobo Bobo” é pelo menos mil vezes melhor que a sua.
“Sá Marina” só pôde dançar com sua saia branca costumeira, cheirando a flor de laranjeira porque ele tratou os versos com o respeito que estes requerem.
Desconheço outra versão tão digna desta música.
E o que dizer de “Coisa numero 5 – Nanã” do maestro Moacir Santos e Mario Telles?

Também marcante é sua obra - junto a Ronaldo Bôscolí - em que faz um “Tributo a Martin Luther King” e sua luta pela igualdade racial nos EUA.
Em um país hipócrita como o Brasil dos anos 70 – e até os dias de hoje - em relação a este tema, a canção pode ser encarada como um tapa com luva de pelica na sociedade que apenas tolerava negros de sucesso, sem de verdade respeita-los, como prova todo o imbróglio que se sucedeu em sua vida...


Para os que têm duvidas ou ficaram curiosos recomendo que assistam “Ninguém sabe o duro que dei”, dirigido pelo comediante Cláudio Manoel junto com Micael Langer e Calvito Leal.
Segundo o integrante de Casseta e Planeta: “-Ele (Simonal) pegou uma pena dura demais, desproporcional ao que ele fez, porque sua condenação foi até o fim da vida. Para ele não houve anistia.”.
-Mas... Por que cargas d água Ron está falando deste cara? Não tem efeméride nenhuma em relação a ele por estes tempos?
Resposta simples, ora... Clique nos links em vermelho e entenda o porque.

Atrasado, mas finalmente aqui a última Rádio on Board, edição Turquia.
Fábio Campos, Felipe Maciel e eu discutimos o GP e seu desenrolar. Vale a pena ouvir.

9 de ago de 2010

Le Sanatéur - Gênesis

Já foram narradas aqui algumas as aventuras da dupla de repórteres: Ron e Coyote. Sempre com as participações mais que especiais do chefe Mar Céu L`Onça, o gringo Iriarte, Dra. Remédios, Leandrus, o checheno de Lisboa, o chefe de polícia Le Felipon e seu adjunto Oliver entre outros com participações menores, mas igualmente importantes...
Porém algumas perguntas ficaram sem resposta e a mais importante delas foi: Como eles se conheceram?
Ora... São amigos de longa data, quiçá de infância. A verdade é que sempre moraram na região da Rua 45, que antes de ser um distrito de vida fervilhante e de figuras insuspeitas (ou muito suspeitas, depende do ponto de vista) era um tranqüilo bairro residencial.
Cortado pelo hoje poluído Rio Potomak, Col de Turini – sim, este é o nome do bairro em que se situa a Rua 45 – era composto por casas térreas, separadas por cercas vivas.
Famílias que se juntavam nos fins de semana para churrasquear e jogar conversa fora.
Mas não eram churrascos comuns, não se assava somente cortes nobres de carne como no Brasil ou hambúrgueres como nos EUA. Assava-se o quanto era possível caçar na hoje extinta floresta de Splashandgo ou pescar no já citado Potomak.
E foi em um destes festins que a turma se reuniu pela primeira vez...

-Meu pai foi pescar com o seu... – disse o pequeno Ron.
-É eu sei... Meu nome é Coyote e o seu?
-Ron... Vamos todos almoçar juntos? – quis saber Mar Céu L´onça.
-Vamos sim... Inclusive com aquela menina nova no bairro, aquela que disse que quer ser médica... – respondeu Coyote.
-Vamos lá ver os peixes? – instigou Ron.
-Vamos! Assim posso tirar fotos dos bichos. – Coyote tinha sempre pendurada em seu pescoço uma câmera fotográfica de brinquedo. Daquelas que espirram água.
-Você fotografa? – quis saber L´Onça
-Não... Mas um dia... Mas onde estão os peixes?
-Estão lá em casa... Na área de serviço, meu pai colocou os peixes no tanque. – disse Ron.
-Como você sabe? Já viu? – quis saber Coyote.
-Não... Mas ouvi minha mãe dizer que tudo que é porcaria meu pai joga no tanque, logo...

Enquanto seguiam os três para a casa de Ron, encontraram Remédios, aquela que sonhava ser médica. Ela vinha acompanhada de Iriarte, menino novo no bairro. Logo foram convidados para acompanhar e de pronto aceitaram. Ao chegar ao portão da casa encontraram o pai de Ron conversando com o Senhor L`Onça.
-E como chamam mesmo os peixes? – quis saber Mr. L´Onça.
-Bagres africanos... A prefeitura colocou muitos deles no lago, para re-povoar.-E são grandes?
-Grandes e resistentes... Coyote e eu pegamos um cada, mas de mais de dez quilos... E sabe, horas depois de pescados ainda estavam vivos...
-É... Eu soube que eles atravessam grandes extensões de terra para migrar quando as águas onde vivem ficam com pouca comida...
-Pois é...
O grupo de crianças ouve aquilo e passa direto para a área de serviço e lá encontraram os tais bagres africanos dentro do tanque.
-Mas o tanque tá vazio! – disse Remédios – Tá sem água... Eles vão morrer...
-Acho que já morreram... – disse Coyote – Se bem que teu pai disse que eles são resistentes.
-Disse... Mas acho que não tanto, né... Eles chegaram faz um bocado de tempo... – disse Ron.
-Feio né? Bigodudo... – disse Remédios...
-Estiloso ele, parece o Clark Gable... – emenda Coyote.
-Fotografa eles logo, Coyote...
-Tiénes filme en esta máquina? – pergunta Iriarte e todos se espantam...
-O que ele disse? – quis saber Coyote.
-Perguntou se tem filme na máquina, ele é boliviano...
-Usted és gringo? – pergunta Coyote.
-Ai depende... De mi ponto de vista, lo gringo es tu...
-Faz sentido... - diz Ron e Remédios concorda – mas vai lá fotografa logo e vamos embora... Não gosto muito de ver morto... Nem bicho...
-Mas... Assim... Com eles um por cima do outro? Não vai ficar boa a foto. Arruma eles ai Ron.
-Arrumar como?
-Tira um de cima do outro, ajeita os bigodes deles... Fecha a boca daquele maior...
-Eu não.. Não vou por a mão em defunto... Nem bicho... Fotografa logo...
Então Coyote se posiciona, leva a máquina aos olhos, faz mira e aperta o botão, disparando assim um fino fio d´agua para cima dos peixes, que aparentemente estavam mortos.
Aparentemente, já que ao receberem o jato se agitam e começam a saltar dentro do tanque, caindo no chão e pulando em direção ao grupo.
Curiosos, Ron e Coyote não tiram os olhos dos peixes que avançam em direção a porta da área de serviço. Assustada, Remédios não consegue sair do lugar. Apenas grita.
Iriarte, com mais ação, toma nas mãos um cabo de vassoura e passa a bater nos peixes até que estes fiquem completamente imóveis.

Trazidos até ali pelos gritos da menina, os pais de Ron chegam e encontram a cena já montada: Coyote com a máquina fotográfica, Ron com um caderninho anotando tudo, L´Onça pensando numa forma de contar ao resto da turma, Remédios examinando os peixes para confirmar se morreram de falta de ar ou das pancadas e Iriarte prontinho para contar aos adultos o que aconteceu.
-Os peixes ainda estavam vivos quando vocês entraram aqui? – perguntou o pai de Ron...
-Si, si... Estavam. Pero, agora...

6 de ago de 2010

Adoniran cem anos - Piove, piove...

A maloca já não está mais lá... Já não estava mesmo, se lembrarmos que ela foi derrubada para a construção de um edifício arto. Matogrosso até quis gritar, mas de pronto ele falou: “-Os homi tá com a razão, nóis arranja outro lugar.”. (Saudosa Maloca)

Curiosamente algum tempo depois, ele mesmo! Havia prometido e realmente o fez! Trabalhando em uma cerâmica ganhou dinheiro e lá no Alto da Moóca - tradicional bairro paulistano - comprou um lindo lote. Dez de frente e dez de fundo e construiu sua maloca.
Naquela época ainda se podia contar com amizades desinteressadas. João Saracura, que é fiscar da prefeitura, se mostrou um grande amigo e arranjou tudo pra ele, porque naqueles aqueles tempos, sem planta não se podia construir. Diferente de hoje, em que com ou sem planta constroem até onde não deveriam... (Abrigo de vagabundos)

Mas isto faz tempo... Muito tempo...
Um tempo em que o Viaduto Santa Ifigênia não era passagem apenas de pedestres. (Viaduto Santa Ifigênia)
Um tempo em que a Praça da Sé não era uma madame, com aquela estação de metrô e toda sua imponência. Era apenas uma praça no centro onde circulava a vida da cidade. (Praça da Sé)
Em suas imediações havia estações de rádio, bares onde os artistas se encontravam para tomar suas canas, seus cafés e fazer contatos.
Um tempo em que ainda havia a Luz da Light nos postes e nelas circundavam as mariposa. (A luz da Light e As mariposa)

Um tempo onde o empréstimo de um dinheirinho para a compra de uma cadeira de engraxate, e assim arrumar a vida, poderia ser paga com um samba.
E com um endereço no verso de um cartão, convidar o benfeitor a aparecer em sua casa para conhecer o tal samba. (Vide verso meu endereço)

Um tempo onde era possível ir a um samba em um bairro até então desconhecido e, se por acaso saísse uma briga, era só se enfiar debaixo da mesa e ficar ali, de beleza, vendo os outros brigando.
E depois de tudo ainda saber que os que ficassem pior iriam apenas para as Crínica! E não para o cemitério. (Um samba no Bexiga)

Era um tempo em que uma estátua posta em homenagem a ele no Bexiga poderia sumir e como em um passe de mágica aparecer nos jardins do Parque São Jorge, sede do clube que amava e como ele, também completa cem anos.

Adoniran se confunde com a cidade de São Paulo, definiu seus personagens, sua fala característica, destacou sua gente e seus ícones.
Ainda é possível sentir, cem anos depois de seu nascimento, sua presença em alguns cantos e recantos.
No largo São Bento, na Praça da Sé... Sentir sua presença junto aos engraxates do centro velho, nos bares do Bexiga.
-Mas espera aí? Bexiga não é tradicional bairro da colônia italiana?
É sim... Até porque antes de ser Adoniran Barbosa, ele era João Rubinato, filho de italianos, daqueles que fizeram a grandeza da cidade.
Ainda é possível ouvi-lo cantando a cidade que lhe deu teto e cartaz...
Canta... Pode cantar que a gente ouve e entende tudo que quiser falar... Mesmo errado, mesmo na língua dos teus pais... A gente entende... E gosta.


5 de ago de 2010

A verdade sobre a ultrapassagem

-Rubens?
-Oi...
-Como está o carro?
-Tá ótimo... Me parece muito mais rápido que antes de trocar os pneus!
-Mas isto é óbvio né, manézão? Com os pneus novos teu carro tem que andar mais mesmo...
-Sensacional...
-Temos uma noticia para você...
-Ixi... Já ouvi este papo antes... Quando meu carro era vermelho....
-Não, não... Você não vai ter que abrir passagem para ninguém.
-Ufa...
-Até porque o Hulk tá beeeeeem na sua frente... Mas eu dizia... O Schumacher tá na tua frente.
-Ah é? Menos mal... Não vai me passar pra nego ficar falando que sou o segundão...
-Não... E quer saber mais?
-Manda!
-Você está dois segundos mais rápido que ele. E se apertar pode até ficar ainda mais rápido.
-Jura? Vou tentar... Dá tempo?
-Dá... Dá sim... Vai lá... Pelo menos dá um susto nele para a gente se divertir...

Então Rubens acelera o carro até ficar incríveis quatro segundos mais rápidos que a Mercedes do alemão..

-Michael...
-Diga...
-Rubens está atrás de você.
-E daí.. .Já ficou muitas vezes ai...
-Mas agora é diferente... Na ultima vez que medimos, ele estava pelos menos quatro segundos mais rápido que você... Te passar é questão de tempo.
-Mas... Aqui na Hungria? Nem tem ponto para fazer isto...
-Rapaz... Quatro segundos... Tem que ter ponto não...

Schumacher olha pelo retrovisor e vê o bico azul crescendo de forma assustadora, antes do inicio da reta de chegada vai estar colado em sua traseira. Se espanta com tanta gana do outro piloto em ultrapassá-lo;

-Rubens, você está se aproximando rápido demais, vai chegar nele antes do meio da reta.
-Tem algo errado aqui...
-Rubens... Está rápido demais Está colado...
-Tem algo errado... Estou por dentro, mas o volante não responde...
-Desacelera!
-Travou... Travou! O acelerador travou...
-Rubens, freia... Ele está fechando, vai espremer você no muro!
-Não responde... O carro não responde! Pede pra ele abri... Pede pra ele abrir PELAMORDEDEUS!
-Rubens, FREIA IMEDIATAMENTE, vai dar merda!
-Eu to tentando.... EU TO TENTANDO! Sem outro jeito se não continuar acelerando Rubens completa a manobra e ultrapassa o alemão.
No fim da corrida, sai apavorado do carro tentando ao menos manter uma pose digna, e enquanto fala faz um esforço descomunal para que não se note que suas pernas tremem...
-Pelo povo brasileiro... Ele não passa mais...
-Mas Rubens... – diz o repórter – Era você que estava atrás, foi você quem passou...
-Ah... É.... Foi... Foi... Me desculpa... Tenho que correr ali nos boxes...

4 de ago de 2010

Três gomos e uma pergunta




O alemão foi apertando, apertando e até por isto o Williams pulou a sua frente como um conteúdo de espinha espremida. O brasileirinho saiu do carro falando cobras e lagartos.
Depois o alemão sete estrelas reconheceu que exagerou e pediu desculpas.
Mas... O que queria o 1B? Que Schumacher abrisse passagem e ainda lhe desse tchauzinho quando fosse embora?
Ganha a briga e ainda sai falando besteira? Soltando a barrichérola (barrichelo + perola) de que pelo povo brasileiro ele jura: o alemão não passará mais.
Como se estivéssemos preocupados, e muito, com as brigas de um fóssil que dirige e um ex-piloto em atividade.
Foi bonito. Foi perigoso também, claro, mas só o fato de entrar em um F1 para competir já é perigoso.
Achou muito? Vai vender cachorro quente. Vettel reclamou, reclamou e reclamou de ter sido punido com um stop and go.
Cumpriu a punição e voltou atrás - bem pouco – do piloto Safado, com um carro que na classificação foi quase dois segundos mais rápido.
Sem contar que antes da punição tinha aberto uma vantagem enorme sem fazer força.
Custava ao menos tentar ultrapassar?
Ah... Vai dizer que pensou no campeonato.
Claro... E o Webber também pensou, surpreendeu todo mundo e ganhou a corrida.
Para sorte dos que pensam nos pontos a somar, Bernie não conseguiu aprovar as tais medalhas... Alguns leitores disseram que a parte do carro do Liuzzi que ficou na pista, e como conseqüência trouxe o safety car para a brincadeira, estava em um ponto cego da pista.
Que era grande o suficiente para não ser tirado por um fiscal de pista.
Nada me tira a fortíssima sensação de que só colocaram carro de segurança lá para anular a vantagem enorme, quase uma Via Dutra de diferença do Vettel para os outros.
O que se mostrou infrutífero, já que a outra Red Bull assumiu a ponta logo depois e abriu tanto quanto.
Passando por cima de duração de pneus, poupar equipamento, motor e o escambau...
Perguntinha pertinente.
Na Red Bull, Sebastian Vettel se mostra um monstro em fazer poles. Isto ele sabe, mas... Quem sabe vencer ali é só o Webber?