29 de ago de 2014

Bravo mundo novo

Em 1998 o Iron Maiden encerrava a turnê do disco Virtual XI tocando em algumas cidades brasileiras.
A banda sempre teve muitos e ardorosos fãs desde que veio para um único show no Rock in Rio de 1985 quando estava no auge de sua popularidade e cuspindo fogo pelas guitarras.
Porém o cenário agora era ligeiramente diferente.
Bruce Dickinson havia saído do grupo e o vocalista era Blaze Bailey, que já havia gravado dois discos - The X Factor e Virtual XI - e deixado descontentes (principalmente o segundo) os fãs da banda.
Ao vivo a situação era ainda pior: seu timbre mais grave não era adequado para as músicas que Bruce havia gravado.
A versão de The Evil That Man Do que se ouve no lado B do single de Futureal é quase constrangedora.
O ponto mais baixo são os shows no Rio de Janeiro, onde objetos são atirados no palco e um deles atinge o guitarrista Janick Jers.
Revoltados, deixam o palco e não retornam para o bis.
Diz a lenda que Jers teria, ainda nos bastidores daquele show, colocado Steve Harris contra a parede no melhor estilo “ele ou eu”.
A incerteza paira sobre a banda.

Eis que entra em cena Rod Smallwood, empresário da banda que, durante as férias ao fim da turnê, convoca Steve Harris para uma reunião e sem meias palavras diz que é necessário trazer de volta Bruce Dicknson ao grupo.
As vendagens estavam em queda, os shows não lotavam mais, as criticas eram em sua maioria esmagadora negativas e os próprios integrantes do Iron não estavam mais felizes.
Até Dave Murray, sempre discreto e gente boa, já havia manifestado sua insatisfação.
Como era de se esperar, a resposta de Harris é um sonoro não.
Rod não desiste e explica muito bem explicado o porquê da volta de Bruce ser absolutamente necessária e marca uma reunião com toda a banda em sua casa.
A reunião prometia ser longa, mas é rápida e rasteira: Bruce está de volta.

Todos se abraçam e trocam apertos de mãos e vão comemorar em um pub perto da casa de Rod onde – novamente diz a lenda – Harris teria dito com voz bêbada: “-Eu não concordo com a volta de Bruce ao Iron, mas esta é a coisa certa a ser feita.”.
Lá pelas tantas alguém tem a ideia de chamar de volta também o guitarrista Adrian Smith que havia saído logo após a turnê de Seventh Son of a Seventh Son.
Este prontamente aceita.
O comunicado oficial é feito em 11 de fevereiro de 1999 com Bruce alardeando aos quatro ventos que estavam de volta para por o Iron Maiden novamente no seu lugar de direito: o de maior banda de heavy metal da história.
Quem já ouviu Brave New World sabe que ele não mentiu.

 
Uma curiosidade sobre The Thin Line Between Love and Hate.
Fãs interpretam o título da canção como uma analogia da delicada relação entre Bruce e Steve.
Se é ou não, não importa, o fato é que a música é maravilhosa..

27 de ago de 2014

A mentira de Lewis e a Mercedes totalmente perdida...

Assim que acabaram as comemorações pelo fim da corrida com a grande vitória de Daniel Ricciardo, incluindo a entrevista coletiva protocolar, a Mercedes convocou os dois pilotos para dar explicações pelo incidente ainda nas primeiras voltas, onde Lewis Hamilton saiu prejudicado por um toque com Nico Rosberg.
E Nico tem a pontaria de Guilherme Tell
Pano rápido: na entrevista coletiva Nico disse (e todos ouviram e viram) que o incidente foi toque de corrida.

Voltando ao pós-corrida.
Acaba a tal reunião e o primeiro a sair correndo para dar declarações é Lewis Hamilton.
Diz para a imprensa inglesa que Nico admitiu ter batido nele de propósito.
Está criada a celeuma.

Lewis vem reclamando continuamente de estar sendo desprestigiado no time e que Nico tem feito manobras desonestas (aquela escapada em Mônaco é um exemplo do chororô) para garantir suas vantagens.
Manobrou de forma espetacular ao manipular a opinião pública contra o alemão que todos ouviram dizer que foi coisa de corrida na coletiva, mas ninguém ouviu admitir nada sobre ter sido de propósito.
Uma declaração sob as luzes e outra nas sombras.

Por seu lado, o time (que deveria ter sido o primeiro a se pronunciar e não o fez) não teve outra opção senão calar sobre o assunto. O que até aquele momento valia como admitir que Lewis estava certo.
Dando razão a Lewis, afagava-se seu ego e sufocava – em primeira instância – a crise.
Hamilton posaria de vitima, ficaria com a “razão”.
Rosberg com os pontos da corrida e meia mão na taça.

Se naquele momento o time desse razão a Nico desmentindo Lewis, daria argumentos para que o inglês continuasse a choramingar pelas páginas e sites que estava sendo sacaneado.
Algumas horas mais tarde, Toto Wolf, em nome da equipe, disse publicamente que o toque não havia sido proposital, mas que isto não mudaria o cenário.
Rosberg também viria a desmentir que tivesse admitido algo e reafirmar que havia sido um incidente de corrida.
Ou seja, Hamilton mentiu.

E vale lembrar que não é a primeira vez que Hamilton se vale de uma mentira.
Na Austrália em 2009 foi excluído da corrida por mentir ao dizer que não havia recebido uma instrução e o rádio da equipe lhe entregou de bandeja para as ações da FIA.
O que lhe valeu uma reprimenda.

Em seu último ano de Mclaren, Hamilton divulgou no twiter os dados da telemetria de seu carro como forma de protestar pelos maus desempenhos, o que irritou o time.
Neste ano, já tentou desestabilizar Nico Rosberg acusando-o de ser desleal em disputas na pista, forçando uma bandeira amarela no Q3 em Mônaco quando estava em volta rápida pela pole position, dizendo que sempre tem problemas (como na classificação do GP belga) e até declarando que Nico nem é alemão, mas nascido em Mônaco.
Por estas é que Lewis também pode ser chamado de Pinóquio de Ébano.

Por outro lado, o imbróglio é bom para todos os expectadores que ainda vão se divertir muito com as cabeçadas da Mercedes que está perdidinha na guerra de vaidades.
E isto porque nem tem rivais pelo título, imagina se tivessem...

26 de ago de 2014

Lado B do GP - Bélgica: Spa devia sediar umas três corridas por ano

E Alonso finalmente pode sentir na pele o que é pilotar pela Ferrari.
Logo na volta de apresentação ficou com um cavalete embaixo do carro.
Os últimos ajustes dos mecânicos lhe custaram um stop and go de cinco segundos.
Fica frio mala.
A primeira posição de zicados pela Máfia Rossa ainda é do 1B.
Ficou com dois cavaletes presos embaixo do carro.
Não consigo ver esta imagem sem gargalhar

O toque entre Nico e Lewis foi coisa de corrida, mas não custa nada fazer uma esforçozinho para imaginar o alemão soltando um “-Ops, pegou né?” e sorrindo com o canto dos lábios.
Se Lewis já chora normalmente, imagina depois desta.

E para completar, Nico usou um treco preso nas antenas de seu carro para provocar o negão.
-E ai Lewis, piloto com uma mão só enquanto empino uma pipa...”
Se foi avisado pelo rádio, ai sim o Lewis deve ter chorado.

E Jenson Button?
Tomava passão por fora na Bus Stop.

Esta foto está aqui apenas porque é linda

Massa teve problemas o fim de semana todo.
Problemas com a chuva na classificação, problemas com o carro na corrida.
Problemas com o macacão folgado, com a sapatilha apertada, com o Bottas guiando o fino, com os outros carros andando mais que o dele, com os outros pilotos sendo melhores que ele, com as curvas em subida, com as curvas em decida, com as retas, com as zebras, com o asfalto, com a borracha, com o templo de Salomão, com Marina Silva, com o helicóptero do Aécio, com a presença do Lula onipresentemente no programa da Dilma... etc, etc, etc...
Se bem que... O pedaço de kevlar preso em seu carro dá sustentação às reclamações do brasileiro, mas vai se perder uma piada? Não mesmo.

Alonso ficou preso atrás do entulho Magnussen durante muito tempo.
E claro: reclamou com gestos e provavelmente no rádio.
Pelo tanto que reclama, Alonso parece um motorista paulistano.
Só faltou reclamar que tinha ciclovias pintadas por ali.

Quase no fim da prova a Mercedes pediu ao Lewis que encostasse.
Acharam algo preso no carro do inglês: um sapo com a boca costurada.

E no fim, Alonso trava batalha épica pela quinta posição e... Perde.
Chegou em sétimo.
Porém a questão é: Ficou um tempão atrás do entulho Magnussen enquanto Vettel, quando chegou no cara, passou fácil.
Chupa Alonso.
Magnussen visto por Fernando Alonso em Spa.

E pelo amor de deus...
Não é má fase do Vettel somente.
É o talento do Ricciardo, sobretudo.

24 de ago de 2014

F1 2014 - Bélgica: Spa coroando um grande piloto

Dizem que a pista é a preferida de dez entre dez pilotos, mas acho que correto mesmo seria dizer que é a preferida de onze entre dez fãs da F1.
A batelada de curvas de alta, as subidas e as decidas formam um conjunto desafiador e bonito.
Não há pista mais bonita que Spa-Francorchamps.
E para coroar, para por a cereja no bolo: Eau Rouge.
É de tirar o fôlego.

Depois de uma classificação com chuva onde a Mercedes detonou todo mundo mandando quase dois segundos de vantagem na orelha dos demais.
A largada foi no seco.
Ainda na saída para volta de apresentação a Ferrari mostrou porque é tão querida e deixou o cavalete embaixo do carro de Fernando Alonso.
O Asturiano se livrou do cavalete e saiu atrasado, mas passou todo mundo na volta de apresentação e largou da quarta posição.
Teria de ter largado dos boxes, mas pelas contas da equipe, uma punição durante a corrida em andamento seria mais vantajoso.
E a punição só veio na décima segunda volta, um stop and go de cinco segundos.

Na largada, Hamilton larga melhor e contorna as primeiras curvas na primeira posição, com Rosberg em segundo, mas um toque (totalmente normal em corrida) do alemãozinho em seu pneu traseiro lhe manda para a última posição.
Nico apenas quebrou um pedacinho da asa dianteira.
Se os boatos de que Hamilton poderia deixar o time alemão ao fim da temporada tinham algum fundo de verdade, é capaz de agora tomar um rumo definitivo.
Como vingança, um pouco da sujeira do estouro de pneu do negão ficou presa às antenas do Mercedes do filho do Keke.
 Mas a verdade, mesmo, é que o prejuízo do Hamilton foi enorme, passando mais da metade da corrida fora da zona de pontos, enquanto Nico voava baixo e recuperava posições aparentemente sem fazer esforço.

Tanto que a dez voltas do final tinha nove segundos de desvantagem para o fantástico Ricciardo e tirando três segundos por volta.
Nico estava com o diabo no carro, só não pergunte onde.

Enquanto isto lá atrás, Hamilton abandonava.
A torcida do Nico sorria de orelha a orelha.

E no fim, muito além da má fase, da falta de sorte ou do que quer que seja que acontece com o tetra campeão Vettel, o que sobressai é na verdade o grande talento de Daniel Ricciardo.
O cara é o nome do ano na F1.
Spa coroou um grande piloto.

22 de ago de 2014

Expressões

Tem expressões que não fazem sentido algum.
Veja o caso de “caminhão de dinheiro”, por exemplo.
Ok! É apenas uma expressão, mas é ridícula.
Caminhão de dinheiro...
Vá lá... Ter muito dinheiro, ou determinada quantia ser enorme... Mas poxa! Caminhão de dinheiro?
Quem catzo com muita grana colocaria – em espécie – em um caminhão?
E que tipo de caminhão? Aberto, baú?
Não faz sentido.

Outra.

“Dinheiro para caralho”.
Como assim?
Imagine o tamanho deste caralho para caber em uma analogia besta com muita grana.
“-É muito dinheiro! É dinheiro para caralho...”.
Como assim?
Ou por outro lado: “Dinheiro para caralho” pode ter o sentido de o dinheiro ser para o bigulim, mas...
Mesmo assim não faz sentido.

Mais uma?

“Encher o c* de dinheiro”.
Porra! Quem faz isto?
O cara tem muita grana, mas muita grana mesmo... Grana para caralho, um caminhão de grana...
A última coisa onde o cara vai querer colocar dinheiro é no c*.
Não no próprio, pelo menos...

Pensei nesta besteira lendo que mesmo com os cem milhões de libras de seu pai, Max Chilton foi trocado por um americano (depois de Mario Andretti nada mais prestou vindo de lá)  lá no time onde corria.
Se eu tivesse a meu dispor os tais cem milhões, na boa... Colocava em um caminhão baú, na cueca, enchi o c* de grana, mas nunca... Nunca que iria investir em comprar uma vaga em uma equipe tão mequetrefe, sem vergonha, de fundo de grid

21 de ago de 2014

Ainda sobre o Verstappinho

O assunto da hora é Max Verstappen.
Não poderia ser diferente...  Afinal é um moleque de dezesseis anos que vai guiar um carro de uma equipe média com potencial na F1: a Toro Rosso.
Algumas considerações sobre:

A Toro deu sorte com Vettel, agora acha que tem a formula: juventude is all.
Apostou em Danil Kyviat que é sim um talento, mas...
Onde vai chegar? Quem sabe?
Não duvido que o sósia do Renan do Couto um dia, antes de vencer uma corrida – sim, acredito que ele vencerá várias - pare o carro na linha de chegada para tirar uma selfie.
Ou sei lá... Corra com uma GoPro no bico do carro apenas para tentar registrar o maior numero de acidentes possíveis e depois postar no Youtube.
Essas coisas que russos fazem...

Max Verstappen chega a F1 com relatos de que tem talento, mas tem a maldição do sobrenome.
Nelson Ângelo Piquet, David Brabhan, Christian Fittipaldi, Bruno Senna, Kevin Magnussen também traziam sobrenomes de peso (menos o Jan Magnussen, que era ruim pracarai) e naufragaram na F1.
Tá certo... O Kevin ainda corre, mas... Corre mesmo? Sério?
Ah, tem Damon Hill e Jacques Villeneuve (vou escrever o nome correto só para citar o pai), que venceram corridas e até foram campeões do mundo.
Mas poxa... Damon até que era bonzinho, mas o Jacques...
O Jacques, catzo, só ganhou por conta da Williams. E olha que quase perdeu!
E voltando aos quatro primeiros: os sobrenomes eram nada mais, nada menos que Piquet, Brabhan, Fittipaldi e Senna.
Se não fizeram sucesso com isto, que dirá um Verstappen da vida...

Agora: Triste mesmo deve estar Jean Eric Vergne.
Perdeu emprego para uma criança e nem pode contar com o E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente) para denunciar o trabalho infantil...

Um pouco mais sério...
É bom que este menino Verstappen não quebre sequer uma unha durante um GP, do contrário, a caça às bruxas no automobilismo voltará com força total e é bem capaz de lermos e ouvirmos coisas do tipo: “-Selvageria... Por uns pontos de audiência e uma grana a mais, colocam crianças para fazer este esporte estúpido e desnecessário...”.
Que ele tenha mais sorte que o personagem da canção da Legião Urbana, ou então vamos ouvir os diretores de escola dizer: “-Ele só tinha dezesseis. Que isto sirva de aviso pra vocês.”.

20 de ago de 2014

E na casa de Jean Eric Vergne...

E pela manhã, quando liga seu ultrabook para conferir noticias e responder e-mails, Jean Eric Vergne se depara com um raro correio eletrônico vindo da equipe pela qual disputa a temporada de F1, a Toro Rosso.


To: Jean Eric Vergne (Prostismygod@gmail.com.fr)
From: Toro Rosso (pilots_fryer@ToroRosso.com)
Subject: Your job.

Cordiais saudações, Jean Eric, como vai a gloriosa França?
Muitos perfumes fedidos e queijos cheirosos? Ou será o contrário?
Tanto faz...
O motivo deste e-mail é para lhe comunicar que a Toro Rosso não contará mais com seus serviços como piloto para a temporada 2015.
Nada pessoal.
Bem sabemos que você está à frente de Danill Kyviat na tábua de classificação e possivelmente se mantenha até o fim da temporada, mas cá entre nós: ele é russo. Logo... Bem... Quem tem c* tem medo.
Em seu lugar, guiará Max Verstappen, um jovem promissor, filho de um antigo piloto da categoria, Jos, já deve ter ouvido falar nele.
É certo que o rapaz só tem dezesseis anos, mas tem grande talento e apostamos em seu futuro.
Mas, queremos deixar bem claro que este não é o fim de nossas relações e nem significa que esteja demitido. Pelo contrário, por ser o novo piloto da equipe ainda um menino, precisamos que você continue conosco para que possamos dar suporte ao jovem Verstappen nos momentos difíceis que acreditamos que passará...
Por isto, aguarde em sua casa as novas instruções e novas ferramentas para que possa continuar conosco.
Por hora é só.
Nos vemos em Spa-Francorchamps.

Duas horas depois de ler o e-mail, uma camionete do Fedex encosta frente ao seu portão e lhe entrega uma caixa vinda diretamente da Áustria, da sede da equipe.
Ao abri-la, entendeu perfeitamente o que Franz queria dizer com “dar suporte aos momentos difíceis que o jovem Verstappen” passaria.
Dentro havia alguns pacotes de fraldas, lenços umedecidos, talcos e pomadas para assaduras.

19 de ago de 2014

O companheiro de equipe que poderia ter vencido Alonso

Fernando Alonso é osso duro de roer.
Pega um, pega geral, ainda vai pegar você.
Assim os fãs de Alonso (com voz esganiçada, claro) dizem para todo e qualquer piloto que ouse querer ou ter sido companheiro de equipe do asturiano.
Mas ele próprio também não alivia.
Na última semana, Fernando Alonso deu uma entrevista e disse que seu companheiro de equipe mais duro foi Jarno Trulli e ainda justificou: "-Ele era realmente rápido em uma volta.”.
Mas não é que tenha menosprezado este ou aquele piloto, ou que seja uma simples questão de marra.
Se na opinião do cara, Jarno Trulli foi mais duro de bater – e ainda assim ele bateu - que os campeões mundiais com quem correu. (A saber: Jacques Deusmelivre em 2004 na Renault e Kimi Raikkonen este ano.).
É porque o último italiano vivo da F1 tinha lá suas qualidades.

Mas é curioso que ele tenha deixado de citar um piloto que – muito mais que Trulli – foi uma real ameaça a sua carreira.
E não estou falando de Tarso Marques que em 2001 conseguiu dois nonos lugares como seus melhores resultados contra um único décimo lugar de Fernando;
Nenhum marcou ponto, mas tecnicamente Marques ficou a frente do espanhol e se fosse hoje seria considerada uma surra e poderia ter feito com que os donos da equipe fossem atrás de alguém com mais talento, se é que entendem... ($$$$). Mas eram outros tempos...
Também não é sobre Hamilton que em 2007, apesar do empate em pontos (109 para cada) as quatro vitórias do inglês contra duas do espanhol garantiram-lhe o vice-campeonato.
Uma posição a frente do marrento.

É sobre Nelson Ângelo Piquet, vulgo Nelsinho ou Piquetzinho...
Ok, o moleque terminou o campeonato doze posições atrás do asturiano, mas, naquele episódio do Crashgate em que abriu a boca para denunciar as safadezas de Pat Simonds e do torresmo de sunga Briattore, se tivesse sido mesmo macho e contado que Alonso sabia de tudo... Ah se tivesse contado.

18 de ago de 2014

O presente do Nelsão

Neste domingo (17/08) foi aniversário de Nelson Piquet, um dos gênios deste assunto de acelerar e fazer curva.
Obviamente, pulularam homenagens e homenagens por todos os cantos.
Merecidamente, diga-se.
Mas o maior presente foi o próprio que nos deu há muitos anos atrás.
Já tratei desta manobra por aqui um tempo atrás sob o título de A Kind of Magic, onde um moleque húngaro que vai à primeira corrida em Hungaroring – mesmo sem conhecer muito – vê a batalha e ultrapassagem em Ayrton Senna (outro gigante) e vai embora julgando que não haveria mais nada tão bonito assim até o fim da corrida.
Ouso dizer que não haverá até o fim dos tempos...
Mas qual o sentimento, naquele momento, foi despertado em cada pessoa?

Jack Stewart disse que foi como ver um looping com um Boeing, ou quase isto.
Aliás, esta frase e aquela do próprio Piquet sobre correr em Mônaco (“Andar de bicicleta na sala”) são duas das melhores definições sobre um assunto já feitas.

Piquet disse que após concluir a manobra, mandou o dedo médio para Ayrton e soltou um palavrão.
Não há como comprovar nem o dedo e nem o palavrão. Unicamente se acredita em Nelson ou não.
Sobre o palavrão, acredito firmemente.

Senna disse ter recolhido o equipamento para evitar um choque, também não duvido, mas a impressão foi que recolheu respeitosamente e até um pouco humilhado.

Particularmente, foi um turbilhão de sentimentos.
Ao mesmo tempo em que torcia para que Nelson fizesse a ultrapassagem, também torcia para que fosse de forma segura, sem risco de abandono para qualquer um dos dois pilotos brasileiros.
Pachecagem? Talvez, mas eram outros tempos e havia ali tanto talento junto que era impossível não torcer a favor.
De fato mesmo só a lembrança de ter ficado de pé no sofá e gritado um libertador: “-Putaqueopariucaralho!” a plenos pulmões e ter recebido no peito um chinelo voador vindo diretamente da cozinha, atirado por minha mãe, que, aliás, até hoje não gosta do Piquet por aquele palavrão... Vai entender.

E você? Como recebeu o presente do Nelsão naquele 10 de agosto de 1986?

15 de ago de 2014

Doce

Armação na música pop sempre existiu.
Os Monkeys, diversos grupos vocais e as boy bands de hoje em dia estão ai para provar cabalmente.
Óbvio que os Monkeys acabaram mostrando algum talento anos mais tarde, mas a principio eram uns caras “bonitos” juntados por um empresário “esperto” para colar na beatlemania.
Aliás, até os Beatles apareceram de forma meio fake com aqueles terninhos, cabelinhos de tigela e musiquinhas falando de pegar na mão e tal.
No mesmo período os Stones já queriam outras coisas...
Ainda bem que os “garotos” de Liverpool tinham talento de sobra para evoluir e merecer a fama que os acompanha até hoje.

Uma das melhores histórias de armação/redenção é a do pessoal cheio de glitter do Sweet.
A gravadora RCA/Capitol tinha visto e gostado de um grupo obscuro chamado Sweetshop onde tocavam Brian Cannolly (vocais), Steve Priest (baixo) e Mick Tucker (bateria) e apostou neles.
Após alguns singles fracassados, Andy Scott (guitarra) entra no grupo e a gravadora resolve colocá-los sob a direção de dois produtores hitmakers: Nicky Chinn e Mike Chapman. Além de trocar o nome para apenas Sweet.
´A dupla Chinn e Chapman escreve a maioria absoluta das músicas no primeiro disco, que faz algum sucesso, porém estar sob o controle de produtores e suas fórmulas não era bem o que os caras imaginavam fazer na carreira.

Pediram e a gravadora diminuiu a influência dos dois.
O resultado não poderia ser melhor musicalmente: Sweet Fanny Adans viu a luz do dia em 1974 e chegou até a respeitável posição número 27 dos álbuns mais vendidos do Reino Unido naquele ano com apenas duas músicas de Chinn e Chapman, porém, não tinha hits.

Para sanar este problema e catapultar a popularidade do grupo foram lançadas como singles canções da dupla de compositores: Blockbuster, Hellraiser e The Ballroon Blitz, (possivelmente seu maior sucesso até hoje). Todas adicionadas ao disco original nas reedições em CD.
Porém, com aquele vinil de nove canções a semente já estava plantada.
O som pesado, rápido, contagiante e poderoso do disco apontou os novos rumos para o Sweet, indo na direção do glitter rock feito por gente do calibre do T-Rex, David Bowie e Lou Reed (em Transformer).

Curiosidades sobre o disco.
O título faz alusão a um assassino do ano de 1867 e que tinha o nome Fanny Adams. Detalhe, o moleque tinha apenas oito anos de idade.
Outra curiosidade é que o título da canção incluída no disco: Sweet F.A. não é sobre o pivete, mas uma abreviação eufemística para Fuck all.
A canção Set me Free foi regravada pela banda de heavy metal Saxon em seu disco mais famoso, Crusader, de 1984.

14 de ago de 2014

Mais silly season

Do pó veio, ao pó voltarás.
Acho que está na bíblia isto ai...
Após quase ir aos tribunais responder por suborno, Bernie Ecclestone resolve a parada com um acordo financeiro.
-Fez merda?
-Fiz...
-Então vamos processar o senhor e a pena pode ser cadeia...
-Então... Quanto é que vocês querem para arquivar o processo ai?
É legal? Até é... Mas não deixa de se parecer com o motivo que iria por o velhinho da fuzarca atrás das grades.
Bernie fica livre, a F1 nem tanto...
Oremos para que Monza não pague o pato.

Juan Pablo Montoya, piloto colombiano que por anos foi o cosplay de Jabba, the hut, usou cogumelo do sol e voltou à forma física para voltar a caber em um carro de fórmula. Ainda que Indy, que não é lá este guaraná todo...
Pois bem... Jabba disse que a F1 pode aprender muito tanto com a Indy quanto com a Nascar.
Pode sim...
Pode aprender que não é necessário ter um Vettel, Alonso, Hamilton, ou indo mais fundo, Schumacher, Senna, Prost, Piquet entre outros, para ter corridas animadas.
Dá pra ter só com Buttons, Kobaiashis, Maldonados, Perez e outros manetas.
Só não dá para ter são bons espetáculos...

12 de ago de 2014

Como receber um candidato em casa

Não há nada de errado em usar camisetas que você de candidatos.
E tanto faz se é ou não o cara em que você vai votar... Tanto faz...
Mas o bom senso ensina - e aqui é bom que aprenda - que é muito bom que você a tire do chão quando o cara vier de surpresa te visitar.
Até porque, não se limpa a sujeira dos sapatos em outra sujeira...

Uma vez que ele já tenha entrado em sua casa, usar copos de geleia ou requeijão para servir café ao candidato não tem nada demais.
Lembre-se que este espécime é um ser muito sem cerimônia. Além de ser – ainda mais – sem vergonha.
Mas de boa? Tire os restos de geleia ou requeijão antes.
Não é por serem restos que merecem tratamento tão nojento. E não estou falando do candidato.
Mas se deixar sujo sem querer, relaxe... Por votos estes caras fazem qualquer coisa.
Desde comer buchadas e churrascos gregos até beijar crianças remelentas.
Não é um copo sujo com geleia ou requeijão que fará diferença.
Precisa mesmo legenda?
Prestar atenção ao que o candidato diz é sinal de educação e importante.
Pode-se cobrar dele todas as promessas de campanha que fará para ser eleito.
Caso ele não seja eleito, pode-se comparar com as próximas promessas de uma futura próxima campanha.
E mesmo que seja eleito, com certeza, vai se candidatar nas próximas eleições, ai melhor ainda!
Você poderá constatar se ele vai prometer as mesmas coisas de novo, sinal que não cumpriu o que já havia prometido antes.
Mas principalmente: prestar atenção ao que ele diz garante que ele não irá dizer de novo naquele momento.

E por fim.
Assim que o candidato deixar sua residência, não é necessário dar uma geral na casa para saber se ele levou algo.
Candidatos não fazem isto.
Agora, se por alguma hipótese absurda ele voltar depois de eleito, ai sim... Verifique minuciosamente tudo.
Mas tranquilo. Depois de eleitos estes tipos não são vistos até as próximas eleições, ai não visitam como eleitos, mas como candidatos novamente.

11 de ago de 2014

Gentlemans: the silly season

Férias da F1, tempo de silly season e algumas bobagens.
Melhor é sempre ver os carros na pista e – se é para ler e ouvir bobagem – que sejam os mimimis de Alonso e Vettel em uma disputa ou as choradeiras da dupla da Mercedes do tipo: “-Não faz isto que a mãe mandou não fazer!”.
Mas como os caras também precisam de descanso, vamos às besteiras extra pista.

Sério Perez, o mexicano batedor disse que a engenharia da Force Índia está no mesmo patamar da Maclata.
A se discutir: A engenharia da Force Índia deu um upgrade ou a da Mclata piorou muito?
Se levarmos em conta a última temporada do time inglês, voto na segunda hipótese.

Ainda da Mclata, Jenson Button disse que deseja continuar correndo em 2015.
Um ponto: Jenson corre?
Disse também que é: “-Jovem e rápido.”.
Ouvi e li isto de outro piloto sul americano que disse isto também já em fim de carreira.
A diferença é que o inglês tem um título mundial, porem... Quem liga?

Para finalizar com o time de Woking, boatos correm sobre uma possível ida de Vatteri Bottas para lá.
Talvez isto explique a declaração do... Do... Bom, do piloto velho de lá.
É um ótimo nome, que vem fazendo uma temporada fantástica na renascida (e linda) Williams.
Se é bom para a Mclata, também pode ser bom para Felipe Nasr que pode chegar à titularidade em 2015.
O que também seria bom para os torcedores pachecos que teriam dois pilotos brasileiros para torcer. E dentro da mesma equipe em ascensão, o que garantiria que se o time sacaneasse, de qualquer forma teria um compatriota levando vantagem.
Ruim mesmo só para o coitado do Bottas... Tadinho.

Na Red Bull as coisas andam invertidas.
Este ano quem está dando as cartas é o novato do time que, aliás, é o nome do ano na F1.
Subestimado por muita gente, Daniel Ricciardo ganhou o direito de vencer corridas com o tetra campeão na pista e sem ter de pedir licença à equipe.
Consistente, ousado, corajoso, bem humorado entre outras coisas, só não tinha o direito de ser trolador.
Falar para o filho do Carlos Sainz a ingressar na F1 pela Caterham é maldade, pura maldade...

Por último.
Este povo é esquisito demais.
Asfaltaram a área de escape da curva Parabólica na sagrada pista de Monza e foi o que bastou para começar a gritaria: “-Mataram a curva, acabaram com o desafio...”.
A curva continua lá e tão complicada e desafiante como sempre, a diferença é que agora quem escapa tem uma chance de não ir acertar o muro e ainda voltar para a pista.
“-Ah, mas a caixa de brita punia quem ia parar nela, às vezes o cara nem voltava...”.
Agora vai voltar, mas se usar a área asfaltada será punido pela direção de prova.
É diferente? Sim.
É ruim? Provavelmente.
Mas vá por mim... Melhor a Parabólica com a área de escape asfaltada do que o que houve com a Peraltada, por exemplo.

8 de ago de 2014

Das Bullyng

Quando era moleque e arrumava confusão na rua minha mãe tinha um procedimento padrão:
-Brigou?
-Briguei...
-Apanhou?
-Não...
-Ah bom... – e me dava uma surra....

Ou
-Brigou?
-Briguei...
-Apanhou?
-Sim...
-Reagiu?
-Sim...
Ah bom... – e me dava uma surra, mas menor, afinal, não deixei que ninguém montasse em minhas costas, como ela dizia...

Pqp! Caralho... Que tipo de cidadão estamos criando para o futuro?
Nós brigávamos, apanhávamos, batíamos...
Dávamos e ganhávamos apelidos...
Éramos perseguidos por moleques mais velhos e maiores, depois nos juntávamos em três ou quatro e dávamos o troco... Se necessário, pauladas, pedradas...
Perseguíamos os moleques menores e depois tomávamos pedradas, tapas dos irmãos mais velhos.
E hoje, somos todos conhecidos, talvez não amigos, mas quando nos encontramos damos boas risadas de tudo aquilo.

Hoje o que temos?
Escolas fazendo seguro contra bullyng...
Tudo é bullyng... Tudo é questão de correr para divãs de psicanalistas por que: “-É necessário falar sobre o que nos aflige para que possamos crescer sem traumas!”
Você ai que está lendo... É traumatizado por conta de um apelido escolar?
Você conversou som um psicólogo ou deu um jeito sozinho?
Se está aqui, vivo então parece que passou e superou o tal “bullyng”...

Esta geração que estamos criando vai ser nossa ruína... Gente frouxa.
Imagino se um dia um louco qualquer resolve deixar crescer um bigodinho, arregimenta um bando de malucos que o sigam cegamente e saia por ai exterminando uma etnia qualquer com planos de dominação mundial, nós estaremos ferrados...
Esta geração ai vai achar, porque é assim que os estão criando, que conversar com um psicólogo sobre as agressões que os malucos estão fazendo, ou ficar deprimidinho sentado no canto é muito mais eficaz que pegar nas armas e ir enfrentar a opressão.

Se nos anos 40, o bullyng estivesse na ordem do dia e junto com ele a forma de tratar a coisa, hoje estaríamos todos comendo repolho com salsicha, bebendo cerveja quente e deixando o ar irrespirável.
E claro, falando alemão: Mobbing ist dass wir locker

7 de ago de 2014

Na aberta ou na paga, vai mudar muito pouco, infelizmente...

Ouvi e li algumas coisas a respeito da noticia (barrigada?) veiculada pelo site Quatro Rodas de que a emissora oficial da F1 no Brasil estaria deixando a categoria fora de sua grade já no ano que vem e repassando as corridas para seu canal pago.
Méritos e deméritos à parte, uma teoria me chamou a atenção.
A de que teria sido uma noticia plantada pela própria emissora para verificar como reagiriam as pessoas que assistem a F1.
Se não é real, e ninguém aqui está dizendo que é, é ao menos criativa e crível.
Balão de ensaio, pesquisa de mercado... Sei lá como se pode chamar, mas: por que não?

Porque não, oras!
A emissora carioca não é do tipo que faz populismo na grade.
Por populismo, entenda-se por só o que dá ibope.
Fosse assim, como disse Vitor Martins, BBB já teria pulado fora na edição do ano passado e, com os números aferidos este ano, não voltaria nunca mais.
E o que dizer do programa da esposa do Bonner?
Piada no meio televisivo, dizem até que já matou gente de tédio na plateia.
Se fosse para pautar grade apenas pela audiência, as tardes globais já teriam algum clone do Datena, do Resende ou qualquer carniceiro destes... Mas não, mantém lá reprises de novelas e filmes repetidos ad infinitum. (Lagoa Azul manda lembranças)
O que manda no canal plim plim não é, definitivamente, o quanto de gente assistindo tem, mas o quanto de dinheiro os anunciantes colocam.
E a F1 coloca muito.
Parece ser a terceira maior receita da emissora. Não me pergunte as outras que não sei e não me interessam também.
E até onde se divulgou, não houve intenção de nenhum dos anunciantes em retirar sua cota ou sequer diminuí-la.
Logo: as corridas ficam.
Ao menos até 2020, quando acaba o atual contrato, penso eu.
Depois é outro assunto, outra conversa e novas cifras. Ai então...

Por outro lado, houve quem comemorasse a ida para o canal pago pensando que por lá as corridas teriam um tratamento melhor, com melhores profissionais envolvidos na transmissão.
Bem... Se estiverem esperando algo do nível Sky Sports F1, sugiro que tirem os monopostos da chuva.
Se a categoria passar mesmo para o canal pago, com ela vão migrar, Beckers, Barrichellos, Burtis, Courreges e afins.
Mas com muita sorte, talvez o Reginaldo Leme também vá...
E se é para ter mais do mesmo, só que pagando os tubos, melhor deixar na aberta mesmo.
De graça, até Galvão na orelha.

6 de ago de 2014

Primeira parte da temporada: a briga do momento

Um dos assuntos mais “quentes” da primeira metade da temporada foi a “briga” entre os companheiros de equipe da Mercedes.
Nico e Lewis são tidos como amigos desde as categorias de base, com histórias e fotos dos dois ainda imberbes (Nico até hoje, dizem que faz depilação a laser...) autódromos mundo afora, porém, bastou polarizar a disputa do título entre os dois apenas para que fosse criada a mais nova rivalidade do automobilismo.
Lewis ultrapassa Nico quando a equipe pedia que não o fizesse.
Nico “força” erro para atrapalhar volta voadora de Lewis em classificação.
Lewis trava passagem de Nico, que estava claramente mais rápido, ignorando pedido da equipe.
Nico dá combate quando Lewis está claramente com problemas no fim de uma corrida...
E o que mais se lê/ouve é: acabou a paz, fim da amizade.

Teve até uma noticia em que Lewis teria tirado seu cofre particular da casa do Nico.
O que, se não é suspeito (que porra o cofre do cara tava fazendo no apartamento do outro?) é curioso.
E por mais que – os dois – digam que estão lá para ganhar, o pessoal das letras esportivas insiste: abalou a amizade.
Até que ponto?
Nenhum...
Quando as luzes vermelhas se apagam, com elas vai a amizade ficando apenas o respeito que os mantém vivos e os impedem de matarem-se uns aos outros.
O resto é balela.
Fora da pista é outra história e por mais que os escribas se esmerem em conjecturar coisas ou interpretar falas e frases pós-corrida, a verdade é que apenas os dois malucos é que sabem o quanto ainda são ou deixam de ser “amigos”.

Porém, e é fato, tem que se vender a coisa de alguma forma e – graças – ao menos o domínio dos prateados alemães não é fixado em um só de seus pilotos como nos casos de Vettel e sua Red Bull e mais atrás Michael Schumacher e a Ferrari.
É saudável, claro, vender uma desavença aqui, uma briguinha ali, uma nova rivalidade acolá... Mas que fica aquele cheiro esquisito de WWE, promoção de luta de boxe ou UFC onde os caras se encaram, dizem coisas feias e fingem que brigam antes da hora.
E tem gente que ainda acredita...
Seria o artificialismo da categoria sendo levado para a cobertura também?
A disputa entre os dois já está legal, não precisa ficar inventando nada além.

5 de ago de 2014

F1 summer vacation

A prova da Hungria fechou a fase um do campeonato.
Agora uma parada de quase um mês para férias de verão e a categoria volta com baterias recarregadas em Spa.
Mas o que se pode apurar da primeira parte da brincadeira?
Que a Mercedes começou arrasadora, tanto equipe quanto motores.
Que Nico e Lewis são engenheiros de obras prontas.
Que não se pode duvidar da Red Bull.
Que o poço da MacLata é mais fundo que se pensava.

Apenas carros com motor Mercedes fizeram pole, onde se verifica (quase sempre) qual carro é realmente melhor e mais rápido.
Quando não foi um Mercedes oficial, foi a Williams de Massa com motor alemão.
Porém, nos últimos GP´s, a confiabilidade já não era tanta quanto no começo.
Quer pela ascensão das Williams de Felipe Massa e Valteri Bottas, quer pelas quebras nos carros prateados.
Problemas com freios, incêndios...
O que antes era certeza passou a ser dúvida e já não se aposta tão cegamente em uma vitória de Lewis ou Nico a cada corrida.
Aliás, outro ponto interessante é ver como se comportam torcedores e pseudo-especialistas quando falam da performance de Lewis ou Nico em comparação a Vettel, por exemplo.
Até ganhar se segundo título, Vettel era tido como um pequeno gênio, futuro da categoria.
Logo após ganhar o terceiro e principalmente o quarto título, passou a ser visto como pequena fraude produzida apenas pelos carros fantásticos criados por Adrian Newey.
Lembrando que antes de ir para a Red Bull, pilotava para a irmã menor, Toro Rosso e ainda assim conseguiu sua primeira vitória.
Lewis só havia pilotado pela Maclata, e só conseguiu suas vitórias quando o carro era tão fantástico quanto. Quando o time começou a fazer água, pulou fora.
Nico nem isto... Só vencendo já pela Mercedes.
Não que sejam ruins, pelo contrário, mas só Vettel é fraude?
Vai entender.

Outro dado curioso é que quando não venceu o time oficial da montadora alemã, não foi um cliente também a subir no degrau mais alto do pódio.
As duas vitórias que escaparam às mãos da Mercedes foram exatamente da equipe que muitos davam como carta fora do baralho durante os treinos de pré-temporada: Red Bull.
Mais curioso ainda é que as vitórias foram daquele que é – teoricamente – o segundo piloto do time: Daniel Ricciardo.
Pouquíssimas pessoas diriam antes do começo da temporada que esperavam algo de bom vindo do australiano risonho.
Agora, duvido que haja alguém que não diga que ele está sendo o nome do campeonato até aqui.
Mas penso que, se ele começar a ganhar de fato, levar dois ou três campeonatos, começam a chamar o cara de fraude também.
Deve ser a tal síndrome do underground... Só pode.

E a Maclata? Bom...
Um time que insiste em Button e traz um membro do clã Magnussen para pilotar – já substituindo o mala do Perez – tem mais é que se fuder mesmo.
Só falta a Honda chegar e ao invés de trazer aqueles motores conhecidos pela potência e confiabilidade, trazer um monte de motor de Civic brasileiro.
Na torcida desde já.

E quando a brincadeira recomeçar? Será que tudo permanecerá do jeito que tem sido?

4 de ago de 2014

F1 Ladies

Ao que tudo indica estamos muito próximos de ver uma mulher como piloto titular de um time na F1.
Marketing?
Talvez... Quem sabe?
Mas estamos.
Em cima: Susie Wolff e Katherine Legge
Em baixo: Simona de Silvestro e...
E nada mais justo, afinal, dirigindo times no pitwall já temos a tia da cantina Monisha Kalterborn e a filha do mito Frank Williams: Claire
A primeira um pouco mais, já que realmente vai ao pitwall e decide estratégias de corrida junto com engenheiros e pilotos.
Sem contar, claro, que tem que trabalhar com peças defeituosas e ainda assim fazer o melhor que pode.
Por peças defeituosas entenda-se, Perez, Gutierrez, Kobayashi entre outras.
A segunda ajudou a tirar o time de Groove do vermelho e a reestruturar a equipe.
Susie Wolff? Simona de Silvestro?
Ou será que pinta alguém de fora?
Katterine Legge que vai debutar junto com a nova Formula E ou mesmo Carmen Jordá, espanhola que já correu na Indy Lights.
Há quem aposte até em Danica Patrick, que penso já descartada.
E quem sabe Bia Figueiredo? Por que não?
De qualquer forma, pode ser uma lufada de ar fresco para uma categoria que a cada dia se sufoca mais e mais em regulamentos esdrúxulos, pistas discutíveis e dirigentes defasados e pilotos de qualidade duvidosa com dinheiro em quantidade industrial para comprar assentos.
Em tempo: mas que seja em times de ponta ou ao menos em ascensão, com possibilidades reais de ao menos brigar por vitórias.
Ou a chegada das F1 Ladies só servirá para a manutenção de velhas piadas machistas que – sinceramente – já perderam a graça.

1 de ago de 2014

Curtas complementares

Grande empresário e multi milionário comemorava seu aniversário de número sessenta.
Data redonda merece uma festua.
Não qualquer festa, mas A festa.
Reúne em uma casa de show seus amigos, colaboradores, funcionários, imprensa e muitos aspones e puxa-sacos.
Pouco antes do discurso planejado recebe a visita de seu médico particular que, em total falta de sintonia e timing, lhe conta que talvez tenha apenas mais alguns meses de vida.
Não menos que três e não mais que cinco.
De volta à festa, cego de medo e de raiva, toma nas mãos o microfone para discursar.
E o que seria agradecimento e rasgação de seda sai truncado e quase ininteligível.
-Vão se fuder cês tudo.
Após o silêncio constrangedor, aplausos.

Trabalhador da construção civil comemorava seu aniversário de número sessenta.
Data redonda merece festa.
Não qualquer festa, mas A festa.
Reúne no quintal de casa amigos, colegas de trabalho, parentes e alguns fofoqueiros.
Sem que ninguém houvesse combinado começa o coro: “-Discurso, discurso...”.
Sobe na cadeira para proferir algumas palavras, porém, se desequilibra e cai.
Na queda bate a cabeça e mesmo sendo levado às pressas ao hospital não resiste e morre.
Após alguns dias de silencio é possível ouvir:
-Se fuder viu... Estragou o churras.