28 de nov de 2014

Paul está vivo, e esteve aqui

Disseram que ele estava morto e criaram uma das maiores teorias da conspiração para comprovar a história.
Desde as citações cifradas em letras como A Day In The Life (He blew his mind out in a car), até a clássica foto da capa de Abbey Road onde está com o passo fora da sintonia dos outros e descalço, um monte de “sinais” de sua morte foram detectados.
No próprio Abbey Road, Paul tratou de desmentir classudamente os boatos compondo uma obra sólida e sensacionalmente desconcertante sobre os problemas financeiros que a banda passava no momento com seu empresário Allen Klein, a quem Paul acusou literalmente de haver roubado mais de cinco milhões de dólares.
A brilhante sequencia que vai de “You Never Give Me Your Money” até “The End” eternizou em disco o processo contra o empresário costurando com algumas composições de Lennon para dar molho.

Também tratou de desmentir novamente a história mais tarde quando respondeu a John Lennon que o havia criticado dizendo que após o fim dos Beatles só escreveu: canções bobas de amor.
E foi com este título que compôs uma canção que Lennon, em toda sua genialidade nunca conseguiu igualar.
Sua “Silly Love Songs” foi o tapa na cara com luva de pelica que Lennon podia ter ido embora sem tomar...

Sobreviveu a um infarto na Nigéria quando por lá aportou para gravar seu Band On The Run e seguiu desmentindo por anos e anos com shows, discos, entrevista...
Esta semana esteve desmentindo aqui, entre os paulistanos novamente e levando talento ao recém inaugurado novo estádio do Palmeiras que, se dependesse da qualidade do time de futebol, nunca veria algo tão mágico em seu gramado.

Salve Paul, ele está vivo!

27 de nov de 2014

F1 2014 - Pequeno balanço da temporada

Foi um ano ruim, sem duvidas.
Mas não pelo tão propalado e verificado domínio da Mercedes durante todo o ano.
Longe disto.
Domínio sempre tem desde que a F1 se tornou algo moderno: McLaren, depois Williams, Ferrari, Red Bull... Houve pequenas interrupções como a Benetton, a Brawn e foi só.
O grande problema foi quem dominou.
A Mercedes nem é um time de F1 de verdade.
Está mais para velozes peças de marketing para a venda de seus (incríveis) carros de rua.
“-Ah, mas a Ferrari também é!” – pode dizer alguém.
Sim, é... Mas a possibilidade de ser ter uma Mercedes para os simples mortais é muito mais plausível do que a de ter uma Ferrari.
Ouso dizer que não existem torcedores da Mercedes.
Os pilotos também.
Dois tipos insossos que só são relevantes quando seus carros são dominantes.
Com carros medianos feitos pela McLaren, Hamilton sequer foi figurante.
Rosberg ainda mais, só existiu após entrar no time prateado.
Antes... Deixa pra lá.

Mas houve coisas boas dentro da ruindade do ano.
A surpresa Daniel Ricciardo (sim, para muita gente foi surpresa) vencendo corridas e sendo constante.
Terminou à frente do companheiro de equipe que não é nada, não é nada, é só tetra campeão.
Vettel teve um ano difícil, mas sempre que pode beliscou pontos importantes para garantir o vice-campeonato de construtores para a Red Bull.
Se houvesse premiação para os pilotos fora o título propriamente dito, penso que Daniel Ricciardo deveria ser o MVP da temporada.

Mais importante ainda o renascimento da Williams.
Desde seu corpo técnico que fez um belo carro onde acomodaram o potente motor Mercedes até seus pilotos que fizeram o que podiam de melhor dentro de suas possibilidades.
O terceiro lugar nos construtores mostra bem.
Tanto Massa quanto Bottas, que, aliás, ficou à frente na tabela de pontos dos pilotos, foram muito bem.
E se não foram melhor é porque por algumas vezes os estrategistas do time pisavam feio na bola.
Para o ano que vem a esperança segue firme.

A Ferrari teve um ano para esquecer.
Kimi, tanto pela ruindade do carro quanto por sua própria apatia, não foi sequer sombra do piloto que correu pela Lotus.
Se não mudar profundamente algo dentro do time, pobre Vettel.

Ainda mais descartável é o ano de Fernando Alonso.
Mas a ele resta a esperança que o projeto da McLaren com a Honda seja vitoriosa ou, num primeiro ano, ao menos promissora.
O time de Woking não tem nada para comemorar neste ano.
Tinha o melhor motor, mas o pior carro possível.

Para equipes médias o cenário foi de terror financeiro.
Esportivamente não fizeram nada para merecer grana dos organizadores.
Porém... Que se danem

As nanicas foram o que delas se esperou: nulas.
O melhor resultado veio seguido da pior noticia.
O único piloto a marcar ponto pilotando um cortador de grama daqueles (Jules Bianchi) sofreu o mais grave acidente do ano e ficou entre a vida e a morte.
A Marussia -seu time - se extinguiu, foi tarde.
A Caterham se valeu de uma vaquinha suspeita para estar no grid na última corrida do ano, mas também deve sumir para o ano que vêm.
Não fará falta.

Que o ano que vem seja melhor, porque se for pior que este, pode passar a régua e fechar a conta.

26 de nov de 2014

Crônica do GP: Definindo Abundabe

Abundabe é um circuito que parece, mas não é.
Parece legal, mas não é.
Parece emocionante, mas não é.
Parece desafiador, mas não é.
É travesti: parece mulher, mas não é.

O circuito é tão sonolento que deveria se chamar Autódromo Internacional Jenson Button.

Abundabe é como olhar um aquário: é bonito no começo, mas depois fica chato para caramba.

Abundabe é asséptico.
Nada se cria por ali...
Nem disputa, nem emoção.

Abundabe só não é comparado ao vácuo porque algo se propaga lá: a chatice.
E com a falta do barulho dos motores, também o sono.

Abundabe começa com a luz do sol e termina com a noite.
Isto explica porque dá sono.

Aqui no Brasil, Abundabe começa com os restos do café da manhã e termina com o começo do almoço.
Ainda bem...
Para aguentar aquilo só a lembrança da pizza do sábado à noite e a expectativa do almoço do domingo.

Mas  para este ano a escolha da pista final para o campeonato não poderia ser mais acertada.
O campeonato foi extremamente chato.
Mas não pelo domínio, que sempre tem, mas pelos dominantes: tanto equipe quanto pilotos não têm nem sal e nem açúcar.
Insossos.

25 de nov de 2014

Lado B do GP: Uma prova sem lado A

Os lados B da prova não poderiam ser outros: A despedida de Alonso da Ferrari, a provável aposentadoria de Jenson Button e a despedida de Sebastian Vettel da Red Bull.

Alonso vai embora de mãos vazias e provavelmente um gosto amargo.
Vettel sai com as mãos cheias. Totalmente vitorioso.
Button sai bem mais velho, mas... Quem liga?
Alonso vai provavelmente para a McLata, apostando em um projeto que envolve a Honda como handicap.
É uma aposta arriscada, mas com viés de alta.
Vettel vai para a Ferrari apostando em um projeto que só envolve ele mesmo como handicap.
É uma aposta arriscada e com viés de baixa.
Button pode ficar na MacLata ou ir embora.
Ai tanto faz.

Por sorte a Lotus do Pastor Maldonado pegou fogo.
Só assim para ter alguma emoção.
Alguém reclamou sobre a demora da chegada dos bombeiros.
Para que? Como diz o Zéo Brito: Quero ver Soraia queimada.

A corrida proporcionou a maior briga do ano na F1.
A briga do telespectador contra o sono.
A saída de Nico Rosberg da prova com problemas no carro deu outras cores à corrida.
As cores do desanimo, sabe?  Aquele azulzinho bebê.
E que fim de prova e campeonato para Nico Rosberg...
Além de perder a prova e o título, ainda tomou uma volta do companheiro de equipe.
Como disseram no twiter: a carruagem virou abóbora.

23 de nov de 2014

F1 2014 - Abundabe: A corrida nunca foi tão travesti como este ano

Sempre se diz que há dois tipos de corrida emocionantes: as cheias de brigas e disputas em pista e as tensas.
O circuito de Yas Marina, pelo seu traçado e configuração só pode render o segundo tipo.
Porém, e sempre há um, só pode render uma corrida tensa nos termos no qual é apresentada nesta edição: decidindo o campeonato.
Se fosse uma corrida do meio da temporada ou mesmo se já se chegasse a ela com o título decidido, nem tensão geraria.
Só sono.

Menos na largada, porque seja em Spa ou em Abumdabe, largada é sempre o momento mais bacana, emocionante e tenso de qualquer prova.
Porém, em uma largada horrível, Nico ficou para trás em relação a Hamilton e deixou mais da metade do título no colo do inglês...
Digam o que disserem, e entendam como quiserem, mas para este que escreve, este título foi decidido após a prova de Spa, quando Lewis jogou para a torcida fritando Nico Rosberg a quem acusou de haver reconhecido lhe ter furado o pneu de propósito, deixando constrangidos não só o piloto como a própria equipe.
Depois disto?
Ligaram o ferrorama.
Por que no autorama ao menos há algum tipo de controle sobre os carrinhos, no brinquedo de trens só se pode olhar ele andando mesmo.

Para coroar: o campeonato de Hamilton, Nico teve problemas.
Hamilton é a maior farsa deste esporte.
Além de ter chegado à categoria em um carro de ponta e fantástico, só ganhou corridas com carro imensamente superior a qualquer outro.
Com carros medianos da McLaren e mesmo com primeiro Mercedes que pilotou não fez nem figuração.
Há quem discorde, claro, mas também há quem prefira uísque paraguaio ao escocês.
Porém, para um campeonato tão sonolento e chato e cheio de artificialidades, não poderia haver melhor campeão.

De boa notícia o segundo e terceiro lugares da Williams e um renascimento de Felipe Massa.
Tomara que no ano que vem seja muito melhor.
Para todos.

21 de nov de 2014

Combustível para o fogo

O ambiente pesado – como convém a um velório – só foi quebrado devido à chegada de amigos mais íntimos do morto.
-Cirrose? – perguntou um à viúva.
-Falência múltipla dos órgãos. – respondeu ela entre prantos.
-Cirrose... – vaticinaram os outros amigos.

Silveira era a alegria das festas. Com ele o riso era garantido não importando o que fizesse para extraí-lo das pessoas.
Cheio de surpresas e histórias costumava agregar os amigos a elas sem nenhum aviso.
Turbinava-se com litros e litros de destilados e fermentados.
-Era um cu de cana. – disse outro à viúva que corou.
-Bebia só um pouco.  – tentou consertar um parente não muito próximo.
-A cada dez minutos sim: ai bebia um pouco... – todos tentaram em vão segurar o riso.

-E naquela festa da firma? – alguém lembrou.
-Quando se fantasiou de Papai Noel, mas esqueceu de por as calças?
-Sim... – e os risos foram abafados, mas espontâneos.
-Quando foi alertado que estava sem as calças ele se saiu muito bem...
-Foi, foi... Disse: “-Acho então que ninguém vai querer pegar os presentes no saco!”.
-Coisas da bebida...
-Era um cu de cana...
E todos assentiram com a cabeça diante da viúva ainda mais corada.

-Aquele dia quando pulou o balcão da padaria para se servir, lembram?
-Claro... Um cliente chegou dizendo que queria comer um americano com coca-cola.
-É e o safado disse que o Almeida não era americano, mas sabia falar inglês muito bem...
-O Almeida não achou graça...
-Não. Mas curiosamente foi visto com o cara da padaria várias vezes depois...
-Mas o Silveira sempre que podia dizia que o Almeida não era viado.
-Verdade... Mas quando enchia a cara falava que o Almeida era uma lésbica vestida de homem full time.
-Era um cu de cana...

Enfim, o velório vai chegando ao fim e começam os procedimentos para a cremação.
Todos confortam a viúva que a estas horas já anseia pelo fim da cerimônia. Quanto antes se livrar dos amigos do marido, melhor.
-Bem... Lá se vai ele. Esta é a única festa em que ele não apresenta nenhuma surpresa ou brincadeira.
-Verdade, se bem que um velório não é uma festa propriamente dita.
-Com o Silveira era... Ô se era...
-Por que ele escolheu ser cremado? – alguém perguntou à viúva.
-Ele disse que era para que tudo fosse bem rápido. – respondeu.
Todos concordaram.
Porém quando o corpo foi colocado dentro da pira crematória, estranhamente uma bola de fogo surgiu como se algo muito inflamável fosse atirado às chamas de repente. Talvez alguém tenha se descuidado com algo ou deixado algum produto inflamável perto demais...
Para espanto geral, apenas a viúva se pronunciou: “-Era mesmo um cu de cana... Ai o resultado.”.
Todos concordaram.

20 de nov de 2014

Alma não tem cor

Ninguém é louco ou imbecil a ponto de dizer que a luta acabou.
Longe disto.
Há de se continuar firme, forte e atuante contra os preconceitos.
Sejam eles de que tipo forem, mas principalmente o de cor...
É odioso.
Fui ensinado que por baixo da pele, somos todos vermelhos: literalmente.
E como diz aquela frase atribuída ao ator Morgan Freeman, que é negro, diga-se: é necessário parar de preocupar com a consciência negra, branca, vermelha ou amarela e começar a se preocupar com a consciência humana.
Porque é a única condição que une todos os homo sapiens por sobre a terra.
As restantes – todas elas – têm suas diferenças.
Mas a quem queremos enganar?
Celebrar consciências pontuais dá mais ibope, vende camisa e publicação segmentada...

19 de nov de 2014

Curtas metragem

Entrou sorrateiramente, pé ante pé... Quase imperceptível.
Parou.
E colocando as costas em uma coluna, com o revolver em punho encenou a mais clichê das posições dos filmes de mocinhos e bandidos.
Queria aproveitar um momento de descuido, mas não teve paciência.
Ao saltar no meio dos mal feitores não matou apenas o personagem, assassinou também a bilheteria.

Ela viveu até os oitenta anos com saúde invejável. Comia alga.
Ele morreu aos trinta e cinco. Comia Olga
É que ela, que se chamava Helga descobriu.
E Olga?
Nunca mais foi vista.

No ultra-som era menino.
Nasceu e era menina.
Cresceu na duvida.
Hoje sabe que é mulher, foi sua namorada quem a convenceu.

A música sempre fez parte de sua vida.
Toda ela tocara trombone.
Até casou com uma musicista.
É verdade que depois de alguns anos de casados começaram a não se dar muito bem.
Ao morrer deixou em testamento que tocassem em seu velório “When the saints go marching in”, mas com ressalvas:
“-Oboé não, oboé não é instrumento musical e sim de tortura.”.
Sua esposa - oboísta -  não compareceu ao funeral.

Desde criança adorava animais.
Estudou zoologia, também se formou biólogo.
Prestou concurso para trabalhar no Zoológico Nacional.
Aprovado em segundo lugar, nunca foi chamado.
Hoje é bicheiro na Lapa.

18 de nov de 2014

Saco de maldades para Abumdabe 2014

A Caterham, primeira equipe pedinte da F1 moderna confirmou que Kobadingo, o primeiro piloto pedinte correrá em Abumdabe.
Não sabíamos que teria maratona lá antes da corrida...
Como assim? Oras! O Koba vai correr a pé né? Porque o time mandou todo mundo para o olho da rua.
Quem vai montar o carro?
E de boa? Se correr a pé, mesmo no GP da F1, ainda é arriscado que o Koba chegue à frente das Sauber no fim da corrida.
E um conselho: Koba, a São Silvestre tá chegando... Pede para a Caterham inscrever você nesta também...
Ah sim... André Lotterer recusou o convite da Caterham pra correm lá em Abumdabe.
Motivo: "-Não quero ser um cara guiando lá no fundão." - disse.
Ainda há gente de bom senso no automobilismo.

Force Índia, Lotus e Sauber enviam carta a FOM e ameaçam veladamente de não correr em Abumdabe.
Eles querem mais grana na divisão do bolo.
Até é justo, desde que façam mais do que andam fazendo...
Mas esta de não correr em Abundabe não cola.
Já não correram o ano todo mesmo.

Segundo o site do GE a equipe Mercedes já tem um psicólogo preparado para o caso de Hamilton perder o título para Rosberg lá em Abumdabe.
Psicólogo?
Tinha que deixar preparado o contador da casa para fazer logo os papéis da demissão.
O cara só perde o título se chegar para baixo de segundo lugar, ou seja: quebrar.
Se conseguir o feito, tem que ir chupar um canavial de... Deixa pra lá.

Por outro lado, Rosberg está tranquilão.
Entenda isto como quiser...

17 de nov de 2014

Língua afiada, mas não sem razão

Vamos falar sério?
Ficar imputando a Bernie Ecclestone a culpa de todas as mazelas da F1 é uma atitude infantil, para não dizer hipócrita.
O fato de o homem ter feito grana (e grana para caraleo) com a categoria parece irritar profundamente as pessoas.
Como se alguma delas trabalhasse em suas áreas por esporte ou caridade e não pelo dinheiro que a ocupação rende.

Há culpa em Bernie?
Óbvio, mas não todas.
Há culpa pela escolha dos locais, das pistas, sim... Culpa pelo Tilke eu penso que principalmente.
Mas a busca desenfreada por segurança na categoria – que por vezes é apontada como culpada pela monotonia – não é dele.
Aliás, não é nem culpa.
Ninguém quer ligar a TV nos domingos pela manhã para ver quem é que vai morrer na pista. Liga-se para ver quem vai ganhar a corrida ou o campeonato.

Agora, após mais uma das entrevistas afiadas do manda chuva a opinião pública e até dos profissionais da opinião recaem sobre ele agressivamente, como se houvesse mentido em alguma das declarações.
Bernie diz que o público alvo da categoria não são os jovens de 15, 20 ou 30 anos de idade.
Que eles não têm dinheiro para comprar o que se é anunciado.
Mentiu? Não...
A maioria esmagadora do público desta faixa etária tem grana para consumir Red Bull, mas não Rolex, Mercedes ou Ferrari.

Quando ele diz que as equipes pequenas não precisavam estar em dificuldades, a ideia principal era dizer que estes nanicos (principalmente a turma de 2010) vieram ao circo para fazer dinheiro rápido e se consumir aos poucos.
Dinheiro rápido foi feito: nenhuma delas tem o mesmo nome ou dono de quando chegou à categoria e algumas até já se foram.
Os donos originais as criaram, venderam, recuperaram seu dinheiro e pronto. Primeira parte da profecia se cumpriu.
Agora a segunda parte: vão se consumindo lentamente, agonizando e fazendo com que os fãs do esporte morram de pena e até doem dinheiro como no caso da Caterham.
Grana jogada fora...  Adiando apenas uma morte horrível.

E quanto ao que disse sobre redes sociais... Poxa, sejamos sinceros: há algo de bom nelas?
Se não agrega nada – além de uma pequena diversão e muita torração de saco e paciência – para os jovens (exceção feita ao Zuckemberg) o que dirá a um senhor de mais de 70 anos?

A categoria não é mais a mesma? E daí? O mundo também não é mais o mesmo.
E isto não é culpa do Bernie.
Não tudo pelo menos.

14 de nov de 2014

Bobo na chuva (ou fora dela para não se molhar)

Circula por ai a notícia de que Robert Plant, aquele, recusou uma bolada para uma última turnê com sua ex-banda, aquela...
Não vi nada relativo ao outro cara, o tal do Page, se pronunciando sobre o assunto.
Mas não sei se a coisa é para ficar triste ou feliz...
É certo que a última apresentação dos caras (contando ainda com o John Paul Jones e as baquetas do filho do Bonhan, Jason) foi algo bem legal.
Até passou nos cinemas - lá fora, aqui só em DVD e CD - serviu para apagara péssima impressão que havia ficado daquela apresentação dos caras com Phil Collins na bateria (Live Aid, 1985, aquele mesmo que o Queen destruiu tudo).
Por outro lado, seria bem interessante ver os caras juntos novamente, com mais ensaio e – quem sabe? – tocando no Brasil.

Isto faz lembrar uma entrevista dada à Rolling Stone em que Plant disse que se um dia não tivesse mais o Led Zeppelin para voltar e tivesse de fazer uma entrevista de emprego, levaria consigo em uma pasta a letra de Stairway to Heaven e diria ao entrevistador: “-Ai... É isto que sei fazer.”.
Até ai tudo bem, caso o cara pedisse que ele escrevesse outra coisa ali mesmo.
Difícil seria se ele levasse uma fita com Fool in the Rain e o cara pedisse para ele reproduzir a levada de John Bonham...
Provavelmente seguiria desempregado

13 de nov de 2014

Silly week em três toques

O blog do Humberto Corradi ( o ótimo Corradi F1) publicou que entidades europeias se levantaram contra o patrocínio de bebidas alcoólicas na F1.
Obviamente dizem que bebidas e direção não combinam e que os pilotos deveriam dar exemplo disto não propagando a mensagem.
Balela e besteira.
Se a campanha surtir efeito, os já combalidos times vão ter que se virar para encontrar novas fontes de renda estampáveis em suas carrocerias.
Por vezes a impressão é de que estas entidades querem mesmo acabar é com a F1 e vai estrangulando-a aos poucos.
Primeiro foram os cigarros (com razão, já que o treco é estúpido), agora as bebidas e num futuro próximo provavelmente os energéticos (que são carregados de cafeína, que em alguns lugares é considerado droga).
 Curiosamente não se pregam contra a aparição das bebidas (ou dos cigarros) em filmes, novelas, seriados, páginas, sites... Cinema, TV e Internet enfim.
E ai? Vão proibir de estourar champanhe no pódio também?

A licitação para reforma do autódromo Nelson Piquet em Brasília foi suspensa.
Suspensa e não cancelada, entenda-se.
Muito provavelmente será tudo licitado novamente, com preços mais altos e mais brechas nos textos para superfaturamento, caixa dois etc., etc...
A prova da Indy corre risco?
Até corre, mas não muito.
O autódromo, segundo amigos residentes na cidade, está realmente em péssimas condições tanto de estrutura quanto de banda de rolagem. O asfalto propriamente dito.
Mas isto não é lá grande empecilho para a categoria que conta com traçados cortados por trilhos de trem, pistas com asfalto xexelento e um ou outro bom lugar.
Infelizmente, para o nível de espetáculo produzido pela categoria nos últimos anos, a pista de Brasília está até de bom tamanho.
Uma maquiada aqui, outra acolá e a transmissão oficial (Bandeirantes) dirá que tudo ali é de primeiro mundo e que só o Brasil é capaz de oferecer tanta qualidade...


E dizem por ai que Bernie Ecclestone sugeriu que as equipes médias (Lotus, Force India e Sauber) turbinassem carros da GP2 para seguir na F1 com mais folga orçamentária.
Vamos lembrar duas coisas importantes sobre esta noticia:
1) – É o mesmo Bernie que um tempo atrás “sugeriu” que molhassem as pistas antes das corridas para dar emoção e um monte de gente levou a piada como verdade e saiu escrevendo e falando horrores, absurdos e outros adjetivos menos nobres...

2) – O boato foi veiculado por um tal Bob Fernaley, diretor adjunto da Force India, que não é nada, não é nada, não é nada mesmo.

Duas semanas até o GP que decide o campeonato (que convenhamos, não empolga ninguém nem pela corrida e nem pelo resultado que virá) e temos que aguentar cada coisa viu...

12 de nov de 2014

Crônica do GP - Nasr: Ao rés do chão

Assim como em Austin, o que mais chamou a atenção no fim de semana de GP do Brasil não foi a briga entre as Mercedes.
Ali já há um vencedor: o carro.
Os dois pilotos são médios, medianos e medíocres.
Também não foi o destino de Fernando Alonso que pode ir para qualquer lugar e até para lugar nenhum.
Mas a ida de Felipe Nasr para o cockpit da Sauber F1.

Até um tempo atrás a noticia seria magnífica, mas agora, na atual conjuntura é algo no mínimo preocupante.
Tanto pela crise técnica que faz com que seus carros se arrastem no campeonato sem marcar um misero ponto sequer (até a penúltima corrida do campeonato), quanto pela crise financeira que fez com que o time ficasse quase que totalmente apoiado apenas em seus dois pilotos.
A escolha de Ericsson e Nars não se deu pelo talento propriamente dito.
Ele até existe (em Nasr), mas de forma limitada.
Ericsson tem experiência na F1 e pode-se afirmar que não é lá grande coisa.
Nem a experiência e nem o próprio Ericsson.

Nars, apesar do vice-campeonato da GP2 também nunca foi um top driver por lá.
Não que ser top ou campeão na GP2 seja importante ou garantia para algo, alguns nem chegaram a F1.
Aliás, poucos podem dizer que foram campeões e tiveram como premio chegar à uma boa equipe na F1, para os outros, o upgrade pareceu mais um castigo.
Felipe Nasr está – por tudo que escrevi sobre a equipe – incluído no rol dos castigados.

Claro que na F1 tudo pode mudar tão rápido quanto os próprios carros, mas há de se levar em conta que para a mudança ocorrer é necessário dinheiro e não é pouco.
E tempo, os times que farão a diferença no ano que vem já começaram a desenvolver (e faz tempo) seus projetos ou atualizarão seus carros deste ano no caso de serem bem nascidos.
A Sauber não fez ou faz uma coisa e nem outra.

Há de se esperar, claro... Mas é conveniente baixar as expectativas criadas pela transmissão oficial.
E baixar muito, muito... Ao rés do chão que é para a queda ser mínima.

11 de nov de 2014

Lado B do GP - Brasil: poucos, mas tem

Lado B de GP no Brasil tem que ter e sempre tem... Embora não muitos.
Começa com a forçada de barra da imprensa local para fazer com que os pilotos citem Senna como seu ídolo durante as entrevistas.
Nesta hora não há como não se lembrar de Raikkonen dizendo que correr aqui é igual correr em qualquer outro lugar.
Alguns dizem sentir saudades do piloto brasileiro em Interlagos...
Sinceramente? Sinto mais saudades das chuvas que caiam antes, durante e depois das corridas...
Faz falta.

E na Williams...
As expectativas com Felipe Massa eram boas.
Até ele exceder limite de velocidade nos pits...
Falta alguém para orientar o rapaz: corre-se na pista, para-se nos boxes.
Ah, mas para-se no box certo, não no da Mclata, por favor...
Bottas teve problema com uma sobre viseira presa na asa do carro.
Antes já tinha tido problemas com o cinto de segurança...
Aparentemente o Rubinho saiu da equipe, mas o azar que ele carregava não.

E no fim um ensaio de briga entre as Mercedes.
A torcida por um enrosco dos dois malas era enorme.
A grande pergunta ao ver Hamilton chegando no Nico era uma só: vai ter ataque?
Claro que não...
Como ter ataque se os dois pilotos são tipo o Fred?
Dois cones...


Esta não precisa de texto explicatório...
E com o fim da corrida em Interlagos também acabou a esperança dos paulistanos de que a chuva caísse...
A represa não funcionou, amigo...

9 de nov de 2014

F1 2014 - Brasil: Interlagos é mágico

GP do Brasil não é só a corrida em si, mas sim todo o evento que a envolve.
Desde a chegada dos carros em Viracopos até a chegada tudo ganha outras cores, outros ares... Afinal: é no quintal de casa.
Literalmente.

A largada chocha mostrou que Nico gosta mesmo é de dar mole.
Hamilton largou melhor e ficou meia volta na frente, depois voltaram à programação normal da largada.

Quem não voltou foi Massa que excedeu velocidade nos boxes e tomou um pênalti de cinco segundos.
Para completar a hecatombe da Williams, Bottas teve problemas com seu cinto de segurança.

E os pneus deram o ar da graça.
O desgaste começou a ser muito grande e em todos os carros.
A transmissão evidenciava em closes em slow dos pneus dianteiros direitos
Ainda assim era pouco para aumentar a emoção da corrida.
Hamilton até tentou rodando quando fazia uma volta matadora na esperança de ganhar a posição do companheiro de equipe.

E não houve sorriso em Interlagos.
A suspensão do Red Bull de Daniel Ricciardo o deixou na volta quarenta.
A cara de WTF? dele – mesmo de capacete – enquanto os mecânicos mexiam no carro foi impagável.

Para manter a tradição de bons pegas em Interlagos, as Mercedes resolveram duelar entre si. Ou quase isto...
Rosberg e Hamilton numa guerra fria pela ponta da corrida.
Foi emocionante na medida em que era tenso, mas não houve uma briga propriamente dita.
É pouco, mas para a atual F1 é até razoável.

A última emoção da corrida ficou por conta da pequena briga entre as duas Ferrari, quem diria...
Alonso levou a melhor não porque tinha pneus melhores... Mas porque é melhor este ano todo.

No fim, não foi o GP do Brasil que sempre se espera, mas foi o melhor dentro das possibilidades que o ano na categoria permite.
E não foi pouco não...
Interlagos é mágico.

7 de nov de 2014

Richard Wright: uma justa homenagem

Originalmente era para falar sobre abandono, isolamento...
A ideia começou a tomar corpo durante a turnê In The Flash do ano de 1977 (a primeira da banda em estádios) e veio da frustração do baixista Roger Waters com seus fãs.
Waters havia ficado tão irritado com um grupo barulhento – e devia ser muito mesmo para ser notado dentro de um estádio lotado – que acabou por cuspir neles.
Em uma conversa com um amigo psiquiatra e com o produtor Bob Erzin comentou da vontade de erigir um muro que o separasse da plateia.
-Eu odiava tocar em estádio e dizia isto para as pessoas. Aquilo estava errado. – disse.
O resultado foi a criação do conceito que acabou dando origem ao álbum The Wall, um dos maiores sucessos de venda da banda e blá blá blá...

Mas também houve efeitos colaterais.
O mais grave foi a demissão de Richard Wrigth por Waters que se tornava cada vez mais dominante e centralizador dentro da banda. Processo este que quase levou o grupo a desintegração total após o lançamento de The Final Cut.
O tal muro que Waters imaginou e construiu acabou por separá-lo do restante do grupo.
Gilmour e Mason tocaram em frente e contaram com a colaboração – como músico contratado – de Wright no primeiro álbum sem Waters (A Momentary Lapse of Reason) e o tecladista finalmente retornou como membro efetivo (e fundador) em The Division Bell. 
Tudo isto entremeado com disputas judiciais, farpas e uma improvável – e bem vinda - reunião no Live 8 de 2005.

Wright veio a falecer em 2008 e agora o Pink Floyd lança aquele que, segundo Gilmour, será o último disco de inéditas da banda: The Endless River.
Muito embora o baterista Nick Mason tenha dito que não tem certeza e num rompante de humor – um tanto incomum em se tratando de Pink Floyd – tenha dito que em sua lápide talvez esteja escrito “-Não estou totalmente certo se a banda acabou...”.
O disco que funcionará como uma espécie de réquiem para o tecladista já acumula recordes mesmo antes de ser lançado.
Se for mesmo o final, será em grande estilo e é uma pena que Waters não tenha derrubado o muro que o separou da banda.

5 de nov de 2014

Crônica do GP: EUA - Ausências sentidas (?)

A grande coisa do GP dos EUA não foi a vitória de Lewis Hamilton e o encaminhamento tranquilo para seu segundo título.
Muito menos o erro de uso do ERS que custou a vitória e provavelmente o campeonato para Nico Rosberg.
Há quem aposte que a proibição do uso do rádio para ajudar na condução é que fez com que o alemãozinho delicado tenha errado. Tanto faz...
O grande lance do GP dos EUA foi – acredite ou não – a ausência de Marussia e Caterham no grid.

Ainda que tenha sido permitida por Ecclestone e pela FIA, o forfait das duas nanicas colocou todo mundo pensando sobre o futuro da categoria.
O medo de que o mesmo colapso financeiro acometesse as equipes médias.
A saber: Sauber, Force Índia e até a Lotus.
Até um boicote chegou a ser ventilado para que a categoria e seus gestores admitissem a pindaíba e se debruçassem sobre o problema com mais afinco.
Nada aconteceu, é verdade, mas uma reedição do ocorrido em 2005 (ainda que por motivos bem diferentes) sepultaria de vez as chances da categoria se enraizar na terra do Tio Sam.
O medo falou mais alto e a coisa pareceu tão séria que até Bernie Ecclestone fez um mea culpa e admitiu que tivesse sua parcela na atual situação, mas disse também não saber como resolver.

A pergunta é : era para tanto?
Ok, um grid esvaziado é muito ruim, mas ainda agora é de se duvidar que Force Índia, Sauber e Lotus vão mesmo deixar a categoria para a próxima temporada.
A Lotus até já tem contrato de fornecimento de motores com a Mercedes.
Sauber fez movimento no sentido de contar com a grana de Marcus Ericsson (já que com o talento dele ninguém vai contar nunca, não existe).
E a Force Índia ainda tem tempo para se ajustar.
Mas convenhamos: tanto Marussia quanto Caterham não fazem falta nenhuma à F1 e até demoraram em tomar o mesmo caminho da outra equipe nanica que formou o pelotão da pouca grana em 2010, a Hispânia.
Das três, nenhuma entrou para o circo para ser um time vencedor ou minimamente competitivo. Entrou para que seus fundadores fizesse algum dinheiro de forma razoavelmente rápida.
Tanto que nenhuma das duas continua com os nomes ou donos de quando chegaram a categoria e a Hispânia já foi ver se no céu tem management buy out.

O fato é que em cinco anos de existência, alguns pilotos foram queimados (Di Grassi que o diga...), o único a marcar ponto por uma delas sofreu um gravíssimo acidente e foi só.
Para não dizer que não fez nada de bom, a Caterham teria convidado o 1B para correr as três últimas provas (EUA, Brasil e Abumdabe) pelo time, mas como o brasileiro é notório por sempre se atrasar, a equipe parece ter terminado antes...

Digo parece porque muita coisa ainda pode rolar, mas se acabarem mesmo, ninguém sentirá saudades.
Bernie providenciará novas nanicas sem futuro ou na pior das hipóteses três carros por time e os grids não ficarão vazios.
Ou, como na corrida americana, a Ferrari chegará com um de seus carros em antepenúltimo e continuaremos a ver times feios no fim da fila...

4 de nov de 2014

Lado B do GP: EUA... ou - euaááááááá que sono...

Lado B americano é B side...
E começa que ainda estamos esperando o tal GP de New Jersey.
Até a Rússia já teve o seu e nada deste.
E ainda prometem uma equipe americana para breve.
Será?

E quem disse que não haveria o tal boicote?
Se aquilo da Sauber e da Force Índia não foi boicote, não sei o que foi...
Se bem que era o Perez... Normal

E a zueira começa quando o Button é investigado por excesso de velocidade sob safety car.
Mas não foi punido.
Button e velocidade são coisas que não combinam.

Alonso brigou diretamente com o Button... E perdeu.
Que fim de feira horrível para o Alonso que deve estar louco para 2014 acabar.

E Kimi em antepenúltimo lugar.
Não sei se dou risada, se lamento...
Vou dar risada.

E a diferença entre Lewis e Nico ficou em 24 pontos.
Nada que não possa ser tirado.
Mas deixo a pergunta: Nico tem força para tirar?
Acho que a vaca já deitou, na boa...

2 de nov de 2014

F1 2014 - EUA: Um tilkodromo é sempre um tilkodromo...

Um horário alternativo demais para uma corrida de F1 aliado a falta de transmissão em TV aberta (não, não tenho assinatura) dificultam demais acompanhar um GP.
Obviamente que como fã, não ia perder e então: dá-lhe streaming da Sky Sports e web rádio...
Mas vale a pena para poder ver Alonso, guitarrista do ZZ Top e Daniel Ricciardo fazendo cosplay do Lemy do Motorhead.
Mas e a briga entre os dois motoristas da Mercedes?
Também... Mas menos, bem menos... Em carros mais “normais” nenhum dos dois brigaria por terceira fila no grid de largada.

Com a largada limpa na frente, sobrou para o povo do meio do grid fazer caquinha ainda na primeira volta.
Se já estava ruim para a Sauber, piorou com um carro fora logo no começo.
Era melhor ter insuflado o boicote.
E como cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça, eis que vem o Safety Car para a pista.
E aproveitando, Vettel foi para os boxes, trocou pneus pros macios, deu uma volta e trocou de novo pros médios.•.
E houve um lapso de vidência bem no meio da corrida: uma briga entre Ricciardo e Bottas.
Não é de se duvidar que seja briga de futuros campeões da categoria.
De falta de pilotos a categoria não morre. Pode ser por um monte de outras coisas (Bernie, Tilke, Tilke, Bernie...)

Alonso brigando com Button também foi legal, apesar de ser o Button e o Alonso ainda perder... De qualquer forma: chupa Alonso.

De uma coisa não se pode acusar Hamilton: falta de combatividade.
Não precisa ganhar a prova para se garantir na ponta do campeonato, basta não ficar muito atrás do Rosberg e ainda assim ele procura a briga, procura a ultrapassagem.
E o pior: consegue.

Daí para frente foi só administrar e comemorar a abertura de mais sete pontos na vantagem para Nico.
E a corrida acabou sendo o que se espera de uma corrida em tilkodromo: monótona com algumas boas brigas isoladas.

Ao fim, entre mortos e feridos da falta de transmissão (e de assinatura de TV) salvaram-se todos.
A corrida foi tão morna que não consumiu muita banda de internet que o streaming nem travou muito.